Documentário

Assisti ao documentário Senna hoje. Como todo bom brasileiro, eu também adorava o Ayrton Senna e acompanhava as corridas de Fórmula 1. Depois da morte dele eu assisti somente a uma corrida, mas não tinha mais a mesma graça, e a partir desse dia eu nunca mais liguei a tv para ver corrida. Pelos comentários que eu ouvia, de que o Rubinho não era mais o mesmo depois do acidente em Ímola, vi que eu não estava perdendo nada.

Lembro bem daquele primeiro de maio de 1994. Ainda sonolenta, liguei a tv no meu quarto e uns dez minutos depois aconteceu aquela fatalidade. Pouco depois tomei o ônibus de Paranaguá a Curitiba, pois era o aniversário de uma boa amiga minha e fiquei de chegar cedo na casa dela para comemorar. Durante o jantar na casa dela, a tv estava ligada e não se falava de outra coisa a não ser a morte de Senna. Eu chorava o tempo todo. Coitada de minha amiga, aguentando minha choradeira no dia do seu aniversário.

Por muito tempo aguardei um filme com a história de Senna e confesso que achei o documentário bom, mas ficaram faltando algumas coisas na narrativa e agora estou com essa sensação de frustração.

Escutando aos nomes de 1985-86 foi ótimo para reavivar a memória: Nikki Lauda, Nigel Mansell, Allan Prost.

Senna era uma boa pessoa e muito competitivo. O filme deu muita ênfase aos desentendimentos e competição entre Prost e Senna, principalmente enquanto os dois eram companheiros de equipe na McLaren. Quando Prost mudou para a Williams, a competição entre eles continuou. Já com o novo companheiro de equipe, Gerhard Berger, Senna não tinha problemas. Pareciam amigos. Porém o documentário nem sequer mencionou o nome de Berger, nem que Senna tinha um bom relacionamento com ele. A preocupação foi mostrar Ayrton como uma pessoa que gosta de arrumar encrenca. Isso me deixou chateada.

Em compensação gostei de ver que o filme mostrou Nelson Piquet como o peçonhento que ele sempre foi.

Uma das recordações que tenho ainda vívida na memória foi uma das últimas corridas de 1991. Senna já estava com a vitória do campeonato garantida e bem antes da bandeirada ele deixou o companheiro Berger passar na frente e ganhar aquela corrida. Eu estava esperando que o filme fosse mostrar essa cena, pois foi algo de que nunca me esqueci, mas para ver essa cena tive que rodar o youtube, pois o filme não mostrou isso.

Outra coisa que me deixou insatisfeita foi a qualidade do vídeo. A imagens são de péssima qualidade, como se a intensão fosse mostrar que as imagens são realmente antigas, o que não é verdade. 20 anos não é nada. Tenho filmes aqui dos anos 80 que estão digitalizados e em melhor qualidade do que as esse filme de 2010.

Bom, como agora é moda refazer um monte de filmes, o jeito é aguardar até que um novo documentário sobre a vida de Senna apareça. Só espero que não demore mais 20 anos.

Uma coisa que me impressionou foi saber que o Allan Prost é o curador do instituto Ayrton Senna. Depois de tanta briga entre os dois, como pode isso?

3 thoughts on “Documentário

  1. Aconteceu a mesma coisa comigo. Quando eu soube da morte chorei horrores. E nunca mais vi uma corrida, e olha que não entendia desse mundo muito bem – só tinha sete anos.
    Tem o documentário p/ baixar?

    Interessantíssima a última informação!

    • Eu não sei se tem para baixar, mas é muito possível, pois no dia depois que eu comprei o dvd eu vi que estavam mostrando o filme gratuitamente na estação do metrô em São Paulo.

      Se conhece algum site bom para baixar, depois me passa, pois eu não conheço nenhum. Faz um tempão que não assisto a filme nacional.

  2. Eu não conheço não…
    Tinha um site que eu baixava seriado, mas eu perdi. Agora os sites que encontro tem que se cadastrar numas porcarias… então deixei p/ lá…
    Mas darei uma olhada.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *