Projeto

Vocês sabem que eu estou levando a sério essa vida de forrozeira e aceitei fazer parte da organização do Forró Copenhague.

Daqui a 12 dias nós faremos o primeiro festival de forró da Dinamarca e o maior festival de forró em toda a Escandinávia. Mas que isso tudo dá uma trabalheira louca, isso dá. Eu não tenho tempo para quase nada. Só respondo a emails, atualizo a página, faço propaganda no Facebook e estou tentando convencer alguns jornais locais a escrever um pequeno artigo sobre o projeto.

Minilogo

Estão vindo gente de 21 nacionalidades para participar no festival aqui. Claro que não será uma coisa enorme como o forró de Paris, que teve uns 500 participantes ou mais (e que eles conseguiram socar numa sala que só cabiam umas 250 pessoas!). Aque será uma coisa mais tranquila, menos gente, mais espaço para dançar e oportunidade para fazer amizades. Acho que vai ser legal.

Se tiver curiosidade para ver a página que eu escrevi, aqui vai o link
http://forrocphfestival.cris.dk/

Reparou que o link termina com cris.dk? Estávamos sem grana para pagar pelo domínio, então temporariamente estamos usando o meu. 🙂

E o forró continua

E eu continuo na minha maratona de forró. Não que eu esteja dançando bem, mas eu acho que é animado.

De vez em quando eu danço com uns caras que fazem passos e piruetas que eu não consigo acompanhar, mas tudo bem. O que vale é a experiência. Quem sabe uma hora dessas eu consiga acompanhar esses passos loucos que eles fazem, que mais parece coisa de gafieira ou de jiu-jitso do que forró.

Documentário

Assisti ao documentário Senna hoje. Como todo bom brasileiro, eu também adorava o Ayrton Senna e acompanhava as corridas de Fórmula 1. Depois da morte dele eu assisti somente a uma corrida, mas não tinha mais a mesma graça, e a partir desse dia eu nunca mais liguei a tv para ver corrida. Pelos comentários que eu ouvia, de que o Rubinho não era mais o mesmo depois do acidente em Ímola, vi que eu não estava perdendo nada.

Lembro bem daquele primeiro de maio de 1994. Ainda sonolenta, liguei a tv no meu quarto e uns dez minutos depois aconteceu aquela fatalidade. Pouco depois tomei o ônibus de Paranaguá a Curitiba, pois era o aniversário de uma boa amiga minha e fiquei de chegar cedo na casa dela para comemorar. Durante o jantar na casa dela, a tv estava ligada e não se falava de outra coisa a não ser a morte de Senna. Eu chorava o tempo todo. Coitada de minha amiga, aguentando minha choradeira no dia do seu aniversário.

Por muito tempo aguardei um filme com a história de Senna e confesso que achei o documentário bom, mas ficaram faltando algumas coisas na narrativa e agora estou com essa sensação de frustração.

Escutando aos nomes de 1985-86 foi ótimo para reavivar a memória: Nikki Lauda, Nigel Mansell, Allan Prost.

Senna era uma boa pessoa e muito competitivo. O filme deu muita ênfase aos desentendimentos e competição entre Prost e Senna, principalmente enquanto os dois eram companheiros de equipe na McLaren. Quando Prost mudou para a Williams, a competição entre eles continuou. Já com o novo companheiro de equipe, Gerhard Berger, Senna não tinha problemas. Pareciam amigos. Porém o documentário nem sequer mencionou o nome de Berger, nem que Senna tinha um bom relacionamento com ele. A preocupação foi mostrar Ayrton como uma pessoa que gosta de arrumar encrenca. Isso me deixou chateada.

Em compensação gostei de ver que o filme mostrou Nelson Piquet como o peçonhento que ele sempre foi.

Uma das recordações que tenho ainda vívida na memória foi uma das últimas corridas de 1991. Senna já estava com a vitória do campeonato garantida e bem antes da bandeirada ele deixou o companheiro Berger passar na frente e ganhar aquela corrida. Eu estava esperando que o filme fosse mostrar essa cena, pois foi algo de que nunca me esqueci, mas para ver essa cena tive que rodar o youtube, pois o filme não mostrou isso.

Outra coisa que me deixou insatisfeita foi a qualidade do vídeo. A imagens são de péssima qualidade, como se a intensão fosse mostrar que as imagens são realmente antigas, o que não é verdade. 20 anos não é nada. Tenho filmes aqui dos anos 80 que estão digitalizados e em melhor qualidade do que as esse filme de 2010.

Bom, como agora é moda refazer um monte de filmes, o jeito é aguardar até que um novo documentário sobre a vida de Senna apareça. Só espero que não demore mais 20 anos.

Uma coisa que me impressionou foi saber que o Allan Prost é o curador do instituto Ayrton Senna. Depois de tanta briga entre os dois, como pode isso?

Treze

13 de junho, dia de Santo Antônio.

Para mim sempre foi um entretenimento ouvir as histórias de que moças que querem encontrar um marido devem colocar o santo de castigo, virando a estátua de cabeça para baixo. Será que hoje tem muita gente rezando para o santo?

À propósito, sabe onde é feriado hoje? Em Lisboa, capital de Portugal. A mulherada toda lá hoje está rezando para Santo Antônio!

(Brincadeira à parte, Santo Antônio é o padroeiro da cidade, por isso é feriado.)

Passatempo

Essa chegou por email. Não é exatamente uma piada mas é entretenimento garantido.

UM DEVOGADO DUS BÃO

Dizem que aconteceu em Minas Gerais, em Ubá, cidade onde nasceu o genial compositor Ary Barroso.

Na cidade havia um senhor, cujo apelido era Cabeçudo. Nascera com uma cabeça grande, dessas cuja boina dá pra botar dentro, fácil, fácil, uma dúzia de laranjas.

Mas fora isso, era um cara pacato, bonachão e paciente.

Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava. Onde quer que o encontrasse, lhe dava um tapa na cabeça e perguntava:

‘Tudo bom Cabeçudo’?

O Cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara sempre zombando dele.

Um dia, depois do milésimo tapa na sua cabeça, o Cabeçudo meteu a faca no zombeteiro e matou-o na hora.

A família da vítima era rica; a do Cabeçudo, pobre.

Não houve jeito de encontrar um advogado pra defendê-lo, pois o crime tinha muitas testemunhas.

Depois de apelarem pra advogados de Minas e do Rio, sem sucesso algum, resolveram procurar um tal de ‘Zé Caneado’, advogado que há muito  tempo deixara a profissão, pois, como o próprio apelido indicava, vivia de porre.

Pois não é que o ‘Zé Caneado’ aceitou o caso? Passou a semana anterior ao julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca!

Na hora de defender o Cabeçudo, ele começou a sua defesa assim:

– Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu:

– Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:

– Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa.

Zé Caneado, porém, fingiu que não ouviu e:

– Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

E o promotor:

– A defesa está tentando ridicularizar esta corte!

O juiz:

– Advirto ao advogado de defesa que, se não apresentar imediatamente os seus argumentos…

Foi cortado por Zé Caneado, que repetiu:

– Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

O juiz não agüentou:

– Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui pra fora, antes que eu mande prendê-lo.

Foi então que o Zé Caneado disse:

– Senhoras e Senhores jurados, esta Corte chegou ao ponto em que eu queria chegar…
Vejam que, se apenas por repetir algumas vezes que o juiz é meritíssimo, que o promotor é honrado e que os membros do júri são dignos, todos perdem a paciência, consideram-se ofendidos e me ameaçam de prisão, pensem então na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos, todos os dias da sua vida,  com um tapa na cabeça foi chamado de Cabeçudo!

Cabeçudo foi absolvido e o Zé voltou a tomar suas cachaças em paz.

Mais vale um ‘Bêbado Inteligente’ do que um ‘Alcoólatra Anônimo’!

Batatas

O povo do trabalho hoje estava comentando sobre uma matéria do telejornal. Como eu não assisto TV eu não estava sabendo, mas acompanhei a discussão dos colegas.

Se entendi direito, uma velhinha de 74 anos na Itália comprou um saco de batatas e entre as batatas veio uma granada de mão.

Ela disse no telefone: achei uma bomba com as batatas.

Vieram peritos em explosivos para retirar a granada do local e descobriram que era uma granada da época da segunda guerra mundial.

A velhinha disse que as batatas vieram cobertas em terra, então ela lavou a granada e só então percebeu que era uma bomba. Disse que foi o peso que era diferente e isso chamou a atenção. Disse também que se ela não tivesse notado isso, provavelmente teria tentado cozinhar a bomba.

A polícia disse que a granada não tinha mais o pino, mas ainda estava ativa. Acreditam que a confusão aconteceu na França, onde as batatas foram colhidas. Provavelmente a granada estava enterrada junto com as batatas e a escavadeira colheu tudo junto. No processo automatizado ninguém reparou que tinha uma granada ali. Que perigo.

Então vem o meu amigo de fé, Torben, e solta uma de suas piadinhas clássicas: Já pensou se é uma velhinha com péssima visão que está descascando essas batatas? Hmmm, essa batata aqui tem uma maçaneta. Vou jogar essa maçaneta fora. Plim……………..BUM.

Ataque

Recebi um email com o seguinte enredo: Ataque de urso polar no Canadá.

Fiquei olhando aquela foto por mais de meia hora. Achei muito parecido com algo aqui na Dinamarca. Não sei se você concorda.

Eu uso óculos

Não, esse post não está relacionado com a música dos Paralamas do Sucesso. Esse post é um teste de conhecimento.

São 10 perguntas. O gabarito eu coloco dia 25 de fevereiro de 2012. Para quem acertar mais de 3, eu mando uma caixa de chocolate dinamarquês Anthon Berg.

Aqui vai.

Eu uso óculos, mas não os usava quando criança. Aliás, ouvi certa vez do oftalmologista do meu avô que eu jamais precisaria de óculos. Eu deveria ter pedido essa avaliação por escrito e voltado lá de óculos e cuia na mão. Nos dias de hoje uma afirmação errônea dessa daria processo.

O fato é que a contagem atual é 14. Desde os meus doze anos, esse é o número de óculos que eu já tive. O que quero saber é o seguinte:

1 – Quantos óculos eu tenho nesse exato momento?

2 – Com quantos anos eu comecei a usar óculos?

3 – Em que ocasião eu descobri que precisava usar óculos?

4 – O que aconteceu com o meu primeiro par de óculos?

5 – Meu segundo par fazia as pessoas se lembrar de uma pessoa famosa. Quem era?

6 – Por que eu abri mão do meu segundo par de óculos e comprei um novo?

7 – Quantos pares de óculos eu adquiri aqui na Dinamarca?

8 – Eu tenho miopia ou hipermetropia?

9 – Desses 14 óculos, quantos são óculos de sol?

10 – Por que eu não uso lentes de contato ao invés de óculos?

Boa sorte e divirta-se!

Incidente

Acordei pensando em tubarões. Faço uma pesquisa na wikipedia e me surpreendo ao saber de um incidente que houve na África do Sul em julho do 2011. Um tu-tubarão de 3 metros pulou para dentro do barco dos pesquisadores. Mas também a wikipedia só fala isso.

Claro que Tia Cris Sádica se interessou e foi desenterrar a história com mais detalhes.

Segundo o artigo no The Gardian o bicho primeiro caiu com metade do corpo para dentro do barco, mas se debatendo em desespero acabou entrando completamente na embarcação. Disseram que se fosse um barco menor, que este teria afundado. Para manter o tubarão vivo os pesquisadores jogavam água o tempo todo sobre as guelras do animal, até que o outro barco chegou para ajudar. Não tendo sucesso em retirar o bicho do barco, voltaram para o porto para usar um guindaste. Ao ser liberado o tubarão nadou para o lado errado e atolou na praia. Os pesquisadores deram um empurrãozinho, mas depois de várias tentativas frustradas, foram obrigados a amarrar o bicho a um barco e rebocá-lo até o mar.

Já o artigo mais detalhado que achei em português é do Notícias Uol. Eles colocaram até umas fotos do incidente, o que eu achei legal. Só não gostei que eles “floreiam” demais o texto.
Por exemplo, disseram que o animal caiu com metade do corpo no barco, mas que devido ao fato de tubarões só se moverem para a frente, que ele depois caiu com o corpo todo no barco. Eu já não concordo com isso. Se vc viu o vídeo número 2 que coloquei no post “Tu-tubarão”, ali dá para ver direitinho o tubarão fêmea se movendo para os lados e dando até ré quando nadando atrás do Chris na prancha. (Lembro disso porque fiquei admirada de ver um tubarão se movendo daquele jeito.). Eles também nem comentaram que o animal caiu sobre as latas de combustível.

Outra coisa que achei estranha no texto foi que não se fala que jogaram água no tubarão para mantê-lo vivo, mas se diz que “tentaram” jogar água. Como é que se tenta jogar água num tubarão? Requer essa atividade aptitudes especiais, óculos de visão noturna e armadura completa? Se você souber como se joga água num tubarão, por favor me ensina!

Pronto, desabafei.

Fora isso, o artigo e o incidente em si são interessantes demais para deixar de ler. Pena que só fico sabendo dessas coisas com meses de atraso. Por acaso vocês ficaram sabendo disso ano passado?