Enganosa

A gente não deve acreditar em tudo que se lê na Internet.

Ontem vi algo no Facebook, e não resisti. Fui obrigada a republicar e comentar. Hoje estou sendo bombardeada de gente perguntando: “mas então, como é a realidade?”

Minha resposta foi simplesmente:

Não há salário mínimo, como há no Brasil.

A jornada de trabalho semanal é de 37 horas.

As creches para bebês são super caras e são obrigatórias. Você não pode deixar sua criança com aquela madrinha tomando conta.

As universidades só são gratuitas para cidadãos dinamarqueses. Sendo estrangeiro, você tem que pagar pelo seu mestrado. Não sei para curso bacharelado, no entanto.

Planos de saúde são pagos, sim. Mas o sistema de saúde pública, apesar de não ser um mar de rosas, é decente. Por exemplo, quando eu estive doente, o meu plano de saúde não cobria tantos acompanhamentos quanto eu recebo agora no hospital público.

Outra coisa incorreta é o título. A Dinamarca não está mais no topo do relatório do World Happiness. A Finlândia é o país mais feliz do mundo em 2018.

Dez curtidas até agora nesse comentário. 22 comentários ao total. Alguém me lembrou que para universidade aqui, dependendo do tipo de visto, do curso e da universidade, pode ser gratuito para estrangeiros.

Para responder todas as perguntas, fui obrigada a achar o relatório anual do World Happiness. Porque a gente sempre fala nisso, mas muito pouca gente sabe quais são as categorias avaliadas para dizer que o povo é “feliz”. Tem gente que pensa que feliz aqui se trata de alegria, felicidades. Não é nada disso. Ou então o Brasil não estaria no rank 28, e o Japão em 54.

Teve comentário dizendo que achava difícil um país tão frio ser o mais feliz do mundo. Prova de que o povo anda mal informado. A Dinamarca esteve no topo da lista por dois anos consecutivos. Mas esse ano foi superado por Finlândia e Noruega. Ambos países escandinavos e frios.

(Se bem que eu não entendo pq o povo acha que aqui é tão frio. Comparado com Canadá e Rússia, aqui não faz frio! O problema daqui é que não tem sol.)

Bom, eu respondi ao comentário citando algumas das categorias avaliadas pelo World Happiness.

Eles avaliam, entre outras coisas: renda per capita, ajuda social, longevidade, liberdade de fazer escolhas, generosidade, corrupção.

O relatório desse ano se pode ler, em inglês, aqui.

Resultado de tudo isso. Não acredite em tudo que se lê na Internet.

Smoothie blender

Comprei um liquidificador especial só pra fazer vitaminas, milkshakes e smoothie.

Antes eu achava uma bobagem isso, já que dá pra usar o liquidificador comum pra essas coisas, mas agora que eu experimentei o novo equipamento, digo que é muito melhor usar o específico.

Percebi a diferença já no primeiro dia. Milkshake de mirtilo (blueberry) congelada com leite e açúcar ou mel.

Fazendo no liquidificador comum, é difícil liquidificar completamente a fruta congelada e sempre ficam uns pedaços grandes, mesmo deixando bater por um tempo.

No troço pra fazer smoothie, em 30 segundos está pronto e perfeito. Fiquei impressionada.

Valeu a compra.

Tempo

Acho que esse ano tô sem sorte nas viagens. Só estou pegando tempo feio, frio ou temporal. Ninguém merece.

Hamburgo no ano novo estava muito frio e chuva.

Berlim em janeiro estava do mesmo jeito.

Londres no início de março estava uma nevasca que os voos chegaram todos atrasados ou foram cancelados.

Praga no final de março estava chovendo.

Depois de tanta falta de sorte, a expectativa pra próxima viragem é grande, porém já sei que estou embarcando pra uma temporada de chuva, enquanto na Dinamarca, onde raramente faz sol, o tempo estará melhor do que no Brasil!

E assim será depois de amanhã, quando embarco para dez dias de chuva e dez graus de temperatura em Portugal e Irlanda, e a previsão em Copenhague é de muito sol e calor. Fala sério.

Ainda pra deixar tudo mais picante, hoje de noite será decidido se a Dinamarca vai entrar na pior greve da história, onde vão fechar o país. Ou seja, se a greve começar domingo dia 22 de abril, como programado, talvez eu não possa voltar pra casa. Só quero ver no que vai dar.

Blackout

Estava eu ontem, numa maratona de hot yoga, quando tudo se apagou lá pelas 18:30. Ainda estava de dia e a aula continuou, e sem os ventiladores, ficou uma verdadeira sauna. E na hora de tomar banho, não tinha luz no vestiário. Era um mundo de lanterninha de celular espalhado pelo chão, e uma velhinha, que estava indo à yoga pela primeira vez, perguntando como faz para regular esse chuveiro.

Na hora de ir embora, me perguntaram se eu costumo sair para a rua principal ou por trás. O portão principal é eletrônico e, obviamente, não estava abrindo! Gente! Mas foi só terminarem de me explicar como encontrar o portãozinho atrás da igrejinha, que a luz voltou. Foi mais ou menos uma hora de blackout.

Nisso eu comentei que a última vez que tinha experimentado um blackout na Dinamarca tinha sido em torno de 2003 ou 2004, e a dona do estúdio de yoga me diz: foi exatamente no dia 23 de setembro de 2003 eu estava no hospital Rigshospital dando luz ao meu primeiro filho e as camas elevadoras do hospital eram tudo elétricas!

Eu não quis nem escutar o fim da história. Só de imaginar a tormenta que foi pra ela. Coitada. Eu lembro bem daquele blackout. Eu estava no trabalho. Na verdade, naquela época era só um estágio. A eletricidade acabou logo após o almoço. Não dava pra fazer nada nos laboratórios nem no escritório. O nosso chefe nos convidou para ir fazer uma caminhada ao redor do parque/pântano atrás da empresa. De certo ele achava que era uma coisa que iria passar logo. Mas a luz não voltava e o povo começou a ir embora, já que não dava pra fazer nada mesmo (se bem que havia uns doidos que pegaram um pano de pó e foram limpar os armários do laboratório).

Lembro que a eletricidade só voltou umas 8 da noite, naquele dia. Quem tinha fogão elétrico, não pode nem fazer comida (o povo aqui janta cedo, em torno das 17h – 18h. O nosso fogão era à gás, só não se fazia comida nele por pura preguiça! rsrs
Nem me lembro o que comemos naquela noite. Certamente, o que comíamos sempre, naquela época: pizza!

 

Descoberta

Desde a virada do ano que eu estou à procura de um novo hobby para passar o meu tempo, para me dar um pouco de ânimo, encontrar alguma alegria, e evitar cair em depressão profunda.

Evitar depressão completamente durante o longo inverno cinzento, escuro e chuvoso da Dinamarca é fantasiar algo que não existe. A realidade é que a cada inverno a gente batalha para sobreviver, para não se deixar a abater. Luta para tentar achar uma razão para viver e não deixar pensamentos suicidas tomarem forças. Essa é a verdade.
Esse ano eu passei pela pior depressão invernal que já tive. Chegaram e me aconselhar a ir ao pronto-socorro psiquiátrico. Eu achei que não estava tão mal assim. Mas uns dias se passaram, e eu mesma cheguei a conclusão que era uma boa ideia procurar ajuda. Minha chefe até se prontificou a largar tudo aqui no trabalho e ir comigo à emergência psiquiátrica.
Acabou que não foi preciso. Consegui uma consulta de emergência e estou aqui na luta para sair do fundo do poço. Lendo muitos artigos de gente que conseguiu superar depressão.
O ruim de pedir ajuda, é que todos ficam preocupados, pensando que você vai se matar.
Ficam o tempo todo me perguntando se estou bem. Isso cansa. Isso irrita. Isso deprime ainda mais.

E também não ajuda nada que quase todo dia, durante o inverno, a gente recebe notícia de alguém que se enforcou, que se jogou na frente do trem, que tirou a roupa toda e se afogou no mar. Ainda hoje uma colega de trabalho chegou aqui contando que o coleguinha de escola da filha dela se enforcou na garagem de casa semana passada.

Ontem, durante mais uma visita ao médico, para saber se eu tinha encontrado algum psicólogo que trabalha com terapia metacognitiva (tem muito pouco psicólogo na Dinamarca, e que trabalha com terapia cognitiva ou metacognitiva então, é como encontrar agulha no palheiro… tempo de espera para a primeira consulta é de 8 meses!!!), me convenceram a procurar algo que me acalme a mente. Porque meditação, mindfulness, e tentar manter o pensamento positivo, nada disso está funcionando.
Ela, a médica, sugeriu que eu lesse um livro de Frankl, um sobrevivente do holocausto. Já encomendei o livro, mas só de pensar no tipo de problemas que ele passou, já coloca os meus problemas em outra perspectiva.
Hoje, durante minha pausa do almoço, coloquei um tênis e fui fazer uma longa caminhada e fiz uma descoberta interessante. Acho que encontrei um novo hobby ou atividade para me animar: vou, sempre que o tempo permitir, explorar a cidade, lugares que não conheço. Jardins, parques, praias, bairros antigos e novos.

Quando eu viajo, eu sempre volto energizada, e acho que agora entendi o porquê. É o fato de explorar e conhecer lugares novos, ver gente diferente, ares diferentes. No entanto eu não preciso ir pra longe para fazer isso. Há tantos lugares em Copenhague e na Dinamarca que eu não conheço.
A verdade é que eu não conheço nenhuma das cidades onde morei. Curitiba, Guarulhos, São Paulo, Copenhague. Eu vivia trancafiada dentro de casa. Era casa-escola-casa ou casa-trabalho-casa. Eu tinha preguiça de sair, ou não tinha companhia.
Acho que chegou a hora de fazer algo diferente.
Me desejem sorte nessa minha caminhada, porque eu estou precisando de uma motivação pra continuar a jornada.

Praga

Tirei um dia de folga do trabalho, fiz meu registro no festival de forró de Praga, chamado Fica no Coração, e comprei minhas passagens para Praga na República Tcheca.
Sabia que seria um festival menor, mas minha motivação foi visitar uma cidade que eu não conhecia e que todos dizem que é muito bonita.

Eu me apaixonei por Praga. Linda, linda, mas linda demais. E olha que estava um frio danado, chuva e tempo cinza. Durante os três dias da minha viagem não fez nem um pouco de sol, mesmo assim a gente se encanta com a cidade.
Tenho vários motivos para voltar.
– Quero tirar fotos. Não tirei nenhuma por causa da chuva.
– Adoraria ver a cidade com sol, numa época menos gelada.
– Quero ver as atrações que eu perdi.

O famoso relógio astronômico criado por Tycho Brahe (astrônomo dinamarquês♥) estava sob renovação. Não deu para ver.
Eu queria ter visto o cemitério judeu, mas fui num sábado e me esqueci que sábado é Sabbah e as sinagogas e o cemitério estavam fechados para o dia de descanso.

Me indicaram subir a colina até o castelo num domingo e ver a troca da guarda ao meio-dia, no entanto eu recebi essa indicação no sábado, justamente quando eu tinha acabado de descer do castelo e estava super, híper acabada. Subi tudo a pé. Não foi moleza. Não aguentaria ir novamente no dia seguinte, mesmo sendo a vista da cidade lá de cima absolutamente fascinante.

Praga é pequena, calma, segura. Caminhei a pé de dia e de madrugada (para ir para as festas de forró). Me senti muito segura o tempo todo.
Havia sempre gente na rua.
Aliás, havia muitos grupos de homens de madrugada. Raramente eu vejo grupos de homens assim. Parecia até coisa de máfia russa. Mas talvez tenha sido impressão minha. Talvez sejam grupos de viajantes, pois um dos atrativos da cidade é beber até cair. rs

Melhor horário para ver a ponte Charles é de madrugada ou ao amanhecer. No resto do dia é impossível caminhar na ponte, quanto mais ver a ponte. Turistas demais.

Praga é bem barato, comparado com o resto da Europa.
Ouvi um amigo me dizendo: essa é a primeira vez que venho pro leste europeu. Gente, por favor, Praga é Europa Central. Não diga lá que eles são leste europeu, que é uma ofensa grande.

Algo que não se deve perder em Praga são as cervejas. Eles fazem uma fermentação diferente. Além de barato, são muito boas. Eu não tomo cerveja, mas provei muitas outras coisas. Nem tudo caiu no meu gosto, mas provei mesmo assim: licor de creme de ovo, quentão local, limonadas de frutas diversas, joelho de porco, borsch e goulash estilo tcheco.

Também andei muito. Pela cidade velha, pela cidade nova e reconheci as ruas dos vídeos históricos onde a gente vê as tropas nazistas invadindo a cidade. Foi uma sensação interessante.

A arquitetura me fascinou. Praga não foi destruída por bombardeios, então os as fachadas dos prédios são originais. Arquitetura antiga misturada com arquitetura francesa art-nouveau. Praga tem muita história.

Entrei em várias igrejas. Algumas grandiosas, que até me fizeram lembrar da Catedral da Sé de São Paulo, mas religiosidade lá dentro, não senti nenhuma.
Em compensação, entrei numa igrejinha ortodoxa perto do albergue da juventude onde fiquei hospedada, e lá dentro foi uma experiência que não sei descrever. Religiosidade, cheiro de incensos, alguém na sacristia rezando em tcheco sem parar que fazia eco dentro da igreja. Muitos tapetes tipo persa espalhados no altar. Foi fascinante.

E como de costume, eu tentei aprender algumas frases no idioma local, para ter mais experiências durante a viagem. Gente, nunca mais eu vou reclamar que a pronúncia dinamarquesa é impossível. Toda vez que algum estrangeiro vier reclamar de dinamarquês, eu vou mandar eles aprenderem tcheco. Não foi dizer que é impossível, mas foi tão complicado que eu só consegui aprender meia dúzia de palavras avulsas ao invés de 20 a 30 frases como de costume. Mesmo sabendo pouco, usei todas as palavras que aprendi com muita frequência, porque, por incrível que pareça, o povo em Praga não sabe falar mais nenhum outro idioma. Perdi a conta de quantas vezes tive que usar mímica para me fazer entender e nem sempre funcionava bem.
Saber falar 7 idiomas não me serviu de nada em Praga. Essa foi a primeira vez que provei algo desse tipo. Sempre encontro algum idioma em comum, mas não dessa vez.
Mesmo assim valeu. Espero poder voltar em breve.

Praga, recomendo!

Novo Look

Quem tem cabelo cacheado ou crespo entende bem o que eu vou falar. Sempre que a gente vai ao cabeleireiro, a gente sai de lá ridícula. Quem tem cabelo liso, vai ao salão e sai magnífica. Cabelo crespo, gasta horrores, tanto de dinheiro quanto de tempo, e sai de lá parecendo um cão poodle. Para tentar salvar o dia, chega-se em casa correndo, e lava-se o cabelo para tirar o efeito indesejado causado pelo cabeleireiro. Fala sério.

Acho que quando morava no Brasil, eu só saia do salão satisfeita se tivesse matado meus cachos (feito escova simples – naquela época não existia essas coisas de marroquina, keratina, progressiva e deus sabe lá o que mais inventaram).

Eu nunca alisei meu cabelo. A verdade é que sempre gostei dos meus cachos, apesar de passar por muito bullying. O povo não pode ver você feliz, tem que tentar te colocar pra baixo, e acabar com sua autoestima.

Nesses 40 anos de praia, somente duas vezes eu saí do cabeleireiro feliz, com um bom corte. A primeira vez foi no dia 30 de abril de 2012. Fiquei tão contente que até postei as fotos aqui no Blog (por isso eu lembro a data! rsrsrs).

Mas aquele cabeleireiro, que era brasileiro – mas só falava espanhol pq tinha vivido muitos anos na Espanha – eu nunca mais encontrei. Ele sumiu. Parece que ficou na Dinamarca somente por alguns meses.

Mas finalmente encontrei outro. Eu estava numa festa de aniversário e fui apresentada para uma moça que vem do Kuwait. Cabelo cacheado dela, parecia o meu, mas um corte bem bacana. Resolvi perguntar quem era o cabeleireiro, e ela me passou o nome Clauds.

Faz um ano isso… mas o preço dele, nossa senhora. Então fiquei enrolando, enrolando. Fui ao Brasil, cortei o cabelo lá, mas não ficou grandes coisas (como sempre)… até que tomei vergonha na cara e paguei as 500 coroas (normalmente, mão de vaca como eu sou, pago entre 100 e 350 e com dor no coração!!). Olha, valeu demais a pena pagar os olhos da cara. O rapaz decepou meu cabelo. Acho que 70% da minha juba ficou no chão do salão, mas ficou muito prático e muito bom. Que diferença pagar um profissional

especializado.

Clauds…pelo nome, achei que ele era francês. Mas olha que mundo pequeno, ele nasceu em Curitiba! Mas cresceu em Barcelona, Espanha. Só sabia falar espanhol. rsrsrs.

Aparentemente para cortar bem o meu cabelo é preciso ser brasileiro e ter crescido na Espanha. Rs

 

Achando os Festivais

A melhor maneira de encontrar e se manter atualizado sobre os festivais e eventos de forró é via Facebook, seguindo dos grupos dedicados à divulgação dos eventos locais.

O mesmo para os festivais de Kizomba, se bem que tem um site muito completo para Kizomba chamado Kizomba World.

Não há tantos festivais de forró no mundo quanto de kizomba, salsa e tango, mas há mais que suficientes para arrasar sua conta bancária e te manter entretido quase todas as semanas do ano.

No momento, o melhor website listando os festivais de forró europeus (e os principais brasileiros, nos EUA, Canadá, Japão e Austrália) é o site do grupo Forrozin de Freiburg, Alemanha. Eles são também bastante democráticos. Se vc tem informações ou correções para o site, é só deixar um comentário no pé da página.

Viagens 2018

Dança… coisinha que vicia.

Comecei o ano prometendo que ia encontrar outros hobbies e atividades que não fossem dança, mas assim que a gente volta pra casa de um festival, com aquela energia boa no corpo, dá-lhe vasculhar Facebook procurando os próximos festivais.

Meus planos esse ano eram de ir somente para festivais e cidades que eu ainda não conhecia. Londres e Berlim não estavam nos meus planos, mas quando a gente escuta quantos amigos estão indo, que tem promoção no preço disso ou daquilo, a gente não aguenta! A carne é fraca!

Minha lista já está engatilhada, cheia de planos.

  1. Hamburgo, Alemanha – Ano Novo – Forró de São Silvestre
  2. Berlim, Alemanha – Janeiro – Psiu! festival de forró
  3. Gotemburgo, Suécia – Fevereiro – Festival de Kizomba (cancelei)
  4. Londres, Inglaterra – Março – Festival Forró London
  5. Praga, República Tcheca – Março – Festival de Forró Fica no Coração
  6. Porto, Portugal – Abril – Festival de forró Douro
  7. Dublin, Irlanda – Abril – Festival de forró de Dublin

A viagem para Gotemburgo eu acabei cancelando e vendi meu ingresso para o festival. Eu percebi que estou cansada e o fato de nenhum dos meus conhecidos irem para Gotemburgo esse ano, me desmotivou.

Em maio não quero fazer nada. Haverá uns eventos de Lindyhop e de kizomba aqui na Dinamarca, e isso será suficiente.

Pensei em Munique, pois ano passado foi fenomenal, mas será duas semanas após Dublin e vai ficar muito corrido. Também ouvi dizer que os ingressos de Munique venderam todos e esgotaram após 3 minutos do início da venda. É inacreditável. Ano passado esgotou em 8 minutos. Se eles anunciam que vai vender dia tal, 8 da noite, dez pras oito tem que estar online no site, e assim que o relógio mudar para 20:00, é clicar no link e ser rápido digitando o formulário de registro.

Confesso que fiquei tentada em fazer uns festivais de forró de verão como Pé na Terra em Portugal, o novo festival em Atenas na Grécia, o Forró Mania em Portugal, mas desanimei quando vi preço de passagem ou vídeos de prévias edições desses festivais, onde vi o povo dançando no sol. Eu não posso pegar sol forte. Então, não vai rolar. Paciência.

Vou me programar para festivais no fim do verão, que não estará tão quente e eu poderei aproveitar mais, sem a preocupação de me proteger do sol forte.

Brasil esse ano, não vai rolar. A não ser que me dê uma louca e eu vá fazer Itaúnas no Reveillon. Veremos.

Fuchslied

Música alemã: Fuchslied (canção da raposa)

Ich fahre und fahr in einer Kugel aus Glas Aus Wolken und Luftballons, aus Regen und Gas Ich fahre und fahr mein ganzes Leben entlang

Ich fahre und fahre und halte nie an. Ich fahr dorthin, wo mich keiner kennt Ich fahr dorthin, wo der Himmel am meisten brennt Pferde galoppieren vorbei Und ich weine, ich weine, ich weine, ich weine Blei. Ich fahr in einer Kugel aus weißem Wind Gezogen von Vögeln, die nachtblind sind Fliegen und Liegen, Fallen, Bleiben und Schweben Wie Seifenblasen Ich bleibe am Leben. Ich fahr hinein in die dunkle Nacht Der Fuchs im Wald hat wie du gelacht Der Regen ist rot, und ich fürchte mich Doch ich fahre und fahre und fahr, doch ich vergeß dich nicht.

Príncipe Henrik

Dinamarca está de luto hoje. Bom, pelo menos a família real está de luto. Morreu ontem de noite o marido da rainha, o príncipe Henrik.

Pelo que entendi, ele já estava hospitalizado desde o final de janeiro, mas ele morreu no castelo Fredensborg com a família. Com 83 anos, sofria de demência e estava com infecção pulmonar.

A questão agora é quem vai tocar a produção de vinho. Principe Henrik era francês e tinha uma vinícula. Será que será vendida?

Ano novo

No dia 16 de fevereiro começa o ano novo chinês… 2018 será o ano do cão.
Nas ruas haverá muita gente vestida de vermelho, que é tradição. Pode parecer estranho para nós. Pense que também há muita gente que também acha estranho que no Brasil é tradição vestir-se de branco para o ano novo. Aqui na Dinamarca, o povo veste preto. Cada doido com sua mania, não é mesmo?

Todo início de ano novo chinês, eu gosto de ler as previsões do horóscopo para o meu signo. No horóscopo chinês há 12 signos, um por ano. O meu é serpente.

Segundo a previsão, o ano do cão será um bom ano pra mim. Demorou!!

FFF

Tenho me deparado com gente que acha que porque chegou aos 40 anos a vida acabou. Peloamordedeus!

Conheço tanta gente acima de 60 anos que têm mais energia que eu, que curtem mais a vida, divertem-se, fazem muitas atividades e viagens, e se sentem bem dispostos. Idade é somente um número. O importante é a atitude, como a gente se vê.

Tem uma expressão dinamarquêsa que é FFF (fyrre, fed, færdig) e quer dizer: quarentão, gordo e acabado.

Isso não anima ninguém. Fala sério.

Prefiro o FFF inglês que encontrei hoje. Forty, Fit, Fabulous: quarentona, em forma, maravilhosa!!!!