Camarão

Enquanto o resto da Europa sofre, em pleno verão, com frio, chuvas torrenciais e inundações, na Dinamarca a gente sofre com um calor infernal.

O sol está tão quente que eu só tenho ficado na sombra. Com exceção de ontem.
Ontem resolvemos fazer um piquenique com forró no parque do castelo. Já não estava tão quente, dos 27, a temperatura baixou para 22. Dá para encarar, eu pensei.

Passei bloqueador no rosto,  pescoço e ombros, pus um vestido e fui.

Confesso que, sentada no sol, a impressão era de que estava bem mais quente que 22 graus. Estava eu na iminência de me sentar na sombra, quando escutei umas meninas que conheço, e que passaram o dia anterior todinho na praia tostando, dizerem que o sol daqui não tem potência. Que quando chegaram em casa, esperavam que estariam bem bronzeadas, mas que foi decepção, que não pegaram nem uma corzinha. Então desencanei e fiquei aproveitando o sol sem me preocupar.
Sem me preocupar em termos, pois eu fiquei pegando no pé de um dinamarquês, que havia esquecido o boné em casa, e já estava todo vermelho. Um típico gringo que vira um camarão depois de cinco minutos no sol.

De noite, quando tirei a roupa, foi quando eu vi que as meninas me enganaram dizendo que o sol daqui não queima.
Não acreditei na cor das minhas costas. 
Pimentão, camarão, lagostão… Pode chamar do que quiser. Minhas costas parece a bandeira dinamarquêsa, toda vermelha com uma tira branca no meio.

Olha, faz tempo que eu não me queimava desse jeito. Tive até que apelar para um gel de aloe vera para aliviar a queimação e poder dormir.

Ah, quando eu encontrar aquelas meninas novamente. Vou puxar a orelha delas por mentir para mim!

3 thoughts on “Camarão

  1. Carsten é igual eu, não posso fica na sombra com água fresca que me queimo, imagine no sol.
    Ando muito cansado, acho que o Nibiru tá chegando

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