Midsummer

Ontem, véspera de São João, foi o Midsummer escandinavo. Eu já escrevi sobre isso inúmeras vezes no blog, então não vou repetir (aleluia!, dirão alguns! rsrs). 

A primeira vez que eu fui a uma comemoração de Sankt Hans, como eles chamam a comemoração na Dinamarca, eu achei um porre. 

Era na praia, a fogueira não passava de um amontoado de galhos e folhas (e nada mudou nesses muitos anos! os dina deveriam fazer um curso de como montar uma bela fogueira de São João com os brasileiros!). 

As músicas pareciam coisa de funeral, e em seguida vinham as crianças com bonequinhas de bruxa para queimá-las na fogueira, como símbolo da idade média quando eles queimava mulheres na fogueira. Isso fez ferver meu sangue e eu nunca mais quis ir a uma festa de Sankt Hans. 

Como agora os tempos são outros (fazendo alusão a minha nova vida), eu resolvi pesquisar o que tem para fazer no Midsummer em Copenhague. Achei mais de 7 eventos na cidade. 

Uns com show de bandas, outros com dança (salsa), outros com barraquinha de comida. E para completar tem o festival CopenHell acontecendo, que é um festival de heavy metal. Não tem nada a ver com São João, mas coincidiu a data. E olha que até o Robbie Zombie está aqui hoje.
Engraçado é que no metrô, pelas vestimentas, é possível distinguir quem está indo para qual evento! Os metaleiros e suas roupas incrementadas. 

Acabei que eu convidei o Carsten para vir no Midsummer comigo. Fim de semana passado eu fui lá na nossa casa, dei uma força no jardim e comemoramos o aniversário dele com um bom churrasco, e combinamos de explorar Copenhague no fim de semana seguinte. 

Todos os planos foram por água abaixo, literalmente, porque começou a chover horrores. Então fizemos tudo no improviso e saiu melhor que o esperado. 

Fomos no porto antigo, o Nyhavn, onde encontramos cereja (eu matei a vontade) e ele comeu waffle belga. 

De lá atravessamos uma ponte recentemente inaugurada e fomos parar num street food market, com mais de 40 barracas de comida, mas acabamos comendo no brasileiro. Churrasco. Estava muito bom. De brasileiro mesmo só o nome e a bandeira, mas de qualquer modo estava tudo bem feitinho. 

De lá nos embrenhamos num parque que estava abandonado. Não tinha nem uma alma penada andando por lá. Mas achei interessante, lá tinha muitas entradas para os antigos abrigos de bomba. Eu nunca tinha visto tantos juntos antes. 

Saindo do parque paramos na beira mar, para ver o concerto da Oh Land tocando piano. Enquanto esperávamos, ouvi um casal falando português e puxei papo: estão a passeio ou morando na cidade, eu perguntei. Estavam aqui fazia 4 meses e estavam adorando. 

Quando eu falei que estava aqui há 16 anos, se assustaram. Mas pq veio para cá, me perguntaram. Olhei para o Carsten e falei: vim porque eu e ele éramos casados. Outra vez, olhar de susto. (isso acontece muito, quando esbarramos em alguém conhecido e Carsten me apresenta como “minha ex-mulher” kkk)

E de onde vc é do Brasil? De Curitiba, disse. E eles: nós também!

Mas eu só esbarro com curitibano, impressionante! Duas semanas atrás, algo parecido aconteceu na minha viagem para Berlim. Mas isso é outra história. 

Final das contas. Oh Land tem uma voz bacana, mas selecionou umas musiquinhas desanimadas e nós fomos embora no meio do show. 

As fogueiras montadas tanto no Nyhavn quanto ali na beira mar não passavam de um amontoado de galhos secos de jardim. 

Só faltou as crianças com as bruxas, para dizer que nada mudou!

Voltamos para casa e ficamos tomando chocolate quente e escutando heavy metal, até que para nossa surpresa, começou um show de fogos de artifício que durou por 5 minutos e deu para ver de camarote aqui da minha sacada. Foi uma surpresa, pois não sabíamos que teria fogos, nem que duraria por tanto tempo. Foi o final perfeito para o São João!

E vocês, o que fizeram? Pinhão com quentão? 

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