Vindo para DK

Se alguma das perguntas abaixo é a pergunta que não quer calar, então eu tenho uma sugestão:

  • Eu quero ir para a Dinamarca?
  • Como posso me preparar para morar na Dinamarca?
  • Vou ser expatriado para a Dinamarca, e agora?
  • Como é a vida em Copenhague?
  • Como funcionam as coisas na Dinamarca?
  • Será que vou me acostumar a morar na Dinamarca?
  • A Dinamarca é muito diferente do Brasil?

Imagino que há muitas outras perguntas, para quais as respostas podem ser encontradas em uma nova página de internet chamada “O livro Copenhague”. A página é em inglês e é voltada principalmente para expatriados, mas qualquer um que esteja vindo para ficar por um tempo prolongado, pode beneficiar das informações publicadas lá.

thecopenhagenbook.dk

Eu dei uma “folheada” rápida no website, mas vi que tem muita informação lá, desde como achar emprego para cônjuges de expatriados, passando por tratamento dentário, médico, seguros, banco e afins.

Clique em “Practical Info” para acessar a maioria das informações úteis.

Eu espero que essa dica ajude.

Custo de vida

Hoje eu atualizei a minha planilha de orçamento e pela primeira vez que comecei a perceber o quanto se gasta com coisas a gente quase não usa, e o quanto se gasta com coisas que são muito importantes, como por exemplo, água.

Na minha casa a gente paga mais em seguro do que com a conta de luz.
Para quem está vindo para cá, aqui vão alguns valores aproximados – valores em coroa dinamarquesa por ano.

  • 2.500 DKK – licença do Dansk Radio
  • 3.500 DKK – água e esgoto
  • 7.000 DKK – aquecimento da casa
  • 10.000 DKK – eletricidade
  • 20.000 DKK – imposto sobre o terreno e coleta de lixo
  • 12.000 DKK – seguros

Licença do DR (Dansk Radio) é para ver os canais dessa emissora (de tv, rádio e computador) e é obrigatório mesmo que vc não assista tv ou escute rádio, que é o meu caso

Aquecimento da casa depende do tamanho da casa ou apartamento e tipo de aquecimento. Nós usamos gás natural, mas quem mora na cidade usa “aquecimento à distância”. A água quente que circula nos radiadores vem das usinas da queima de lixo urbano, e o preço é bem mais barato do que gás ou óleo. Lembro que quando eu morava em Copenhague o aquecimento de um apartamento de 40 m2 era menos de 2 mil por mês, e o de uma casa de 80 m2 era de 5 mil usando aquecimento à distância (fjernvarm)

Seguros obrigatórios são o da casa (incêndio e danos – não cobre furtos, que é um seguro à parte) e o do carro (responsabilidade em caso de acidente – cobre os danos no carro da outra pessoa, mas não no seu). Mas claro que vc vai fazer um seguro para proteger os objetos de valor da casa em caso de arrombamento. Se tiver um carro novo também é bom ter um seguro que cubra danos à carroceria. Nós não temos, porque o carro é velho, no entanto temos um seguro assistência, para virem nos socorrer se der pane no carro. 🙂 e já precisamos ativar o seguro algumas vezes. O da casa nós também ativamos quando passou um furacão aqui que levou embora o topo do nosso telhado.
O bom das seguradoras da Dinamarca é que não tem aporrinhação. Preenche um formulário e pronto. Depois vc encontra a pessoa para fazer o serviço e eles enviam a conta diretamente para a seguradora. Ponto final.

Se você paga aluguel, veja se gastos eletricidade, água e aquecimento estão incluídos ou são à parte.
Se mora em apartamento, o seguro contra incêndio é dividido por todos e vem na taxa do condomínio, assim como coleta de lixo e gastos com remoção de neve das calçadas.

Quem mora em casa é responsável por limpar a neve da calçada na frente da sua casa e espalhar sal. Se alguém cair e quebrar a perna na frente da sua casa por causa de neve ou gelo, você é responsável.

Os gastos com moradia são em torno de 50 mil mais hipoteca da casa ou aluguel, que facilmente pode acrescentar de 60 a 100 mil coroas (ou mais) a esse valor.

Pense que tem gente que ganha menos de 20 mil coroas por mês, ou seja menos de  240 mil por ano (aqui não existe 13º salário). Desse valor é descontado no mínimo 37% de imposto de renda, 8% contribuição à saúde pública e 1% aposentadoria pública.

Depois de pagar todas as despesas, no final do mês, talvez não sobre dinheiro para ir ao supermercado ou transporte.
Na DK o empregador não paga vale-transporte nem vale-refeição.

Quando vier para cá, se não tiver trabalho garantido, pode ser difícil de sobreviver. Pense nisso.

Carteira de motorista

Esse post é para quem está vindo morar na Dinamarca e vai precisar dirigir aqui.

Carteiras de motorista de fora da comunidade européia só dão direito a dirigir na Dinamarca por no máximo 90 dias. Você pode trocar a sua habilitação brasileira pela dinamarquesa. Custa 280 coroas (em 2015) e você não precisará passar por uma prova de direção (que motoristas provenientes dos Estados Unidos e Canadá, por exemplo, são obrigados a passar para provar que sabem dirigir um carro de câmbio manual). Você não precisa fazer a prova controle, mas terá que apresentar um atestado médico.

kortSe você vem como expatriado e ficará por pouco tempo, então não indico fazer essa troca de carteira, pois você estará abdicando da habilitação nacional brasileira para poder pegar a carteira da Dinamarca (que também é válida na Europa). Acho que nesse caso seria mais viável fazer uma carteira de habilitação internacional.

Uma novidade para quem tem a habilitação dina… você só renova quando faz 70 anos de idade. Não tem aquela perturbação de renovar carteira a cada 5 anos, pagar taxa, ficar na fila, fazer exame de vista e prova de atualização, etc.

Se você tem problema de vista, como eu, a obrigação é sua de checar sua visão periodicamente e ver se os seus óculos ou lentes estão dentro do que é exigido pela DK para dirigir.

Hoje eu li que o parlamento vai votar um projeto de lei de extender o prazo de validade da habilitação. Ao invés de renovar quando se tem 70 anos, passará a ser quando se faz 75 anos. Vamos ver se essa lei vai passar.

Informações extraídas dos sites borger.dk e fdm.dk.

Vindo para a Dinamarca – Vídeo

Aqui vai um vídeo relativamente recente sobre a cultura na capital dinamarquesa. Achei interessante, e mesmo estando aqui há muito tempo, tinha coisa ali que foi novidade para mim – por exemplo as atividades na casa do estudante.

O que não foi dito, é que na Christiania é o lugar para comprar entorpecentes, e mesmo sendo uma sociedade alternativa, a polícia da capital faz batidas ali e a coisa de vez em quando fica feia…

Vindo para a Dinamarca? Dicas

Estava elaborando um email para dar uma força para um compatriota que me pediu algumas dicas e que está a caminho dessa terra Viking onde moro, e pensei: quantas pessoas não estão na mesma situação que ele e gostariam de umas dicas também?

Pelo que percebo, o maior medo que temos é de enfrentar o choque cultural; o medo de não se adaptar. E eu digo:
Eu acho que o ser humano tem uma capacidade incrível de adaptação. Um mês é suficiente para uma pessoa se adaptar a uma nova rotina. Acho que o único problema é o lado psicológico, porque a gente tem mania de fazer comparações… “ah, mas no Brasil era assim”. Honestamente, a adaptação fica mais fácil se você simplesmente aceitar que as coisas aqui são diferentes. Umas pra melhor, outras, nem tanto.

E falando em aceitação, isso também vale para quando estiver aprendendo o idioma.
Não vou mentir, a pronúncia dinamarquesa é de matar, e algumas vezes eles usam umas expressões estranhas. Mas se você tiver boa vontade e aceitar que aqui é diferente, então aprenderá com mais facilidade e menos frustração.

Mas vamos aos fatos:

Costumam me perguntar se eu estranhei muito no início. E eu retruco, no início? Mesmo morando aqui há anos, eu ainda estranho. Todo dia a gente aprende alguma coisa nova e volta e meia descubro coisas que me impressionam e me pergunto: como é que não percebi isso antes? Também há coisas que eu simplesmente recuso aceitar, e por isso continuo achando essas coisas “estranhas”.

Se é a primeira vez que você vem para cá, imagino que você pode estranhar:

A comida

  • Nosso querido arroz e feijão. Faça em casa, porque aqui eles não comem arroz. Feijão é algo que nem vendia no supermercado quando me mudei para cá. Os restaurantes todos servem a mesma coisa: batata.
    Carne aqui também é diferente. Eles comem muita carne de porco. Muita mesmo. E eu percebo que eles também comem bastante cordeiro.
  • Para os fãns de uma boa churrascaria. Esqueça. Na Dinamarca não tem nenhuma – o que é um pouco frustrante, pois os nossos vizinhos: Inglaterra, Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, todos esses lugares têm alguma “Brazilian Steak House”. Quem gosta de fazer um churrasquinho em casa, saiba que a carne dinamarquesa é muito boa, mas eles exportam tudo. Para o mercado interno só fica carne dura de última qualidade.
  • Para quem é fã de frutas e verdudas, você talvez vá sentir falta de alguma coisa. A variedade não é boa. As frutas “exóticas” como mamão, manga, banana, abacaxi, melancia, são importadas ainda verdes e chegam aqui sem gosto, duras, e nunca amadurecem. Em compensação, no verão eles têm cereja fresca, damasco fresco, vários tipos de ameixa, e uns morangos divinos.
  • Nós brazucas adoramos um suco, principalmente na hora das refeições. Gostamos muito de Tang ou outro refresco, ou um suquinho de fruta natural. Quer suco? Faça em casa. São raros os lugares que servem suco natural aqui, e costuma ser caríssimo.
  • Saladas… para eles salada é pepino e cenoura crua com muito molho cremoso por cima ou então sem tempero nenhum. Eles não costumam usar sal, azeite e vinagre como nós. Eles também comem couve-flor e brócolis cru. Muito estranho, mas a gente se acostuma.
  • As refeições também são diferentes. Muitos não comem comida quente no almoço, mas só comem um pedaço de pão de centeio. Aí eles jantam às 5 da tarde.

O povo

  • O povo é fechadão e é difícil fazer amizades. Lembra um pouco a cultura em Curitiba, no Paraná.
  • Eles nunca (ou raramente) convidam um colega para um happy hour ou para vir em casa tomar um café. Depois do trabalho todos saem correndo para a vida privada deles. Convidar para vir em casa, só mesmo amigos íntimos. Convites de última hora não existem. Você é convidado com meses de antecedência. Dica: jamais apareça de surpresa na casa de um dinamarquês!
  • No começo todos são compreensivos e falam inglês contigo, porque sabem que você ainda não fala dinamarquês. Mas o fato é que demora mais de um ano para aprender o idioma local. No entanto, após algumas semanas, os caras se cansam de você e começam a falar só em dinamarquês. Se você não entende, o problema é seu, e você acaba ficando meio isolado, fora das conversas. E se você se queixar, ai meu Deus, aí você vai ouvir que já está na hora de você aprender o idioma e se integrar!
  • Outra coisa que é diferente, é que o povo é mais liberal – talvez por não serem religiosos. Menina que dorme em casa de menino, mas são só amiguinhos. Namoradinhos vão dar uma bimbada na casa dos pais, enquanto os pais estão na sala assistindo tv. Isso também é normal.
  • Eles dão muito valor à qualidade de vida e ao respeito mútuo. Todos são iguais. Isso você vai perceber no seu local de trabalho, na maneira como os chefes/gerentes se relacionam com seus funcionários.
  • Hipocrisia, ter duas caras, falar mal dos outros pelas costas. Bom,  isso é a mesma coisa em qualquer lugar. Mas o que a gente estranha aqui, é que muita gente tem medo de conflito. Tem gente que não tem coragem de abrir a boca e falar sobre um problema e guardam rancor por um tempão. Alguns problemas nunca se resolvem, porque ninguém tem coragem de pôr as cartas na mesa. Isso é muito comum no ambiente de trabalho. Fazem reuniões e mais reuniões, mas os problemas nunca se resolvem, porque na reunião eles só dizem que está tudo lindo e maravilhoso. E cuidado, não vá você tentar mudar isso, que você vai se dar mal.

Noção equivocada

  • Se você acha que aqui é uma maravilha, que é primeiro mundo, não se iluda! Pesquise antes de vir. Estou aqui há 13 anos e até hoje ainda acho que há muitas coisas que funcionam melhor lá no sul do Brasil do que funcionam aqui no “primeiro mundo”. Quer um exemplo? Se você tem o privilégio de ter um plano de saúde no Brasil, venha preparado para encarar a realidade dinamarquesa, onde tudo é pelo sistema de saúde público. A lista de espera para ver um especialista é de 3 a 6 meses!
  • Outra coisa que a gente estranha é o fato dos dinamarqueses não gesticularem quando falam. Eles ficam duros feito uma pá e não movem os braços quando falam. Mas nós brasileiros, nós usamos uma infinidade de gestos. Aliás, às vezes a gente nem precisa falar nada, o gesto por si só já diz tudo, não é mesmo? E isso está gravado lá no fundo da memória. Minha dica: Quando chegar aqui, tente se lembrar que eles não entendem os gestos, e dependendo do gesto que você fizer, pode até ser mal-interpretado. Dica: jamais dê de dedo para um dina (apontar o dedo indicador na cara de uma pessoa, que às vezes a gente faz para chamar a atenção à um assunto importante). Isso aqui é considerado como um ato de agressão.
  • E a questão do banho, digo, da falta de banho? É porque faz frio? Isso é algo que o povo também confunde. Sim, é verdade que os europeus não tomam banho todos os dias, principalmente no inverno, mas isso não tem nada a ver com o frio (acho assim era antigamente, mas não nos dias de hoje). A razão é que a água daqui é dura (tem muito cálcio/calcário) e resseca a pele pra valer. E durante o inverno, os radiadores que aquecem a casa roubam toda a humidade do ar, o que contribui para ressercar a pele ainda mais. O ar seco resseca até os olhos da gente, que ardem. E tem gente que fica com um tipo de eczema sério na pele. Mesmo passando hidratante todo dia, não resolve. Então o jeito realmente é diminuir na quantidade de banho – e isso o seu dermatologista vai escrever na receita médica!

O frio

  • Saber que aqui faz frio e que o inverno é longo é o que nos assusta mais. Mas vamos falar a verdade. Frio você só passa no sul do Brasil, porque lá faz frio pra dedéu, e o povo encara o inverno sem aquecedor, e ainda tomam banho de água fria. Aqui não se passa frio. Dentro de casa é sempre quentinho. O isolamento térmico das casas é diferente, a temperatura dentro dos ambientes é sempre em torno dos 21 graus. Tem gente que anda dentro de casa de camiseta o ano inteiro.
    Agora, fora de casa são outros quinhentos. Faz frio, venta bastante e raramente faz sol. Mas o segredo para encarar isso de frente é saber se vestir adequadamente. Vou postar em breve umas dicas de como se preparar para o inverno europeu.

Pô Cris, mas essas dicas acima são desanimadoras demais. Não tem nada bom na Dinamarca?
Claro que tem.

  • Acho espetacular que se pode andar na rua ou de carro sem ter medo de violência, sem medo de que vão assaltar, roubar, matar. Nossas casas não têm muros, nossas janelas não têm grades.
  • Acho fantástico que a gente não precisa ter dois ou três empregos para sustentar a família. Mesmo num emprego simples, ganha-se o suficiente para ter uma casa confortável, um carro, fazer várias viagens por ano.
  • Adoro o fato que na Dinamarca não tem burocracia e que tudo se resolve por email, por internet. Aquele negócio de ir ao banco e ficar na fila por 3 horas… esqueça! Bem-vindo à Dinamarca!
  • É fenomenal que o transporte público chega no horário  – com algumas exceções, claro, mas na maioria das vezes, funciona muito bem.
  • Também gosto muito que aqui a sua palavra basta. Eles confiam em você. Você mesmo que faz a leitura dos medidores de luz, água, gás. Eles não mandam um funcionário para conferir se você leu e informou direito ou não.
    Se você comprou um artigo e agora quer devolver para a loja (por defeito ou quer trocar um presente que não gostou), não precisa preencher mil formulários e implorar pelo amor de Deus. Se está dentro da garantia, está com a etiqueta, os caras nem olham dentro da caixa. É só devolver, pegar o dinheiro de volta ou trocar por outro.
  • Outro ponto positivo é que você sabe que o dinheiro que você paga de imposto está sendo utilizado para o benefício da sociedade, e não está parando no bolso de algum salafrário. Claro que existe corrupção aqui, mas é mais discreta. Eles se aproveitam do fato de estarem numa posição de poder e manipulam as leis, fazendo com que as leis sejam mais favoráveis para eles. Quer um exemplo? Político dinamarquês não pode comprar casa em outro país europeu. Então o cidadão vai lá, faz um novo projeto de lei, para mudar isso. Se a lei for aprovada, ele poderá comprar sua tão sonhada casa. É uma corrupção mais sofisticada, mas ainda sim, corrupção. Pessoalmente eu acho mais fácil de tolerar esse tipo de corrupção. Porque o que acontece no Brasil é lamentável.
  • Também gosto do fato de que o povo daqui não cuida tanto da sua vida e não se metem na sua vida para dar palpite. Se me lembro bem, no Brasil, se você está numa fila qualquer conversando algo particular com sua amiga, o cara de trás já se mete na sua conversa, dá palpite e conselhos. Não é verdade?
  • Mas o que eu absolutamente adoro aqui é o fato de que você pode ser você mesmo. Pode ir ao shopping ou supermercado maltrapilho, sujo e descabelado, que ninguém repara nem diz nada. Pode sair pelas ruas carregando um pacotão de papel higiênico debaixo do braço e ninguém vai fazer piadinha. A impressão que eu tenho que é que aqui se vive menos de aparências…

Dicionários DK

Está procurando um dicionário dinamarquês online? Aqui vão alguns links úteis.

Bab.la – Dinamarquês-inglês, mas também há várias outros idiomas disponíveis. Não é um dos melhores dicionários, mas quebra um galho e é gratuito.

Sproget.dk – gratuito e muito bom. Dicionário de definições, ou seja, dansk-dansk.

Den Danske Ordbog do site Ordnet.dk. É gratuito e patrocionado pela fundação Carlsberg, entre outras. Também é dansk-dansk.

Ordbogen.com –  Se não me engano é possível fazer duas pesquisas gratuitas por dia, mas para usar mais do que isso ele é pago. No entanto é um bom dicionário.

Segurança na DK

Atendendo a pedidos, aqui vai uma postagem sobre segurança dinamarquesa. Vou falar sobre:

– Segurança no sentido de afastamento de todo perigo: violência doméstica, no trânsito, nas ruas, violência gratuita e assim vai.

– Segurança social: aposentadoria, pensão, auxílio desemprego, auxílio saúde (dentista, médicos e hospitais), pagamentos durante licença maternidade/paternidade e outros assuntos.

– Seguros de seguradoras – todo dinamarquês tem. É obrigatório por lei.

Segurança x Violência

  • A Dinamarca é muito pacata. É possível andar na rua tranquilamente sem precisar ter olhos nas costas. Pode-se andar de carro com a janela aberta e parar no farol no meio da noite sem se preocupar.
  • Quando se sentar no trem, metrô ou mesmo quando estiver esperando o ônibus, pode-se abrir o laptop, iPad, smartphone ou qualquer outro device moderno sem ter medo que alguém virá para roubá-lo. O trem regional, o S-trem e alguns ônibus oferecem internet wifi gratuita. Talvez seja bom lembrar para tomar um pouco de cuidado quando estiver andando no centro de Copenhague, porque há casos de batedores de carteira roubando smartphones.
  • Aqui é muito comum andar com a mochila e bolsa nas costas, andar com a carteira no bolso de trás da calça e não tem perigo. O problema disso é que os dinamarqueses tendem a fazer o mesmo quando estão viajando e a consequência é que eles sempre são roubados. Nesse caso eu ainda sou muito brasileira: ando com minha bolsa ou mochila virada para a frente e sempre dou uma espiada para ver se não tem ninguém suspeito me cercando.
  • Falando nisso, é muito comum andar de bicicleta aqui e colocar a bolsa/mochila na cestinha dianteira ou traseira. Não tinha perigo algum, mas nos últimos 2 anos começou uma onda de furtos, onde um cidadão vem de lambreta/motinho/vespa pela ciclovia e puxa a sua bolsa e vai embora. Então os “espertinhos” estão chegando aqui.
  • Toda forma de violência gratuíta está sujeita à punição. Aquelas coisas que a gente vê em filme e novela, de um cara dando um safanão ou murro no outro, ou da moça tascando um tapa na cara do rapaz – esse tipo de comportamento aqui pode dar cadeia por vários meses.
  • Assaltos a residências à mão armada nos últimos 12 anos só vi dois ou três casos na mídia e isso foi um choque para a Dinamarca toda.
  • Arrombamentos quando a casa está vazia (o pessoal sai de férias ou sai para comemorar Natal e Ano Novo na casa de algum parente) são muito frequentes. Esses arrombamentos são normalmente causados por jóvens usuários de drogas à procura de objetos de valor, ou por grupos do leste europeu que vêm até de caminhão e arrombam várias casas numa noite só. Muita gente tem alarme por causa disso. Já vi na mídia casos de arrombamentos que aconteceram no meio da noite enquanto os moradores da casa estavam dormindo, entretanto isso não é comum.
    Em compensação você não vai ver aqui: grades em janelas nem muros altos com caco de vidro no topo. Muitas casas têm porta de vidro e nenhum muro ou portão fechando a casa.
  • Estupros acontecem bastante, infelizmente, mas eu acho que é porque as moças novinhas bebem muito, fazem algo que se arrependem no dia seguinte e chamam de estupro. Teve vários casos assim na mídia, até de moças que mentiram e foi provado que foi mentira. Mas também houve casos de estupros violentos em estações de trem, dento da casa da vítima e até no meio da rua durante o dia. Como toda brasileira, mesmo estando aqui, eu evito andar sozinha de noite, não entro em ruas desertas e mal iluminadas, não fico num vagão de trem sozinha e mantenho olhos abertos. Falando em iluminação da rua, algumas cidades do interior apagam as luzes da rua entre 2 e 5 da manhã para economizar verba pública.
  • Violência doméstica – eu ouvi dizer que agora tem lei no Brasil proibindo bater nos filhos. Aqui essa mesma lei existe há muitos anos e o povo respeita. Quando há violência, quando descoberto pelos serviços sociais, a coisa fica feia. Eles realmente batem na sua porta e retiram a criança dos seus cuidos. Isso é permanemte. A criança é então encaminhada para uma família de criação estipulada pelo governo e os pais, depois de passar uma temporada na cadeia, nunca mais terão notícia da criança.
  • Violência doméstica contra mulher existe mais em famílias de estrangeiros. Mas há poucos casos entre dinamarqueses também. Há vários centros de ajuda para a mulher, que são lugares escondidos na cidade onde a mulher pode morar com a sua criança por até 6 meses e não ser perturbada. Eles ajudam as vítimas de vários modos, com psicólogos, advogados, a encontrar um novo emprego e assim vai.
  • Aqui não vende armas de fogo e não é fácil conseguir porte de arma. Em função disso muitos assaltos a bancos acontecem com neguinho segurando um facão. Você acredita nisso? Aqui para entrar no banco é só abrir a porta. Não tem que passar por detector de metal, não há seguranças armados na porta e também não tem aquelas filas quilométricas com horas de espera. Muitas coisas se faz via netbank ou caixa eletrônico e se você for ao banco para obter algum serviço que dava para ter sido feito via esses serviços eletrônicos, então você terá que pagar uma taxa pelo serviço e não é barato.
  • ban2Nos últimos anos tem crescido os casos de brigas entre as gangs de motoqueiros como Hells Angels, Bandidos, Black Cobra, AK81. É tipo uma máfia e últimamente o noticiário fala de tiroteios acontecendo em certos bairros de Copenhague, de uma gang tentando matar a outra, brigando por ponto de distribuição de droga. Isso tem acontecido depois que o governo proibiu que o bairro da Christiania continuasse sendo um ponto de venda de drogas. Lá era possível comprar a sua “mercadoria” em paz. Agora toda forma de compra de drogas é ilegal e as gangs estão brigando por pontos estratégicos. Essa semana o governo anúnciou que vai proibir o uso de colete à prova de bala, alegando que as gangs usam os coletes e por isso é esse tiroteio indiscriminado. A primeira-ministra disse que se eles querem continuar o bang-bang, que tem que ser na cara e coragem, sem colete.

chr

Esqueci alguma coisa? Ah, sim, eu citei violência no trânsito. Os dina são meio agressivos no trânsito. Se vc quer trocar de faixa eles te bloqueiam, se vc tenta furar uma fila de carros para tentar entrar na frente pode acabar esperando mais até alguem te deixar entrar do que se tivesse se colocado no final da fila decentemente. Vindo de Sampa, nesse sentido eu acho que os motoristas em São Paulo são bem mais tolerantes.

O trânsito aqui anda devagar. Só é permitido andar a 50 km/h nas cidades e sempre tem polícia checando. Se cometer infração grave várias vezes consecutivas, aqui eles realmente tiram a sua carteira de motorista e demora anos até poder tirar outra – e custa caro pra caramba tirar carteira aqui. Em torno de 3000 Reais. Para quem vem morar na Dinamarca e já tem carteira de habilitação brasileira, tente checar se ainda é possível fazer a troca, vc entrega a sua brasileira e recebe a dinamarquesa que é válida até você completar 70 anos de idade. O Brasil era um dos únicos países dos quais a Dinamarca aceitava a carteira de motorista. Nem dos EUA eles não aceitam, já que lá eles não sabem dirigir com câmbio manual.

Eu disse que o trânsito anda devagar, mas só o de carros. Nas ciclovias a velocidade é alta. Tem gente que alcança os 50 km/h de bicicleta. Quando tem muita bicicleta junta, eles te empurram. Há muitos, mas muitos mesmo, de gente que cai e quebra o braço e se machuca seriamente. Usar o capacete não é obrigatório ainda para adultos, mas você verá muita gente usando, justamente porque esses acidentes ocorrem com frenqüência.

Eu tenho lido que no Brasil anda na moda fazer arrastão em restaurantes. Esse tipo de notícia nem chega por aqui. Eu acredito a violência que existe no Brasil não chegará para os lados de cá, já que a sociedade aqui é voltada para a igualdade. Você não é melhor que ninguém e você não deve achar que é melhor que ninguém, por isso deve respeitar todos, porque todos são iguais a você. É a lei de Jante.

Para acompanhar as notícias dinamarquesas em inglês eu aconselho o jornal Copenhagen Post.

 Segurança Social

Eu aconselho dar uma olhada num documento escrito pela Comissão Européia chamado Os seus direitos de segurança social na Dinamarca. Foi escrito em 2012, então não pode estar muito desatualizado. A desvantagem é que é escrito em português europeu, mas dá para entender.

Uma outra hora eu escrevo sobre esse tema usando minhas próprias palavras e baseando-me nas minhas próprias experiências.

Seguro – Um dever seu

Você sabe, os preços na Dinamarca são de assustar. Uma casinha simples no interior custa 2 milhões de coroas e demora pelo menos 30 anos para pagar uma hipoteca deste preço. Então se um dia der um estrago grande, você provavelmente não terá condições de consertar a casa. Todo dinamarquês que tem casa deve obrigatoriamente ter um seguro-casa, que cobre danos causados por incêndio, inundação, estrago por insetos ou fungo.

Muita gente opta então fazer um seguro para o conteúdo da casa. Esse não é obrigatório, mas com a quantidade de arrombamentos, é sempre uma boa idéia. Pelo menos seus pertences estão segurados e receberá algum ressarcimento por eles.

Se você tem carro, então é obrigatório fazer um seguro chamado seguro-responsabilidade. Imagine que o seu carro tem 15 anos de idade, já está nas últimas e num acidente você estraga um carrão chique. Como vai conseguir pagar? Então é obrigatório ter esse seguro-responsabilidade, onde estragos causados á terceira parte são cobertos.

Claro que se vc tem um carro bom, talvez seja uma boa idéia fazer um seguro-casco, que é para cobrir a sua carroceria também.

E assim vai. Há outros seguros obrigatórios, mas isso é para dar uma idéia.

Praticando dina

Está aprendendo dinamarquês e quer praticar mas está com dificuldade de encontrar textos mais fáceis? O site DR (Dansk Radio), provedor estatal de rádio e tv na Dinamarca, tem uma seção chamada Ligetil – que quer dizer simples, direto, descomplicado –  e que é escrita num dinamarquês mais básico.

lige

Ali você encontra notícias, artigos interessante, jogos de memória, jogos de vocabulário, sinônimos, sufixos, testes e assim vai.

Muito útil até para quem está aqui há muito tempo. A gente sempre pode aprender palavras novas.

 

Vindo para a Dinamarca? Prepare-se bem

Está cogitando se mudar para a Dinamarca? Não faça como eu, que vim na cara e coragem, sem me preparar ou pesquisar sobre a cultura e o campo de trabalho. Seja esperto, faça uma boa pesquisa antes de vir, e se possível tente aprender um pouco do idioma antes de chegar aqui.

No início de 2013, eu fiquei sabendo da existência de dois livros, que têm como finalidade ajudar estrangeiros que querem morar aqui, que estão prestes a se mudar, ou que moram aqui faz pouco tempo e ainda não entenderam como o sistema funciona.

Esses livros foram escritos por uma alemã, Dagmar Fink, que mora na Dinamarca desde 2006. No livro The Worktrotter’s Guide to Denmark ela conta todas as informações básicas e práticas que são importantes: sobre o país, cultura, dias feriados, como procurar emprego, salários, aposentadoria, impostos, bancos, sistema de saúde, médico, dentista, educação, entretenimento, aprendendo o idioma, esportes, obtendo carteira de motorista e assim vai. Uma infinidade de informações práticas.

O segundo livro se chama Business-Dances with Danes (decoding Danish workplace culture) onde ela explica como é a cultura no ambiente de trabalho na Dinamarca. Nesse livro também é possível ler sobre a experiência de outras pessoas que passaram pelo que você vai passar, mas que se deram bem. Dagmar entrevistou várias pessoas, e todas as dicas – de como se preparar, como se entrosar, e que tipo de coisas evitar – estão no livro.
Enquanto eu lia o livro, algumas vezes me pegava pensando: ah como minha vida teria sido mais fácil se eu tivesse sabido disso antes… mas paciência, a gente aprende do modo mais difícil (quebrando a cara), mas aprende do mesmo jeito.

Se interessar, os livros são em inglês e são vendidos online pelo site www.worktrotter.dk.
Aprendendo dinamarquês

danishPara aprender dinamarquês antes de ser mudar para cá:  se você está com dificuldade de encontrar uma escola que ensine o idioma, ou prefere aprender por conta própria, no seu próprio ritmo, tente usar sites de internet para aprender as frases iniciais. Se você fala inglês, as opções são várias.

Você pode por exemplo comprar o curso Teach Yourself Danish, que vende no Amazon.co.uk. Custa em torno de 40 libras, mas de vez em quando se acha na promoção por 25 libras. Ouvi comentários de que esse livro é bom.

Pela internet também encontra-se cursos. Normalmente a primeira lição é gratuíta e paga-se para ter acesso às outras lições. Speakdanish.dk é um exemplo.

Outra coisa que vale a pena saber é, que quando você se mudar para a Dinamarca e receber o seu número CPR (sua identidade e seguro saúde local), você terá então a opção de aprender dinamarquês com aulas pagas pela prefeitura de onde você mora. É o que eles chamam de sistema de integração do estrangeiro na sociedade. Há no entanto várias regras no momento para obter esse direito de integração, e eu não estou inteirada da nova legislação.

Se você já está aprendendo dinamarquês e quer praticar, procure por dinamarquêses em sites como MyLanguageExchange ou SharedTalk.
Leia jornais em dinamarquês como o Berlingske Tidende ou Politikken. Assista TV ou escute rádio em dinamarquês. Procure pelo canal estatal, o DR.dk.

Você não fala inglês? Já tentou procurar por cursos de dinamarquês em websites lusos? Existe por exemplo o Euro Talk.

dwnAgora, se nenhuma dessas dicas acima agradou, vou lhe dar uma dica meio doida – que foi o que eu fiz: Aprenda um pouco de alemão.
A Deutsche Welle oferece o curso completo totalmente gratuito e com explicações em português brasileiro. Muitas palavras dinamarquesas são parecidas com alemão. Só a gramática é que diferente (alemão é bem mais difícil). Aprender um pouco de alemão vai facilitar a sua vida depois, quando tiver que aprender dinamarquês, e ainda de quebra vai lhe ajudar a entender algumas piadinhas que os dinamarqueses gostam de fazer no dia-a-dia (pois eles jogam umas palavras em alemão no meio da frase, e esperam que todo mundo entendam, já que muita gente aqui sabe falar alemão).

Os cursos da Deutsche Welle você encontra aqui. Eu sugiro o curso Alemão, por que não? (Deutsch warum nicht?). São 104 lições muito bacanas divididas em quatro livros com diálogos, exercícios, áudio e uma história que prende a atenção.

Boa sorte!

Mídia da DK

Para quem quer acompanhar os acontecimentos na Dinamarca, aqui vão alguns links:

  • The Copenhagen Post – notícias dinamarquesas em inglês, com ênfase para os estrangeiro, imigrante ou expatriado.

Os outros todos em idioma local:

  • Berlingske Tidende – o jornal mais antigo da Dinamarca, e tia Cris saiu na primeira página em 18 novembro 2001!
  • Politiken – a competição do Berlingske
  • Jyllands-Posten – o controversial jornal da Jutlândia, que publicou os desenhos do profeta Maomé, causando fúria nos países islâmicos e deixando a Dinamarca numa situação difícil.

Canais de TV

  • DR – Danske Radio, rádio e tv do estado patrocinada por uma taxa que todo cidadão é obrigado a pagar (equivalente a 700 reais por ano). É obrigado a pagar essa taxa toda pessoa que possui um aparelho de rádio, TV ou computador em casa. Ninguém escapa, pois a loja que te vende o equipamento informa as autoridades que agora vc tem uma TV em casa e automaticamente você receberá o boleto bancário em duas prestações. Se você informar o estado que não possui rádio, tv ou computador em casa, um oficial virá te fazer uma visita surpresa para constatar a veracidade do fato.
  • TV2 – O segundo canal dinamarquês, patrocinado por comerciais, assim com a tv brasileira. Recentemente no entanto esse canal foi transformado em canal por assinatura.

Para assistir aos vídeos de programas ou ao vivo procure por TV bem no topo da barra de navegação dessas duas páginas. Bom proveito.

Prova de cidadania

Eu me inscrevi para fazer a prova sobre história, cultura e regras na comunidade dinamarquesa.

Essa prova é um pré-requisito, entre vários outros, para todo estrangeiro que pretende solicitar cidadania por naturalização na Dinamarca. A prova chama Indfødsretsprøven.

Em 2008 o parlamento resolveu deixar essa prova bem mais difícil, dando menos tempo e requerendo mais respostas certas para passar. Agora são 45 minutos para responder 40 perguntas de múltipla escolha. Para passar você deve acertar 32 perguntas.

Das 40 questões, 35 são baseadas no material elaborado pelo parlamento. Um livreto de 172 páginas chamado Danmark før og nu (Dinamarca antes e agora).

O material é dividido em 4 capítulos:
1 História da Dinamarca
Contada de maneira sucinta, cita os reis Vikings, algumas guerras importantes, como a constituição foi criada e assim vai. Essa capítulo inclui 40 páginas com temas diversos como geografia, família real, religião, escolas e educação, esporte, música, cinema e assim por diante.
2 A democracia dinamarquesa
O sistema parlamentarista, a constituição, as funções da rainha, os direitos e deveres do cidadão, os sistemas legislativo, judiciário e executivo.
3 A comunidade do bem-estar (previdência social)
Como ela é financiada, como se originou essa cultura do bem-estar.
4 Dinamarca e seus arredores
Cita a relação da Dinamarca na Europa e na Escandinávia. As organizações que a DK faz parte como NATO, Nações Unidas, União Européia.

Honestamente eu achei o material bem interessante de ler e útil. Por exemplo, eu sabia que sendo estrangeira eu não tenho direito de votar para o parlamento, mas eu não sabia que eu tenho direito de votar para eleições municipais e regionais e que eu posso até me candidatar! Já estou até bolando meu slogan: “Para ser um estrangeiro feliz, vote na tia Cris.”

As 5 questões restantes da prova são sobre acontecimentos recentes na sociedade. Por exemplo, na minha prova perguntaram sobre o jubileu de 40 anos de reinado da rainha, jogos olímpicos, qual banco dinamarquês abriu falência em 2012, deu o nome de uma ministra e perguntou qual ministério ela lidera e a última pergunta foi o nome do líder de um determinado partido político.

Para me preparar para a prova eu usei os serviços de um website chamado www.indfodsretsprove.dk. Paguei pelo pacote completo, 250 coroas, e ali eu podia fazer simulações de provas, ver as perguntas das provas anteriores, ler o material do livreto ou baixar em mp3 e um monte de outras coisas que me ajudaram a treinar. E valeu a pena.

Ontem chegou o resultado e eu passei. Passei na primeira tentativa, quando um monte de gente reprova. Mas as perguntas não estavam difíceis e eu (e vários outros candidatos) terminei a prova em 10 minutos. É uma questão de se preparar adequadamente para o teste. Para mim, 45 dias de preparação foram suficientes. No caminho para o trabalho eu escutava o material em mp3 e em casa de noite eu lia algumas páginas do material ou treinava no site que comentei acima.

Bem no dia da minha prova o parlamento anunciou que vai abolir a prova Indfødsretsprøven (prova de naturalização) e instaurar uma nova prova, que não será tão difícil e que se chamará Statsborgerskabsprøven (prova de cidadania). A prova ainda está sendo elaborada e se o parlamento aprovar, entrará em vigor em junho 2013.

Eu só espero que o resultado da prova que acabei de fazer valha por algum tempo. Pois lembro em 2008, quando tornaram a prova mais difícil, quem tinha acabado de prestar a prova anterior, teve que fazer a prova novamente. E cada vez são 695 coroas que custa de inscrição, mais os gastos de locomoção e tirar folga do trabalho. Anunciar uma mudança dessas bem no dia da prova, achei avacalhação.