Madeira – parte final

Passear por Funchal é agradável. jardins, calçadão à beira mar, centrinho com lojas, mercado. Numa doca vimos ancorado o galeão que passou por nós num dos dias anteriores. A decoração de natal da cidade é bonita, bem feita. Muita gente tocando música na calçada. Até mesmo nas docas tinha música de natal tocando nos alto-falantes, O clima era bem natalino, bem descontraído.

Eu queria ver o jardim botânico da Ilha da Madeira. Dizem ser lindo. Mas por causa dos incêndios que devastaram a ilha uns meses antes (havia um piromaníaco à solta, foi muito triste), o bondinho que subia até lá, estava desativado. No entanto o bondinho que subia até o JardimTropical estava funcionando. Foi um passeio incrível. Havia de tudo, jardim japonês, chinês, cascatas, castelo, passarinhos (engaiolados, coitados).

De lá, numa das ruas laterais, pudemos ver os famosos carrinhos de cestos. Ao invés de descer de bondinho, dá para descer a ladeira nesses carrinhos, puxados por dois homens vestidos à caráter. Parecia bem divertido, mas tinha uma cara de ser daquelas armadilhas para turistas que custa os olhos da cara.

De noite, passeando por Funchal, vimos uma que havia uma corrida. Nos disseram que era de 7 km, com direito a ganhar medalha de participação e tudo. Para quem gosta de correr, fica a dica.

A última coisa que vimos na cidade foram os fogos de artifício. Pensamos em ir até o centro de Funchal e ficar no meio da multidão. Também pensamos em ir num dos navios e ver os fogos do mar, mas nosso hotel nos ofereceu uma outra opção, completamente gratuita: pegar o ônibus do hotel, que nos levaria até a base naval, que fica no topo de um morro, e de lá ver os fogos.

Foi o melhor que fizemos. Foi inesquecível. Fogos sincronizados dos dois lados da ilha. Não é à toa que os fogos de Funchal entraram para os livros dos récordes.

Na virada do ano anterior vimos os fogos em Edimburgo, no festival Hogmanay. Foram lindos.
Na entrada de 2017 vimos em Funchal. Fenomenal.

Acho que daqui pra frente vou começar a caçar lugar para ver fogos, como Londres, Sidney, Rio.

Conclusão: acabei não fazendo nenhuma das caminhadas nas Levadas da ilha, nem vendo o jardim botânico que eu tanto queria. São motivos para voltar um dia com bastante tempo e disposição, e quem sabe a companhia de alguém aventureiro.

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