Baião

A caminho do festival de forró Baião in Lisboa.

Já começou bem. No avião, o atendente pergunta o que quero beber com o jantar e eu digo que gostaria de provar o vinho branco deles da região do Douro. E um pouco d’água.

Digo que quero aproveitar a ocasião e provar um vinho da região.

No que ele responde: “Não quer provar o tinto também? Eu gosto mais do tinto.”

Dizendo assim com tanta simpatia, quem resiste. Vamos provar o tinto também!

Eu, e três copos na minha frente. Nem tem espaço pra tudo isso na mesinha desses aviões.

Friburgo

Tirei uma tarde para passear pelo centro antigo (em alemão: Altstadt) de Friburgo em Brisgóvia (em alemão: Freiburg im Breisgau). Fazia um frio fenomenal, oito graus abaixo de zero, mas o sol lindo e céu azul.

É necessário mencionar de qual Friburgo se está falando, porque há uma outra cidade na Suíça que também se chama Friburgo e não fica muito longe da Friburgo alemã. Então para não haver dúvida.

Achei a cidade muito bonitinha, mas é super pequena. Um dia ali é mais que suficiente.

Quanto mais andava pela cidade, mais eu percebia que já viajei demais. Tudo que eu via me lembrava de outras cidades que eu já tinha visitado.

A igreja principal de Friburgo me lembrou demais a igreja de Limburgo am der Lahn. Mesma arquitetura, só a cor que é diferente.

Outras igrejas que vi tinham as torres de metal e me lembraram igrejas que vi em Münster.

 

Até aí tudo bem, tanto Limburgo quanto Münster são cidades alemãs, então está tudo certo. Estilo de arquitetura nacional.

De repente meu olho bate numa torre com um relógio e aquilo me fez lembrar da Suíça! Só faltava uma fonte com estátua para completar, mas foi eu olhar pra trás, que vi a fonte na pracinha. E para dar um toque ainda mais suíço à paisagem, passou um bonde bem naquela hora, e um bonde do estilo suíço também (em Friburgo vi dois estilos de bonde, um suíço e outro que eu não tinha visto antes em nenhum outro lugar).

 

Um pouco mais tarde passo por uma ruazinha com o córrego ao lado. Aquilo me fez lembrar a cidade francesa de Annecy. E o fato de ver tantas bicicletas encostadas na grade, me lembrou de Amsterdã e de Copenhague, as cidades das bicicletas.

Acho que a única coisa que achei típica de Friburgo e que não tinha realmente visto em outro lugar foi o antigo sistema de valas para a drenagem de água. Essas valas estão por toda parte na cidade antiga e têm uns 800 anos de idade. Não tirei nenhuma foto, mas é só procurar no google.

 

 

Outra coisa que gostei foi o street art. Vi vários muros pintados, decorados. Bem bonitos.

E para terminar meu passeio, olhei no mapa uma área verde, com dois lagos, achei que seria um parque e que seria uma ótima maneira de terminar meu passeio. Andei pra caramba para chegar lá. Minhas pernas já estavam congeladas depois de andar por quase 4 horas. Chegando lá, cadê o parque? Era um cemitério!!
Bom, como já estou morta, aqui é o lugar certo para visitar, pensei. Entrei.

Que cemitério bonito. Como o pessoal cuida das covas. Fazem jardim, plantam flores. Tinha até decoração de natal nas maioria das tumbas. Acabei caminhando bastante nesse cemitério. Valeu a pena. Em matéria de decoração das tumbas, esse foi um dos cemitérios mais bonitos que já vi – até mais bonito que os cemitérios famosos de Paris, como o Montparnasse e Père Lachaise.

Coincidências

Fim de semana passado fui para Friburgo na Alemanha para um festival de forró. Achei a cidade muito bonitinha e dessa vez até tirei algumas fotos e vou publicá-las no próximo post. A história de hoje será sobre as muitas coincidências que aconteceram durante a viagem.

Entrei no avião pela porta traseira, e para minha surpresa, o meu assento era o primeiro no qual bati o olho.

Eu estava com uma fome de leão, e como estava na última fileira, achava que seria a primeira a ser servida, porém quando o atendimento foi iniciado, os comissários levaram o carrinho lá para o meião, ou seja, eu seria uma das últimas a ser atendida.

Quando finalmente chegaram na minha fila, atenderam a moça ao meu lado e me esqueceram. Estavam a caminho do meião novamente, quando a menina do meu lado disse: ei, ela aqui também quer fazer um pedido (e quase que eu não consigo pedir o meu mini-calzone, porque o avião iria pousar em 20 minutos e demora 15 minutos para aquecer o negócio).

Achei bem legal da parte da moça me ajudar, pois eu já tinha desistido.

Lá em Friburgo, fazendo um passeio pela cidade, encontrei uns forrozeiros espanhóis conhecidos. Passaram na minha frente, olhando para uma vitrine de doces. Eu cheguei a dizer Hola, mas eles nem escutaram. Também, nós estávamos todos empacotados dos pés à cabeça, pois estava fazendo oito graus abaixo de zero.

Deixei por isso mesmo.

Mais tarde na festa, eu tinha chegado mais cedo e estava me preparando, quando os mesmos espanhóis chegam para bater papo, e descobrimos que tínhamos acabado de comprar sanduíches para o jantar na mesma lojinha e que não nos encontramos por questão de segundos. Provavelmente eu até passei por eles no meio da rua e não reconheci, já que eu estava tão atordoada com o frio, que não via nada.

Dancei horrores e no dia seguinte resolvi pegar o ônibus de volta para o aeroporto com quase 4 horas de antecedência, para evitar estresse caso caísse neve e tivesse trânsito. Enquanto sento no ponto e aguardo, quem chega? Quem, quem, quem? Exatamente, os mesmos espanhóis. Iam pegar o mesmo ônibus, e o vôo deles era no mesmo horário do meu. Tivemos todos a mesma idéia de ir mais cedo.

Fomos então jogando conversa fora. Logo eu, que gosto de ficar em silêncio, mas foi bom praticar um pouco o meu portunhol.

Quando finalmente é hora de voltar para casa, estou já sentadinha no meu assento no avião, e chega a menina que vai se sentar ao meu lado. Ela olha pra mim e começa a rir. Sabe quem é? Acredite ou não, a mesma menina que se sentou ao meu lado na ida para Friburgo!!! A mesmíssima pessoa e sentada novamente ao meu lado! Olha que coincidência louca.

Aí não tem jeito, tem que puxar conversa. Conversa vai, conversa vem, descubro que ela mora na Dinamarca há 9 anos, mas ela é originalmente da Suíça. Eu aproveito e comento que eu sempre vou pra Suíça, pois tenho amigos em Biel. E aí vem a coincidência final. Adivinha de que cidade suíça ela é? Exatamente!

Ô mundo pequeno esse!

 

Projeto 333

Na tentativa de simplificar a minha vida, estive lendo alguma coisa sobre minimalismo, a arte de viver com pouco. Claro que não vou aderir assim, de uma hora para outra, a um estilo de vida tão drástico, mas achei que algumas técnicas ajudariam a eliminar certas coisas que estressam e fazem tanto a mente quanto a alma ficarem carregadas, ou melhor, sobrecarregadas.

Uma das coisas que mais me chamou atenção é um negócio chamado Projeto 333. Que é ter um guarda-roupas de 33 peças para usar por 3 meses. Cada coisa conta, inclusive sapato, bolsa, chapéu, jóias, relógio, óculos de sol. Não conta roupa íntima, pijamas, roupa de ginástica.

Tive a impressão que a maioria das pessoas que tentam colocar em prática o Projeto 333 são motivadas pela desorganização e bagunca no guarda-roupas, e a dificuldade de tomar uma decisão do que vestir, em meio a tantas opções. O projeto tem como objetivo simplificar. Não quer dizer que é para jogar tudo fora. No momento de fazer a seleção de peças, tem-se, no entanto, uma boa oportunidade de ver o que não serve mais, o que pode ser doado, o que precisa ser remendado, e por aí vai. E o resto coloca-se em caixas e armazena-se fora de vista. A idéia é fazer a mente relaxar.

Estou pensando seriamente em começar ou hoje ou no início da semana que vem (estarei viajando nos dois finais de semana, ou teria usado eles para fazer isso).

Ontem dei uma olhada por cima do que tenho no guarda-roupas. Coisas que eu adoro, mas que nem lembrava mais que tinha. E já percebi que 33 peças para 3 meses de inverno dinamarquês não são suficientes, já que eu uso cinco camadas de blusas por dia. Se eu só tiver 33 peças, terei que lavar roupas com muita frenquencia, e a ideia do projeto é simplificar, mas sem causar frustração.

Acho que 33 peças em meia-estação ou verão são mais que suficientes, mas no inverno preciso de mais. Vou começar com 50 peças e ver como funciona.

Relato mais tarde.

Para quem nunca ouviu falar do Projeto 333, eu achei um artigo em português, mas confesso que não o li. Normalmente leio em inglês.

https://reviewslowliving.com.br/2014/04/01/minimalize-seu-closet-com-o-projeto-333-o-simples-e-o-novo-preto/

Prato “exótico”

Tomei um susto com o cardápio para a semana no refeitório da empresa. Hoje nós vamos comer algo chamado Fogo no Rabo (ild i røret)

Tantos anos de Dinamarca, eu já tinha provado Paixão Ardente (brændende kærlighed), mas fogo no rabo, essa será a primeira vez.

Aí fui pesquisar para ver se é algo exótico. Porque aqui na Dinamarca não dá para confiar, O paixão ardente nada mais é que purê de batata com cubinhos de bacon frito em cima. Ou seja, nada especial ou exótico, além do nome.

Pela foto que encontrei, fogo no rabo parece ser um refogado com repolho, cenoura e carne. Ou seja, coisa que eu mesma preparo em casa faz tempo. Aparentemente tenho fogo no rabo há anos e não estou sabendo. 

Globo Repórter

Eu fiquei sabendo sobre a matéria que o Globo Repórter apresentou na última sexta sobre a Dinamarca. Pintaram a Dinamarca de Ouro e não mostraram os prós e contras.

Só quero ver a quantidade de brasileiros mal informados que vão aparecer na Dinamarca nos próximos anos. Vão tomar um susto muito grande.

Chove chuva

Fim de semana interessante. Chove torrencialmente, pára. Clareia, aparece até sol. Volta a chover torrencialmente. E assim esse ciclo continua. Acho que já teve uns 12 ciclos desses hoje, e ainda não são nem 3 da tarde.

Não tive nem coragem de colocar o pé fora de casa. E olha que eu tinha planos de ir tomar vinho quente (quentão) lá no centro da cidade.

Assim não tem graça. O fim de semana já é tão curto e ainda o tempo não ajuda. Pelo menos dá para descansar, assistir uns filmezinhos e ficar de pijama o dia inteiro. Adoro!!!

Bucket List

Uns meses atrás vi no Facebook um post que dizia: 30 coisas para fazer ao invés de se apaixonar novamente. Achei a lista interessante.

  1. Aprender uma nova língua. Baixar um aplicativo de línguas, conseguir um parceiro de conversação ou um dicionário bilíngüe e forçar sua mente em uma nova forma de compreender outras pessoas. 
  2. Ir para um país distante por um período indeterminado de tempo. Voltar quando sentir vontade, ou nunca mais voltar.
  3. Tirar carteira para motos. Alugue uma moto e ande pela cidade quando quiser se sentir “fodão”.
  4. Entrar na melhor forma de sua vida. Apreciar o seu corpo não apenas pela forma como ele é visto através dos olhos de outra pessoa, mas como é visto por você. Saiba seus novos limites físicos, e depois supere-os novamente.
  5. Visitar um amigo que se afastou – o que você sempre diz que vai visitar, mas nunca realmente vai.
  6. Aprender a tocar um instrumento. Dedique uma hora por dia para praticar e assistir-se melhorar. Crie um canal no Youtube, para sentir-se inspirado.
  7. Seja voluntário em algum lugar. Se você está cansado do mundo dentro de sua própria mente, comece a dedicar o seu tempo a uma causa que não te envolva. Perceba que há um universo inteiro fora de sua casa e que ele precisa de sua ajuda.
  8. Aprenda a mergulhar, escalar, ou asa delta. O que você achar mais legal.
  9. Tornar-se financeiramente independente (se ainda não for). Perceba que o dinheiro não compra felicidade, mas com certeza compra a paz de espírito, e isso é um conceito similar.
  10. Começar ioga. Torne-se uma daquelas pessoas que postam fotos em determinada posição em um penhasco no por do sol e sentem absolutamente zero de vergonha nisso.
  11. Escrever um livro. Todos nós temos algo para contar.
  12. Voltar para a escola. Receba uma boa educação de qualquer escola que puder ir, sem se preocupar com a distância.
  13. Comprar um pijama confortável e uma caneca bem grande para preencher com chá e aprender a consolar-se nas noites em que estiver sozinha.
  14. Dormir o dia inteiro se quiser. Fique tranquilo, mas não muito.
  15. Planejar seu futuro sem restrição. Permita que a sua imaginação corra solta e perceba que não há muito te impedindo de tornar esses sonhos uma realidade.
  16. Cometer um grande, enorme, gritante erro. Invista dinheiro em algo tolo. Namore uma pessoa terrivelmente errada para você. Perceba que apenas você é responsável por si mesmo. E que ainda tem muito tempo para fazer as coisas direito.
  17. Ir para casa e passar algum tempo sério com sua família. Conheça-a como pessoas, como adultos e como amigos.
  18. Sair com os amigos e ficar fora até o sol nascer
  19. Espalhar seu sono pela cama.
  20. Escolher algo sobre o qual se interesse, ir a biblioteca local e conferir todos os livros que puder encontrar sobre o assunto. Leia todos eles. Torne-se um especialista.
  21. Tornar-se íntima com seu próprio corpo.
  22. Fazer amigos que compartilham seus interesses.
  23. Abrir sua casa para intercambistas. Se você não pode se dar ao luxo de viajar, tenha essa experiência para fazer amigos de todo o mundo.
  24. Aprender a dançar. Mantenha seu corpo em movimento.
  25. Redecorar a sua casa, apartamento ou quarto. Pinte-o de uma cor você que nunca pensou.
  26. Treinar para uma maratona. Em seguida, realizá-la.
  27. Aprender a cozinhar três refeições muito bem. Impressione os amigos com esses três pratos para basicamente o resto de sua vida.
  28. Identificar uma coisa da qual você tem medo e fazê-la.
  29. Praticar meditação. Ficar confortável estando a sós com seus pensamentos e ouvindo o que estão tentando dizer.
  30.  Pegar todas as características que deseja em um parceiro e cultivá-las em si mesmo. Há uma pessoa com quem você definitivamente passará o resto de sua vida: você. Então, torne-se um ótimo companheiro.

Se alguém aqui assistiu ao filme “Antes de Partir” com Jack Nicholson e Morgan Freeman, o nome original do filme é Bucket List – que é uma lista de coisas para fazer antes de morrer. Eu tenho vários items na minha Bucket List, mas já adicionei vários novos baseados na lista acima.

Parece uma bobagem enorme ter uma Bucket List, mas a verdade é que colocar planos no papel, ajuda muito a saber que rumo tomar na vida, ao invés de ser levado sem destino para cá e para lá.

Diazinho

Ainda bem que a maioria dos nossos dias são dias bons e produtivos. Mas há aqueles dias em que dá vontade de sumir do mapa. Incrível a quantidade de coisas (ruins) que podem acontecer num dia só.

Pense num indivíduo que durmiu mal de noite. O despertador tocou 5:30 da manhã para chegar à academia 6:10 para fazer pela primeira vez na vida cross-fit (que foi mais um tipo de circuito, mas tudo bem).

Já na primeira rodada do circuito, a pessoa se machuca, um tipo de distensão muscular. Lá vai o treinador buscar gelo. 20 minutos ali deitada no chão, enquanto o povo continua com o treinamento (e justamente agora que eu estava tão motivada para começar).

Então volto para casa mancando. Nesse dia estavam agendados tanto um pintor quanto um pessoal especializado em consertar eletrodomésticos para ir no apartamento ver uns problemas. Chega a pintora, assim que ela lixa o local antes de começar a pintar, começa a pingar água. É uma infiltração. Agora tenho dois baldes no meio do meu quarto e aguardando a administradora mandar a pessoa correta para ver o problema.

Enquanto eu aguardo o povo dos eletrodomésticos virem olhar a geladeira e o fogão, ambos com problema, me deitei para colocar mais gelo na perna.

Toca o telefone e eu atendo sem nem olhar o número porque achei que fosse a pessoa dizendo que estava a caminho. Eis que é uma mensagem eletrônica, e eu desligo na hora.

Por um acaso, eu vou ver o quanto de telefone e internet eu já tinha usado esse mês e ver minha conta, quando vejo que terei que pagar 45 coroas (uns 20 reais) só porque eu atendi aquele telefonema por 3 segundos. Um telefonema via satélite com número internacional começando com +881.

Imediatamente telefonei para minha companhia telefônica perguntando como pode ser que eu tenho que pagar tudo isso (que é o equivalente a 50% do valor que eu pago por mês para ter telefone e internet) só por ter atendido um telefonema. E eles me explicaram que é golpe, e que muita gente tem que pagar mais de mil coroas. Que eu dei sorte. Dessa vez eles iam reembolsar esse valor da minha conta mas que não fariam novamente, e eu deveria prestar atenção.

Depois que eu atendi o primeiro telefonema, estão me ligando de +881 o tempo todo. E não adianta bloquear, porque cada vez é de um número diferente. E eu não posso desligar o infeliz do celular porque estou esperando esse monte de gente que vai consertar os problemas no apartamento. Aff, ninguém merece.

Então, com duas horas de atraso (e eu já tinha perdido 4 horas do meu horário de trabalho), chega o cara da cozinha e sem pressa nenhuma faz a avaliação dele. Eu achei que ele ia consertar os troços, mas não. Veio somente para pegar o número de série do refrigerador e do fogão. Me explicou que a geladeira terá que ser trocada, e que o fogão ele vai avaliar se é mais barato trocar a placa de vidro ou se comprar um no fogão.

E para finalizar o dia… enquanto eu arrumo o quarto com aqueles dois baldes, vejo que tem mofo no meu colchão. Eu não tinha reparado isso antes, porque normalmente saio de casa quando está escuro e só volto de noite. Nunca estou em casa de dia. Mas hoje, com toda aquela luz entrando pela janela, deu para ver direitinho. 

Lavei a capa do colchão, mas mesmo assim não pareceu que removeu nenhuma das manchas. Mas eu estou mais preocupada com a minha saúde, em estar dormindo em coisa mofada. Vamos ver como esse dia vai evoluir. São apenas uma da tarde e o dia continua. Dá até medo!!

Atualização: para acabar o dia com chave de ouro, entro no ônibus e me agarro numa barra que estava desparafusada e ela bate com tudo no meu rosto. Fiquei com medo até que deixaria uma marca roxa. 

Ufa, sobrevivi o dia de ontem. Hoje está bem melhor… acordei com barulho de goteira nos baldes e com torcicolo. Já marquei massagista. 

Entro em contato com a administradora do apartamento, e o cidadão está de férias até o fim do mês. Será que vou ter que dormir com goteira no quarto por mais duas semanas? Afff

Royal Run

Quer vir à Dinamarca e correr na rua junto com o príncipe Frederik, futuro rei?

Ano que vem, 21 de maio de 2018, ele fará 50 anos e para comemorar, convida todos para correr com ele nas ruas da Dinamarca.

Será um dia todo de corrida. Ou uma milha (1,6 km) ou 10 km.

Ele correrá nas cinco maiores cidades do reino: Aalborg, Aarhus, Esbjerg, Odense, Copenhague.

Nas primeiras quatro cidades ele correrá uma milha com os habitantes.

Já quando chegar na capital, correrá 10 km e todos estão convidados.

Dia 21 de maio será uma segunda feira mas é feriado de pentecostes na Dinamarca. Eu imagino que essa corrida vai entrar pra história. Vamos torcer para que faça bom tempo!

Natal? Já?

Gente, ontem foi 31 de outubro, dia de Halloween. Aqui na Dinamarca têm algumas pessoas que comemoraram e estão ensinando as crianças a bater de porta em porta para pedir doces. O que está faltando é ensinar as crianças que não é em toda porta que se pode bater, pois tem gente (como eu) que não gosta dessas coisas.

Certa vez, eu ouvi de um amigo americano, que pros lados de lá, há regras. O Halloween se comemora num horário fixo, por exemplo entre 17 e 19 horas e as crianças só batem na porta de quem decorou a casa e está com a luz do lado de fora da casa acesa, para indicar que “Trick or Treaters” são bem-vindos.

Aqui na DK dá até uma agonia, pois eles podem bater na sua porta a qualquer horário, especialmente se o halloween cair num fim de semana. É uma irritação, especialmente porque em fevereiro há uma outra comemoração aqui, bem no domingo de carnaval, que é o Fastelavn, onde as crianças também se fantasiam e saem batendo de porta em porta. Eu acho que duas vezes ao ano é demais.

Bom, mas não era nada disso que eu ia dizer.
Ontem, para não ficar em casa ouvindo baterem na minha porta, fui pro shopping. Achei que iria ver decoração de halloween mas me surpreendi. O shopping já tinha decorado para o natal, em pleno outubro!
Acho cedo demais.
Entendo que o mês de novembro é um tédio na DK. Anoitece cedo, amanhece tarde, faz frio e tempo cinza ou chove quase todos os dias. É bem deprimente e as luzes dos enfeites de natal ajudam, dão uma alegrada, mas peloamordedeus, cansa demais isso. Quando chega dezembro eu não tenho nem vontade de decorar a minha casa porque já estou cansada de ver decoração de natal. Fala sério.

Está assim no Brasil também? As lojas já estão vendendo decoração de natal?

Cine

Ir ao cinema virou uma nova experiência, tanto pra melhor quanto pra pior.

A tela IMAX é fantástica, a qualidade de imagem e som também melhorou infinitamente.

Barulho da plateia continua igual. Pipoca, bolacha, barulho de papel de bala, chocolate, conversinhas paralelas.

Mas a coisa que mais mudou é a hora que realmente começa o filme.

Antes eram 15 minutos de trailers e então começava.

Hoje são 15 minutos de comerciais chatos, mais 15 minutos de trailers. Que saco isso. Dá vontade de chegar com quase trinta minutos de atraso.

Sem falar no som que está incrivelmente alto. Ninguém merece.

Já estou cansada e ainda tenho que encarar três horas de filme Blade Runner.

Niver

Pros lados de cá a vida deve ser celebrada. Todo aniversário deve ser comemorado, e se for um “aniversário redondo” como eles dizem (fechando uma década) aí a comemoração deve ser dobrada.

Nos meus 30 eu chamei a moçada para ir lá no meu, na época, novo cafofo.

Nos meus 40 eu queria fazer uma viagem exótica. Aí me perguntei, por que ir lá pra conchinchina se posso ir ao meu país que também é um lugar exótico?

E assim eu comemorei meu niver. Num festival de forró, o Rootstock, em Belo Horizonte. Foi FENOMENAL!

E para fechar com chave de ouro, comemorando em alto estilo, uns dias no Rio, que é um lugar que não visito há 17 anos.

Além de curtir as belas paisagens, calor e praia, provei uma cachaça de castanha com folha de jambu que anestesia a boca da gente, também encontrei antigas amizades e dei uma de aventureira!

1 a 1

Hoje não foi um bom dia para sair de casa, apesar do belo sol.

Fiquei de visitar minha boa amiga Lilian, e daqui de casa só preciso entrar no ônibus que para na frente do prédio e descer na esquina da casa dela.

Num domingo, quando cheguei na rua, achei estranho a fila de carros andando bem devagar. E vi tb que tinha acabado de perder o ônibus. Vendo aquela fila, que eu não imaginava o motivo, concluí que o próximo ônibus iria demorar.

Resolvi andar até a praça para pegar outra linha que me levaria ao metrô. Essa seria uma boa opção. Mas foi eu entrar no ônibus da linha alternativa que vi o meu ônibus preferido chegar. Saltei então no próximo ponto e troquei.

Mas esse ônibus estava cheio demais. E muitos rapazes estavam com um cachecol branco e vermelho. Suspeitei que teria jogo de futebol, mas não sabia que hoje era o dia do jogo Dinamarca contra Romênia, classificatórias para a copa do Mundo.

Não preciso dizer que o trânsito virou um inferno. Isso eram 3 e meia da tarde, e o jogo seria somente 18h.

Fui embora da minha amiga em torno das oito e meia e achávamos que o trânsito já estaria mais ameno nesse horário. Ledo engano.

Cheguei no ponto estava marcando que o ônibus chegaria em 10 minutos.. Então muda para 11 minutos. Resolvi caminhar até o próximo ponto ao invés de ficar ali no vento passando frio.

No próximo ponto dizia 8 minutos… Caminhei até o próxima, dizia 9 minutos, e assim foi por 40 minutos de caminhada. Esse ônibus só passou por mim 45 minutos mais tarde quando eu já estava 8 minutos de caminhada de casa. E aí passaram 5 ônibus dessa mesma linha, um atrás do outro!!!

Ainda bem que vim caminhando. Fiz exercício, peguei ar fresco e um pouco de chuva… Melhor que ficar irritada num ponto de ônibus esperando por horas.

O jogo terminou em 1 a 1. Nem sei se isso garante participação da Dinamarca na copa.