{"id":1109,"date":"2011-11-30T01:00:54","date_gmt":"2011-11-29T23:00:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cris.dk\/?p=284"},"modified":"2017-11-22T12:24:43","modified_gmt":"2017-11-22T12:24:43","slug":"cada-coisa-que-acontece","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.cris.dk\/?p=1109","title":{"rendered":"Cada coisa que acontece&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>A viagem est\u00e1 sendo \u00f3tima e v\u00e1rios acontecimentos est\u00e3o tornando o passeio ainda mais interessante:<\/p>\n<p>J\u00e1 come\u00e7ou na sa\u00edda de Copenhague, quando o menino do check-in perguntou por que eu fiz a reserva da passagem com o nome errado. Foi um rolo para consertar o nome para me deixarem embarcar.<\/p>\n<p>Depois no hotel em Pernambuco estavam testando meus conhecimentos da l\u00edngua portuguesa. Logo na chegada percebemos que n\u00e3o havia nenhum cobertor no quarto, telefonamos para a portaria e pedimos 2 cobertores. Fomos jantar. Quando voltamos vimos que tinham deixado somente 1 colcha fininha sobre a bancada da mesa. Aparentemente o povo do nordeste n\u00e3o dorme de cobertor. Deixamos por isso mesmo e fomos dormir.<\/p>\n<p>No meio da noite, quase meia-noite, toca a campainha. Acordei at\u00e9 assustada mas n\u00e3o me levantei para atender a porta pois pensei que fosse um engano. Minutos depois toca o interfone. O rapaz diz que deixou o que eu tinha pedido em frente \u00e0 porta. Pensei no cobertor e achei estranho. Perguntei e o que foi que eu pedi? A cadeira n\u00e3o sei do qu\u00ea que o senhor pediu. (Eu j\u00e1 estava at\u00e9 desacostumada que brasileiro acha que eu tenho voz de homem e insiste em me chamar de senhor). &nbsp;N\u00e3o entendi nada do que ele falou. Pergunto, cadeira de qu\u00ea? Ele repetiu e por v\u00e1rias vezes ele teve que repetir novamente pois eu n\u00e3o estava entendendo o que esse homem estava tentando me dizer. No final das contas fui obrigada a dizer que eu n\u00e3o tinha pedido nada. Nem me lembro se ele me pediu desculpas por ter me acordado no meio da noite.<\/p>\n<p>Na minha \u00faltima noite nesse hotel tocou a campainha novamente. Eu j\u00e1 estava no meu pijaminha de florzinha. Um verdadeiro charme. Abri a porta e o homem (sem demonstrar ar de assustado ao ver uma doida descabelada num pijama frufru) me entregou a programa\u00e7\u00e3o de eventos do hotel para o dia seguinte. Ele aproveitou tamb\u00e9m para perguntar qualquer outra coisa mas eu n\u00e3o conseguia entender o que ele estava dizendo. Por duas vezes fui obrigada a dizer, perd\u00e3o, n\u00e3o entendi. Provavelmente esse foi o mesmo cara que ligou na noite anterior. \u00d4 sotaque dif\u00edcil de entender. Ele repetiu e repetiu at\u00e9 que finalmente consegui entender duas palavras e tentei deduzir o resto. Ele disse: n\u00e3o sei o que l\u00e1, n\u00e3o sei o que l\u00e1&#8230; <em>alguma coisa<\/em>. Achei que ele tivesse perguntado se eu pedi alguma coisa. Eu disse simplesmente que n\u00e3o. Ele me olhou meio estranho mas depois que o choque passou ele se foi. Fechei a porta e minha m\u00e3e disse que o homem tinha perguntado se eu precisava de mais alguma coisa. Eu n\u00e3o tinha entendido nada disso, se tivesse teria dito n\u00e3o obrigada. Perguntei para ela por que n\u00e3o veio me acudir j\u00e1 que estava entendendo o homem. Ela disse: Eu n\u00e3o, pensei que voc\u00eas estivessem usando algum tipo de comunica\u00e7\u00e3o secreta!<\/p>\n<p>Finalmente chega o dia do meu v\u00f4o para Fernando de Noronha. Tudo muito bem, tudo muito bom. Na chegada, no aeroporto, espero pela minha bagagem e nada. A esteira parou e nada. Fui obrigada a perguntar se tinha mais mala l\u00e1, ele disse que ainda tinha. Vi que colocaram minha mala num cantinho l\u00e1. Cheguei perto dela para descobrir que<\/p>\n<ol>\n<li>&nbsp;a al\u00e7a tinha sido quebrada e arrancada completamente<\/li>\n<li>&nbsp;a mala estava banhada em \u00e1gua fedendo a peixe ou camar\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Fui fazer a reclama\u00e7\u00e3o e a mo\u00e7a passou um Ajax na mala, mas que n\u00e3o adiantou de nada.<\/p>\n<p>Cheguei na pousada e por sorte minhas roupas n\u00e3o estavam fedendo a peixe. As meninas da pousada est\u00e3o at\u00e9 agora tentando lavar minha mala e deixar no sol para ver se sai um pouco o fedor. Chegaram at\u00e9 a me dizer que eu deveria ir l\u00e1 na companhia Gol e pedir por uma mala nova pois elas acham que o cheiro de camar\u00e3o n\u00e3o sair\u00e1.<\/p>\n<p>Eu ainda n\u00e3o sei o que vou fazer. Se eu for at\u00e9 a Gol s\u00f3 vou ter dor de cabe\u00e7a e estragar a viagem. Ser\u00e1 menos estresse se eu mesma comprar uma outra mala forreca s\u00f3 para terminar a viagem. Ultimamente tenho at\u00e9 pago para n\u00e3o ter perturba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 me considero uma pessoa de muita sorte pois minhas roupas n\u00e3o ficaram fedendo a peixe. Sem contar que isso \u00e9 uma hist\u00f3ria \u00f3tima para contar! Risos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A viagem est\u00e1 sendo \u00f3tima e v\u00e1rios acontecimentos est\u00e3o tornando o passeio ainda mais interessante: J\u00e1 come\u00e7ou na sa\u00edda de Copenhague, quando o menino do check-in perguntou por que eu fiz a reserva da passagem com o nome errado. 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