E o forró continua

E eu continuo na minha maratona de forró. Não que eu esteja dançando bem, mas eu acho que é animado.

De vez em quando eu danço com uns caras que fazem passos e piruetas que eu não consigo acompanhar, mas tudo bem. O que vale é a experiência. Quem sabe uma hora dessas eu consiga acompanhar esses passos loucos que eles fazem, que mais parece coisa de gafieira ou de jiu-jitso do que forró.

Passatempo

Essa chegou por email. Não é exatamente uma piada mas é entretenimento garantido.

UM DEVOGADO DUS BÃO

Dizem que aconteceu em Minas Gerais, em Ubá, cidade onde nasceu o genial compositor Ary Barroso.

Na cidade havia um senhor, cujo apelido era Cabeçudo. Nascera com uma cabeça grande, dessas cuja boina dá pra botar dentro, fácil, fácil, uma dúzia de laranjas.

Mas fora isso, era um cara pacato, bonachão e paciente.

Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava. Onde quer que o encontrasse, lhe dava um tapa na cabeça e perguntava:

‘Tudo bom Cabeçudo’?

O Cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara sempre zombando dele.

Um dia, depois do milésimo tapa na sua cabeça, o Cabeçudo meteu a faca no zombeteiro e matou-o na hora.

A família da vítima era rica; a do Cabeçudo, pobre.

Não houve jeito de encontrar um advogado pra defendê-lo, pois o crime tinha muitas testemunhas.

Depois de apelarem pra advogados de Minas e do Rio, sem sucesso algum, resolveram procurar um tal de ‘Zé Caneado’, advogado que há muito  tempo deixara a profissão, pois, como o próprio apelido indicava, vivia de porre.

Pois não é que o ‘Zé Caneado’ aceitou o caso? Passou a semana anterior ao julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca!

Na hora de defender o Cabeçudo, ele começou a sua defesa assim:

– Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu:

– Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:

– Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa.

Zé Caneado, porém, fingiu que não ouviu e:

– Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

E o promotor:

– A defesa está tentando ridicularizar esta corte!

O juiz:

– Advirto ao advogado de defesa que, se não apresentar imediatamente os seus argumentos…

Foi cortado por Zé Caneado, que repetiu:

– Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

O juiz não agüentou:

– Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui pra fora, antes que eu mande prendê-lo.

Foi então que o Zé Caneado disse:

– Senhoras e Senhores jurados, esta Corte chegou ao ponto em que eu queria chegar…
Vejam que, se apenas por repetir algumas vezes que o juiz é meritíssimo, que o promotor é honrado e que os membros do júri são dignos, todos perdem a paciência, consideram-se ofendidos e me ameaçam de prisão, pensem então na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos, todos os dias da sua vida,  com um tapa na cabeça foi chamado de Cabeçudo!

Cabeçudo foi absolvido e o Zé voltou a tomar suas cachaças em paz.

Mais vale um ‘Bêbado Inteligente’ do que um ‘Alcoólatra Anônimo’!

Batatas

O povo do trabalho hoje estava comentando sobre uma matéria do telejornal. Como eu não assisto TV eu não estava sabendo, mas acompanhei a discussão dos colegas.

Se entendi direito, uma velhinha de 74 anos na Itália comprou um saco de batatas e entre as batatas veio uma granada de mão.

Ela disse no telefone: achei uma bomba com as batatas.

Vieram peritos em explosivos para retirar a granada do local e descobriram que era uma granada da época da segunda guerra mundial.

A velhinha disse que as batatas vieram cobertas em terra, então ela lavou a granada e só então percebeu que era uma bomba. Disse que foi o peso que era diferente e isso chamou a atenção. Disse também que se ela não tivesse notado isso, provavelmente teria tentado cozinhar a bomba.

A polícia disse que a granada não tinha mais o pino, mas ainda estava ativa. Acreditam que a confusão aconteceu na França, onde as batatas foram colhidas. Provavelmente a granada estava enterrada junto com as batatas e a escavadeira colheu tudo junto. No processo automatizado ninguém reparou que tinha uma granada ali. Que perigo.

Então vem o meu amigo de fé, Torben, e solta uma de suas piadinhas clássicas: Já pensou se é uma velhinha com péssima visão que está descascando essas batatas? Hmmm, essa batata aqui tem uma maçaneta. Vou jogar essa maçaneta fora. Plim……………..BUM.

Eu uso óculos

Não, esse post não está relacionado com a música dos Paralamas do Sucesso. Esse post é um teste de conhecimento.

São 10 perguntas. O gabarito eu coloco dia 25 de fevereiro de 2012. Para quem acertar mais de 3, eu mando uma caixa de chocolate dinamarquês Anthon Berg.

Aqui vai.

Eu uso óculos, mas não os usava quando criança. Aliás, ouvi certa vez do oftalmologista do meu avô que eu jamais precisaria de óculos. Eu deveria ter pedido essa avaliação por escrito e voltado lá de óculos e cuia na mão. Nos dias de hoje uma afirmação errônea dessa daria processo.

O fato é que a contagem atual é 14. Desde os meus doze anos, esse é o número de óculos que eu já tive. O que quero saber é o seguinte:

1 – Quantos óculos eu tenho nesse exato momento?

2 – Com quantos anos eu comecei a usar óculos?

3 – Em que ocasião eu descobri que precisava usar óculos?

4 – O que aconteceu com o meu primeiro par de óculos?

5 – Meu segundo par fazia as pessoas se lembrar de uma pessoa famosa. Quem era?

6 – Por que eu abri mão do meu segundo par de óculos e comprei um novo?

7 – Quantos pares de óculos eu adquiri aqui na Dinamarca?

8 – Eu tenho miopia ou hipermetropia?

9 – Desses 14 óculos, quantos são óculos de sol?

10 – Por que eu não uso lentes de contato ao invés de óculos?

Boa sorte e divirta-se!

Tu-tubarão

Eu estava pesquisando sobre ataques de tubarão na praia de Boa Viagem no Recife e obviamente quando se pesquisa sobre ataque de tubarão, inevitavelmente vem um monte de artigos sobre tubarão-branco – o tipo que causa o maior número de ataques fatais a seres humanos.

Sem querer usei 3 horas lendo reportagens e assistindo a vídeos. Alguns deles bem interessantes, até que esbarrei num programa muito bem feito chamado Invasão do tubarão-branco, feito para o Discovery Channel.

Aqui nesse vídeo, numa área deserta da África do Sul, um tubarão-branco fêmea está na praia tomando sol. Isso mesmo, tomando sol. De acordo com a pesquisadora mais e mais tubarões vêm para perto da praia e ninguém sabe explicar o porquê. (Aqui é uma praia deserta, onde não tem ninguém, então o tubarão não está atrás de um aperitivo)
Ela diz que se está literalmente na praia com o tubarão. A praia ali, o tubarão aqui e se eu estivesse de pé, a altura da água bateria na cintura.

O narrador explica que esses tubarões gostam das águas quentes e do calor do sol e que eles podem até pegar um bronzeado! Tubarões-branco têm que se movimentar o tempo todo em alto mar para manter oxigênio fluindo pelas guelras, mas que em água quente e rasa, a concentração de oxigênio na água é maior, por isso os tubarões não precisam se movimentar tanto e podem respirar com maior facilidade e relaxar.

Reação em cadeia: quando se assiste a um vídeo, isso desencadeia uma reação viciosa e quem consegue deixar de assistir o outro na sequencia?

O narrador começa dizendo que o tubarão está há horas ali na praia e que Chris decide remar junto com o tubarão. (Com um nome desses, a gente tem mais é que apoiar!) Ele diz que aquele remo é bem silencioso e que não vai incomodar, e que se o tubarão realmente quisesse poderia facilmente derrubá-lo da prancha. E continua dizendo que a prancha dele tem em torno de 3,5 metros e como se pode ver pela câmera instalada no alto do mastro, o tubarão tem quase o mesmo tamanho.

Entendi que ali é um dos poucos lugares onde tubarões podem ir para a praia com tranquilidade. Que na maioria dos outros lugares eles são perturbados pela presença humana, com pescaria, poluição e barcos passando em alta velocidade. Então vem a pergunta, por que os tubarões vêm para a praia? (Note que o motivo aqui não é alimentação, já que não tem nada nessa praia.)

O meu xará, Chris, diz que em um momento ficou tão empolgado que quase perdeu o equilíbrio. Disse que o tubarão nadou direto na direção dele e que teria sido interessante se ele tivesse caído na água. (Eu gosto de como ele diz que teria sido interessante. Não teria sido interessante, teria sido uma atração imperdível! – tão imperdível quanto aquela do ano passado quando uma baleia orca no Sea World matou a treinadora na frente da plateia e das câmeras.)

Um último vídeo mostra uma pesquisa no santuário marinho perto de Guadalupe no México, onde dezenas de tubarões-brancos se reunem uma vez ao ano e ninguém sabe explicar isso. Nessa região os tubarões estão bem pertinho das pessoas e não ocorrem ataques, por isso surgiu uma teoria de que os tubarões ignoram a presença humana. Então o narrador diz assim: como a visibilidade da água aqui é tão boa, Chris quer descobrir se isso é verdade mesmo.

Quando se trata de tubarão-branco, sempre se desce no mar dentro de gaiolas, mas meu xará vai na cara e coragem encarar o mergulho fora da jaula. (Esse doido realmente gosta de arriscar o pescoço, fala sério.)

Os paramédicos se prepararam para o pior, e o camera-man instalou espelhos retrovisores no equipamento, já que o tu-tubarão-branco é um traiçoeiro e gosta de fazer emboscada e atacar por trás da vítima.

As palavras de Chris: 20 anos atrás entrar na água com esses bichos seria considerado suicídio. Nesse mergulho tubarões de até 4 metros vieram bem pertinho de mim, nadando a poucos centrímetros de distância. Disse que tubarões-branco no habitat deles não atacam coisas desconhecidas e que hoje nadando com até 4 tubarões juntos ao mesmo tempo, que ele pode ver que esses animais não ficam o tempo inteiro em posição de ataque.

E isso conclui a tia Cris aprensentando o doido Chris.
Eu gostei desses vídeos e espero que vocês também gostem.

Comercial

Vi esse comercial da cerveja Carlsberg no Facebook de um conhecido. Achei um barato. Pensei até que esse comercial tivesse sido filmado no Cinemaxx de Copenhague, já que a cervejaria é dinamarquesa e os moços simpáticos no filme se parecem com uns motoqueiros que andam para cima e para baixo aqui na região. Mas depois caiu a ficha. Na introdução do filme diz que só havia 2 assentos vagos. Aqui os assentos são todos numerados. Ninguém fica procurando cadeira, não.

Filmaram essa “pegadinha” lá na Bélgica.