{"id":1309,"date":"2012-07-23T18:02:58","date_gmt":"2012-07-23T16:02:58","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cris.dk\/?p=1309"},"modified":"2017-11-22T12:25:41","modified_gmt":"2017-11-22T12:25:41","slug":"noruega-dia-de-cao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.cris.dk\/?p=1309","title":{"rendered":"Noruega &#8211; dia de c\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.cris.dk\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/barcos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1311\" title=\"barcos\" src=\"http:\/\/blog.cris.dk\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/barcos-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\"><\/a>No terceiro dia a gente descansa, porque ningu\u00e9m \u00e9 de ferro. A id\u00e9ia era ficar em Geiranger por um dia todo para aproveitar as belezas do local, mas bem nesse dia que escohi ficar aqui amanheceu nublado, fazendo friozinho de 12 graus e a cidade estava pra l\u00e1 de lotada.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos do hotel depois do meio-dia, isso porque a camareira j\u00e1 tinha batido na nossa porta duas vezes perguntando se podia arrumar o quarto.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.cris.dk\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/troll.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-1313\" title=\"troll\" src=\"http:\/\/blog.cris.dk\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/troll-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\"><\/a>Chegando no centrinho, este estava movimentad\u00edssimo. Havia 3 navios de cruzeiro atracados e uma multid\u00e3o tinha tomado a cidade. Tinha fila para tirar foto com a est\u00e1tua gigante do duende.<\/p>\n<p>Resolvemos fazer o passeio de barco para tirar fotos das quedas d&#8217;\u00e1gua e ver o fiorde por um outro \u00e2ngulo. Bonito o lugar, mesmo em tempo nublado. O que mais me impressionou foi a hist\u00f3ria das fazendas abandonadas. Uma delas, ao lado da queda Sete Irm\u00e3s, foi abandonada h\u00e1 100 anos porque uma rocha da montanha amea\u00e7ava cair sobre a casa, mas a rocha continua l\u00e1. A narra\u00e7\u00e3o do barco disse que os moradores das fazendas altas amarravam as crian\u00e7as com cordas para evitar que elas ca\u00edssem do despenhadeiro. J\u00e1 imaginou?<\/p>\n<p>Fazendo turismo a gente sempre encontra uns tipos estranhos. Um cidad\u00e3o resolveu levar o cachorro para o passeio de barco, e segurou o bicho por uma hora e meia. Eu n\u00e3o sei como <a href=\"http:\/\/blog.cris.dk\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/dog.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1312\" title=\"dog\" src=\"http:\/\/blog.cris.dk\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/dog-300x226.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"226\"><\/a>\u00e9 permitido. E quem tem alergia a p\u00ealo cachorro, como faz? Interessante foi ver que esse cachorro deixava a ponta da l\u00edngua de fora, como se fosse uma crian\u00e7a marota. Tentei v\u00e1rias vezes tirar uma foto, mas toda vez que mirava no c\u00e3o, o homem me olhava de cara feia. At\u00e9 que me posicionei bem atr\u00e1s deles e roubei a foto, mesmo assim o cara me pegou no flagrante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\nngg_shortcode_0_placeholder\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Saindo do barco come\u00e7ou a chover e com chuva n\u00e3o rola ficar fazendo passeio a mirantes. Voltamos para o hotel e foi a minha sorte, pois assim que cheguei no hotel, come\u00e7ou um pesadelo.<\/p>\n<p>Eu estava trocando de cal\u00e7a quando vi um bicho com a cabe\u00e7a dentro da minha pele e s\u00f3 o corpo e patas do lado de fora. Meu est\u00f4mago at\u00e9 embrulhou um pouco. Na hora eu reconheci o perigo. Era um carrapato que transmite a bact\u00e9ria borrelia.<\/p>\n<p>Eu nunca tinha visto um antes com meus pr\u00f3prios olhos, mas aqui na Dinamarca eles alertam para o perigo, pois borrelia pode causar paralisia. Entrei em p\u00e2nico. Onze anos morando na Dinamarca nunca fui mordida por um carrapato, 3 dias na Noruega e volto premiada?<\/p>\n<p>Ainda bem que o bicho estava num lugar vis\u00edvel, no meio da perna, acima do joelho. Eu li que eles andam o corpo at\u00e9 achar um lugar apropriado onde eles possam sugar sangue por 3 a 7 dias. Gostam de lugares como atr\u00e1s da orelha, debaixo das axilas, escondidos embaixo do escroto. Como disse, tive sorte, pois vi o bicho logo e ele ainda n\u00e3o tinha come\u00e7ado a sugar sangue. Carsten conseguiu puxar ele fora com a pin\u00e7a. Aparentemente ele saiu inteiro. A maioria dos sites com instru\u00e7\u00f5es de como retirar o bicho tamb\u00e9m d\u00e1 dicas do que fazer se por acaso a cabe\u00e7a ou a mand\u00edbula do bicho ficar dentro da pele. S\u00f3 de pensar \u00e9 revoltante.<\/p>\n<p>Ainda perturbadissima fui at\u00e9 a recep\u00e7\u00e3o para perguntar se eu deveria procurar um m\u00e9dico de plant\u00e3o. O rapaz tentou me acalmar e me explicou que se eu retirei o bicho e ainda n\u00e3o tinha sugado sangue, que agora era ficar alerta nas pr\u00f3ximas 3 a 6 semanas para ver se aparecem sintomas de borreliose (doen\u00e7a de Lyme). O jeito ent\u00e3o \u00e9 aguardar e torcer para que tenha sido apenas um susto.<\/p>\n<p>Nem preciso dizer que fiz um esfor\u00e7o descomunal para n\u00e3o deixar esse epis\u00f3dio estragar uma viagem que estava sendo magn\u00edfica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No terceiro dia a gente descansa, porque ningu\u00e9m \u00e9 de ferro. 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