Eleições

Hoje está tendo eleições municipais. Não vou descrever como funcionam as eleições na Dinamarca, porque uns quatro anos atrás eu escrevi uma postagem só sobre isso.

O fato é que eu tenho direito de votar para eleições municipais faz tempo, e nunca fui.

Acho que é mais que suficiente que eu tenho que ir às urnas a cada 4 anos para votar para presidente no Brasil.

Mas hoje o motivo por eu não ir votar foi outro. Eu quero que a minha primeira vez na Dinamarca seja para voto do parlamento. Agora que eu tenho cidadania, tenho direito de votar nas eleições do parlamento. Vamos ver se depois disso eu me animo para ser uma cidadã mais consciente do meu direito de voto.

Globo Repórter

Eu fiquei sabendo sobre a matéria que o Globo Repórter apresentou na última sexta sobre a Dinamarca. Pintaram a Dinamarca de Ouro e não mostraram os prós e contras.

Só quero ver a quantidade de brasileiros mal informados que vão aparecer na Dinamarca nos próximos anos. Vão tomar um susto muito grande.

Chove chuva

Fim de semana interessante. Chove torrencialmente, pára. Clareia, aparece até sol. Volta a chover torrencialmente. E assim esse ciclo continua. Acho que já teve uns 12 ciclos desses hoje, e ainda não são nem 3 da tarde.

Não tive nem coragem de colocar o pé fora de casa. E olha que eu tinha planos de ir tomar vinho quente (quentão) lá no centro da cidade.

Assim não tem graça. O fim de semana já é tão curto e ainda o tempo não ajuda. Pelo menos dá para descansar, assistir uns filmezinhos e ficar de pijama o dia inteiro. Adoro!!!

Royal Run

Quer vir à Dinamarca e correr na rua junto com o príncipe Frederik, futuro rei?

Ano que vem, 21 de maio de 2018, ele fará 50 anos e para comemorar, convida todos para correr com ele nas ruas da Dinamarca.

Será um dia todo de corrida. Ou uma milha (1,6 km) ou 10 km.

Ele correrá nas cinco maiores cidades do reino: Aalborg, Aarhus, Esbjerg, Odense, Copenhague.

Nas primeiras quatro cidades ele correrá uma milha com os habitantes.

Já quando chegar na capital, correrá 10 km e todos estão convidados.

Dia 21 de maio será uma segunda feira mas é feriado de pentecostes na Dinamarca. Eu imagino que essa corrida vai entrar pra história. Vamos torcer para que faça bom tempo!

Natal? Já?

Gente, ontem foi 31 de outubro, dia de Halloween. Aqui na Dinamarca têm algumas pessoas que comemoraram e estão ensinando as crianças a bater de porta em porta para pedir doces. O que está faltando é ensinar as crianças que não é em toda porta que se pode bater, pois tem gente (como eu) que não gosta dessas coisas.

Certa vez, eu ouvi de um amigo americano, que pros lados de lá, há regras. O Halloween se comemora num horário fixo, por exemplo entre 17 e 19 horas e as crianças só batem na porta de quem decorou a casa e está com a luz do lado de fora da casa acesa, para indicar que “Trick or Treaters” são bem-vindos.

Aqui na DK dá até uma agonia, pois eles podem bater na sua porta a qualquer horário, especialmente se o halloween cair num fim de semana. É uma irritação, especialmente porque em fevereiro há uma outra comemoração aqui, bem no domingo de carnaval, que é o Fastelavn, onde as crianças também se fantasiam e saem batendo de porta em porta. Eu acho que duas vezes ao ano é demais.

Bom, mas não era nada disso que eu ia dizer.
Ontem, para não ficar em casa ouvindo baterem na minha porta, fui pro shopping. Achei que iria ver decoração de halloween mas me surpreendi. O shopping já tinha decorado para o natal, em pleno outubro!
Acho cedo demais.
Entendo que o mês de novembro é um tédio na DK. Anoitece cedo, amanhece tarde, faz frio e tempo cinza ou chove quase todos os dias. É bem deprimente e as luzes dos enfeites de natal ajudam, dão uma alegrada, mas peloamordedeus, cansa demais isso. Quando chega dezembro eu não tenho nem vontade de decorar a minha casa porque já estou cansada de ver decoração de natal. Fala sério.

Está assim no Brasil também? As lojas já estão vendendo decoração de natal?

Cine

Ir ao cinema virou uma nova experiência, tanto pra melhor quanto pra pior.

A tela IMAX é fantástica, a qualidade de imagem e som também melhorou infinitamente.

Barulho da plateia continua igual. Pipoca, bolacha, barulho de papel de bala, chocolate, conversinhas paralelas.

Mas a coisa que mais mudou é a hora que realmente começa o filme.

Antes eram 15 minutos de trailers e então começava.

Hoje são 15 minutos de comerciais chatos, mais 15 minutos de trailers. Que saco isso. Dá vontade de chegar com quase trinta minutos de atraso.

Sem falar no som que está incrivelmente alto. Ninguém merece.

Já estou cansada e ainda tenho que encarar três horas de filme Blade Runner.

1 a 1

Hoje não foi um bom dia para sair de casa, apesar do belo sol.

Fiquei de visitar minha boa amiga Lilian, e daqui de casa só preciso entrar no ônibus que para na frente do prédio e descer na esquina da casa dela.

Num domingo, quando cheguei na rua, achei estranho a fila de carros andando bem devagar. E vi tb que tinha acabado de perder o ônibus. Vendo aquela fila, que eu não imaginava o motivo, concluí que o próximo ônibus iria demorar.

Resolvi andar até a praça para pegar outra linha que me levaria ao metrô. Essa seria uma boa opção. Mas foi eu entrar no ônibus da linha alternativa que vi o meu ônibus preferido chegar. Saltei então no próximo ponto e troquei.

Mas esse ônibus estava cheio demais. E muitos rapazes estavam com um cachecol branco e vermelho. Suspeitei que teria jogo de futebol, mas não sabia que hoje era o dia do jogo Dinamarca contra Romênia, classificatórias para a copa do Mundo.

Não preciso dizer que o trânsito virou um inferno. Isso eram 3 e meia da tarde, e o jogo seria somente 18h.

Fui embora da minha amiga em torno das oito e meia e achávamos que o trânsito já estaria mais ameno nesse horário. Ledo engano.

Cheguei no ponto estava marcando que o ônibus chegaria em 10 minutos.. Então muda para 11 minutos. Resolvi caminhar até o próximo ponto ao invés de ficar ali no vento passando frio.

No próximo ponto dizia 8 minutos… Caminhei até o próxima, dizia 9 minutos, e assim foi por 40 minutos de caminhada. Esse ônibus só passou por mim 45 minutos mais tarde quando eu já estava 8 minutos de caminhada de casa. E aí passaram 5 ônibus dessa mesma linha, um atrás do outro!!!

Ainda bem que vim caminhando. Fiz exercício, peguei ar fresco e um pouco de chuva… Melhor que ficar irritada num ponto de ônibus esperando por horas.

O jogo terminou em 1 a 1. Nem sei se isso garante participação da Dinamarca na copa.

Pinguça

E não passou nem três semanas e já estou de volta a Aarhus. Sim, novamente o que me traz à cidade é minha boa amiga. Vamos comemorar o aniversário dela.

Última vez bebemos horrores. Ela tinha uma garrafa de catuaba com açaí e eu tinha levado uma garrafa de Netuno, bebida de gengibre do sul da Bahia.

Dessa vez sei que me aguarda meia garrafa de netuno e uma garrafa inteira de um licor artesanal típico de Aarhus, feita de maracujá. Ainda não provei, mas se for docinha, aí lascou. Vamos tri-alegres para a festa brasileira de noite, hahaha.

Gente esse fim de semana pelo visto está sendo o fim de semana da bebedeira.

Ontem fui a uma degustação de vinhos da Serbia. Última vez que fui num evento assim, foram 4 vinhos franceses e eles serviam exatamente 150 ml no copo.

Dessa vez paguei um preço semelhante e incluía jantar. Fiquei realmente impressionada quando tinha oito vinhos no catálogo de degustação e mais um diferente para a hora da janta. E não era somente 150 ml não.

Eu que fico meio tonta com uma taça de vinho, imagina como eu estava no final desse evento. Especialmente pq só serviram comida no último vinho. Todos os outros foi no estômago vazio. Voltei me arrastando pra casa! Risos

Mas foi uma noite super agradável, até o instrutor de spinning do clube da empresa estava no evento. Ah, esse evento é no clube do vinho da minha empresa, então é um evento entre colegas, mas é possível trazer convidados que não trabalham na empresa, mas em compensação, o preço para não-membros é o dobro e aí já achei caro. Bom, mas valeu demais a experiência. Já estou contando as horas para a próxima.

Na estica

Estou no trem a caminho da casa para visitar o Carsten. Interessante ver o povo aqui, muita gente de terno e gravata, sapatos engraxados, numa estica. Pacotes de presentes, bouquet de flores, salto alto, vestidos apertados.

Ao meu lado, um pacote tão grande que imagino seja um quadro.

Pelo visto tem casamento agora nessa direção. Casamento cedo. No Brasil se casa normalmente de tardezinha, não ?

DHL Staffet

Para quem não conhece a sigla DHL, é um serviço de entregas rápidas aqui na Europa, é algo como o Sedex brasileiro ou o Fedex americano. 

Staffet quer dizer estafeta (em português luso), que é aquele bastão que se passa adiante nas corridas de revezamento.

O DHL é o patrocinador da maior corrida de revezamento do mundo, que ocorre aqui na Dinamarca, e esse ano me convenceram a participar. (Esse ano estão me convencendo a participar de um monte de coisas doidas!)

A corrida é para funcionários das empresas, tanto públicas quanto privadas, e os funcionários podem se organizar em grupos de 5 pessoas, para correr os 25 km do percurso, cada competidor corre 5 km e entrega o bastão para o próximo.

Muita gente participa só pelo social, para se divertir, pois nem todo mundo consegue correr 5 km em menos de 20 minutos. Eu, por exemplo, tive que caminhar a maior parte do percurso, ou meu coração ia se jogar pela boca. Mesmo assim fiz em 42 minutos, 8 min/km, não está tão mal. Meu tempo é o que aparece numa das fotos como “tur 4”.

Se eu não me engano a corrida DHL Staffet, como é chamada na DK, ocorre em 5 cidades. Ano passado foram 206 mil pessoas correndo.

Só em Copenhague são 120 a 150 mil. Eles dividem o povo em 5 dias de corrida e aqui corremos no parque Faelled. São 5 mil grupos por dia. O meu grupo tinha número 1356, eu fui a corredora número 4, e corremos na segunda-feira dia 28.

Terrível correr na grama e sobre um tapete que eles colocam lá. Teve uma hora que eu estava tão cansada, que tive vontade de jogar tudo pro ar, e detalhe, eu não tinha ainda nem passado a faixa de 1 km. Mas eu terminei o percurso todo. No dia seguinte não senti dor no corpo, mas hoje, dois dias depois, estou com dor em cantos do corpo que e nem sabia que existia!

Mas valeu a experiência. Minha empresa correu com 420 colegas. Mas tinha empresa lá que tinha mais de 3000 corredores participando. Era um mar de gente com a mesma cor de camiseta.

Ano que vem, se me convidarem, não sei se vou participar. Esse ano tive sorte de principiante, até com o tempo dei sorte, fez sol e calor. Quem sabe ano que vem me inscrevo nos grupos que fazem 5 km de caminhada ao invés de correr. Pareceu animado. Enquanto a gente se matava para correr de um lado, do outro lado da rua a gente via o povo vindo caminhando em grupo, tranquilamente, escutando uma musiquinha, batendo papo… muito mais light!

 

Aarhus

Passei o fim de semana em Aarhus, na Jutlândia, visitando minha amiga.

O modo mais rápido e barato de chegar lá é indo de “carona”, pelo sistema GoMore.

Dessa vez dei sorte, tanto com o ponto de encontro para a carona, quanto com o tipo de gente que veio no carro. Imagina que o motorista mora em new york, estava aqui só a passeio e contou que conheceu a mulher dele participando de um programa de televisão, onde eles fazem testes psicológicos, acham a sua metade da laranja, se vc aceitar, vc se casa com a pessoa e a conhece somente no dia do casamento. Tudo isso televisionado como big brother, e te enviam para uma viagem de lua de mel de uma semana, e as câmeras te acompanhando o tempo todo. Entretenimento puro essa história.

Ainda para apimentar mais a viagem, o rapaz sentado no lugar do passageiro da frente se interessou pela garota sentada ao meu lado, e na saída no porto, ele me perguntou se eu achava que ele deveria escrever pra ela. Eu disse claro! Vc não tem nada a perder.

Cheguei de noite, fui direto pruma festa de kizomba, e dancei até altas horas. De lá o pessoal foi ainda festar mais na cidade, mas eu fui dormir na casa da minha amiga. Detalhe, minha amiga foi festar e eu fui achar o apartamento dela sozinha. Risos

Sábado tínhamos tantos planos, mas acabou que ficamos dentro de casa conversando, bebendo umas biritas que eu trouxe do sul da Bahia, e treinando uns passos de forró. Ficamos bebinhas.

Uma da manhã resolvemos dar uma volta. Numa rua na beira do canal há muitos barzinhos para dançar e beber. Entra num, dança um pouco, vai noutro. Acho que entramos nuns cinco. Rsrs

Domingo fomos dar uma espiada no jardim botânico. Estava tendo uma corrida de minicarros malucos, a Red Bull Soapbox Race, que percorre o mundo. Estava engraçado demais. Uns carrinhos feitos em casa, o povo fantasiado, descendo a rampa a toda velocidade e tentando terminar o percurso. Cada batida. Nego voando para fora do carrinho, divertido demais.

corrida red bull

Foi um ótimo fim de semana.

Agora estou na balsa no caminho de volta. A mulher da carona da volta chegou atrasada e quase perdemos a balsa. Por uma coincidência enorme, o rapaz que veio no carro na sexta, o que se apaixonaou pela menina, também está pegando carona no mesmo carro que eu para o retorno e me disse que mandou uma mensagem para a garota! Genial

Daqui a pouco chego em casa, estou morta, mas não tanto quanto o povo do meu lado aqui na balsa…

Submergiu

Ontem fui a uma degustação de vinhos com o povo do trabalho e está todo mundo comentando de uma história louca que ocorreu aqui em Copenhague. Não, ninguém estava bêbado ainda. Essa história doida eu escutei assim que cheguei. Estávamos todos sóbrios, juro! rs

Como eu não assisto TV nem leio jornal, justamente porque só se fala em notícia ruim, eu fiquei boquiaberta ouvindo os relatos. Detalhe, quem me contou leu a notícia no jornal da Turquia, então eu fui procurar em português e achei, mas não com todos os detalhes que ouvi ontem.

Imagina um cidadão que construiu ele mesmo 3 submarinos para uso particular. Onde esse homem estaciona esses submarinos, eu adoraria saber. 

Ouvi também que ele está metido na construção de um foguete.

Mas a história é que ele está preso, acusado de matar uma mulher no submarino dele. Mas até agora não encontraram o corpo dela.

As teorias são muitas, pelo menos do povo ontem, de que ela tenha fugido e está curtindo a vida na Tailândia, ou sabe-se lá. 

Cada doido nesse mundo. Quem precisa de 3 submarinos privativos? E aí, gata, quer dar uma voltinha no meu submarino?

Notícia em português

Ilhada

Vi que no meu post anterior eu estava reclamando dos míseros 20 km de estrada de terra esburacada. Eu não sabia o que me esperava. 

Amanhã será meu último dia num paraíso no sul da Bahia chamado Caraíva. Paraíso intocado, mas por uma razão: difícil acesso. Quase 50 km de estrada de terra esburacada. Com chuva, não tem quem passe. Demorou que 2 horas para passar esses 50 km, chegando a Nova Caraíva. Para chegar no destino final, a vila de Caraiva, tem que atravessar o rio com canoa. Foi uma maratona, mas que valeu muito a pena. 

Mas aqui tem que vir com disposição. As ruas todas são de areia fofa, tudo muito rústico, mas a região é fantástica, o povo muito acolhedor, a comida maravilhosa. Pastel de arraia, purê de banana, uma moqueca top. Do forró daqui não gostei, mas acho que não dei sorte, aparentemente aqui é como Dunas de Itaúnas no Espírito Santo, um lugar para curtir um bom forró pé-de-serra. 

Amanhã vou embora, mas tem chovido tanto, que estou apreensiva se vou conseguir passar pela estrada. Espero que sim, pois tenho que chegar em SP a tempo de pegar o avião para casa. Vamos ver. 

Aeroporto 

Ah, aeroporto de Guarulhos. Como esse povo adora fazer anúncio pelo autofalante. Anúncios de montão, mas informação nenhuma. 

Meu vôo para Vitória está atrasado. Ao invés de informarem quanto tempo, para quando está previsto, só dizem que estão aguardando o avião chegar e que os passageiros devem esperar aqui no portão. 

Sim, mas quanto tempo? Pq não dizer o novo horário de embarque, e ao invés de ficar aqui mofando, poderiamos caminhar pelo saguão, olhar as lojas, sentar numa lanchonete. 

Acho essa falta de comunicação uma falta de consideração com o passageiro. Nessas horas eu sinto falta da Europa. Digo, do Norte da Europa, pq o sul da Europa tem uma cultura muito parecida com a brasileira.