Submergiu

Ontem fui a uma degustação de vinhos com o povo do trabalho e está todo mundo comentando de uma história louca que ocorreu aqui em Copenhague. Não, ninguém estava bêbado ainda. Essa história doida eu escutei assim que cheguei. Estávamos todos sóbrios, juro! rs

Como eu não assisto TV nem leio jornal, justamente porque só se fala em notícia ruim, eu fiquei boquiaberta ouvindo os relatos. Detalhe, quem me contou leu a notícia no jornal da Turquia, então eu fui procurar em português e achei, mas não com todos os detalhes que ouvi ontem.

Imagina um cidadão que construiu ele mesmo 3 submarinos para uso particular. Onde esse homem estaciona esses submarinos, eu adoraria saber. 

Ouvi também que ele está metido na construção de um foguete.

Mas a história é que ele está preso, acusado de matar uma mulher no submarino dele. Mas até agora não encontraram o corpo dela.

As teorias são muitas, pelo menos do povo ontem, de que ela tenha fugido e está curtindo a vida na Tailândia, ou sabe-se lá. 

Cada doido nesse mundo. Quem precisa de 3 submarinos privativos? E aí, gata, quer dar uma voltinha no meu submarino?

Notícia em português

Tempo 

“Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.”

Mário Quintana

Mente hiperativa

Estou mais uma vez de férias. Férias de verão. Pedi apenas 2 semanas, mas acho que será suficiente para descansar. O primeiro dia é hoje.

Como o verão esse ano está sendo um fiasco, só frio e chuva, resolvi dar um “passeio” no Facebook. Um artigo me chamou a atenção, sobre síndrome do pensamento. Achei até que interessante, principalmente as dicas para viver melhor.

7 dicas para viver melhor

1. Treine sua mente para admirar algo que o dinheiro não compra, como observar seu filho a desenhar ou pintar, abraçar mais, beijar mais, trocar experiências com os filhos, dar carinho a quem se ama.

2. Tenha mais contato com a natureza. Caminhe ao ar livre, admire as árvores e os animais, aprecie o silêncio e o vento no rosto…

3. Faça alguma atividade lúdica. Vale praticar um esporte, ler um livro e contar histórias.

4. Proteja a sua emoção. Não cobre demais os outros (seja marido, sejam filhos ou amigos) nem a si mesma, isso torna a vida angustiante. Não exija demais das pessoas. Ao contrário, elogie mais, aponte as características boas, os pontos fortes de quem está ao seu lado.

5. Aprenda a relaxar. Pare um momento do dia, esqueça tudo ao redor, respire fundo, solte o corpo e esvazie a mente.

6. Perdoe o outro e se auto perdoe.

7. Dê mais risada, não leve a vida tão a ferro e fogo. Sorria!

Essas dicas não são nenhuma novidade, mas é sempre bom relembrar.

Previsão

Essa eu tenho que compartilhar, porque provavelmente esse tipo de notícia não chega do outro lado do Atlântico.

Ontem o instituto meteorológico publicou avisos para as pessoas não saírem de casa. Segundo o site, a previsão do tempo era de 10 cm de neve e ruas congeladas, e por isso eles pediam para que as pessoas não saíssem de carro e ficassem em casa. Detalhe: estava fazendo 35 graus!

Os alemães gostam tanto de se vangloriar de sua eficiência. Imagino que esse erro técnico deva ter custado o emprego de algum funcionário. Parece até coisa de 1° de abril.

Pêsames

Cheguei no trabalho hoje e o povo veio me dar condolências. Os dina estavam todos tristes e eu não estava entendendo nada. Mas é porque eu não assisti a nenhuma partida de futebol dessa copa.

Quando me perguntaram se eu assisti ao jogo do Brasil ontém, eu disse que não e já lancei uma pergunta: Por que? O Brasil perdeu?

Juro que eu levei um choque com a resposta. Pensei que me diriam que perdeu de 2 à zero ou algo do gênero, mas perder de goleada em casa foi feio. Não se falou de outra coisa o dia inteiro.

golEntão lendo o IG vejo que um comerciante, que antes do jogo, publicou que ele daria 10% de desconto para cada gol que a Alemanha marcasse. Fiquei imaginando que esse homem ou se matou depois do jogo, ou correu para a lojinha para remarcar o preço todos os produtos, para evitar que a perda seja muito grande. Mas depois li que ele manteve sua palavra. Coitado.

Para ficar pior que isso, só se a Argentina ganhar a Copa, ou no caso da Argentina perder para a Holanda, que na disputa do terceiro lugar, que o Brasil perca para a Argentina. Aí sim, será o fim da picada.

 

Xixi no banho

Ontem eu estava escutando o meu curso de espanhol quando eles mencionaram uma campanha brasileira para economizar água. A campanha do xixi no banho.

Com a curiosidade aguçada, fui procurar o vídeo. Fiquei espantada ao ler que a descarga brasileira gasta 12 litros de água potável.

Honestamente, fazer xixi no banho não é exatamente uma economia tão grande. Um jeito melhor de economizar água (e dinheiro!) seria investir nos vasos sanitários parecidos com os europeus. Eles têm dois tipos de descarga. Um de 2 a 3 litros de água para o “número 1”, e outro de 6 a 8 litros de água para o “número 2”. Você mesmo escolhe qual a descarga que convém naquele momento apertando o botão da descarga curta ou da descarga longa.

Isso sim seria uma economia permanente de água.

lowflush

Todas as tribos

Estava eu escutando um programa espanhol, quando uma notícia me chamou a atenção. Antes de contar a história, eu gostaria de lhe perguntar: Você já ouviu falar de Jogos Olímpicos? Copa do Mundo? Claro que sim. Até mesmo se eu perguntar, se você já ouviu falar de Olimpíadas de Inverno, mesmo o Brasil não participando muito dessas competições, você provavelmente também dirá que sim.

Agora vem a pergunta do século: Você já ouviu falar dos Jogos dos Povos Indígenas? Hmm? Se a resposta for sim, você saberia me dizer de quanto em quanto tempo acontecem os Jogos Indígenas? De 4 em 4 anos como as Olimpíadas e a Copa? Quais são as modalidades da competição? Quantas tribos participam? Você pode se sentar confortavelmente no seu sofá com uma pipoquinha e acompanhar os jogos?

jogosindigenasSe você, assim como eu, não sabe a resposta para a maioria dessas perguntas, não se aflija. Isso serve para mostrar o poder da mídia brasileira, como eles podem manter uma população inteira na ignorância e promover o preconceito racial. Afinal, por que o povo brasileiro precisaria saber de uma notícia dessas? Para que saber mais sobre a cultura do nosso próprio povo, nossas próprias origens. É muito mais importante saber os detalhes da guerra no Iraq, ou da bomba que explodiu lá do outro lado do mundo, num lugar que até então você nunca nem tinha ouvido falar.

O fato é: Achei interessante saber que existe Jogos dos Povos Indígenas e resolvi pesquisar em sites brasileiros. Achei muito pouca coisa sobre o assunto. Então resolvi procurar em inglês (Indigenous Nations Games) e achei uma quantidade muito maior de informação, fotografias e vídeos. Isso prova que a minha teoria é correta: é preciso sair so seu próprio país para aprender mais sobre ele, sobre as suas culturas.

Os Jogos Indígenas começaram em 1996 e são jogos anuais. Algumas modalidades da competição se parecem com o que conhecemos, como futebol, natação e algumas provas de atletismo, como arremeço de dardo (nesse caso é arremeço de lança), corrida dos 100 metros. Agora, interessante mesmo são as modalidades exclusivas: cabo de guerra, arco e flecha, corrida da tora de buriti, canoagem, jikunahati, peikrân, luta corporal, entre outras.

  • Arco e flecha e canoagem dispensam explicação. Você também deve se lembrar dos tempos da escola, de brincar de cabo de guerra: uma corda e dois times, um de cada lado, puxando pra valer. Ganha o time que arrastar o adversário sobre a linha central.
  • A corrida com tora é novidade para mim. O time tem que correr carregando uma tora de mais ou menos 100 kg nos ombros.
  • O jikunahati é um jogo que lembra um pouco o futebol, mas ao invés de chutar a bola com os pés, só pode usar a cabeça.
  • Já o peikrãn, pelo que ví no vídeo, é um jogo de peteca, mas o cara que deixa a peteca cair tem que sair correndo feito um louco porque todos os outros saem correndo atrás dele até derrubá-lo no chão.

Também vale mencionar que há categorias masculinas, femininas e algumas vezes até alguma coisa infantil. Eu imaginava por exemplo que a corrida com tora de 100kg era coisa só para homens, mas fiquei impressionada ao ver uma foto do time feminino correndo com o trambolho nas costas.

Participam tribos de vários países, não só tribos brasileiras, no entanto vejo que o local dos jogos é sempre em território brasileiro: Pará, Goiás, Tocantins, Pernambuco, Bahia, Ceará. Os jogos de 2013 foram em novembro, em Cuiabá no Mato Grosso. Tribos de 16 países participaram, mais de 48 etnias e 1500 jogadores. Nativos (índios) dos Estados Unidos, Canadá e Noruega também foram convidados para participar. (Se você está se perguntando se na Noruega tem tribo indígina, pesquise sobre os Sámi – nativos da Noruega, Suécia, Finlândia e partes da Rússia)

Nesse link aqui tem uma versão mais completa do vídeo acima, incluindo entrevistas em português.

Também achei um vídeo da FIFA falando sobre o futebol nas competições indígenas. Achei bacana ouvir sobre o desenvolvimento do esporte entre os índios.

Mas o que eu gostei mesmo, foi assistir a um documentário gravado em 2010, quando a competição foi em Pernambuco – Olinda e Recife. Muito bem feito o documentário. Caso interesse, aqui vão os links:
parte 1  mostra a escolha do lugar
parte 2  mostra a importância do artesanato
parte 3  mostra as modalidades desportivas da competição
parte 4  termina de mostrar as modalidades
parte 5  mostra a entrega das medalhas para todos os participantes e o encerramento

É isso, só queria dividir com você essa informação. Espero que tenha gostado da postagem.  Pode ser que no Brasil agora haja mais divulgação dos jogos indígenas, mas como estou fora do país desde 2001, ando desatualizada.

Fontes utilizadas para escrever o testo: Brasilescola.com, jornal The Guardian

As fotos foram emprestadas dos seguintes sites: jornal Telegraph e Reuters.com
Aliás, tem umas fotos muito bonitas nesses dois sites. Vale a pena conferir.

Sentimentos

Outro vídeo interessante que vi foi esse experimento com arroz do Dr. Masaru Emoto.

Três potinhos com arroz, ele coloca um pouco de água em cada um deles e todos os dias ele diz para o arroz do potinho 1: muito obrigada.
Para o potinho 3 ele diz: você é um idiota.
E o potinho 2 ele ignora completamente.

Depois de um mês o arroz número 1 começa a fermentar e soltar aromas agradáveis. O arroz número 2 ficou negro, e o arroz número 3 começou a apodrecer.

O narrador diz que Dr. Masaru acha que esse estudo provê uma lição importante, especialmente em consideração com o modo como tratamos as crianças. Que deveríamos tomar conta delas, dar-lhes atenção, e conversar com elas. Indiferença faz mal.

 

Que lixo

londresNo primeiro dia do ano eu fiquei pendurada na internet procurando por vídeos dos fogos no Rio. Todo ano eu faço isso. Acho que é uma forma de compensação, já que os fogos na Dinamarca são sempre tão pobrezinhos. Sempre tive vontade de ver um show pirotécnico de verdade.

Continuo pesquisando por fogos e descubro quem em Londres eles também fazem uma festa de fogos bem bonita, até mais bacana que a de Copacabana (antes que me matem, deixa eu dizer que é minha opinião baseada nos vídeos que vi). Achei o máximo e já inclui reveillon em Londres na minha lista de coisas para fazer antes de morrer.

Nesse mesmo dia recebo um email de uma amiga, dizendo que ela foi ver os fogos no parque Tívoli. Isso me surpreendeu. Eu não sabia que o Tívoli soltava fogos na virada. Fui me informar. Soltam fogos no dia 31 de dezembro, mas é lá pelas 8 da noite, não é na virada. Assisti a alguns vídeos do show pirotécnico deles, e achei um lixo. Ok, vou dar uma colher de chá pra eles. Bonitinho, mas fraquinho. Bem fraquinho. Até mesmo os fogos da festa do Rocio de Paranaguá são melhores! (pronto, agora esculhambei de vez)

Devo confessar, que sempre penso na parte bonita dos fogos. Nas cores, nos designs, nas luzes, no som. Tento me esquecer do barulho ensurdecedor, dos cachorros latindo, do fedor de enxofre, do amontoado de gente chata e bêbada empurrando, dos batedores de carteira lhe roubando enquanto você está lá se divertindo boquiaberto olhando para o céu. Mas os pontos negativos a gente sempre tenta esquecer.

Dos pontos negativos, há um no qual eu nunca tinha pensado, é a quantidade de lixo que se acumula na rua após um evento desses. Rodando por sites como IG, G1, BOL, vi várias fotos da praia de Copacabana no dia seguinte aos fogos. Fiquei impressionada. Nunca imaginei que a coisa ficava tão feia. Não sei o que me impressionou mais, a quantidade de lixo, ou o povo deitado no meio do lixo, como se aqui fosse normal. Li também que o povo não saia da frente para deixar o trator passar e fazer a limpeza. Pode isso?

Fiquei pensando se esse negócio de jogar lixo no chão é coisa de terceiro mundo, de brasileiro, mas não é. Em Londres acontece a mesma coisa. Vamos comparar?

Copacabana 2014 – Evento reuniu 2 milhões de pessoas e 368 toneladas de lixo foram recolhidos. Isso dá 184 gramas de lixo por pessoa.

copaDados do R7.com e fotos do G1.Globo.com

Londres 2014 – 250 mil pessoas assistiram aos fogos. Foram coletados em torno de 84 toneladas de lixo das ruas. Isso dá 336 gramas de lixo por pessoa (83% mais que em Copacabana).

rubbishDados e fotos do Dailymail.co.uk

Então quem suja mais? Primeiro mundo ou países em desenvolvimento? Isso é um caso a se pensar.

Mas e aí na Dinamarca, já não tem show pirotécnico, o povo também suja? Honestamente, eu pensava que não. Porque nunca dizem nada na mídia. Fiquei um pouco chocada ao ver o lixo numa foto no blog Classic Copenhagen – que ficou famoso ano passado pelas iniciativas da Sandra Hoj para manter a cidade limpa e bem conservada.

cphFoto Sandra Hoj, do blog Classic Copenhagen

Pelo visto jogar lixo nas ruas é um problema mundial, não importando raça, credo, cultura. A diferença é que enquanto alguns espalham a notícia pelo mundo afora, outros ficam bem quietinhos a respeito disso. E essa é a tática dos dina. Silêncio total. Já fiz várias pesquisas no Google tentando achar uma só matéria falando do lixo acumulado em Copenhague depois do ano novo. Sabe quantas eu encontrei? Zero.

Na Alemanha e aqui

Vasculhando o blog da Mineirinha eu encontrei o artigo abaixo, que achei muito interessante. Aparentemente o texto foi copiado de um mural do Facebook – de uma moça que está morando na Alemanha há 4 anos.

Apesar do artigo ser a opinião de uma brasileira sobre a Alemanha, devo dizer que 90% do que ela escreve também se encaixa no que acontece aqui na Dinamarca. Pelo visto a Alemanha e a Dinamarca têm culturas semelhantes.

Vale a pena ler, principalmente se vc pretente se aventurar para os lados de cá.

::Opinião de uma brasileira sobre a Alemanha::

11/12/2013

Se você tem curiosidade em saber COMO REALMENTE É MORAR na Alemanha, então tenha paciência de ler o texto abaixo, de autoria de Amabile Weidler. Uma das melhores descrições sobre como é a vida aqui no país do salsichão. :)))

“Muita coisa é aqui diferente … a maioria dos aptos não tem tanque, nem ralo; é comum os interruptores de luz ficarem do lado de fora nos banheiros; quase nenhum prédio tem elevador; Arranha céu, é motivo de visitação e mesmo na Capital, é possível conta-los nos dedos de uma só mão; a pipoca no cinema é doce; o purê-de-batata é em pó; água se bebe direto da pia … ou da banheira; fogões são quase todos elétricos;

Tudo fecha aos domingos. TUDO FECHA AOS DOMINGOS (tô repetindo, porque pra mim que sou paulista, ver tudo fechado aos domingos, foi traumatizante!);

Por falar em “domingo”, fez bagunça e barulho nos domingos, pagou multa. Alta; pedestre toma xingo quando atravessa fora da faixa; A GEMA não vai te deixar assistir ao video novo do seu artista favorito; Não existe camelô; Diarista é coisa de gente rica; o povo não sabe o que é desodorante – principalmente no verão;

É normal ver gente nua ou semi-nua fazendo yoga em praça pública (no verão, claro); Não tem pedreiro mexendo contigo; Não tem ninguém mexendo contigo;

Se vier antes do Natal, traga panetone porque aqui não tem (pelo menos não igual ao Bauducco);

O povo faz festa em funeral pra celebrar a vida que a pessoa viveu, ao invés de chorar porque morreu;

Inquilino não escolhe propriedade, é a imobiliaria + o proprietário que escolhem os inquilinos;

A comida mais típica alemã, não é alemã, é turca; A numeração de sapato e roupas são completamente diferentes; Aliás, traga calcinha, biquini e calça jeans – as daqui são absurdamente inutilizáveis pra quem não gosta de calcinha/biquinhi que parece shorts e calça jeans acima do umbigo;

Alemão faz tudo sozinho, aqui não tem aquele tiozinho-quebra-galho, aliás, eletricista, chaveiro, engraxate, costureiro, cobram o-olho-da-cara. Da sua cara e de toda a sua família;

O serviço prestado ao público também é meio tosquinho para quem tá acostumado com os padrões brasileiros. Aqui você vai na Ikea, compra seus móveis, se vira pra levar pra casa e monta tudo sozinha. É isso, ou pagar 50 conto para que eles entreguem + 50 pra eles montarem um sofá que custou 19 euros;

Eletrônicos são bem mais baratos aqui, mas você tem que pagar GEZ pra utilizar tv, internet, rádio …;

Carteiros são o ápice da preguiça e se você morar no 5. andar, esquece, nenhum entregador vai subir tudo isso de escadas, você vai ter que descer pra pegar ou buscar no posto do correio. Tem carteiro que quando vê que você mora no 5. andar, nem toca sua campainha, já levam a caixa enoooorme que seus parentes te mandaram do Brasil diretão pro posto do correio, e colam um aviso na porta do seu prédio pra você ir buscar a caixa lá nos cafundós do Judas;

Traga 2 alicates de cutícula (porque aqui não tem onde amolar/afiar) e seus esmaltes favoritos até se habituar com os esmaltes daqui, que são fracos em química e raramente duram mais do que 3 dias nas unhas de uma dona de casa esforçada;

Nos estabelecimentos, na hora de pagar, procure por uma bandejinha em cima do balcão, mesas e afins, porque dar dinheiro nas mãos de um funcionário não é costume, e às vezes é até ofensivo; Aliás, gorjeta menor que 10% do valor total da conta, significa descontentamento com o atendimento;

E por falar em “gorjeta”, traga um porta-moedas, porque aqui se seu troco é 0,28, você vai receber exatamente 28 centavos, em moedas contadas, tipo 1 moedinha de 5, 1 de 2 centavos e 1 de 1. No “troco-de-bala” na Alemanha;

Escola pública tem qualidade de ensino; Aliás, aqui a maioria das faculdades são públicas;

O governo alemão é cheio de dar ajuda-de-custo. Eles ajudam todo mundo, em tudo, é só pedir. O povo alemão é que te olha meio torto porque “depender” (mesmo que você não dependa, só prefira utilizar) do governo é “feio”;

Não leve para o lado pessoal se ninguém puxar conversa contigo no buzão – ninguém conversa do nada com quem não conhece;

Deixe aí sabonetes em barra e seus shampoos preferidos e prepare-se para a mudança, que pode ser tanto para super-seco como para completamente oleoso, na sua pele e nos seus cabelos;

Policiais costumam ser tudo gente finíssima e TODOS falam 2 idiomas além do alemão (é obrigatório para o exame da academia – aparentemente);

Deixe no BR o “jeitinho brasileiro” e faça tudo de modo absurdamente regrado, dentro das regras oficiais, providas pelos órgãos oficiais, porque é o único jeito de se dar bem por aqui;

Faça amizades com brasileiras e mantenha-as. No início elas vão te ajudar a não passar perreio, durante elas vão te ajudar a não aperrear os outros e depois elas vão te ajudar na hora de você aperriar a Alemanha, já que a Alemanha te aperriou o saco até ele ficar cheio;

Morar aqui tem seus prós-e-cons, mas se você vier, se engajar e não desistir depois das primeiras bolsadas (andando nas ruas, você vai levar umas três ou quatro bolsadas, sem ninguém parar pra te pedir “desculpa”, normal, nada pessoal …), você aprende a ver como é delicioso morar aqui.

As estações são lindas, o transporte público funciona, as empresas raramente diferenciam gênero ou opção sexual, quem se dedica, prospera; Quem se esforça, tem.

Eu moro na Alemanha há 4 anos, recebi duas propostas para morar em outros países europeus durante esses 4 anos, e nunca – nunquinha – deixei a Kartoffeland. Vem segura, vem com fé, com paciência, com vontade de vencer … vai dar tudo certo! ” By Amabile Weidler (Tirado do Facebook, do mural da Lorena Bärschneider).