Aarhus

Passei o fim de semana em Aarhus, na Jutlândia, visitando minha amiga.

O modo mais rápido e barato de chegar lá é indo de “carona”, pelo sistema GoMore.

Dessa vez dei sorte, tanto com o ponto de encontro para a carona, quanto com o tipo de gente que veio no carro. Imagina que o motorista mora em new york, estava aqui só a passeio e contou que conheceu a mulher dele participando de um programa de televisão, onde eles fazem testes psicológicos, acham a sua metade da laranja, se vc aceitar, vc se casa com a pessoa e a conhece somente no dia do casamento. Tudo isso televisionado como big brother, e te enviam para uma viagem de lua de mel de uma semana, e as câmeras te acompanhando o tempo todo. Entretenimento puro essa história.

Ainda para apimentar mais a viagem, o rapaz sentado no lugar do passageiro da frente se interessou pela garota sentada ao meu lado, e na saída no porto, ele me perguntou se eu achava que ele deveria escrever pra ela. Eu disse claro! Vc não tem nada a perder.

Cheguei de noite, fui direto pruma festa de kizomba, e dancei até altas horas. De lá o pessoal foi ainda festar mais na cidade, mas eu fui dormir na casa da minha amiga. Detalhe, minha amiga foi festar e eu fui achar o apartamento dela sozinha. Risos

Sábado tínhamos tantos planos, mas acabou que ficamos dentro de casa conversando, bebendo umas biritas que eu trouxe do sul da Bahia, e treinando uns passos de forró. Ficamos bebinhas.

Uma da manhã resolvemos dar uma volta. Numa rua na beira do canal há muitos barzinhos para dançar e beber. Entra num, dança um pouco, vai noutro. Acho que entramos nuns cinco. Rsrs

Domingo fomos dar uma espiada no jardim botânico. Estava tendo uma corrida de minicarros malucos, a Red Bull Soapbox Race, que percorre o mundo. Estava engraçado demais. Uns carrinhos feitos em casa, o povo fantasiado, descendo a rampa a toda velocidade e tentando terminar o percurso. Cada batida. Nego voando para fora do carrinho, divertido demais.

corrida red bull

Foi um ótimo fim de semana.

Agora estou na balsa no caminho de volta. A mulher da carona da volta chegou atrasada e quase perdemos a balsa. Por uma coincidência enorme, o rapaz que veio no carro na sexta, o que se apaixonaou pela menina, também está pegando carona no mesmo carro que eu para o retorno e me disse que mandou uma mensagem para a garota! Genial

Daqui a pouco chego em casa, estou morta, mas não tanto quanto o povo do meu lado aqui na balsa…

Submergiu

Ontem fui a uma degustação de vinhos com o povo do trabalho e está todo mundo comentando de uma história louca que ocorreu aqui em Copenhague. Não, ninguém estava bêbado ainda. Essa história doida eu escutei assim que cheguei. Estávamos todos sóbrios, juro! rs

Como eu não assisto TV nem leio jornal, justamente porque só se fala em notícia ruim, eu fiquei boquiaberta ouvindo os relatos. Detalhe, quem me contou leu a notícia no jornal da Turquia, então eu fui procurar em português e achei, mas não com todos os detalhes que ouvi ontem.

Imagina um cidadão que construiu ele mesmo 3 submarinos para uso particular. Onde esse homem estaciona esses submarinos, eu adoraria saber. 

Ouvi também que ele está metido na construção de um foguete.

Mas a história é que ele está preso, acusado de matar uma mulher no submarino dele. Mas até agora não encontraram o corpo dela.

As teorias são muitas, pelo menos do povo ontem, de que ela tenha fugido e está curtindo a vida na Tailândia, ou sabe-se lá. 

Cada doido nesse mundo. Quem precisa de 3 submarinos privativos? E aí, gata, quer dar uma voltinha no meu submarino?

Notícia em português

Lembranças

Tive um sonho essa noite que me fez pensar.

Sonhei que era o dia do aniversário da minha mãe, eu tinha passado o dia todo com ela, mas me esquecido de dar parabéns porque não lembrava da data.

Fiquei pensando em como, apenas 20 anos atrás, eu me lembrava de todos os aniversários da família e de amigos, dos números de telefones todos, dos endereços, nos nomes dos meus médicos e de muitas outras coisas.

Hoje em dia não me lembro nem do meu próprio número de telefone. É Sério. Toda vez que tenho que lembrar o número do meu telefone do trabalho, eu tenho que olhar minhas anotações.

Se perguntarem o nome do meu médico, não sei. Nem do dentista.

Essa coisa de colocar no Outlook ou no celular todos os lembretes de aniversário, endereços, telefones, nomes, faz com que a vida da gente fique mais fácil, mas um dia o tiro pode sair pela culatra quando a tecnologia não estiver ali à mão.

Se acontecer um acidente comigo, eu não sei nem o número do Carsten de cor, nem de nenhuma amiga. Endereço, não sei nem o da minha família. Com dificuldade lembro o nome da cidade onde moram, mas endereço, nenhum. Lembro sim, do meu endereço de infância, Avenida Coronel José Lobo. Lembro até que em meados dos anos 80, o número era 122, depois mudou para 130. Lembro do número de telefone, na época que os números de Paranaguá começavam com 422. Engraçado isso.

Tenho até tido dificuldade de lembrar de nomes. Um rosto eu não esqueço, mas nome…aí lascou. 

Forró no Brasil – Itaúnas, chegada

Pela primeira vez, meu objetivo com a viagem ao Brasil não foi visitar nem família nem amigos, mas ir dançar forró e descobrir a diferença entre dançar aqui na Europa e aí no Brasil.

Meu primeiro destino era a vila de Itaúnas no Espírito Santo, onde ocorre maior festival do forró do mundo, o FENFIT (Festival Nacional de Forró de Itaúnas), que está na sua 17ª edição. São praticamente 8 dias de festival, e na vila, o forró rola, literalmente, 24 horas por dia. Tem que escolher qual evento de forró vai perder para poder dormir, comer, tomar banho, ir à praia, etc.

Deixa eu explicar como funciona. O festival ocorre no Bar do Forró, com show das bandas concorrentes do Fenfit e de pelo menos 3 bandas famosas/conhecidas. Vai das 10 da noite até 6 da manhã.

Seis da manhã o povo vai andando do Bar do Forró para a Padaria, que é um boteco onde o forró continua das seis até de noite (ou com música ao vivo ou com DJ). Ali é o point da galera pois fica bem na saída de que vai pra praia. Tem que passar quase que obrigatoriamente por ali. É um lugar para ver e ser visto.

Lá por umas 5 da tarde começa o forró no Café Brasil e vai até 11 da noite. Já por aí dá pra ver que não dá pra fazer tudo. Os eventos se intercalam. Fora isso tem outros eventos de forró avulsos durante o dia, como aulas de forró no Café Brasil, aula com instrumentos, show ao vivo em algumas pousadas de noite ou no Buraco do Tatu, que é o concorrente do Bar do Forró (detalhe, as duas casas são vizinhas, e se a música não estiver alta o suficiente, dá para escutar o show um do outro. Loucura).

A minha chegada foi mais ou menos assim: Cheguei em Guarulhos e já tomei o avião para Vitória, onde passei um dia descansando e caminhando pela praia. No dia seguinte, quando encontrei os forrozeiros que iam comigo na van para Itaúnas, ouvi dizer que estava rolando o maior forró em Vitória e que o povo já fez um esquenta lá mesmo. Pena, perdi, mas eu estava demasiado cansada da viagem e com jetlag.

De Vitória até Itaúnas foram cinco horas de viagem, sendo que uma hora foi só para percorrer os 20 km de estrada de chão antes de chegar na vila. Tinha chovido muito, tinha muito buraco e poças enormes de água. A van chocalhou tanto que eu cheguei a pensar que na próxima vez vou tomar um remédio para enjoo. Pensei, coitados dos instrumentos dos músicos, vindo nessa buraqueira. Mas acho que o que garante a preservação da vila e da natureza ali, é esse difícil acesso.

Em Itaúnas não tem nada, lá é um lugar para descansar, passear pelas dunas e pela praia, fazer atividades no rio, para os aventureiros, fazer atividades na restinga ou fazer um passeio até a praia da Costa Dourada no sul da Bahia (15 km de distância).

Mas, porém, todavia, durante o Fenfit, a vila recebe milhares de pessoas. Tanta gente que me orientaram a levar tudo que eu precisava, desde remédios até produtos de higiene, porque nos dias finais do evento, às vezes acaba remédio na farmácia, produtos no mercadinho e até comida em restaurantes.

A vila em si não é muito bonita. As ruas todas de areia batida (ou no caso do dia que cheguei e uns dois dias em seguida, de poças de água e lama). Levei mala de rodinha, mas sofri. Aconselho viajar de mochilão pra lá.

Tudo é muito simples. Não tem supermercado, não tem hospital. Se precisar, tem que voltar os 20 km de terra e ir para Conceição da Barra. Em Itaúnas tem dois mercadinhos e duas farmácias bem básicas, e só. E uma igrejinha, caso precise de um momento de reflexão, mas acredito que até lá dentro dá para ouvir o forró, porque toca forró em todos os cantos da vila.

Cheguei na sexta dia 14, e confesso que estava desanimada, com toda aquela chuva, aquela lama, o fato de estar sozinha e pior, me sentindo sozinha. O festival começaria oficialmente no dia seguinte, mas já na sexta dava pra ir dançar no Café Brasil. Eu acabei que não fui a lugar algum.

No dia seguinte fui fazer um reconhecimento do lugar, mas confesso que aquela lama em todas as ruas dificultava a locomoção.

Acabei não indo até as dunas e praia por causa da chuva. Depois de comer um prato feito (que era a coisa mais barata, pois tudo lá estava imensamente caro, e as porções eram para duas pessoas no mínimo e custava de 50 reais pra cima) fui fazer minha aula particular de forró. Claro, aproveitei para fazer uma aula com um professor local, para aprender uns passos novos e corrigir erros.

Acabei que comprei um pacote de 4 horas de aulas, e fiz aulas em 3 dias consecutivos. Não farei mais esse erro, porque nos dias de sol, eu tinha que voltar mais cedo da praia para ir para a aula. Sem falar no cansaço de subir e descer duna para chegar na praia. Já começava a aula me sentindo morta.

As coisas começaram a melhorar quando o sol apareceu e depois disso foi a semana inteira de sol. As ruas secaram, ficou bem melhor para andar. Comecei a encontrar o pessoal. Tinha muito forrozeiro da Europa em Itaúnas. Muita gente conhecida, me senti praticamente em casa. E obviamente, conheci gente nova.

Depois disso não me senti mais sozinha. Estava até muito contente por tem momentos só para mim, de poder fazer tudo o que eu queria na hora que eu queria.

Na Padaria, vi uma menina vendendo quadros e ímã de geladeira com frases extraídas das letras de forrós famosos. Achei um que me serviu muito bem: “Se avexe não, amanha pode acontecer tudo, inclusive nada”.

Eu vou continar a narração sobre minhas aventuras em Itaúnas nos próximos posts. Abaixo coloco as poucas fotos que tirei lá. E peço desculpas, pois não levei câmera, e as fotografias que tirei com o celular ficaram todas sem foco, embaçadas. Uma pena. Mais um motivo para voltar um dia para Itaúnas, rsrs.

Aniversariantes

Mês de agosto e curiosamente os meus dois leitores fiéis fazem aniversário nesse mês. Eu não me esqueci do seu aniversário, não. Meu email é que está me dando dor de cabeça. Mas espero que você tenha tido um dia maravilhoso, daqueles com bolo de chocolate, brigadeiro, coxinha, empadinha e outras delícias que só os aniversários brasileiros oferecem. Só não vale soprar velinha sobre o bolo e contaminar tudo com saliva e bactéria. Não sei quem inventou essa moda louca e que ainda não foi extinguida.

Eu sei que há outros leitores no blog, que lêem tudo sorrateiramente, outros aparecem de vez em quando para matar a saudade, e uma vez ou outra deixam um comentário aqui mesmo no blog ou mandam via Whatsapp ou por Facebook (ou pessoalmente, como já me aconteceu). Gente, honestamente, eu não sei como vocês ainda aguentam ler esse blog, as mesas histórias, férias e mais férias, drama fritando uma tapioca, forró… haja paciência. Risos

Àqueles que permaneceram comigo todos esses anos, meu muito obrigada. 

Auuuuuuuu

“Mistérios da meia-noite”

Essa danada dessa lua cheia não está me deixando dormir. Esse fenômeno começou uns 5 a 6 anos atrás, ou pelo menos essa foi a época que eu percebi os dias que não conseguia dormir coincidiam com a lua cheia. Acho que estou virando lobisomem, auuuuu.

A lua está tão clara hoje que eu nem preciso de luz em casa, é só abrir a cortina. E quando ela subiu, em torno das dez da noite, estava linda, bem dourada laranjada. Ah, nesse ponto eu sou muito sortuda, de um lado da sala eu vejo o pôr do sol bem lindo, com diversas cores, e do outro vejo a lua.

Só quero ver como vai ser meu dia amanhã, se vou ter que trocar meu almoço por uma soneca na salinha do silêncio no meu escritório. Rsrs

Queimou

Eu e essas tapiocas… Já me queimei na frigideira várias vezes, mas hoje foi de matar. Faz mais de uma hora que estou tentando resfriar a queimadura.

Telefonei pra minha chefe, dizendo que não sei se vou conseguir ir hoje. Até agora não formou bolha, mas se não aliviar nada, vou ligar pra minha enfermeira.

Como aconteceu? Distraída, preocupada com a hora, agarrei a frigideira meio errado, o dedo grudou numa área que estava pelando de quente e pronto. Um segundo de descuido foi suficiente.

Esfria em baixo de água corrente, aplica gel de aloe na área afetada e põe o dedo de molho num pote com água fria, toma uma dose cavalar de analgésicos…. Mas até agora não diminuiu muito a dor.

Li que queimaduras de primeiro e segundo grau são propensas a pegar infecção por tétano. Fiquei preocupada, uma pq dessa eu não sabia e outra pq faz dez anos que tomei vacina antitetânica. Deve ser retomada de cinco em cinco, não é isso?

Aff, como dói.

PS: Descobri um bom modo de resfriar o dedo. Abre a janela e bota o dedo pra fora. Verão na Dinamarca, 16 graus. Perfeito para resfriamento de dedo queimado. Kkk

Brasil 2017

Fazia muito tempo que eu não ia ao Brasil. A última vez que fui para passear foi em 2011, onde fiz uma visita mega rápida a Recife, depois partimos para Porto de Galinhas e Fernando de Noronha. Eu e minha mãe. Foi uma viagem que deixou vontade de voltar.

Em 2014 eu fiz uma viagem de emergência ao Brasil, mas não vi quase ninguém.

E agora surgiu uma nova oportunidade. Dessa vez resolvi não visitar ninguém da família, mas somente curtir. Decisão extremamente impopular com minha família, mas dei sorte de ter escolhido assim. Assim que cheguei no BR, veio uma frente fria fenomenal da Antártica que deu até neve no sul. Sem condições de sair do verão dinamarquês, que já é curto e ruim, para ir passar frio no Brasil.

Então foi somente Espírito Santo e Bahia. Deu para sentir uma certa friagem que chegou no Espírito Santo, mas nada que matasse a gente de frio. Dava para curtir uma praia durante o dia. Só de noite que tinha que colocar um casaco.

Mas o motivo que me levou ao Brasil foi para dançar forró.

Eu comecei a dançar aqui na Dinamarca no final de 2015 e desde então só danço na Europa. Sempre tive curiosidade para saber como é dançar com os brasileiros, se é melhor, mais animado. Escolhi o maior festival de forró, o FENFIT, que era para fazer valer a viagem.

Depois de lá eu não sabia o que fazer, perguntei então para os forrozeiros no meu Facebook e esse povo todo indicou o sul da Bahia, Caraíva, Trancoso. Escolhi Caraíva porque li que o forró continuava lá. Vício! Rs

Cheguei no Brasil dois dias antes do festival começar. Cheguei como de costume em Guarulhos e tinha que ir até Vitória. Achei melhor fazer isso com antecedência para descansar e poder aproveitar o festival. Ir dançar com jetlag não deve ser nada agradável.

Em Vitória caminhei um pouco. Acho que escrevi isso num post anterior. No aeroporto dia seguinte, o pessoal que foi na van comigo disse que foram dançar forró. Eu perdi essa, mas foi bom descansar. A viagem até Itaúnas foi muito cansativa, a ponto de eu nem querer ir dançar na primeira noite e rejeitar convite para ir jantar.

Acho que estava também desanimada com a chuva e a quantidade de lama, já que as ruas todas da vila são de areia, terra.

Os detalhes do festival, as aventuras, e o fim da viagem em Caraíva eu conto nas próximas postagens, pq tem muita coisa pra contar!

Tapiocamania

Um alô rápido para os amantes de tapioca por esse mundo afora.

Estou viciada. Conheci tapioca num festival de forró em Lisboa em dezembro 2016, e desde então tenho tentado fazer em casa, seguindo receitas na Internet.

Nesse mês de julho tive a oportunidade de visitar o Espírito Santo e o sul da Bahia e comi muita tapioca. As melhores que comi foram na barraca da tapioca dentro do Bar do Forró no festival FENFIT de Itaúnas. Aquela moça lá fazia uma tapioca fantástica. Tudo muito incrementado. Era minha janta todos os dias. Uma tapioca e uma catuaba ao som de muito forró. Kkkk

Percebi que o pessoal gosta muito para o café da manhã umas tapiocas mais simples, só com queijo, ou com ovo dentro. Sinceramente, dessas eu não gostei.

Gostei muito das de frango, calabresa, carne seca, todas acompanhadas de queijo coalho. (eu não sou vegetariana, ainda não, apesar de eu ter diminuído muito a quantidade de carne que como e a quantidade de vezes na semana, mas no Brasil é quase impossível ser vegetariano. Os que são, são verdadeiros guerreiros!)

Das tapiocas com recheio doces, curti queijo com goiabada e banana com canela e açúcar. Não provei a de doce de leite nem nada com coco. Quem sabe na próxima oportunidade.

Aqui em casa na Dinamarca eu gosto de inventar. Recheio de marmelada ou geleia de frutas, banana com canela. Já as salgadas, eu tenho feito com peixe. (pronto, vão me matar! Kkk)

É sério. Preparo o recheio como se estivesse preparando um patê. Sardinha enlatada amassada com um pouco de maionese hellmanns, ou ova de bacalhau amassadinha com maionese. Curto muito. Fica mega gostoso, para passar numas torradas, comer sobre pão de centeio tradicional daqui, e agora na tapioca.

Hoje eu provei com atum. Coloquei um pouco de hellmanns mas percebi que talvez nem fosse preciso. Amanhã vou experimentar sem.

Para quem não tem medo de provar umas coisas diferentes, fica aqui a dica de recheio para variar.

Ilhada

Vi que no meu post anterior eu estava reclamando dos míseros 20 km de estrada de terra esburacada. Eu não sabia o que me esperava. 

Amanhã será meu último dia num paraíso no sul da Bahia chamado Caraíva. Paraíso intocado, mas por uma razão: difícil acesso. Quase 50 km de estrada de terra esburacada. Com chuva, não tem quem passe. Demorou que 2 horas para passar esses 50 km, chegando a Nova Caraíva. Para chegar no destino final, a vila de Caraiva, tem que atravessar o rio com canoa. Foi uma maratona, mas que valeu muito a pena. 

Mas aqui tem que vir com disposição. As ruas todas são de areia fofa, tudo muito rústico, mas a região é fantástica, o povo muito acolhedor, a comida maravilhosa. Pastel de arraia, purê de banana, uma moqueca top. Do forró daqui não gostei, mas acho que não dei sorte, aparentemente aqui é como Dunas de Itaúnas no Espírito Santo, um lugar para curtir um bom forró pé-de-serra. 

Amanhã vou embora, mas tem chovido tanto, que estou apreensiva se vou conseguir passar pela estrada. Espero que sim, pois tenho que chegar em SP a tempo de pegar o avião para casa. Vamos ver. 

Estrada

Nossa, que aventura que passei hoje. Como faz falta uma estrada asfaltada. Tanto pedágio, mas asfalto que é bom, nada. 

Vinte quilômetros de estrada de terra, ou melhor, lama e buracos. Foi praticamente um rali. 

O povo tinha colocado filme para assistir na van, cada pulo que perua dava, o filme pulava. De repente o homem morreu e ninguém entendeu, ficou todo mundo se perguntando, mas quando aconteceu isso, porque o filme pulou e perdemos. Mas também, que filme dramático, com Robert De Niro, que até desanimou a gente. 

Mas fora a péssima habilidade para escolher filme para uma viagem turbulenta, achei o grupo animado. Tinha até uma de Curitiba (só encontro gente de Curitiba nesse mundo!). 

Agora, essa chuva! Vamos ver se ela dá uma trégua para que eu tome um banho de rio, passeie pelas dunas e aproveite melhor a viagem. 

Chove chuva

Chove sem parar. Pelo menos faz um calorzinho gostoso. Nem muito quente, nem frio. Mas uma pena. 

Cheguei em Vitória ontem. Foi um pit stop rápido antes de continuar para o nordeste. Dei um pouco de sorte e fez um solzinho gostoso no fim do dia. Mas agora… Como chove!

Todo mundo falou que era para eu tomar muito cuidado aqui, e que a cidade não valia a pena visitar, que era melhor ir para lugares como Maceió. 

Gente, eu achei o povo em Vitória muito, mas muito simpático. A praia e a beira mar me fizeram lembrar tanto de Santos, com aqueles jardins maravilhosos na praia, quanto de Fernando de Noronha, com as plantas rasteiras se espalhando pela areia. Gostei muito. 

A água não é azul (pelo menos não nesse dia que estou aqui), mas tem sua beleza. 

Pena que a faixa de areia tem uma inclinação feroz. Eu prefiro quando dá para caminhar na areia, com os pés na água, sem precisar fazer malabarismo para ficar de pé, mas tá valendo. Inverno aqui está melhor que verão dinamarquês. Rsrs

Aeroporto 

Ah, aeroporto de Guarulhos. Como esse povo adora fazer anúncio pelo autofalante. Anúncios de montão, mas informação nenhuma. 

Meu vôo para Vitória está atrasado. Ao invés de informarem quanto tempo, para quando está previsto, só dizem que estão aguardando o avião chegar e que os passageiros devem esperar aqui no portão. 

Sim, mas quanto tempo? Pq não dizer o novo horário de embarque, e ao invés de ficar aqui mofando, poderiamos caminhar pelo saguão, olhar as lojas, sentar numa lanchonete. 

Acho essa falta de comunicação uma falta de consideração com o passageiro. Nessas horas eu sinto falta da Europa. Digo, do Norte da Europa, pq o sul da Europa tem uma cultura muito parecida com a brasileira. 

Mal acostumada 

A meu provedor para o telefone celular na Dinamarca fica mimando a gente, e o resultado disso é que a gente não sabe o que fazer quando não tem a mesma cobertura quando se está viajando.  

Temos telefonia e internet gratuita em mais de 43 países, e isso tem sido perfeito para minha maratona de viagens, mas de repente a gente vem para um país que não está no pacote, e o preço é exorbitante. Tomei até um susto quando recebi o sms com os preços para Internet e telefonia no Brasil. 

Resultado. Coloquei o telefone no flight mode e vou sobreviver com WiFi, se tiver. Ouvi comentários de que os lugares que vou visitar são tão remotos que nem telefone por lá pega. E mandaram levar dinheiro, pq lá não tem banco nem caixa eletrônico e ninguém aceita cartão. Já pensou? 

Pelo jeito estou muito mal acostumada com certos luxos, que a gente pressupõe que existem em todos os lugares. 

Spam

Haja paciência para aquelas mensagens indesejadas. Raramente eu recebo spam em português. Sempre vinha em inglês ou, de vez em quando, em dinamarquês. Mas depois que eu comprei uma passagem pela tal de LATAM, tenho recebido horrores de spam em português. É aí que a gente vê. Um site oficial, bem conceituado, vendendo endereço de email para companhias de marketing. 

Acho que hoje recebi umas 28 mensagens de Oi, Tim, Estadão, Inglês Fluente, Empirius, e sabe-se mais o que. Que canseira isso.