Segurança na DK

Atendendo a pedidos, aqui vai uma postagem sobre segurança dinamarquesa. Vou falar sobre:

– Segurança no sentido de afastamento de todo perigo: violência doméstica, no trânsito, nas ruas, violência gratuita e assim vai.

– Segurança social: aposentadoria, pensão, auxílio desemprego, auxílio saúde (dentista, médicos e hospitais), pagamentos durante licença maternidade/paternidade e outros assuntos.

– Seguros de seguradoras – todo dinamarquês tem. É obrigatório por lei.

Segurança x Violência

  • A Dinamarca é muito pacata. É possível andar na rua tranquilamente sem precisar ter olhos nas costas. Pode-se andar de carro com a janela aberta e parar no farol no meio da noite sem se preocupar.
  • Quando se sentar no trem, metrô ou mesmo quando estiver esperando o ônibus, pode-se abrir o laptop, iPad, smartphone ou qualquer outro device moderno sem ter medo que alguém virá para roubá-lo. O trem regional, o S-trem e alguns ônibus oferecem internet wifi gratuita. Talvez seja bom lembrar para tomar um pouco de cuidado quando estiver andando no centro de Copenhague, porque há casos de batedores de carteira roubando smartphones.
  • Aqui é muito comum andar com a mochila e bolsa nas costas, andar com a carteira no bolso de trás da calça e não tem perigo. O problema disso é que os dinamarqueses tendem a fazer o mesmo quando estão viajando e a consequência é que eles sempre são roubados. Nesse caso eu ainda sou muito brasileira: ando com minha bolsa ou mochila virada para a frente e sempre dou uma espiada para ver se não tem ninguém suspeito me cercando.
  • Falando nisso, é muito comum andar de bicicleta aqui e colocar a bolsa/mochila na cestinha dianteira ou traseira. Não tinha perigo algum, mas nos últimos 2 anos começou uma onda de furtos, onde um cidadão vem de lambreta/motinho/vespa pela ciclovia e puxa a sua bolsa e vai embora. Então os “espertinhos” estão chegando aqui.
  • Toda forma de violência gratuíta está sujeita à punição. Aquelas coisas que a gente vê em filme e novela, de um cara dando um safanão ou murro no outro, ou da moça tascando um tapa na cara do rapaz – esse tipo de comportamento aqui pode dar cadeia por vários meses.
  • Assaltos a residências à mão armada nos últimos 12 anos só vi dois ou três casos na mídia e isso foi um choque para a Dinamarca toda.
  • Arrombamentos quando a casa está vazia (o pessoal sai de férias ou sai para comemorar Natal e Ano Novo na casa de algum parente) são muito frequentes. Esses arrombamentos são normalmente causados por jóvens usuários de drogas à procura de objetos de valor, ou por grupos do leste europeu que vêm até de caminhão e arrombam várias casas numa noite só. Muita gente tem alarme por causa disso. Já vi na mídia casos de arrombamentos que aconteceram no meio da noite enquanto os moradores da casa estavam dormindo, entretanto isso não é comum.
    Em compensação você não vai ver aqui: grades em janelas nem muros altos com caco de vidro no topo. Muitas casas têm porta de vidro e nenhum muro ou portão fechando a casa.
  • Estupros acontecem bastante, infelizmente, mas eu acho que é porque as moças novinhas bebem muito, fazem algo que se arrependem no dia seguinte e chamam de estupro. Teve vários casos assim na mídia, até de moças que mentiram e foi provado que foi mentira. Mas também houve casos de estupros violentos em estações de trem, dento da casa da vítima e até no meio da rua durante o dia. Como toda brasileira, mesmo estando aqui, eu evito andar sozinha de noite, não entro em ruas desertas e mal iluminadas, não fico num vagão de trem sozinha e mantenho olhos abertos. Falando em iluminação da rua, algumas cidades do interior apagam as luzes da rua entre 2 e 5 da manhã para economizar verba pública.
  • Violência doméstica – eu ouvi dizer que agora tem lei no Brasil proibindo bater nos filhos. Aqui essa mesma lei existe há muitos anos e o povo respeita. Quando há violência, quando descoberto pelos serviços sociais, a coisa fica feia. Eles realmente batem na sua porta e retiram a criança dos seus cuidos. Isso é permanemte. A criança é então encaminhada para uma família de criação estipulada pelo governo e os pais, depois de passar uma temporada na cadeia, nunca mais terão notícia da criança.
  • Violência doméstica contra mulher existe mais em famílias de estrangeiros. Mas há poucos casos entre dinamarqueses também. Há vários centros de ajuda para a mulher, que são lugares escondidos na cidade onde a mulher pode morar com a sua criança por até 6 meses e não ser perturbada. Eles ajudam as vítimas de vários modos, com psicólogos, advogados, a encontrar um novo emprego e assim vai.
  • Aqui não vende armas de fogo e não é fácil conseguir porte de arma. Em função disso muitos assaltos a bancos acontecem com neguinho segurando um facão. Você acredita nisso? Aqui para entrar no banco é só abrir a porta. Não tem que passar por detector de metal, não há seguranças armados na porta e também não tem aquelas filas quilométricas com horas de espera. Muitas coisas se faz via netbank ou caixa eletrônico e se você for ao banco para obter algum serviço que dava para ter sido feito via esses serviços eletrônicos, então você terá que pagar uma taxa pelo serviço e não é barato.
  • ban2Nos últimos anos tem crescido os casos de brigas entre as gangs de motoqueiros como Hells Angels, Bandidos, Black Cobra, AK81. É tipo uma máfia e últimamente o noticiário fala de tiroteios acontecendo em certos bairros de Copenhague, de uma gang tentando matar a outra, brigando por ponto de distribuição de droga. Isso tem acontecido depois que o governo proibiu que o bairro da Christiania continuasse sendo um ponto de venda de drogas. Lá era possível comprar a sua “mercadoria” em paz. Agora toda forma de compra de drogas é ilegal e as gangs estão brigando por pontos estratégicos. Essa semana o governo anúnciou que vai proibir o uso de colete à prova de bala, alegando que as gangs usam os coletes e por isso é esse tiroteio indiscriminado. A primeira-ministra disse que se eles querem continuar o bang-bang, que tem que ser na cara e coragem, sem colete.

chr

Esqueci alguma coisa? Ah, sim, eu citei violência no trânsito. Os dina são meio agressivos no trânsito. Se vc quer trocar de faixa eles te bloqueiam, se vc tenta furar uma fila de carros para tentar entrar na frente pode acabar esperando mais até alguem te deixar entrar do que se tivesse se colocado no final da fila decentemente. Vindo de Sampa, nesse sentido eu acho que os motoristas em São Paulo são bem mais tolerantes.

O trânsito aqui anda devagar. Só é permitido andar a 50 km/h nas cidades e sempre tem polícia checando. Se cometer infração grave várias vezes consecutivas, aqui eles realmente tiram a sua carteira de motorista e demora anos até poder tirar outra – e custa caro pra caramba tirar carteira aqui. Em torno de 3000 Reais. Para quem vem morar na Dinamarca e já tem carteira de habilitação brasileira, tente checar se ainda é possível fazer a troca, vc entrega a sua brasileira e recebe a dinamarquesa que é válida até você completar 70 anos de idade. O Brasil era um dos únicos países dos quais a Dinamarca aceitava a carteira de motorista. Nem dos EUA eles não aceitam, já que lá eles não sabem dirigir com câmbio manual.

Eu disse que o trânsito anda devagar, mas só o de carros. Nas ciclovias a velocidade é alta. Tem gente que alcança os 50 km/h de bicicleta. Quando tem muita bicicleta junta, eles te empurram. Há muitos, mas muitos mesmo, de gente que cai e quebra o braço e se machuca seriamente. Usar o capacete não é obrigatório ainda para adultos, mas você verá muita gente usando, justamente porque esses acidentes ocorrem com frenqüência.

Eu tenho lido que no Brasil anda na moda fazer arrastão em restaurantes. Esse tipo de notícia nem chega por aqui. Eu acredito a violência que existe no Brasil não chegará para os lados de cá, já que a sociedade aqui é voltada para a igualdade. Você não é melhor que ninguém e você não deve achar que é melhor que ninguém, por isso deve respeitar todos, porque todos são iguais a você. É a lei de Jante.

Para acompanhar as notícias dinamarquesas em inglês eu aconselho o jornal Copenhagen Post.

 Segurança Social

Eu aconselho dar uma olhada num documento escrito pela Comissão Européia chamado Os seus direitos de segurança social na Dinamarca. Foi escrito em 2012, então não pode estar muito desatualizado. A desvantagem é que é escrito em português europeu, mas dá para entender.

Uma outra hora eu escrevo sobre esse tema usando minhas próprias palavras e baseando-me nas minhas próprias experiências.

Seguro – Um dever seu

Você sabe, os preços na Dinamarca são de assustar. Uma casinha simples no interior custa 2 milhões de coroas e demora pelo menos 30 anos para pagar uma hipoteca deste preço. Então se um dia der um estrago grande, você provavelmente não terá condições de consertar a casa. Todo dinamarquês que tem casa deve obrigatoriamente ter um seguro-casa, que cobre danos causados por incêndio, inundação, estrago por insetos ou fungo.

Muita gente opta então fazer um seguro para o conteúdo da casa. Esse não é obrigatório, mas com a quantidade de arrombamentos, é sempre uma boa idéia. Pelo menos seus pertences estão segurados e receberá algum ressarcimento por eles.

Se você tem carro, então é obrigatório fazer um seguro chamado seguro-responsabilidade. Imagine que o seu carro tem 15 anos de idade, já está nas últimas e num acidente você estraga um carrão chique. Como vai conseguir pagar? Então é obrigatório ter esse seguro-responsabilidade, onde estragos causados á terceira parte são cobertos.

Claro que se vc tem um carro bom, talvez seja uma boa idéia fazer um seguro-casco, que é para cobrir a sua carroceria também.

E assim vai. Há outros seguros obrigatórios, mas isso é para dar uma idéia.

7 thoughts on “Segurança na DK

  1. Pooo, aqui em Paranaguá tem Robalos Rebeldes MC (São os mais famosos, eles tem um calendário de festa do clube grande junto com niver de paranaguá) , tem um do Abutres MC, Búffallos Selvagens MC, Guerreiros Iluminados MC, Lobos das Trevas MC, Tempestade de Fogo MC, Velhacos MC, Treme Terra MC, Estradeiros MC, alguns são bem conhecidos como Robalos Rebeldes, Abutres e Estradeiros.

    http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/11/dura-vida-dos-ateus-em-um-brasil-cada-vez-mais-evangelico.html

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