Quente

Nossa senhora, pensei que nunca iria dizer uma coisas dessas, mas tá quente na Dinamarca. Mal vejo a hora dessa onda de calor passar.

Temperatura em torno de 28 graus, mas a sensação é de que está muito pior. É uma combinação estranha de baixíssima umidade do ar e pressão atmosférica.

Difícil para dormir, para se concentrar no trabalho quando do lado de fora está fazendo um sol de rachar. Mas nada comparado com Brasil fazendo 37 – 40 graus.

Eu acho interessante algumas coisas que acontecem pros lados de cá quando está calor. Olha a diferença.

Os estudantes de uma escola na Noruega, no dia da prova, foram mandados para casa, porque estava calor demais dentro da sala de aula.

Sabe qual a temperatura? Míseros 30 graus.

Já pensou se no Brasil eles mandassem as crianças pra casa porque dentro da sala de aula estava fazendo 30 graus? kkkkk

Fonte: https://www.nrk.no/ostfold/fredrikstad-skole-avbrot-eksamen-pa-grunn-av-varmen-1.14061432

Enganosa

A gente não deve acreditar em tudo que se lê na Internet.

Ontem vi algo no Facebook, e não resisti. Fui obrigada a republicar e comentar. Hoje estou sendo bombardeada de gente perguntando: “mas então, como é a realidade?”

Minha resposta foi simplesmente:

Não há salário mínimo, como há no Brasil.

A jornada de trabalho semanal é de 37 horas.

As creches para bebês são super caras e são obrigatórias. Você não pode deixar sua criança com aquela madrinha tomando conta.

As universidades só são gratuitas para cidadãos dinamarqueses. Sendo estrangeiro, você tem que pagar pelo seu mestrado. Não sei para curso bacharelado, no entanto.

Planos de saúde são pagos, sim. Mas o sistema de saúde pública, apesar de não ser um mar de rosas, é decente. Por exemplo, quando eu estive doente, o meu plano de saúde não cobria tantos acompanhamentos quanto eu recebo agora no hospital público.

Outra coisa incorreta é o título. A Dinamarca não está mais no topo do relatório do World Happiness. A Finlândia é o país mais feliz do mundo em 2018.

Dez curtidas até agora nesse comentário. 22 comentários ao total. Alguém me lembrou que para universidade aqui, dependendo do tipo de visto, do curso e da universidade, pode ser gratuito para estrangeiros.

Para responder todas as perguntas, fui obrigada a achar o relatório anual do World Happiness. Porque a gente sempre fala nisso, mas muito pouca gente sabe quais são as categorias avaliadas para dizer que o povo é “feliz”. Tem gente que pensa que feliz aqui se trata de alegria, felicidades. Não é nada disso. Ou então o Brasil não estaria no rank 28, e o Japão em 54.

Teve comentário dizendo que achava difícil um país tão frio ser o mais feliz do mundo. Prova de que o povo anda mal informado. A Dinamarca esteve no topo da lista por dois anos consecutivos. Mas esse ano foi superado por Finlândia e Noruega. Ambos países escandinavos e frios.

(Se bem que eu não entendo pq o povo acha que aqui é tão frio. Comparado com Canadá e Rússia, aqui não faz frio! O problema daqui é que não tem sol.)

Bom, eu respondi ao comentário citando algumas das categorias avaliadas pelo World Happiness.

Eles avaliam, entre outras coisas: renda per capita, ajuda social, longevidade, liberdade de fazer escolhas, generosidade, corrupção.

O relatório desse ano se pode ler, em inglês, aqui.

Resultado de tudo isso. Não acredite em tudo que se lê na Internet.

Blackout

Estava eu ontem, numa maratona de hot yoga, quando tudo se apagou lá pelas 18:30. Ainda estava de dia e a aula continuou, e sem os ventiladores, ficou uma verdadeira sauna. E na hora de tomar banho, não tinha luz no vestiário. Era um mundo de lanterninha de celular espalhado pelo chão, e uma velhinha, que estava indo à yoga pela primeira vez, perguntando como faz para regular esse chuveiro.

Na hora de ir embora, me perguntaram se eu costumo sair para a rua principal ou por trás. O portão principal é eletrônico e, obviamente, não estava abrindo! Gente! Mas foi só terminarem de me explicar como encontrar o portãozinho atrás da igrejinha, que a luz voltou. Foi mais ou menos uma hora de blackout.

Nisso eu comentei que a última vez que tinha experimentado um blackout na Dinamarca tinha sido em torno de 2003 ou 2004, e a dona do estúdio de yoga me diz: foi exatamente no dia 23 de setembro de 2003 eu estava no hospital Rigshospital dando luz ao meu primeiro filho e as camas elevadoras do hospital eram tudo elétricas!

Eu não quis nem escutar o fim da história. Só de imaginar a tormenta que foi pra ela. Coitada. Eu lembro bem daquele blackout. Eu estava no trabalho. Na verdade, naquela época era só um estágio. A eletricidade acabou logo após o almoço. Não dava pra fazer nada nos laboratórios nem no escritório. O nosso chefe nos convidou para ir fazer uma caminhada ao redor do parque/pântano atrás da empresa. De certo ele achava que era uma coisa que iria passar logo. Mas a luz não voltava e o povo começou a ir embora, já que não dava pra fazer nada mesmo (se bem que havia uns doidos que pegaram um pano de pó e foram limpar os armários do laboratório).

Lembro que a eletricidade só voltou umas 8 da noite, naquele dia. Quem tinha fogão elétrico, não pode nem fazer comida (o povo aqui janta cedo, em torno das 17h – 18h. O nosso fogão era à gás, só não se fazia comida nele por pura preguiça! rsrs
Nem me lembro o que comemos naquela noite. Certamente, o que comíamos sempre, naquela época: pizza!

 

Príncipe Henrik

Dinamarca está de luto hoje. Bom, pelo menos a família real está de luto. Morreu ontem de noite o marido da rainha, o príncipe Henrik.

Pelo que entendi, ele já estava hospitalizado desde o final de janeiro, mas ele morreu no castelo Fredensborg com a família. Com 83 anos, sofria de demência e estava com infecção pulmonar.

A questão agora é quem vai tocar a produção de vinho. Principe Henrik era francês e tinha uma vinícula. Será que será vendida?

Morte Súbita

Morte Súbita (Sudden Death) é o nome de um filme de 1995 que gosto muito, com Van Damme. Não sei porque lembrei disso agora.

No dia 15 de dezembro foi a festa de natal da minha empresa. Vc sabe o povo aqui bebe demais. Demais. E algumas vezes se metem em encrencas. Normalmente a gente ouve boatos de encontros românticos que acontencem, e casamentos que se desfazem logo após essas festas.

Na segunda-feira seguinte, no entanto, as fofocas eram diferentes. Muito mais macabras. Chegou um email para meu departamento, dizendo o marido de uma das nossas antigas colegas morreu e que a colega estava no trabalho na sexta quando a notícia da tragédia chegou.

Todos ficamos curiosos. Eu fiquei sabendo dos acontecimentos em parcelas. Um dia alguém conta uma coisa, no outro dia alguém me mostra o artigo num jornal.

O marido dela, de 43 anos de idade, foi encontrado 9:51 da manhã, naquela sexta-feira, flutuando no mar, no porto de Nordhavn, na parte norte de Copenhague – onde eu morava antigamente.

Como o corpo foi encontrado dessa maneira, saiu uma nota num jornal online, mas não entraram em detalhes. Mencionam que a polícia vai investigar como se tivesse sido um acidente.

Uma morte assim, súbita, aguça a curiosidade da gente. E dias antes do natal. Uma tragédia para essa família.

Ouvi comentários de que o cara era irlandês. O casal tinha dois filhos e tinham se mudado recentemente para um desses apartamentos de luxo na área beira-mar de Copenhague, acho que no porto do sul, Sydhavn ou Amager, não lembro exatamente.

A gente se pergunta o que pode ter acontecido. Será que ele bebeu demais numa dessas festas de natal e caiu na água e se afogou? Mas quem tem coragem de perguntar para a colega se o marido dela dormiu em casa ou já estava desaparecido.

Será que ele se envolveu com alguma gang e foi assassinado? Será que foi suicídio? Tem muito suicida na Dinamarca, principalmente nessa época de inverno. Suicidas normalmente tiram os sapatos, e algumas vezes tiram a roupa toda, antes de pular na água. Quem tem coragem de perguntar detalhes sobre como o corpo foi encontrado?

Será que foi um acidente, num pulo na água, veio uma corrente forte e o carregou?

Li certa vez que ao se afogar o corpo vai para o fundo da água. Somente mais tarde é que flutua. Será que o cara estava desaparecido fazia dias?

Tantas perguntas. Tanta curiosidade. E nenhuma informação. Há certas coisas que a gente nunca vem a saber. Talvez essa seja uma delas.

Uma coisa é certa. Ninguém consegue imaginar a dor que essa família está passando. Perder alguém assim, de supetão, de uma maneira tão inexplicável, não deve ser nada fácil.

O enterro será dia 28. Fizemos uma vaquinha para comprar flores. É pouca coisa, mas é de coração.

Ceia e Vivino

O doido do Carsten pediu para eu fazer um pudim de leite para sobremesa da ceia de Natal.

Está no fogo, mas acho que pudim brasileiro não tem nada a ver com ceia de Natal dinamarquêsa (carne de porco, batata caramelizada, repolho roxo, molho negro). Normalmente o povo come ris à l’amande (arroz doce com amêndoas, feito sem açúcar e com creme de leite, servido com molho quente de cerejas) como sobremesa.

Vamos ver no que vai dar. Se ficar ruim, ainda temos salada de frutas que sobrou de ontem (outra coisa que Carsten me convenceu a fazer – acho que ele estava com saudade de sobremesas brasileiras).

Enquanto estamos passando horas na cozinha, escutando Nirvana, um vinhozinho para acompanhar.

Pergunto a ele se ele já postou uma avaliação do vinho no app Vivino…

Para quem não conhece, Vivino é um aplicativo desenvolvido por um dinamarquês e onde se compartilha informações sobre vinhos.

Na Dinamarca, entre todos os milhares de usuários, eu sou número 162, somente com 129 avaliações. A maioria do povo tem mais de 600 avaliações. Como consegui essa façanha, não tenho nenhuma ideia. Não sou nenhuma especialista em vinhos nem sommelier.

Carsten é número 6235. Ah se inveja matasse rsrs.

E o pudim ficou pronto… Sem lactose, pq vc sabe, tia Cris aqui é complicada. Rs

 

Prato “exótico”

Tomei um susto com o cardápio para a semana no refeitório da empresa. Hoje nós vamos comer algo chamado Fogo no Rabo (ild i røret)

Tantos anos de Dinamarca, eu já tinha provado Paixão Ardente (brændende kærlighed), mas fogo no rabo, essa será a primeira vez.

Aí fui pesquisar para ver se é algo exótico. Porque aqui na Dinamarca não dá para confiar, O paixão ardente nada mais é que purê de batata com cubinhos de bacon frito em cima. Ou seja, nada especial ou exótico, além do nome.

Pela foto que encontrei, fogo no rabo parece ser um refogado com repolho, cenoura e carne. Ou seja, coisa que eu mesma preparo em casa faz tempo. Aparentemente tenho fogo no rabo há anos e não estou sabendo. 

Globo Repórter

Eu fiquei sabendo sobre a matéria que o Globo Repórter apresentou na última sexta sobre a Dinamarca. Pintaram a Dinamarca de Ouro e não mostraram os prós e contras.

Só quero ver a quantidade de brasileiros mal informados que vão aparecer na Dinamarca nos próximos anos. Vão tomar um susto muito grande.

Chove chuva

Fim de semana interessante. Chove torrencialmente, pára. Clareia, aparece até sol. Volta a chover torrencialmente. E assim esse ciclo continua. Acho que já teve uns 12 ciclos desses hoje, e ainda não são nem 3 da tarde.

Não tive nem coragem de colocar o pé fora de casa. E olha que eu tinha planos de ir tomar vinho quente (quentão) lá no centro da cidade.

Assim não tem graça. O fim de semana já é tão curto e ainda o tempo não ajuda. Pelo menos dá para descansar, assistir uns filmezinhos e ficar de pijama o dia inteiro. Adoro!!!

Royal Run

Quer vir à Dinamarca e correr na rua junto com o príncipe Frederik, futuro rei?

Ano que vem, 21 de maio de 2018, ele fará 50 anos e para comemorar, convida todos para correr com ele nas ruas da Dinamarca.

Será um dia todo de corrida. Ou uma milha (1,6 km) ou 10 km.

Ele correrá nas cinco maiores cidades do reino: Aalborg, Aarhus, Esbjerg, Odense, Copenhague.

Nas primeiras quatro cidades ele correrá uma milha com os habitantes.

Já quando chegar na capital, correrá 10 km e todos estão convidados.

Dia 21 de maio será uma segunda feira mas é feriado de pentecostes na Dinamarca. Eu imagino que essa corrida vai entrar pra história. Vamos torcer para que faça bom tempo!

Cine

Ir ao cinema virou uma nova experiência, tanto pra melhor quanto pra pior.

A tela IMAX é fantástica, a qualidade de imagem e som também melhorou infinitamente.

Barulho da plateia continua igual. Pipoca, bolacha, barulho de papel de bala, chocolate, conversinhas paralelas.

Mas a coisa que mais mudou é a hora que realmente começa o filme.

Antes eram 15 minutos de trailers e então começava.

Hoje são 15 minutos de comerciais chatos, mais 15 minutos de trailers. Que saco isso. Dá vontade de chegar com quase trinta minutos de atraso.

Sem falar no som que está incrivelmente alto. Ninguém merece.

Já estou cansada e ainda tenho que encarar três horas de filme Blade Runner.

1 a 1

Hoje não foi um bom dia para sair de casa, apesar do belo sol.

Fiquei de visitar minha boa amiga Lilian, e daqui de casa só preciso entrar no ônibus que para na frente do prédio e descer na esquina da casa dela.

Num domingo, quando cheguei na rua, achei estranho a fila de carros andando bem devagar. E vi tb que tinha acabado de perder o ônibus. Vendo aquela fila, que eu não imaginava o motivo, concluí que o próximo ônibus iria demorar.

Resolvi andar até a praça para pegar outra linha que me levaria ao metrô. Essa seria uma boa opção. Mas foi eu entrar no ônibus da linha alternativa que vi o meu ônibus preferido chegar. Saltei então no próximo ponto e troquei.

Mas esse ônibus estava cheio demais. E muitos rapazes estavam com um cachecol branco e vermelho. Suspeitei que teria jogo de futebol, mas não sabia que hoje era o dia do jogo Dinamarca contra Romênia, classificatórias para a copa do Mundo.

Não preciso dizer que o trânsito virou um inferno. Isso eram 3 e meia da tarde, e o jogo seria somente 18h.

Fui embora da minha amiga em torno das oito e meia e achávamos que o trânsito já estaria mais ameno nesse horário. Ledo engano.

Cheguei no ponto estava marcando que o ônibus chegaria em 10 minutos.. Então muda para 11 minutos. Resolvi caminhar até o próximo ponto ao invés de ficar ali no vento passando frio.

No próximo ponto dizia 8 minutos… Caminhei até o próxima, dizia 9 minutos, e assim foi por 40 minutos de caminhada. Esse ônibus só passou por mim 45 minutos mais tarde quando eu já estava 8 minutos de caminhada de casa. E aí passaram 5 ônibus dessa mesma linha, um atrás do outro!!!

Ainda bem que vim caminhando. Fiz exercício, peguei ar fresco e um pouco de chuva… Melhor que ficar irritada num ponto de ônibus esperando por horas.

O jogo terminou em 1 a 1. Nem sei se isso garante participação da Dinamarca na copa.

Pinguça

E não passou nem três semanas e já estou de volta a Aarhus. Sim, novamente o que me traz à cidade é minha boa amiga. Vamos comemorar o aniversário dela.

Última vez bebemos horrores. Ela tinha uma garrafa de catuaba com açaí e eu tinha levado uma garrafa de Netuno, bebida de gengibre do sul da Bahia.

Dessa vez sei que me aguarda meia garrafa de netuno e uma garrafa inteira de um licor artesanal típico de Aarhus, feita de maracujá. Ainda não provei, mas se for docinha, aí lascou. Vamos tri-alegres para a festa brasileira de noite, hahaha.

Gente esse fim de semana pelo visto está sendo o fim de semana da bebedeira.

Ontem fui a uma degustação de vinhos da Serbia. Última vez que fui num evento assim, foram 4 vinhos franceses e eles serviam exatamente 150 ml no copo.

Dessa vez paguei um preço semelhante e incluía jantar. Fiquei realmente impressionada quando tinha oito vinhos no catálogo de degustação e mais um diferente para a hora da janta. E não era somente 150 ml não.

Eu que fico meio tonta com uma taça de vinho, imagina como eu estava no final desse evento. Especialmente pq só serviram comida no último vinho. Todos os outros foi no estômago vazio. Voltei me arrastando pra casa! Risos

Mas foi uma noite super agradável, até o instrutor de spinning do clube da empresa estava no evento. Ah, esse evento é no clube do vinho da minha empresa, então é um evento entre colegas, mas é possível trazer convidados que não trabalham na empresa, mas em compensação, o preço para não-membros é o dobro e aí já achei caro. Bom, mas valeu demais a experiência. Já estou contando as horas para a próxima.

DHL Staffet

Para quem não conhece a sigla DHL, é um serviço de entregas rápidas aqui na Europa, é algo como o Sedex brasileiro ou o Fedex americano. 

Staffet quer dizer estafeta (em português luso), que é aquele bastão que se passa adiante nas corridas de revezamento.

O DHL é o patrocinador da maior corrida de revezamento do mundo, que ocorre aqui na Dinamarca, e esse ano me convenceram a participar. (Esse ano estão me convencendo a participar de um monte de coisas doidas!)

A corrida é para funcionários das empresas, tanto públicas quanto privadas, e os funcionários podem se organizar em grupos de 5 pessoas, para correr os 25 km do percurso, cada competidor corre 5 km e entrega o bastão para o próximo.

Muita gente participa só pelo social, para se divertir, pois nem todo mundo consegue correr 5 km em menos de 20 minutos. Eu, por exemplo, tive que caminhar a maior parte do percurso, ou meu coração ia se jogar pela boca. Mesmo assim fiz em 42 minutos, 8 min/km, não está tão mal. Meu tempo é o que aparece numa das fotos como “tur 4”.

Se eu não me engano a corrida DHL Staffet, como é chamada na DK, ocorre em 5 cidades. Ano passado foram 206 mil pessoas correndo.

Só em Copenhague são 120 a 150 mil. Eles dividem o povo em 5 dias de corrida e aqui corremos no parque Faelled. São 5 mil grupos por dia. O meu grupo tinha número 1356, eu fui a corredora número 4, e corremos na segunda-feira dia 28.

Terrível correr na grama e sobre um tapete que eles colocam lá. Teve uma hora que eu estava tão cansada, que tive vontade de jogar tudo pro ar, e detalhe, eu não tinha ainda nem passado a faixa de 1 km. Mas eu terminei o percurso todo. No dia seguinte não senti dor no corpo, mas hoje, dois dias depois, estou com dor em cantos do corpo que e nem sabia que existia!

Mas valeu a experiência. Minha empresa correu com 420 colegas. Mas tinha empresa lá que tinha mais de 3000 corredores participando. Era um mar de gente com a mesma cor de camiseta.

Ano que vem, se me convidarem, não sei se vou participar. Esse ano tive sorte de principiante, até com o tempo dei sorte, fez sol e calor. Quem sabe ano que vem me inscrevo nos grupos que fazem 5 km de caminhada ao invés de correr. Pareceu animado. Enquanto a gente se matava para correr de um lado, do outro lado da rua a gente via o povo vindo caminhando em grupo, tranquilamente, escutando uma musiquinha, batendo papo… muito mais light!

 

Aarhus

Passei o fim de semana em Aarhus, na Jutlândia, visitando minha amiga.

O modo mais rápido e barato de chegar lá é indo de “carona”, pelo sistema GoMore.

Dessa vez dei sorte, tanto com o ponto de encontro para a carona, quanto com o tipo de gente que veio no carro. Imagina que o motorista mora em new york, estava aqui só a passeio e contou que conheceu a mulher dele participando de um programa de televisão, onde eles fazem testes psicológicos, acham a sua metade da laranja, se vc aceitar, vc se casa com a pessoa e a conhece somente no dia do casamento. Tudo isso televisionado como big brother, e te enviam para uma viagem de lua de mel de uma semana, e as câmeras te acompanhando o tempo todo. Entretenimento puro essa história.

Ainda para apimentar mais a viagem, o rapaz sentado no lugar do passageiro da frente se interessou pela garota sentada ao meu lado, e na saída no porto, ele me perguntou se eu achava que ele deveria escrever pra ela. Eu disse claro! Vc não tem nada a perder.

Cheguei de noite, fui direto pruma festa de kizomba, e dancei até altas horas. De lá o pessoal foi ainda festar mais na cidade, mas eu fui dormir na casa da minha amiga. Detalhe, minha amiga foi festar e eu fui achar o apartamento dela sozinha. Risos

Sábado tínhamos tantos planos, mas acabou que ficamos dentro de casa conversando, bebendo umas biritas que eu trouxe do sul da Bahia, e treinando uns passos de forró. Ficamos bebinhas.

Uma da manhã resolvemos dar uma volta. Numa rua na beira do canal há muitos barzinhos para dançar e beber. Entra num, dança um pouco, vai noutro. Acho que entramos nuns cinco. Rsrs

Domingo fomos dar uma espiada no jardim botânico. Estava tendo uma corrida de minicarros malucos, a Red Bull Soapbox Race, que percorre o mundo. Estava engraçado demais. Uns carrinhos feitos em casa, o povo fantasiado, descendo a rampa a toda velocidade e tentando terminar o percurso. Cada batida. Nego voando para fora do carrinho, divertido demais.

corrida red bull

Foi um ótimo fim de semana.

Agora estou na balsa no caminho de volta. A mulher da carona da volta chegou atrasada e quase perdemos a balsa. Por uma coincidência enorme, o rapaz que veio no carro na sexta, o que se apaixonaou pela menina, também está pegando carona no mesmo carro que eu para o retorno e me disse que mandou uma mensagem para a garota! Genial

Daqui a pouco chego em casa, estou morta, mas não tanto quanto o povo do meu lado aqui na balsa…