Praga

Tirei um dia de folga do trabalho, fiz meu registro no festival de forró de Praga, chamado Fica no Coração, e comprei minhas passagens para Praga na República Tcheca.
Sabia que seria um festival menor, mas minha motivação foi visitar uma cidade que eu não conhecia e que todos dizem que é muito bonita.

Eu me apaixonei por Praga. Linda, linda, mas linda demais. E olha que estava um frio danado, chuva e tempo cinza. Durante os três dias da minha viagem não fez nem um pouco de sol, mesmo assim a gente se encanta com a cidade.
Tenho vários motivos para voltar.
– Quero tirar fotos. Não tirei nenhuma por causa da chuva.
– Adoraria ver a cidade com sol, numa época menos gelada.
– Quero ver as atrações que eu perdi.

O famoso relógio astronômico criado por Tycho Brahe (astrônomo dinamarquês♥) estava sob renovação. Não deu para ver.
Eu queria ter visto o cemitério judeu, mas fui num sábado e me esqueci que sábado é Sabbah e as sinagogas e o cemitério estavam fechados para o dia de descanso.

Me indicaram subir a colina até o castelo num domingo e ver a troca da guarda ao meio-dia, no entanto eu recebi essa indicação no sábado, justamente quando eu tinha acabado de descer do castelo e estava super, híper acabada. Subi tudo a pé. Não foi moleza. Não aguentaria ir novamente no dia seguinte, mesmo sendo a vista da cidade lá de cima absolutamente fascinante.

Praga é pequena, calma, segura. Caminhei a pé de dia e de madrugada (para ir para as festas de forró). Me senti muito segura o tempo todo.
Havia sempre gente na rua.
Aliás, havia muitos grupos de homens de madrugada. Raramente eu vejo grupos de homens assim. Parecia até coisa de máfia russa. Mas talvez tenha sido impressão minha. Talvez sejam grupos de viajantes, pois um dos atrativos da cidade é beber até cair. rs

Melhor horário para ver a ponte Charles é de madrugada ou ao amanhecer. No resto do dia é impossível caminhar na ponte, quanto mais ver a ponte. Turistas demais.

Praga é bem barato, comparado com o resto da Europa.
Ouvi um amigo me dizendo: essa é a primeira vez que venho pro leste europeu. Gente, por favor, Praga é Europa Central. Não diga lá que eles são leste europeu, que é uma ofensa grande.

Algo que não se deve perder em Praga são as cervejas. Eles fazem uma fermentação diferente. Além de barato, são muito boas. Eu não tomo cerveja, mas provei muitas outras coisas. Nem tudo caiu no meu gosto, mas provei mesmo assim: licor de creme de ovo, quentão local, limonadas de frutas diversas, joelho de porco, borsch e goulash estilo tcheco.

Também andei muito. Pela cidade velha, pela cidade nova e reconheci as ruas dos vídeos históricos onde a gente vê as tropas nazistas invadindo a cidade. Foi uma sensação interessante.

A arquitetura me fascinou. Praga não foi destruída por bombardeios, então os as fachadas dos prédios são originais. Arquitetura antiga misturada com arquitetura francesa art-nouveau. Praga tem muita história.

Entrei em várias igrejas. Algumas grandiosas, que até me fizeram lembrar da Catedral da Sé de São Paulo, mas religiosidade lá dentro, não senti nenhuma.
Em compensação, entrei numa igrejinha ortodoxa perto do albergue da juventude onde fiquei hospedada, e lá dentro foi uma experiência que não sei descrever. Religiosidade, cheiro de incensos, alguém na sacristia rezando em tcheco sem parar que fazia eco dentro da igreja. Muitos tapetes tipo persa espalhados no altar. Foi fascinante.

E como de costume, eu tentei aprender algumas frases no idioma local, para ter mais experiências durante a viagem. Gente, nunca mais eu vou reclamar que a pronúncia dinamarquesa é impossível. Toda vez que algum estrangeiro vier reclamar de dinamarquês, eu vou mandar eles aprenderem tcheco. Não foi dizer que é impossível, mas foi tão complicado que eu só consegui aprender meia dúzia de palavras avulsas ao invés de 20 a 30 frases como de costume. Mesmo sabendo pouco, usei todas as palavras que aprendi com muita frequência, porque, por incrível que pareça, o povo em Praga não sabe falar mais nenhum outro idioma. Perdi a conta de quantas vezes tive que usar mímica para me fazer entender e nem sempre funcionava bem.
Saber falar 7 idiomas não me serviu de nada em Praga. Essa foi a primeira vez que provei algo desse tipo. Sempre encontro algum idioma em comum, mas não dessa vez.
Mesmo assim valeu. Espero poder voltar em breve.

Praga, recomendo!

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