{"id":3738,"date":"2018-06-20T08:28:15","date_gmt":"2018-06-20T08:28:15","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cris.dk\/?p=3738"},"modified":"2018-06-20T08:35:15","modified_gmt":"2018-06-20T08:35:15","slug":"emocoes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.cris.dk\/?p=3738","title":{"rendered":"Emo\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Minha semana anda cheia de emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Sexta-feira passada foi a festa de ver\u00e3o da minha empresa. Nos levaram a um local super alternativo: um galp\u00e3o onde antigamente se faziam os consertos dos vag\u00f5es de trem. Agora esse local foi decorado para receber eventos grandes, com m\u00fasica ao vivo e atividades tanto dentro do galp\u00e3o quanto fora, no jardim. Muito bacana o lugar.<br \/>\nMas eu acabei que fui embora cedo e chateada.<\/p>\n<p>Estava eu dan\u00e7ando com as colegas do trabalho, me balan\u00e7ando ao ritmo da m\u00fasica, quando sem querer a minha m\u00e3o d\u00e1 uma esbarrada no bumbum da menina atr\u00e1s de mim.<br \/>\nFoi algo bem de rasp\u00e3o mesmo, eu nem precisava me desculpar, mas por cortesia, me virei, ainda dan\u00e7ando, e disse: desculpa.<br \/>\nEla, em resposta, agarrou os meus dois seios e disse: n\u00e3o foi nada.<br \/>\nEu ri.<\/p>\n<p>Ri, mas na verdade n\u00e3o me senti bem. Achei que foi uma agress\u00e3o a resposta dela, sem falar que tocou nas minhas partes \u00edntimas. Me senti abusada. E me pegou despreparada. Eu nem tentei me defender, porque jamais esperava.<br \/>\nOutra coisa que me chateou foi a maneira como ela falou \u201cn\u00e3o foi nada\u201d. N\u00e3o tinha um tom de brincadeira em sua voz, o que deu a impress\u00e3o de que a atitude dela era de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Fui embora logo depois desse epis\u00f3dio, pois percebi que meu humor mudou completamente.<\/p>\n<p>Como se isso n\u00e3o tivesse sido suficiente para apimentar a minha vida, ontem, ter\u00e7a-feira, eu me meti em mais uma enrascada.<br \/>\nEstava eu voltando da yoga de bicicleta l\u00e1 por umas 9:20 da noite. Mega cansada, nem pensava mais direito.<br \/>\nResolvi que ia cruzar o cemit\u00e9rio (que mais parece um jardim \u2013 muito bonito) porque a ladeira para subir ao cemit\u00e9rio era menos \u00edngreme que a da avenida principal. Sem falar que pedalar no meio das \u00e1rvores e flores do cemit\u00e9rio, \u00e9 muito agrad\u00e1vel. Esse cemit\u00e9rio fecha 10 da noite, ent\u00e3o tinha tempo de sobra.<\/p>\n<p>De repente vejo que uma rua alternativa d\u00e1 acesso ao cemit\u00e9rio, e entro nela. L\u00e1 em cima, no final da rua, estava o port\u00e3o principal. Mais eis que olho para a esquerda e vejo v\u00e1rias entradas laterais.<br \/>\nEntrei numa delas.<\/p>\n<p>Ali nem estava t\u00e3o bonito e arborizado, mas tudo bem. Tudo escrito em um alfabeto estranho. Era o setor judaico do cemit\u00e9rio e eu n\u00e3o sabia.<br \/>\nQuando cheguei no fundo, descobri que essa parte do cemit\u00e9rio n\u00e3o dava passagem para os outros setores. Tive que voltar ao port\u00e3o por onde entrei. Cheguei l\u00e1 e o port\u00e3o estava trancado.<br \/>\nMe trancaram dentro do cemit\u00e9rio!<br \/>\nP\u00e2nico!<\/p>\n<p>Tentei for\u00e7ar, tentei abrir, chamei ao redor, e nada. Gente, 3 minutos atr\u00e1s o port\u00e3o estava aberto, como agora estava trancado e ningu\u00e9m por perto?<\/p>\n<p>Passa um ciclista e eu pergunto pra ele se ele sabe como abrir a porta. Ele diz que n\u00e3o, mas insiste que havia uma passagem desse setor at\u00e9 o outro, l\u00e1 no fundo. Eu disse que n\u00e3o, que j\u00e1 tinha ido l\u00e1. Mas ele insistiu tanto, que voltei l\u00e1 no fundo, para quebrar a cara.&nbsp;O setor judaico todo estava isolado por uma cerca.<\/p>\n<p>Resolvi telefonar para a pol\u00edcia para pedir ajuda.<br \/>\nMinha voz j\u00e1 estava exaltada. Definitivamente eu n\u00e3o estava com vontade de passar a noite num cemit\u00e9rio sozinha, com medo e com frio.<\/p>\n<p>Expliquei o problema para a atendente e ela me passou para o departamento de pol\u00edcia local. O policial que me atendeu brinca comigo, mas depois diz para eu voltar no port\u00e3o e ver se tem alguma placa com n\u00famero de telefone.<\/p>\n<p>Nisso eu ainda estava no meio, perto da capela, mas enquanto caminhava, eu explicava que estava numa parte do cemit\u00e9rio onde tudo estava escrito nesse idioma estranho pra mim.<br \/>\nEis que chego no port\u00e3o e de repente vejo um bot\u00e3o preto enorme com uma placa dizendo: aperte para abrir o port\u00e3o.<\/p>\n<p>Putz, sacanagem. Incomodei a pol\u00edcia \u00e0 toa.<br \/>\nO que o desespero n\u00e3o faz. A gente fica cega. Um bot\u00e3o enorme daqueles, e eu n\u00e3o o tinha visto.<\/p>\n<p>Abre-te s\u00e9samo. Problema resolvido. Mas que passei nervoso, passei.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minha semana anda cheia de emo\u00e7\u00f5es. Sexta-feira passada foi a festa de ver\u00e3o da minha empresa. 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