Festa

Volta e meia o povo me pergunta por que eu não faço videolog no YouTube. Gente, minha vida é tão sem graça. Quer um exemplo. 

Hoje de noite tem uma festança do Internations num restaurante badalado no topo de um prédio chique aqui de Copenhague. Eu sou membro do internations e entro praticamente de graça na festa, se chegar antes das 11 da noite. A festa começa com jantar para quem quiser a partir das 19 horas. 

O código de vestimenta é roupa branca. 

Eis que eu passei o dia me enrolando. Choveu horrores, dormi quase o dia inteiro. Quando acordei, já eram sete da noite. Um solaço começou a brilhar (mas frio, 13 graus e vento, afinal, isso aqui é Dinamarca). 

Eu poderia ter me arrumado e saído de casa gravando o vídeo para o YouTube, certo? Mas sabe o que eu fiz? 

Resolvi tocar piano. Então resolvi tomar um banho longo. Já que estava ali, resolvi lavar o box do banheiro. Nisso o relógio já estava mostrando 21:30. 

Resolvi então requentar uma comida que tirei do freezer. 

Enquanto comia, checava o horário do ônibus para ir para o centro. Tinha saída de dez em dez minutos, mas eu comecei a calcular: preciso de uns 15 minutos para escovar dentes e passar uma maquiagem. Mais uns minutos para achar uma jaqueta e dinheiro, pq não aceita cartão na festa. 

Com meus cálculos, mais o tempo que demoraria para chegar lá, eu já estava atrasada e não chegaria antes das 11 da noite. E depois desse horário, o preço da entrada era beeeeeem caro. 

Acabei que desisti de ir. Estou toda vestida de branco, mas resolvi que vou ficar em casa, vendo o por do sol da minha sacada, tomando chá de cidreira que trouxe do Brasil em 2014, escutando Festa do Interior. 

Viu como não dá certo essa história de videolog?! Minha vida é monótona demais! Rsrsrs

Agora vou lá caçar um filme no Netflix para assistir. Enquanto isso, a festa é aqui na minha cozinha, ao som de Gal Costa! 

Midsummer

Ontem, véspera de São João, foi o Midsummer escandinavo. Eu já escrevi sobre isso inúmeras vezes no blog, então não vou repetir (aleluia!, dirão alguns! rsrs). 

A primeira vez que eu fui a uma comemoração de Sankt Hans, como eles chamam a comemoração na Dinamarca, eu achei um porre. 

Era na praia, a fogueira não passava de um amontoado de galhos e folhas (e nada mudou nesses muitos anos! os dina deveriam fazer um curso de como montar uma bela fogueira de São João com os brasileiros!). 

As músicas pareciam coisa de funeral, e em seguida vinham as crianças com bonequinhas de bruxa para queimá-las na fogueira, como símbolo da idade média quando eles queimava mulheres na fogueira. Isso fez ferver meu sangue e eu nunca mais quis ir a uma festa de Sankt Hans. 

Como agora os tempos são outros (fazendo alusão a minha nova vida), eu resolvi pesquisar o que tem para fazer no Midsummer em Copenhague. Achei mais de 7 eventos na cidade. 

Uns com show de bandas, outros com dança (salsa), outros com barraquinha de comida. E para completar tem o festival CopenHell acontecendo, que é um festival de heavy metal. Não tem nada a ver com São João, mas coincidiu a data. E olha que até o Robbie Zombie está aqui hoje.
Engraçado é que no metrô, pelas vestimentas, é possível distinguir quem está indo para qual evento! Os metaleiros e suas roupas incrementadas. 

Acabei que eu convidei o Carsten para vir no Midsummer comigo. Fim de semana passado eu fui lá na nossa casa, dei uma força no jardim e comemoramos o aniversário dele com um bom churrasco, e combinamos de explorar Copenhague no fim de semana seguinte. 

Todos os planos foram por água abaixo, literalmente, porque começou a chover horrores. Então fizemos tudo no improviso e saiu melhor que o esperado. 

Fomos no porto antigo, o Nyhavn, onde encontramos cereja (eu matei a vontade) e ele comeu waffle belga. 

De lá atravessamos uma ponte recentemente inaugurada e fomos parar num street food market, com mais de 40 barracas de comida, mas acabamos comendo no brasileiro. Churrasco. Estava muito bom. De brasileiro mesmo só o nome e a bandeira, mas de qualquer modo estava tudo bem feitinho. 

De lá nos embrenhamos num parque que estava abandonado. Não tinha nem uma alma penada andando por lá. Mas achei interessante, lá tinha muitas entradas para os antigos abrigos de bomba. Eu nunca tinha visto tantos juntos antes. 

Saindo do parque paramos na beira mar, para ver o concerto da Oh Land tocando piano. Enquanto esperávamos, ouvi um casal falando português e puxei papo: estão a passeio ou morando na cidade, eu perguntei. Estavam aqui fazia 4 meses e estavam adorando. 

Quando eu falei que estava aqui há 16 anos, se assustaram. Mas pq veio para cá, me perguntaram. Olhei para o Carsten e falei: vim porque eu e ele éramos casados. Outra vez, olhar de susto. (isso acontece muito, quando esbarramos em alguém conhecido e Carsten me apresenta como “minha ex-mulher” kkk)

E de onde vc é do Brasil? De Curitiba, disse. E eles: nós também!

Mas eu só esbarro com curitibano, impressionante! Duas semanas atrás, algo parecido aconteceu na minha viagem para Berlim. Mas isso é outra história. 

Final das contas. Oh Land tem uma voz bacana, mas selecionou umas musiquinhas desanimadas e nós fomos embora no meio do show. 

As fogueiras montadas tanto no Nyhavn quanto ali na beira mar não passavam de um amontoado de galhos secos de jardim. 

Só faltou as crianças com as bruxas, para dizer que nada mudou!

Voltamos para casa e ficamos tomando chocolate quente e escutando heavy metal, até que para nossa surpresa, começou um show de fogos de artifício que durou por 5 minutos e deu para ver de camarote aqui da minha sacada. Foi uma surpresa, pois não sabíamos que teria fogos, nem que duraria por tanto tempo. Foi o final perfeito para o São João!

E vocês, o que fizeram? Pinhão com quentão? 

Motivação 

Ontem fui a uma festinha de aniversário de uma amiga italiana. Muito interessante ver como as diferentes culturas celebram aniversário. 

Cantamos até o Parabéns pra você em italiano.

Foi muito agradável, tomamos um excelente proseco, e conheci garotas do Kwait, Grécia, diversos lugares da Itália e até uma dinamarquêsa. 

Mas o melhor de tudo foi ver os quadros na casa da minha amiga. Em todos os cômodos havia um quadro com uma frase motivacional. Tudo em inglês, mas vou tentar traduzir. 

Na entrada dizia: Amigos, sempre bem-vindos. Parentes, só com agendamento prévio. 

No quarto dizia: Vida é o que acontece agora enquanto você faz planos para o futuro. 

Na sala dizia: Você pode achar que eu sou impossível, mas tudo é possível. 

Na cozinha dizia: Se o trabalho de uma mulher nunca chega ao fim, para que começar? 

E no banheiro, o melhor de todos, e é o lema na minha casa nos últimos 29 anos:

Planejamento para lavar roupa
Separar peças por cor – hoje
Lavar – amanhã 
Dobrar – algum dia
Passar – rsrsrs

Original
Laundry Schedule:
Sort – today
Wash – tomorrow
Fold – some day
Iron – ha ha ha ha 

Eu deveria ter tirado uma foto desse quadro! Rs

Festança 

Sexta-feira passada foi o dia da festa de verão da minha empresa. Quando eu entrei na empresa, pouco mais de dois anos atrás, uma das primeiras coisas que me disseram foi que aqui eles quase não faziam festa de verão, que era para economizar. Onde eu trabalhava antes a festa de verão era para mais de 7 mil funcionários, sempre num lugar gigantesco, com jantar, bebida à vontade, e shows com bandas famosas. 

Honestamente, eu nunca gostei das festas daqui. O povo bebe demais, só dança depois de encher a cara, só toca música dinamarquêsa chata, e sete mil funcionários mas você é obrigado a ficar grudado com o povo do seu departamento para ser social. Um saco. Eu nem ia nas festas porque sabia que não me divertiria. 

Mas na lundbeck as coisas funcionam de outra forma. O objetivo não é impressionar ninguém, mas curtir, com atividades diferentes que dão oportunidade de conhecer gente nova.

Nada precisa ser perfeito, com garçom, jantar granfino. Aqui é pegar um sanduba na carrocinha, sentar na arquibancada, montar no touro mecânico (e eu consegui por 28 segundos, mais que muito cara metido que chegou lá se achando e caiu depois de 6 segundos!) usar uma peruca divertida e dançar muito ao som dos ritmos dos anos 80!

Pernas pra que te quero 

Digamos que, pra quem viaja praticamente todo fim de semana, eu sou quase uma viajandeira profissional. Mas hoje eu dei uma de amador. Peloamordedeus. Rsrs 

Normalmente eu tenho saldo suficiente no meu cartão para o transporte público. Eu também sempre chego no aeroporto uma hora antes do vôo, que para quem só anda com mala de mão, é tempo suficiente para trocar dinheiro no banco, e para passear o controle segurança sem estresse. Mas tb não chego muito cedo, pq detesto tomar chá de cadeira. 

Eis que hoje a bruxa estava solta. Depois de um dia corrido no trabalho, lembrei que tinha esquecido de recarregar meu cartão de transporte. Eu tinha que andar até a estação para fazer isso no último da hora. Perdi 10 minutos com isso. 

Consequentemente, perdi o ônibus e tive que esperar o próximo. 

Dez minutos de atraso em torno das 3 da tarde numa sexta, fazem uma diferença enorme no trânsito de Copenhague. De repente tinha congestionamento. Perdi mais 10 minutos. 

A troca para o metrô foi tranquila. Ótimo. 

Checo pelo app qual a previsão de espera para passar pelo controle de segurança: 17 minutos. Gente, esqueci que em junho começa a temporada de férias na Dinamarca. Aff 

Estou eu, bela e formosa na fila, quando o app me avisa que está embarcando e que o portão ia fechar em 20 minutos. Pânico. 

Passando o controle, desisti de trocar dinheiro. Pela primeira vez, não tenho um puto comigo. 

Foi então que eu vi que meu portão de embarque era F1. Longe pra caramba. Seria mais rápido chegar em Berlim à pé do que achar esse bendito portão. São 15 minutos andando. Gente, não ia dar tempo. 

Sabe aquela história de correr para tirar o pai da forca? Pernas pra que te quero. Fazia tempo que eu não corria feito uma louca aeroporto afora. Eu e um outro carinha do meu lado. Parecia que estávamos nos metros finais de uma maratona, disputando tapa-a-tapa o primeiro lugar. 

Chegamos nesse portão ofegantes, suados, descabelados, e rindo demais, pq o avião não tinha nem terminado de desembarcar os passageiros da viagem prévia. Fala sério. Tanto desespero para nada. Kkk

Bom, próxima vez que viajar em alta temporada, vou chegar mais cedo nesse aeroporto! 

Tomara que o fim de semana valha a pena toda essa correria. 

Berlim, me aguarde, que estou chegando!

Aeroporto 

Tomando um chá violento de cadeira aqui no aeroporto de Stavanger. Quatro horas de espera pelo novo vôo. Pelo menos pagaram meu jantar e no aeroporto tinha uns sofá cama, onde me instalei e proclamei: daqui não saio, daqui ninguém me tira. 

Deitei, assisti filme no Netflix, chorei que borrou toda a maquiagem. Uma coisa pavorosa. Mas eu estava bem confortável e feliz. Maldita hora que a bexiga apertou e tive que procurar um banheiro. Perdi meu lugar. 

Enfezei e resolvi passar para a ala dos voos internacionais. Ali não tinha sofazão, mas tinha um canto agradável com tabuleiro de xadrez. Foi onde me sentei para escrever o post anterior. Agora estou aguardando o embarque. Pelo menos o avião já estacionou. Que canseira. 

Sofá onde me acomodei e cantinho do xadrez. 

Pedra 

As coisas melhoraram um pouco. Dancei bastante na festa de sábado e domingo amanheceu ensolarado. 

Peguei a balsa e fui de Stavanger para Tau, depois o ônibus até o pé da montanha onde fica a preikerstolen. 

Já os primeiros 50 metros de escalada acabaram comigo. Taquicardia, falta de ar, suadouro. Gente, estou fora de forma. 

E ao meu redor tinha velhinho de bengala, criança e até cachorro subindo o morro. Pensei comigo: se esse cachorro fru-fru consegue subir, eu também consigo! E fui. 

É uma escalada de duas horas. Fiz em uma hora e vinte, pq eu estava preocupada com o tempo. Meu vôo de retorno era 6 da tarde e para voltar a tempo eu teria que começar a descida 12:45. Acho que foi essa afobação que me cansou tanto. 

Faltando uns 45 minutos de escalada, o tempo virou. Foi rápido. Começou de repente a chover torrencialmente e fiquei enxarcada. 

Chegando na pedra, a vista não estava boa por causa da chuva e das nuvens. E vinha o vento, que frio. Passei frio demais. Mas fiquei lá em cima por quase uma hora pq parecia que ia clarear um pouco. Mas foi pouco e resolvi começar a descida 12:30 porque as pedras estavam escorregadias e achei que ia demorar mais pra descer. 

Eis que durante a descida eu encontrei meus amigos fazendo a subida! Foi legal. 

Desci. Muita gente escorregando e caindo perto de mim, e eu estava toda satisfeita que minha escalada tinha sido perfeita. Quase perfeita. Levei um escorregão e tombasso nos últimos metros! Me esfolei, mas não faz mal. É souvenir da viagem! 

E foi entrar no ônibus que o sol apareceu. Realmente a sorte não estava do meu lado nessa viagem. 

Chegando no aeroporto, vôo cancelado. Estou aqui faz 4 horas aguardando novo vôo. 

Sem sorte 

Gente, troquei um calor gostoso em Copenhague para vir para frio e chuva aqui na Noruega. Não deu nem para fazer a escalada na pedra púlpito. Nem no festival de dança estou dando sorte. Não dancei nada ontem. Vamos ver se hoje de noite a sorte muda. 

Temp 

Copenhague, um calorão gostoso (tenha em mente que o povo aqui começa a derreter nos 22 graus) e eu, ao invés de curtir da minha sacada, estou arrastando roupas de inverno e um casacão. O povo está me olhando como se eu fosse louca. 

Ainda não pirei na batatinha. Simplesmente escolhi o fim de semana errado para ir escalar a pedra púlpito (preikerstolen) nos fiordes da Noruega. 

Despedida

Realmente, Barcelona é a cidade preferida da galera para ir fazer despedida de solteiro. 

No post anterior comentei de dois grupos que vi no aeroporto. Pois naquele mesmo dia, vi mais dois. Dois grupos de mulheres no centro da cidade. 

O primeiro grupo, estava portando óculos Pink e eu cheguei a achar que era o mesmo grupo do aeroporto, mas me enganei. Essas moças no centro eram francesas. No meio da praça elas enrolaram um lençol e começaram a chamar o povo que estava sentando na escadaria para fazer um cabo de guerra! 

Foi uma luta de puxa pra cá e puxa pra lá. Cheguei a achar que todo mundo ia rolar no chão, mas não acabou nessa tragédia. O povo se divertiu e foram embora. 

E eu continuei lá, aproveitando o sol. Minutos mais tarde, chega um novo grupo de despedida de solteiro, moças espanholas, conversando bem alto, fazendo algazarra. A noiva estava com uma peruca afro que tinha no topo uma cestinha de basquetebol. Eu achei que elas iam fazer alguma brincadeira com aquela cestinha, acertar a bola, por exemplo, mas não aconteceu nada. Acho que elas já tinham brincado demais da conta e estavam cansadas. Foram ali somente para tomar um refresco. 

Achei fenomenal isso. A última vez que eu tinha visto despedida de solteiro desse jeito foi numa viagem para a Suécia, onde a noiva e suas amigas estavam parando estranhos na rua para fazer um jogo de adivinhação. Eram très perguntas sobre a noiva, e só olhando para a cara dela, a gente tinha que adivinhar. Eu lembro que achei a brincadeira bem bolada e bem-humorada. 

Pelo visto, é uma tradição viajar para Barcelona para fazer festa de despedida de solteiro. 

No Brasil a gente tem dessas coisas? Eu nem sei. 

Crazy Barça 

Acabei de aterrissar em Barcelona. Vim visitar um forrozeiro amigo meu, dançar e descansar. 

Aparentemente Barcelona é o lugar para vir fazer despedida de solteiro. No aeroporto vi vários. 

Caras vestidos de uniforme de futebol e o noivo vestido de “coelhinha” mascote do time. Esse cara está aqui no ônibus comigo, a caminho da praça Catalunha. Toda vez que eu olho oras orelhas de coelho que ele está usando, eu caio na risada. 

No saguão do aeroporto tinha tb um grupo de moças, todas usando uns óculos enormes cor-de-rosa, fru-fru de cabelo pink, bolsas brilhosa e a noiva estava de véu, para diferenciar. 

Vamos ver o que mais a cidade me reserva. 

E pensar que eu estou aqui de novo (última vez foi setembro, festival de forró pisa na fulô). E eu que, há uns 10 anos atrás, tinha jurado que não voltaria mais aqui. 

Realmente, a gente nunca deve dizer que dessa água não beberei! 

Mudança

No post Sobrevivendo eu estava comentando que, depois de dividir apartamento com dois rapazes, morar com duas moças também não é uma coisa fenomenal. Na verdade, morar com elas está sendo ainda pior.

Com os meninos não tinha ninguém pegando no meu pé, tentando me controlar, nem fazendo barulho constante. As moças falam alto, têm muitos dias de folga ou começam a trabalhar depois das 10 da manhã e podem, por isso, ficar acordadas até tarde fazendo barulho. Meu quarto é logo atrás da televisão, e é inacreditável a altura do som no meu quarto, mesmo o volume da tv não estando tão alto. E a televisão fica ligada quase que o dia todo até altas horas da noite.

A mania de limpeza é outra coisa louca. Ter o apartamento limpo é uma coisa, ser neurótica por limpeza e querer limpar tudo mais de duas vezes por semana, é doentio.

Sem falar que querem controlar minha vida. Se eu quiser que uma amiga venha pernoitar, eu tenho que pedir permissão. Se eu for passar o fim de semana fora, querem saber se estarei fora. Me sinto como adolescente novamente, que tinha que dar satisfação da minha vida para meus avós o tempo todo.

Tudo isso fez com que eu ficasse bem cansada dessas moças e me empurrou para fazer uma loucura.

Literalmente, da noite pro dia, eu encontrei um outro apartamento localizado nessa mesma região onde tenho morado, porque é pertíssimo do trabalho. Telefonei de manhã, na hora do almoço fui ver o apartamento, no dia seguinte o contrato estava pronto, e uma semana depois está tudo pronto para mudança. Recebo as chaves daqui a dois dias.

O apartamento não é perfeito, e é super, híper, mega caro, mas aceitei, para que eu possa morar sozinha e ter paz. Eu não sirvo para compartilhar apartamento.

Meu contrato será de um ano no mínimo e nesse ano vou ter que fazer umas economias e reavaliar meus gastos. Vamos ver como tudo vai se ajeitar. Para mim, no momento, o importante é ter paz.

E enquanto isso, Carsten e eu colocamos a casa à venda. Já foram tiradas as fotos, e o técnico vem fazer a inspeção obligatória no mesmo horário em que eu pego as chaves do meu novo cafofo.

Acho que tudo vai entrar nos eixos… de uma forma ou de outra. Cruze os dedos por mim!

Naquela Noite

Um forrózinho finlandês para vocês. O título da música quer dizer “Naquela noite”. A letra é bem legal. Quando eu tiver tempo eu traduzo.

Sinä Yönä

Haaveissaan tahtoo poika oppia tanssimaan
Kanssa tytön jolla maailma jo hallussaan
He kulkevat näitä samoja katuja
Jolla ei kysytä ei nimeä, ei tarinaa

Pojan uniin tytön kuva kantaa
Vaikkei oppinut vielä askeltakaan
Heidän tiet, ne ei koskaan kohtaa
Kun maailma heitä omiaan teitä kuljettaa

Sinä yönä kun juhannusruusut puhkeaa kukkaan
On katseesi onnellinen ja täynnä elämää
Sinä yönä kun juhannusruusut puhkeaa kukkaan
Tartu käteeni tiedän aamu vie sut pois

Jo kaukaa tunnistit ne kauniit kasvot
Ne jotka muistat vielä vuosien takaa
Hänen hymynsä sinun mielesi valaisee
Mut aika se jatkaa omaa kulkuaan

Veden pintaa pitkin illan sävelet kaiku kuljettaa
Kesä yö on täynnä taikaa
Nouset ylös, otat ensimmäisen askeleen
Soi yössä soitto kahden kitaran

Sinä yönä kun juhannusruusut…

Sobrevivendo

Dizem que quem é vivo sempre aparece. Eu continuo aqui. Muitas novidades na minha vida, muita coisa nova, mas nem tudo dá para compartilhar no blog. 

Nós últimos 3 meses eu me mudei duas vezes. Em janeiro eu aluguei um quarto em um apartamento que compartilhava com dois rapazes de 24 anos. Um era estudante e o outro, estava trabalhando. Mas eles eram super bons amigos desde a infância, conversavam bastante juntos, gostavam de fazer coisas no meio da noite, como lavar roupa ou colocar a lava-louça para funcionar. Eu já não consegui entrar para o “time”, especialmente pq eu tento ir dormir cedo para acordar as 6 da manhã. 

Ainda bem que foi um lugar temporário, mas em compensação a localização era ótima. Do outro lado da rua, literalmente, fica a empresa onde eu trabalho. Eu tinha que andar 7 minutos para chegar no escritório. Fantástico!

Quando o contrato estava para acabar, calhou de eu encontrar dois outros lugares, todos pertinho desse lugar que eu estava morando. Acabei escolhendo morar com duas moças. Uma dinamarquêsa quase da minha idade que trabalha para a rainha da Dinamarca, e a outra, um a moça sueca de 22 anos, que trabalha em loja de roupas acho. 

Eu achava que seria mais tranquilo morar com mulheres e que o padrão de limpeza também seria um pouco melhor, e é, mas há outras coisas que não funcionam como um mar de rosas. 

Mas hoje eu não vou chorar as pitangas para vocês. Os detalhes eu conto outro dia que eu tiver tempo para aparecer aqui no blog. 

Madeira – primeiras impressões

Cinco horas de vôo de Copenhague até Funchal… e foi o avião pousar que começou a chover.

No saguão do aeroporto nos aguardava um taxista, segurando uma placa dizendo Sr. Rodrigues. Bom, não é a primeira vez que me chamam de senhor, então tudo bem.

Assim que eu me identifico como “Sr” Rodrigues, o homem desabou a falar. Ele achava que estavam fazendo uma brincadeira com ele, pois o sobrenome dele também é Rodrigues e em 27 anos trabalhando como taxista na Madeira, ele nunca antes tinha ido buscar alguém com o nome Rodrigues. Então ele puxa a manga da blusa para mostrar uma tatuagem enorme no seu antebraço que dizia: Rodrigues

Vai gostar do seu sobrenome assim, lá na conchinchina!
E ainda por cima, além de termos o mesmo sobrenome, descobri que ele tinha o mesmo nome do meu pai! José Rodrigues.

Dentro do taxi, esse homem não parava de falar. Nos deu muitas dicas. Uma delas era ir do nosso hotel até uma vila de pescadores e de lá pega o trem confersível para o cabo Girão.

Enquanto estávamos no taxi, caiu um toró, mas um toró. Era o dilúvio, daqueles que não dá para ver nem um palmo na sua frente. Mas foi uma tempestade de verão. Depois de 5 minutos, a chuva sumiu e não voltou a chover por uma semana, só para contrariar a previsão do tempo, que dizia que ia chover todo dia!

Chegando no hotel, ficamos embasbacados com o tamanho do quarto. 72 metros quadrados. Dois banheiros, sala, cozinha, quarto, escritório, varanda. Caramba!

A sacada dava de frente tanto para um jardim bem bacana quanto para o mar. Isso sim é que foi uma viagem de luxo!