África

Acabei de voltar da África do Sul onde fui fazer um safari acompanhada de uma colega de trabalho sueca e um bando de outros suecos com uma companhia de viagem para solteiros.

Assim que eu tiver tempo vou contar um pouco dessa viagem fenomenal.

No momento, minhas roupas estão no freezer, congelando por 48 horas, pois me disseram que há risco de importar percevejos-de-cama e outros insetos. Se bem que eu sempre ouvi falar que percevejo-de-cama é coisa da Europa.

Bom, melhor prevenir que remediar. Nunca se sabe.

Sicília – Tindari e Marinello

Eu tinha visto que perto de onde estava hospedada havia uma catedral famosa de peregrinação. Fui até lá no meu segundo dia e descrevi isso aqui no blog no post chamado Sicília, Dia 2.

Não tinha dado muita sorte. A catedral estava fechada pra almoço e começou a formar um temporal.
De lá desci para Marinello e não achei nada demais. Olha o que a falta de informação faz com a gente. Em Tindari, além da igreja, há uma área enorme de escavação arqueológica com muitas ruínas, um anfiteatro muito bem conservado com uma vista maravilhosa, e um museu bem bacana, com artefatos que me fez lembrar o desenho animado Hércules.

Em Marinello, atrás do rochedo que eu achava que era o final da praia, havia uns lagos naturais muito bonitos e uma água calma e tranquila.

Só descobri isso tudo durante o passeio para o Stromboli. O povo que fez o passei comigo eram uns russos e eles estavam fazendo praticamente o mesmo roteiro que eu. Numa conversa trocando experiências, eles me falaram dessas coisas que eu não estava sabendo.

No meu último dia naquela região, antes de descer 130 km até Taormina, eu resolvi que daria a Tindari uma nova chance, mesmo sabendo que tinha que subir 1 km de morro a pé. Pelo menos nesse dia estava fazendo um lindo sol e eu tinha o dia todo livre.

Foi fantástico. Não me arrependo.

Sicília – Panarea e Stromboli

Pronto, criei coragem para sentar e lhes contar como foi aquela viagem em setembro de 2018.

Fui sozinha para a Sicília, Itália.

Confesso que eu estava com medo de me sentir sozinha durante a viagem, mas fiz tantas atividades, que me senti muito feliz e entre “amigos” o tempo inteiro.

Os dois primeiros dias eu narrei em detalhes aqui no Blog, mas depois minha internet deu pau, e eu perdi o pique. Então agora vai uma descrição comprimida.

Como a ilha é grande, e eu só fiquei lá por 12 dias, eu resolvi visitar somente a parte nordeste da Sicília. Fui direto pro topo, perto de Milazzo. Ali fiquei 6 dias. Os melhores passeios dali foram:

  • um passeio de dia inteiro para duas das ilhas eólicas: Panarea e Stromboli.
  • um passeio onde passei pelas ruínas arqueológicas de Tindari e pelos lagos de Marinello

As ilhas vulcânicas foi o ponto forte do dia. Meu sonho era ver o vulcão Stromboli, que é um dos vulcões ativos na Europa. O passeio incluiria a ilha de Panarea, e confesso que achei Panaera muito mais bonita que a ilha Stromboli. Mas ver o vulcão e tomar banho de mar na base dele, foi muito legal.

De noite, nosso barco ficou ali parado na frente do Stromboli observando as erupções de lava. Coisa pouca no topo da cratera, mas foi muita emoção. E no meio-tempo, entre uma erupção e outra, tínhamos a mais linda lua cheia bem sobre o vulcão. Foi lindo.

E depois de um espetáculo desses, no meio do mar, voltando para Milazzo, nosso barco resolve fazer uma discoteca, tocando Michel Teló seguido da música Despacito. Ninguém merece isso depois de 8 horas de treking. Nossa, assim você me mata!



Lisboa 2018

Hmm, antes de começar a escrever esse post, WordPress pediu que eu atualizasse o software. As mudanças são meio radicais. Vamos ver como eu vou me sair com o layout desse post. 

Bom, voltei a Lisboa pela 6ª vez na minha vida.
As últimas 4 vezes foram em anos consecutivos, para ir ao festival de forró Baião em Lisboa. Aliás o Baião de 2015 foi o primeiríssimo festival ao qual fui, e pelo visto, o Baião de 2018 será o último festival – ou um dos últimos. 

Esse ano eu fui a poucos festivais, e em cada um deles, percebi o quanto eu perdi o interesse por forró. Cheguei a um ponto que para esse festival em Lisboa eu nem sequer comprei o passe de entrada. A ideia era pagar individualmente por cada festa (6 no total). Acabei que fui a 1½ festa e resolvi não voltar mais.

Na primeira noite, depois de tomar dois goles de uma caipirinha, eu fiquei zonza, não estava conseguindo ver em foco nem andar em linha reta. Achei isso muito estranho e tive que ir embora no meio do show. No dia seguinte alguém perguntou se colocaram alguma droga na minha bebida. É possível, já que o copo não ficou na minha mão o tempo todo.

No dia seguinte, tinha uma multidão no local da festa, não tinha espaço para dançar, umas musiquinhas mequetrefes, e muita, mas muita mulher – e quando tem muita mulher é impossível dançar. Fica aquele bando de mulher desesperada praticamente agarrando os coitados a força, nego dançando contigo de mau humor, e a grande verdade é que os caras só querem dançar com as gostosonas nos seus 20 anos (ou falando num português bem claro, aquelas gurias que eles querem comer), e as quarentonas ficam de lado e só são chamadas pra dançar no final da festa, quando as gostosonas foram embora.

Obviamente eu não estava dançando quase nada, também não estava fazendo questão de convidar ninguém pra dançar. Quer dançar comigo? Vem me convidar.
No meio do show do Trio Juriti resolvi ir embora, porque já estava com dor nas costas de ficar de pé por quase uma hora esperando alguém vir me chamar pra dançar. Fui embora e não animei mais pra ir a nenhuma festa.

Aproveitei os meus dias restantes para curtir a cidade, fazer uns passeios alternativos, e não me arrependo. Acabei me diverti muito mais, vi e fiz coisas diferentes e visitei lugares exóticos. 

Um dos passeios “exóticos” foi uma caminhada com um fotógrafo e um grupo de gente muito animado vindos de Chicago (EUA) e Montpellier (França). O nosso fotógrafo era indiano, mas até em Paraty no Brasil ele já tinha morado. (Aliás, no dia anterior eu fiz um tour de bicicleta com um guia francês que também tinha morado em Paraty. O que é que esse povo gosta tanto de Paraty? Eu lembro de ter ido lá duas vezes quando adolescente e em ambas ocasiões eu achei que Paraty era uma vila chata, sem nada pra fazer, tipo Paranaguá, rsrs.)

Bom, o resultado do passeio com o fotógrafo coloco abaixo. Espero que gostem. O meu Facebook está bombando com comentários por causa dessas fotos.

Sicília, dia 2

Acordei numa preguicinha, mas bem descansada. Finalmente dormi bem! Fazia tempo que isso não acontecia.

Bom, de manhã resolvi ir conversar com a moça da agência de turismo. Quero dar uma olhada nas ilhas Eólias. Eu estava achando o preço do passeio um pouco salgado, mas quando vi o preço para ir por conta própria de balsa, ida e volta, de repente não achei o preço do pacote turístico tão caro. Vou fazer dois dias de passeios, já que estou aqui sozinha e não tenho nada melhor pra fazer mesmo. rsrsrs

Mas isso é só amanhã. Hoje, no início da tarde, resolvi pegar o carro e subir o morro até Tindari, para ver a igreja – Santuário Maria Ss. di Tindari.

Aquela estrada íngrime, sinuosa e estreita me fez lembrar das vezes que dirigi na Serra da Graciosa ou na estrada Anchieta. A única diferença que ao invés de ver mata e selva, a vista é do rochedo e do mar azul lá embaixo.

A paisagem me lembrou da minha última viagem pra Itália, em 2015, quando fui a Positano. Porém naquela viagem pude sentar no carro confortavelmente e apreciar tudo, enquanto hoje tive que me concentrar na direção!

Chegando lá, achei que poderia subir até o topo com o carro, mas me barraram e me obrigaram a estacionar bem antes. Queriam que eu pagasse um micro-ônibus para subir. Quando fiquei sabendo que era somente 1 km de subida, que pagar ônibus, que nada. Fui andando, fazendo exercício, apreciando a vista.

Bela igreja, mas pra variar, estava fechada para almoço. Isso parece ser um karma. Lembram da minha viagem para Annecy na França em 2014? Quando paguei todos meus pecados subindo um morro para ir na igreja, e ela estava fechada pra almoço? Foi igualzinho hoje. Pena, porque imagino que o vitral na entrada dessa igreja de Tindari deve ser magnífico. Olhando as fotos do interior da igreja agora na internet, vejo que é realmente linda por dentro. Quem sabe eu volte lá antes de ir embora.

Fiquei ali uns minutinhos, apreciando a vista, quando um temporal começou a se formar. Tudo escureceu.

Uns ciclistas italianos pediram para que eu tirasse uma foto deles e eu aproveitei para perguntar como ir de carro na praia lá de baixo. Parecia linda.

E foi o que fiz. Peguei o carro, desci até Marinello, que é o nome da praia. Belo lugar, Marinello, mas a praia não achei nada demais. Depois de 3 minutos já me entediei e foi a sorte. Assim que abri a porta do carro para voltar para o meu quarto, começou a chover e assim ficou pingando a tarde toda.

Espero que amanhã o tempo firme para que eu possa fazer e aproveitar os passeios nas ilhas. Vamos ver se vou ter sorte.

Sicília, dia 1

Na verdade é dia 2, mas cheguei aqui só 10 da noite ontem – depois de 12 horas de viagem, vindo de Zurique de trem até Milão, fazendo um transfer hiper corrido até Malpensa e pegando vôo pra Sicília. No aeroporto de Catânia demorei quase uma hora pra pegar o carro que tinha alugado. Caí no conto do vigário. Achei que tinha conseguido um bom preço por 12 dias com o carro, chegando aqui tomei um susto com os preços em caso de riscos, danos e furto. Fui obrigada a desembolsar uma quantia equivalente ao valor do aluguel, só para pegar seguro contra danos. Ficou super caro. Lá foi o orçamento que eu tinha pra viagem toda, mas tudo bem. Quem disse que a vida sempre é justa.

Mas não posso me queixar. As duas horas de estrada de Catânia até Milazzo eu fiz sem problemas, mesmo sendo de noite, num carro com o qual não estou habituada, numa estrada desconhecida, muito trânsito, muitas obras na pista, e muito siciliano doido que acha que é Ayrton Senna.

Fui recepcionada muito bem na casa que aluguei, dentro de um conjunto residencial cheio de segurança pra tudo que é lado. Muito bonito.

Hoje de manhã fui comprar uns mantimentos e fazer um reconhecimento do local.

A praia de Tindari, que eu escolhi porque tinha lido que a areia aqui é fininha e branquinha, me decepcionou. Areia grossa cheia de pedrinhas. No fundo da água não tem areia, é só pedra.

Eu ia dizer que detesto esse tipo de praia, mas descobri uma vantagem muito grande. O fato de não ter areia no fundo na água resolve aquele inconveniente de quando se vai nadar e se sai do mar cheio de areia no biquini ou calção. Isso sim eu acho uma coisa horrível.

Então dessa vez entrei no mar (coisa rara pra mim!) e aproveitei aquela água verde límpida e morna, e fiquei admirando as pedrinhas no fundo do mar.

Meados de setembro, dia de semana. 27 graus. Quente e úmido. Não tem ninguém aqui. Num trecho de 1 km de praia, tinha umas 20 pessoas, e olhe lá.

A comunicação com o povo até que está sendo boa. Por enquanto estou conseguindo entender e me fazer entender. Meu italiano básico está me salvando em todas as situações rsrs.

É isso. Agora vou caçar o que fazer nos outros dias. Mantenho vocês atualizados.

Estou tirando pouquíssimas fotos. Só trouxe o celular. Deixei a câmera em casa. Quando eu transferir as fotografias para o computador, publico umas fotos pra vocês. 

Praga

Tirei um dia de folga do trabalho, fiz meu registro no festival de forró de Praga, chamado Fica no Coração, e comprei minhas passagens para Praga na República Tcheca.
Sabia que seria um festival menor, mas minha motivação foi visitar uma cidade que eu não conhecia e que todos dizem que é muito bonita.

Eu me apaixonei por Praga. Linda, linda, mas linda demais. E olha que estava um frio danado, chuva e tempo cinza. Durante os três dias da minha viagem não fez nem um pouco de sol, mesmo assim a gente se encanta com a cidade.
Tenho vários motivos para voltar.
– Quero tirar fotos. Não tirei nenhuma por causa da chuva.
– Adoraria ver a cidade com sol, numa época menos gelada.
– Quero ver as atrações que eu perdi.

O famoso relógio astronômico criado por Tycho Brahe (astrônomo dinamarquês♥) estava sob renovação. Não deu para ver.
Eu queria ter visto o cemitério judeu, mas fui num sábado e me esqueci que sábado é Sabbah e as sinagogas e o cemitério estavam fechados para o dia de descanso.

Me indicaram subir a colina até o castelo num domingo e ver a troca da guarda ao meio-dia, no entanto eu recebi essa indicação no sábado, justamente quando eu tinha acabado de descer do castelo e estava super, híper acabada. Subi tudo a pé. Não foi moleza. Não aguentaria ir novamente no dia seguinte, mesmo sendo a vista da cidade lá de cima absolutamente fascinante.

Praga é pequena, calma, segura. Caminhei a pé de dia e de madrugada (para ir para as festas de forró). Me senti muito segura o tempo todo.
Havia sempre gente na rua.
Aliás, havia muitos grupos de homens de madrugada. Raramente eu vejo grupos de homens assim. Parecia até coisa de máfia russa. Mas talvez tenha sido impressão minha. Talvez sejam grupos de viajantes, pois um dos atrativos da cidade é beber até cair. rs

Melhor horário para ver a ponte Charles é de madrugada ou ao amanhecer. No resto do dia é impossível caminhar na ponte, quanto mais ver a ponte. Turistas demais.

Praga é bem barato, comparado com o resto da Europa.
Ouvi um amigo me dizendo: essa é a primeira vez que venho pro leste europeu. Gente, por favor, Praga é Europa Central. Não diga lá que eles são leste europeu, que é uma ofensa grande.

Algo que não se deve perder em Praga são as cervejas. Eles fazem uma fermentação diferente. Além de barato, são muito boas. Eu não tomo cerveja, mas provei muitas outras coisas. Nem tudo caiu no meu gosto, mas provei mesmo assim: licor de creme de ovo, quentão local, limonadas de frutas diversas, joelho de porco, borsch e goulash estilo tcheco.

Também andei muito. Pela cidade velha, pela cidade nova e reconheci as ruas dos vídeos históricos onde a gente vê as tropas nazistas invadindo a cidade. Foi uma sensação interessante.

A arquitetura me fascinou. Praga não foi destruída por bombardeios, então os as fachadas dos prédios são originais. Arquitetura antiga misturada com arquitetura francesa art-nouveau. Praga tem muita história.

Entrei em várias igrejas. Algumas grandiosas, que até me fizeram lembrar da Catedral da Sé de São Paulo, mas religiosidade lá dentro, não senti nenhuma.
Em compensação, entrei numa igrejinha ortodoxa perto do albergue da juventude onde fiquei hospedada, e lá dentro foi uma experiência que não sei descrever. Religiosidade, cheiro de incensos, alguém na sacristia rezando em tcheco sem parar que fazia eco dentro da igreja. Muitos tapetes tipo persa espalhados no altar. Foi fascinante.

E como de costume, eu tentei aprender algumas frases no idioma local, para ter mais experiências durante a viagem. Gente, nunca mais eu vou reclamar que a pronúncia dinamarquesa é impossível. Toda vez que algum estrangeiro vier reclamar de dinamarquês, eu vou mandar eles aprenderem tcheco. Não foi dizer que é impossível, mas foi tão complicado que eu só consegui aprender meia dúzia de palavras avulsas ao invés de 20 a 30 frases como de costume. Mesmo sabendo pouco, usei todas as palavras que aprendi com muita frequência, porque, por incrível que pareça, o povo em Praga não sabe falar mais nenhum outro idioma. Perdi a conta de quantas vezes tive que usar mímica para me fazer entender e nem sempre funcionava bem.
Saber falar 7 idiomas não me serviu de nada em Praga. Essa foi a primeira vez que provei algo desse tipo. Sempre encontro algum idioma em comum, mas não dessa vez.
Mesmo assim valeu. Espero poder voltar em breve.

Praga, recomendo!

Madeira – parte final

Passear por Funchal é agradável. jardins, calçadão à beira mar, centrinho com lojas, mercado. Numa doca vimos ancorado o galeão que passou por nós num dos dias anteriores. A decoração de natal da cidade é bonita, bem feita. Muita gente tocando música na calçada. Até mesmo nas docas tinha música de natal tocando nos alto-falantes, O clima era bem natalino, bem descontraído.

Eu queria ver o jardim botânico da Ilha da Madeira. Dizem ser lindo. Mas por causa dos incêndios que devastaram a ilha uns meses antes (havia um piromaníaco à solta, foi muito triste), o bondinho que subia até lá, estava desativado. No entanto o bondinho que subia até o JardimTropical estava funcionando. Foi um passeio incrível. Havia de tudo, jardim japonês, chinês, cascatas, castelo, passarinhos (engaiolados, coitados).

De lá, numa das ruas laterais, pudemos ver os famosos carrinhos de cestos. Ao invés de descer de bondinho, dá para descer a ladeira nesses carrinhos, puxados por dois homens vestidos à caráter. Parecia bem divertido, mas tinha uma cara de ser daquelas armadilhas para turistas que custa os olhos da cara.

De noite, passeando por Funchal, vimos uma que havia uma corrida. Nos disseram que era de 7 km, com direito a ganhar medalha de participação e tudo. Para quem gosta de correr, fica a dica.

A última coisa que vimos na cidade foram os fogos de artifício. Pensamos em ir até o centro de Funchal e ficar no meio da multidão. Também pensamos em ir num dos navios e ver os fogos do mar, mas nosso hotel nos ofereceu uma outra opção, completamente gratuita: pegar o ônibus do hotel, que nos levaria até a base naval, que fica no topo de um morro, e de lá ver os fogos.

Foi o melhor que fizemos. Foi inesquecível. Fogos sincronizados dos dois lados da ilha. Não é à toa que os fogos de Funchal entraram para os livros dos récordes.

Na virada do ano anterior vimos os fogos em Edimburgo, no festival Hogmanay. Foram lindos.
Na entrada de 2017 vimos em Funchal. Fenomenal.

Acho que daqui pra frente vou começar a caçar lugar para ver fogos, como Londres, Sidney, Rio.

Conclusão: acabei não fazendo nenhuma das caminhadas nas Levadas da ilha, nem vendo o jardim botânico que eu tanto queria. São motivos para voltar um dia com bastante tempo e disposição, e quem sabe a companhia de alguém aventureiro.

Madeira – parte 3

Depois da maratona do dia anterior para chegar na Camara dos Lobos, passamos o dia no hotel descansando, aproveitando a bela vista da sacada do quarto, indo ao spa do hotel: massagem, piscina.

No hotel resolvi puxar conversa com o rapaz que tinha um falcão. Todos os dias de manhã ele estava ali e isso me intrigava. Ele me explicou que o falcão era um modo de manter os passarinhos irritantes, como pombos, fora da área de hotel. Achei interessante a tática.

Esse hotel foi uma boa pedida. Meio longe do centro, mas num local muito bonito, com jardins bem cuidados e com plantas catalogadas e bem identificadas, incluindo uma área dedicada a orquídeas, onde as borboletas faziam a festa.

Durante a noite, alguma flor noturna, espalhava seu perfume por toda a área da piscina e jardins. Eu tinha que passar por ali todas as noites, só para me deliciar.

Depois de descansar bastante, num dos dias seguintes tomamos coragem de ir até o centro de Funchal. Ficamos pensando se iríamos caminhar ou tomar o ônibus do hotel. Lembro que o tal do José Rodrigues tinha dito que levaria 20 minutos até a vila de pescadores, e demorou 3 horas. Ele também tinha dito que do hotel até Funchal levaria 10 minutos andando, pertinho. Ahã. Fomos andando. 10 minutos, né? Eram 45 minutos de caminhada, morro acima. Jesus. Mas foi bom para fazer um pouco de exercício.

A cidade é bonitinha. Visitamos o mercado central. Frutas e verduras lindas, mas os preços são especiais para turistas. Me deram, sem brincadeira, uns 5 maracujás diferentes para provar. Tinha uns ali dos quais eu nunca tinha ouvido falar, e olha que eu adoro maracujá. Me empolguei e pedi uns 6 para trazer para casa. Quando ele me passou o preço, quase tive um treco. 20 euros. Com 20 euros dá para comprar muitos quilos de maracujá em outros lugares. Mas tudo bem. Estou viajando.

Aproveitei e comprei um panetone para matar a saudade, e uma garrafa de licor Beirão, para fazer o coquetel Caipirão no hotel. Realmente nos apaixonamos por esse drink. Melhor que Caipirinha.

Madeira – parte 2

Dia seguinte à chegada, depois do café da manhã, fomos fazer um reconhecimento do local e andar até a vila de pescadores indicada pelo José Rodrigues.

Ele tinha dito que era pertinho, uns 20 minutos caminhando. Eu acho que esse homem nunca andou a pé na vida dele. Deve demorar 20 minutos de táxi. Depois de caminharmos por mais de 90 minutos, resolvi perguntar se estávamos longe, e nos informaram que estávamos na metade do caminho.

Como fazia um sol divino, temperatura agradável, resolvemos continuar a caminhada beira mar e se chegássemos lá, era lucro.

Valeu muito a pena. Vimos grutas, despenhadeiros, um navio tipo galeão, e muitas coisas interessantes no meio do caminho, como a flora local.

A vila de pescadores, Camara dos Lobos, é um lugarzinho super pequeno, bem turístico, porém agradável. Enquanto aguardávamos o horário do trenzinho que subiria o morro e nos levaria até o alto do Cabo Girão, resolvemos provar os coquetéis locais: Nikita, Caipirão, Poncha.

Pegamos o último trenzinho do dia. Somente eu e Carsten éramos os passageiros. A vista do Cabo Girão é realmente muito bonita, pena que indo com o trenzinho, só nos dão 15 minutos lá em cima. Então foi correria. Eu prefiro fazer as coisas com mais tempo. Próxima vez, ou aluga um carro, ou vai de táxi. Carro parece ser a melhor opção, pois a ilha é grande, há muita coisa para ver, e quem quer fazer as caminhadas nas Levadas (que são várias e umas longe das outras), seria uma boa maneira de se locomover e economizar, pois os preços dos passeios com agências são híper caros.

Madeira – parte 1

E assim foi a viagem para a Ilha da Madeira…

Cinco horas de vôo de Copenhague até Funchal. No saguão do aeroporto nos aguardava um taxista, segurando uma placa dizendo Sr. Rodrigues. Bom, não é a primeira vez que me chamam de senhor, então tudo bem.

Assim que eu me identifico como “Sr” Rodrigues, o homem desabou a falar. Ele achava que estavam fazendo uma brincadeira com ele, pois o sobrenome dele também é Rodrigues e em 27 anos trabalhando como taxista na Madeira, ele nunca antes tinha ido buscar alguém com o nome Rodrigues. Então ele puxa a manga da blusa para mostrar uma tatuagem enorme no seu antebraço que dizia: Rodrigues
Linda tatuagem.
E ainda por cima, além de termos o mesmo sobrenome, descobri que ele tinha o mesmo nome do meu pai! José Rodrigues.

Dentro do taxi, esse homem não parava de falar. Nos deu muitas dicas. Uma delas era ir do nosso hotel até uma vila de pescadores e de lá pegar o trenzinho para o cabo Girão. Disse que do hotel até a vila seria uns 20 minutos de caminhada.

Enquanto estávamos no taxi, caiu um toró, mas um toró, daqueles que não dá para ver nem um palmo na sua frente. Foi uma tempestade de verão. Depois de 5 minutos, a chuva sumiu e não voltou a chover por uma semana, só para contrariar a previsão do tempo, que dizia que ia chover todos os dias. Sorte nossa! Carsten viajou comigo.

 

Friburgo

Tirei uma tarde para passear pelo centro antigo (em alemão: Altstadt) de Friburgo em Brisgóvia (em alemão: Freiburg im Breisgau). Fazia um frio fenomenal, oito graus abaixo de zero, mas o sol lindo e céu azul.

É necessário mencionar de qual Friburgo se está falando, porque há uma outra cidade na Suíça que também se chama Friburgo e não fica muito longe da Friburgo alemã. Então para não haver dúvida.

Achei a cidade muito bonitinha, mas é super pequena. Um dia ali é mais que suficiente.

Quanto mais andava pela cidade, mais eu percebia que já viajei demais. Tudo que eu via me lembrava de outras cidades que eu já tinha visitado.

A igreja principal de Friburgo me lembrou demais a igreja de Limburgo am der Lahn. Mesma arquitetura, só a cor que é diferente.

Outras igrejas que vi tinham as torres de metal e me lembraram igrejas que vi em Münster.

 

Até aí tudo bem, tanto Limburgo quanto Münster são cidades alemãs, então está tudo certo. Estilo de arquitetura nacional.

De repente meu olho bate numa torre com um relógio e aquilo me fez lembrar da Suíça! Só faltava uma fonte com estátua para completar, mas foi eu olhar pra trás, que vi a fonte na pracinha. E para dar um toque ainda mais suíço à paisagem, passou um bonde bem naquela hora, e um bonde do estilo suíço também (em Friburgo vi dois estilos de bonde, um suíço e outro que eu não tinha visto antes em nenhum outro lugar).

 

Um pouco mais tarde passo por uma ruazinha com o córrego ao lado. Aquilo me fez lembrar a cidade francesa de Annecy. E o fato de ver tantas bicicletas encostadas na grade, me lembrou de Amsterdã e de Copenhague, as cidades das bicicletas.

Acho que a única coisa que achei típica de Friburgo e que não tinha realmente visto em outro lugar foi o antigo sistema de valas para a drenagem de água. Essas valas estão por toda parte na cidade antiga e têm uns 800 anos de idade. Não tirei nenhuma foto, mas é só procurar no google.

 

 

Outra coisa que gostei foi o street art. Vi vários muros pintados, decorados. Bem bonitos.

E para terminar meu passeio, olhei no mapa uma área verde, com dois lagos, achei que seria um parque e que seria uma ótima maneira de terminar meu passeio. Andei pra caramba para chegar lá. Minhas pernas já estavam congeladas depois de andar por quase 4 horas. Chegando lá, cadê o parque? Era um cemitério!!
Bom, como já estou morta, aqui é o lugar certo para visitar, pensei. Entrei.

Que cemitério bonito. Como o pessoal cuida das covas. Fazem jardim, plantam flores. Tinha até decoração de natal nas maioria das tumbas. Acabei caminhando bastante nesse cemitério. Valeu a pena. Em matéria de decoração das tumbas, esse foi um dos cemitérios mais bonitos que já vi – até mais bonito que os cemitérios famosos de Paris, como o Montparnasse e Père Lachaise.

Niver

Aprendi na Dinamarca que a vida deve ser celebrada. Todo aniversário deve ser comemorado, e se for um “aniversário redondo”, como eles dizem (fechando uma década) aí a comemoração deve ser dobrada.

Nos meus 30 eu chamei a moçada para ir lá no meu, na época, novo cafofo.

Nos meus 40 eu queria fazer uma viagem exótica. Aí me perguntei, por que ir lá pra conchinchina se posso ir ao meu país que também é um lugar exótico?

E assim eu comemorei meu niver. Num festival de forró, o Rootstock, em Belo Horizonte. Foi FENOMENAL!

E para fechar com chave de ouro, uns dias no Rio, que é um lugar que não visito há 17 anos.

Além de curtir as belas paisagens, calor e praia, provei uma cachaça de castanha com folha de jambu, que anestesia a boca da gente; encontrei antigas amizades; e dei uma de aventureira!