A programação com o grupo da Inglaterra era usar Kyoto como nossa base. Pernoitamos 3 noites mas visitamos a cidade somente um dia, 19 de outubro. Como dizem que Kyoto tem muito a oferecer, dez dias mais tarde quando saí de Hiroshima, resolvi voltar para Kyoto e explorar mais.
Por um dia inteiro me juntei a um grupo que achei via o website do Airbnb Experiences. Esse passeio propunha visitar 13 atrações num dia só. Achei ótimo. No início do passeio nos encontramos numa estação no noroeste da cidade e a guia nos deu uma folha de papel com a programação. Estavam listados 11 lugares e ponto número um dizia “Encontro na estação tal” (isso não é exatamente uma atração!) . Então foi meio pegadinha dizer que íamos ver 13 lugares e eu ia reclamar para o Airbnb, mas a guia foi tão gente boa e eu curti tanto o passeio, que resolvi deixar pra lá. E visitar 10 lugares foi super cansativo. O povo estava morrendo no final. Acho que ninguém daquele grupo aguentaria 13 lugares. E olha que usamos 3 horas em transporte para economizar as pernas: trem, bonde, ônibus, metrô. Só faltou pegar daqueles carrinhos jinrikisha puxados no muque. Eu inclui uma foto minha com a guia, Masa-san.
Começamos o passeio na floresta de bambu Arashiyama. Depois paramos num jardim japonês, mas cadê as plantas? Eram só pedras! E o povo lá todo zen olhando aquelas pedras. Aff.
Comemos um almoço super cedo, 11 da manhã, num sushi de esteira. Eu tinha acabado de voltar de Hiroshima, onde eles não colocam mais sushi na esteira por causa de um incidente, então fiquei admirada que em Kyoto os sushi vinham passeando pela esteira. Era pegar o que queria e colocar o prato vazio dentro de uma máquina que contava o número de pratos para calcular o preço da conta. Também dava para fazer pedido pelo monitor acima da mesa e eu pedi umas coisas diferentes, como sushi de enguia.
Em seguida visitamos o famoso templo dourado Kinkakuji. De lá fomos para o sul de Kyoto visitar o templo que tem milhares de portais, o Fushimi Inari Taisha.
Olha como esse mundo é pequeno. Eu estava tirando a foto de um casal e assim que me viro, vejo dois integrantes daquele meu grupo da Inglaterra com quem eu estava viajando na semana anterior. Eu achava que eles já tinham voltado pra casa, mas eles estavam em Kyoto no Fushimi Inari Taisha no mesmo momento que eu! Tiramos um selfie junto.
Depois perdi a conta dos templos que visitamos, mas um deles foi especial. O Kiyomizu Dera, fica no alto de uma colina com uma bela vista e era por do sol (cinco da tarde). A gente achava que o passeio terminaria logo em seguida, mas caminhamos até 8 da noite! Onze horas de caminhada. Estávamos mortos no final. Terminamos no bairro das gueixas (Gion) e passamos exatamente pela mesma rua onde eu tinha passado dez dias atrás com o outro grupo. Mas também, esse foi o único lugar que repeti. O resto foi tudo novidade e foi um ótimo passeio.
Eu tirei fotos de umas placas e mapas que achei tão bonitos pareciam pintura. E surrupiei umas fotos de moças vestidas de kimono. Não deve ser nada confortável fazer turismo naqueles chinelos de palha e meia soquete. Quando chove e o pé fica todo molhado. E subir as escadarias com aquele kimono apertado nas pernas? Eita que tem turista que gosta de sofrer! Mas que há uns kimonos e enfeites de cabelo bonitos, há. Falando em enfeite de cabelo, passamos por uma loja que vendia presilha de cabelo para as gueixas. 5 mil Reais pra cima! por uma piranha de cabelo!
Voltei para meu hotel que ficava dentro da estação de trem de Kyoto. Gente, aquela estação é gigante e tem 16 andares. Lembrei que na estação tem dois andares só com restaurantes e eu estava com vontade de comer tonkatsu. Acabei escolhendo um prato com katsu, tempura de camarão e um croquete de caranguejo. Veio muita comida naquela bandeja. Coloquei uma foto.
Dia seguinte era 31 de outubro e eu queria passar o halloween em Tóquio. Meu trem sairia duas da tarde então eu tinha tempo para explorar mais de Kyoto, mas eu estava tão cansada que fiquei morgando no hotel até meio dia. Daí só deu tempo de ver o mercado Nishiki e voltar correndo para pegar o trem.
Do trem eu ficava de olho na paisagem, porque dá para ver o monte Fuji nesse trajeto, mas estava tudo tão nublado que não vi Fuji nenhum e fiquei um pouco desapontada.