Lembrancinhas

Soo Hwee, minha amiga de Singapura, vem para a Dinamarca a trabalho duas vezes por ano. A chegada dela está prevista para o fim desse mês e combinamos de jantar juntas.

Sempre que ela vem, ela me dá umas lembrancinhas de presente. Nada muito caro. Coisinhas como pratinhos coloridos escrito Singapura, guloseimas japonesas, manga desidratada que eu adoro. Claro que daí eu também comecei a comprar umas lembrancinhas para ela. Final do ano passado quando ela veio, eu tinha acabado de voltar da Croácia, e como sei que ela coleciona pano de prato de diferentes lugares, eu comprei um pano bordado da Croácia pra ela.

Essas lembrancinhas eram para ser coisinhas baratinhas, mas ano passado ela me surpreendeu. Eu dei para ela um pano de prato e ela me deu uma caixa de biscoitos do Old Seng Choong! E ela ainda se lembrou que eu gosto do sabor Hae Bee Hiam (camarão picante) e foi esse que ela me trouxe! Meu queixo caiu.

Eu sei exatamente o quanto custa uma caixa de biscoito Old Seng Choong! Eu cacei esses biscoitos enquanto estava em Singapura e voltei pra casa somente com duas caixas porque é caro!

Fiquei emocionada com o carinho dela. Mas também fiquei constrangida. Eu dei para ela uma toalhinha de 2 euros e ela me deu biscoitos que sei custou uns 15 euros.

Então para me redimir, eu comprei um presentão pra ela dessa vez. Na verdade o presente não é grandes coisas, mas o preço foi. rsrsrs. Uma sacola jeans com o emblema de Copenhague. Eu sei que Soo Hwee sempre carrega uma sacola dobrável dentro da bolsa e pensei que uma sacolinha de Copenhague seria legal. Mega caro, quase 40 euros, só porque é da loja de souvenir.

Eu estava contando os dias para a chegada dela para dar o presente, mas ontem Soo Hwee me escreve dizendo que se machucou e não vai poder viajar. Puxa vida, que pena! Fiquei bem triste.

Ainda bem que o presente dela não é perecível. Vou colocar no guarda-roupas e torcer para que ela possa vir para a Dinamarca no fim do ano. Ou então eu vou ter que ir em Singapura novamente só para entregar esse bendito presente. rsrsrs

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Dramático, mas não doramático

Falaram tanto do filme “The Drama” que eu resolvi ir ao cinema assistir. Quando estava me preparando, comprando ingresso online e tal, lembrei de uma entrevista onde disseram que a recomendação era não assistir ao trailer antes de ver o filme – que era para ser surpreendido e sentir todo o impacto da história. Segui a recomendação à risca.

Só vou dizer isso: se eu tivesse assistido ao trailer eu não teria ido ver esse filme.

O cidadão sentado no cinema ao meu lado bufava o tempo todo. Acho que ele estava entediado. E eu também.

Muito devagar o ritmo da história e achei que não tinha química entre os dois protagonistas – mas me dê um desconto, porque recentemente eu assisti aquele C-Dorama e a química entre os protagonistas daquele dorama é coisa fora desse mundo. Juro, se o C-dorama tivesse tido a mesma cena de sexo que o The Drama teve, aí teria sido só alegria, rsrsrs.

Ainda bem que não fui ao cinema sozinha. Fui muito bem acompanhada. Eu e minha amiga comemos uma comidinha gostosa antes do filme e batemos muito papo. Então a noite foi muito agradável.

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Países

Hoje me lembrei de uma pergunta que me fizeram ano passado: quantos países você conhece? O comentário que seguiu foi: deve conhecer muitos.

Eu não respondi a pergunta porque na minha cabeça passou um turbilhão de coisas. Acho que disse que eu não conhecia muitos. Na verdade eu não lembro quantos países visitei. Tem que abrir o mapa e contar. Talvez uns vinte ou trinta.

Nem é um número alto. Tive um paquera da Bulgária que tinha trabalhado em navio de cruzeiro e o número de países dele era 78.

Daí conheci um cara na Austrália com quem troco cartas algumas vezes por ano. O número dele é 101!

Esses números são impressionantes.

Minha prioridade não é visitar país novo. Se fosse minha lista estaria bem maior. Eu viajo para lugares que acho que será agradável. Não me importo de repetir país. Se me importasse, não iria tantas vezes por ano pra Suécia e Alemanha!

Minha lista está assim :

  • Brasil
  • Argentina
  • Uruguay
  • Estados Unidos
  • Canadá
  • México
  • Portugal
  • Espanha
  • França
  • Itália
  • Inglaterra
  • Escócia
  • Irlanda
  • Dinamarca
  • Suécia
  • Noruega
  • Letônia
  • Alemanha
  • Bélgica
  • Holanda
  • Grécia
  • Croácia
  • República Tcheca
  • Hungria
  • Áustria
  • Slováquia
  • Suíça
  • Mônaco
  • Singapura
  • Japão
  • África do Sul

Não contei. Quantos?

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Viagens 2025

O blog é praticamente meu diário digital e de vez em quando eu releio o que andei fazendo da minha vida. O que mais gosto é reler as experiências nas viagens e meus desvaneios.

Recentemente comecei a trocar cartas com um brasileiro muito animado e contando da viagem do Japão para ele, fiquei com vontade de voltar no blog e reler tudo que escrevi sobre aquela viagem. Em 2023 eu passei praticamente dois meses escrevendo sobre o passeio JP! Passei algumas horas relendo tudinho. Foi muito bom. ❤️

Daí pensei, e as viagens do ano passado, onde foi que eu descrevi? Gente, o ano passado foi tão doido e corrido que até agora eu não fiz o resumão das viagens! Não pode isso! Vamos lá então.

Singapura em janeiro

Na virada do ano eu ainda estava em Singapura, me espremendo entre a multidão tentando ver os fogos da virada – que furada! rsrs. Antes da virada, eu fui para Sentosa. Tinha tentado ir lá naquela ilha várias vezes, mas só deu certo dia 31 de dezembro. Infelizmente ia ter a festa da virada na ilha e muitas praias estavam interditadas. Tive que achar uma praia lá bem longe para deitar na areia e virar camarão.

Meu último dia de viagem foi dia primeiro de janeiro. Antes de ir ao aeroporto, passei a tarde fazendo umas caminhadas com minha amiga Soo Hwee. Ela me levou para tomar um chá num lugar muito chique com bules de cristal, mas com um ar condicionado lá no alto. Tive até que vestir a jaqueta térmica!

Últimos dias em Singapura

Em seguida dessa viagem passei dois meses com um jet lag ferrado e muito desgaste fazendo minha mudança. Cansa mais arrastar móvies para um apartamento a 150 metros de distância do que empacotar tudo e despachar para longe.

Lembro que demorei para decidir quais viagens faria durante o ano de 2025. O que me motivou a escolher os lugares foram os convites das amigas ou oportunidades para rever velhos amigos.

Malmö, Suécia em fevereiro – encontro com Lena e Lis Lemb
Porto, Portugal em maio – festival de forró Douro onde dei de cara com um ex-paquera no meio da rua! Daí não tive escapatória, tive que conversar um pouco com ele.
Riga, Letônia em junho – acompanhar Fernanda numa bela ventura

Aquela viagem para a Letônia me deu vontade de explorar outros países bálticos. Ouvi que Tallin na Estônia vale a pena. Está na minha lista!

Suíça em junho: Geneva, Zermatt, Matterhorn, Adelboden, Montreux e Lausanne

Matterhorn esteve no topo da minha bucket list por 20 anos – desde março de 2005 quando fui na Suíça visitar Andreas e Rebecca pela primeira vez. Matterhorn é aquela montanha que aparece na embalagem do chocolate Toblerone. Lembro que quando Andreas e Rebecca me levaram para subir Gindelwald eu perguntei se a montanha do toblerone ficava por ali. Eles disseram que ficava longe.

Finalmente em 2025 eu me programei para ver o Matterhorn. Ô montanhazinha longe pra dedéu. Muitas horas de trem para chegar lá e mega caro. Quase tive um treco quando me disseram o preço do passe para fazer as trilhas. Pão dura do jeito que sou, cogitei não pagar. Daí pensei bem, vir até aqui e não fazer trilha? Dei o braço a torcer e paguei o passe para 3 dias. Foi o melhor que fiz! E minha estadia em Zermatt foi muito agradável. Encontrei muito brasileiro lá. Os brasileiros andam cheios da grana, hein, para ir passear em Zermatt e Matterhorn!

De lá desci para Adelboden e Andreas e Rebecca vieram me visitar. Colocamos a conversa em dia, fizemos um passeio bem legal, relembramos nossos encontros (que foram muitos nesses últimos 20 anos de amizade) e comemos um fondue de queijo que estava muito bom.

De lá fui para Montreux, a cidade onde o Freddie Mercury morou. Lá tem um festival de jazz muito famoso. Eu adoro jazz, mas eu cheguei uma semana antes do festival começar. Estavam montando os palcos e muitas áreas estavam interditadas. Foi um dia só, mesmo assim foi ótimo fazer caminhada na frente do lago, ver a estátua do Freddie, e comer um sushi que estava muito bem feitinho. E óbvio, esbarrei em brasileiros e puxei papo!

Os dias seguintes eu passei em Lausanne visitando o Rafa. Fiquei hospedada na casa nova dele. Casa muito show de bola. Se não fosse o Rafa, hoje eu não teria amigas na Dinamarca. Foi por causa dele que eu conheci todas as curitibanas que conheço hoje. Mas essa é uma longa história.

Rafa me convenceu a andar na garupa da moto dele. Medo! Mas fui. Fomos “pra praia” (tomar banho de lago, rsrs) de moto. Na estrada andando a 100 por hora, vestidos de bermuda e camiseta. Doidos!

Aarhus, Dinamarca em julho – Visitar Fernanda e seus amigos e cuidar de Luna e Amigo
Randers, Dinamarca em julho – Visitar Fernanda e cuidar do Amigo
Berlim, Alemanha em agosto – festival de forró do Miudinho
Baadstad, Suécia em agosto – visitar Lena e Kerstin

Fui em poucos festivais de forró em 2025. Como eu mencionei no blog, eu não estava nada animada. Fui mais para encontrar a Fernanda, porque achava que ela ficaria pouco tempo na Europa e eu queria aproveitar sua companhia. Ironicamente, vi minha amiga muito pouco, porque como não ficamos no mesmo alojamento, não estávamos sincronizadas nos horários. Ela ia embora quando eu chegava no evento e vice-versa. Foi assim tanto no Miudinho quanto no Fole Roncou. Outra ironia, no Miudinho estava o Dona Zefa, que eu jurei parar de caçar porque l tenho uma rixa com o cantor. Mas isso é outra longa história.

Fui muito para a Espanha em 2025, apesar de ter dito pra mim mesma em 2008 que não iria mais! Mas as coisas evoluem e a Espanha mudou muito. Adorei e fui várias vezes durante o ano de 2025.

Valência, Espanha em agosto – festival de forró O Fole Roncou

Valência! Que cidade bonita! Estava um calor louco, fiquei num hotel ruim e longe tanto do festival quanto dos meus amigos forrozeiros (e por causa disso fiquei muito isolada durante a viagem), mesmo assim adorei. Comi bem, fiz muitos passeios no centro histórico e no centro das artes que tem uma arquitetura futurística. Fui até pra praia, se bem que não cheguei perto da água. rsrsrs

Eu voltaria em Valência, mas não sei se animaria voltar para o festival. Não dancei nada e passei raiva, a ponto de ir embora no meio da noite na festa de sábado e eu não fui na festa de domingo, apesar do meu bilhete de entrada incluir aquela festa.

Croácia em setembro: Zagreb, Lagos Plitvice, Zadar, Trogir, Split e Hvar

Lembro que escrevi bastante no blog durante a viagem e contei alguns dramas. Croácia é muito bonita. Acabei entrando na água do mar várias vezes, apesar de achar que a água estava fria. Croácia dava para repetir, mas tem que ir com paciência, não só por causa da falta de cortesia dos croatas, mas também por conta da quantidade de turistas. Trogir, Split e Hvar estavam superlotadas, o que me lembrou de Kyoto.

Berlim, Alemanha em outubro – festival de luzes e comemoração do meu niver
Brasil em Novembro: Guarullhos, Camboriú, Joinville, Curitiba, e Paranaguá

No meu niver eu fui para Berlim. Vi que agendaram o festival das luzes para o fim de semana do meu aniversário (uma semana mais cedo do que no ano anterior) e como em 2024 gostei tanto do festival das luzes, resolvi ir novamente. Camilla disse que me acompanharia. Foi muito animado, tanto que eu troquei minha passagem de volta só para ficar um dia a mais na cidade passeando com Camilla.

Eu cheguei na sexta, Camilla chegou no sábado. Aproveitei a sexta de noite para encontrar Bárbara. Fomos jantar num restaurante vegano, mas só descobrimos isso depois de sentar. Foi muito bom e depois caminhamos pelo percurso onde tinham as luzes.

No dia seguinte fiz o mesmo trajeto com Camilla. Ao passar na frente de um museu chamado Icônico, não resistimos. Lá tinha muita coisa bacana, inclusive um fusca daqueles dos antigos com calotas originais e uma Kombi! E tinha umas cabines onde dava para escutar as cinco músicas mais icônicas de cada década (de 1950 até 2020). Fizemos uma brincadeira, onde uma de nós fechava os olhos e tinha que adivinhar que música era. Olha, se não fossem algumas músicas alemãs misturadas ali no meio, a gente até que estava boa de adivinhação!

Descobri que no domingo, o dia do meu niver, teria uma festa brasileira com feijoada, roda de samba e afins. Era um evento que ia do meio-dia até de noite e a entrada custava 20 ou 25 euros. Achei meio caro, já que não incluia mais nada, nem bebida nem comida. Descobri também que gente que faz aniversário em outubro entrava de graça, então tia Cris não precisou pagar. Eu queria ir, mas não ia fazer Camilla desembolçar 20 pilas.

Mas sabe o jeitinho brasileiro, né. Descobri que aquele meu ex-paquera berlinense, o cara pelo qual fui obcecada por quase 6 anos, ia ser DJ no evento. Então escrevi para ele e pedi para ele colocar o nome da Camilla na lista de convidados. E ele cumpriu com a promessa. Camilla entrou de graça no evento!

Quando chegamos demos de cara com o berlinense que estava guardando seus discos de vinil. Acho que ele tinha acabado de tocar suas músicas mas já tinha trocado de DJ. Eu fui cumprimentá-lo e agradecer. Mais tarde ele veio na minha mesa me dar um abraço e me desejar feliz aniversário (por educação, claro – ele pode ser o maior narcisista, mas ele sempre foi educado). E foi bom ele ter vindo me dar aquele abraço. Esperei muitos anos por aquele momento – um momento que está descrito na música “Orgulho e Nada Mais” da Vanessa da Mata (espero o dia que estará em minha frente para eu olhar você e perceber nada mais).

Olha, eu estava me divertindo. A feijoada com picanha estava bem temperada e muito gostosa. Camilla me deu de presente dois brigadeiros e cada um custou 2 euros!!! Um roubo. rsrs

Camilla e eu, dez anos de amizade, mas foi somente nessa viagem que eu a conheci melhor . Eu achava que como ela tinha morado no Rio Grande do Sul por 10 anos, que conhecia mais da cultura brasileira. Mas ela não conhecia nenhuma das músicas de axé antigas que tocou, nem nunca tinha visto uma roda de samba. Isso me fez pensar que no RS só toca gauchesca o tempo todo e se esquecem do resto do país? Percebi que minha amiga não estava se divertindo, então disse que a gente podia ir embora. Fomos então caminhar na chuva e fazer turismo. Acabamos no checkpoint Charlie, que eu não conhecia ainda, apesar de já ter ido a Berlim mais de 14 vezes. Ela me contou de sua experiência uma vez entrando na DDR e passando pelo checkpoint Charlie na época que existia o muro de Berlim. Foi bem interessante. Um dia tenho que repetir viajar com Camilla!

Espanha em dezembro: Sevilha, Málaga, Lanzarote, Fuerteventura e Madrid

Em 2025 eu pensei muito se deveria ir ao Brasil. Eu sabia que membros da minha família não estava muito bem de saúde. Mas eu não podia comprar passagem. Estava esperando o resultado das demissões. Se eu fosse demitida, ao invés de passar somente duas semanas no Brasil, eu poderia passar alguns meses. Mas eu não fui demitida, então tive que dar um jeito de programar uma viagem de 14 dias.

Ao mesmo tempo, minha boa amiga de Rio Branco no Acre me escreve dizendo que vai para a Espanha em dezembro e pergunta se podemos nos encontrar lá. Toda vez que ela vem para a Europa a gente se encontra. Claro que vou dar um jeito.

Voltei do Brasil no mesmo dia que ela estava vindo para Madrid. Estávamos no aeroporto em Guarulhos no mesmo momento, mas não deu para a gente se encontrar, porque eles tinham pegar malas na esteira antes de entrar a área internacional e eu já estava pronta para embarcar. Sem estresse. Eu passei uma semana na Dinamarca trabalhando antes de sair de férias novamente. Pedi 3 dias de folga para encontrar minha amiga em Sevilha.

Sevilha é linda. Adorei. Acabei não entrando nos dois prédios históricos, porque tinha que reservar as entradas com antecedência e eu não estava preparada. Mas tudo bem. Quem sabe um dia eu volte lá. Peguei o trem para Málaga enquanto minha amiga com a família foram fazer seu passeio de carro. Nos encontamos para jantar e tomamos um banho de chuva espetacular! Caiu um dilúvio. rsrs

No dia seguinte ela me convenceu a acordar 5 da manhã, pegar um Uber seis e pouco da manhã para dirigir 50 km até El Chorro para fazer a trilha do Caminito del Rey.

Não era exatamente o que eu estava a fim de fazer, mas aquela caminhada nas montanhas valeu muito a pena. Foi demais.

No dia seguinte eu peguei o avião para as ilhas Canárias e minha amiga continuou viagem para Granada, Valência e outras lindas cidades antes de voltar para o Brasil.

Eu estava com meu computador e trabahei do hotel. Trabalhava até umas 2 da tarde e depois ia fazer caminhada. As duas semanas que passei nas Canárias foram as semanas que tinham um monte de feriados por causa do natal e ano novo. Então tive vários dias livres para passear. Fiz trilha, troquei de ilha, fui na Ilha dos Lobos subir o vulcão, voltei para Lanzarote e fiquei hospedada do lado do aeroporto onde dava para ver os aviões decolar e pousar, tão pertinho, que o vento das turbinas até derrubavam a gente. rsrs. Foi ótimo

Eu ia voltar para casa no dia 31, mas não tinha voo direto. Então resolvi passar a virada do ano em Madrid. Essa história eu contei no blog, de como eu gritei com um policial. Tia Cris esquentadinha, sem limites. rsrs

Foi ótimo viajar tanto, mas confesso que voltei para casa bem cansada. A ponto de que estamos em Abril 2026 e até agora não animei programar nenhuma viagem ainda. Não sei se é cansaço ou um pouco de medo das guerras e instabilidade pela qual estamos passando. Vamos ver o que nos aguarda no decorrer desse ano.

Japão em Copenhague

Acho que essa história eu não contei no blog. Mas um dia antes da minha viagem para a Croácia começar, eu descobri que um pessoal do grupo com quem viajei pelo Japão estavam aqui em Copenhague. Uma de Melbourne (Austrália). A filha dela veio fazer um intercâmbio de estudos aqui. Dois de Londres vieram encontrá-la. Foi muita sorte eu ter tempo naquela noite. Levei eles para comer sushi na frente do parque Tívoli. Foi o maior sucesso. Eles gostaram muito. Esses dois de Londres, eu esbarrei neles várias vezes já. Depois que acabou o passeio em grupo no Japão, eu fui para Hiroshima passar uns dias depois voltei para Kyoto. Estou eu bela e formosa em Kyoto quando dou de cara com eles!!! E agora, dois anos mais tarde, nos esbarraos em Copenhague.

Mas esse foi também o último encontro. Brian faleceu mês passado. Bem triste, mas tenho certeza de que ele aproveitou muito a vida e fez diferença na vida de muita gente também.

Fotos dos encontros do ano:

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HTTP HTTPS PQP

Que sufoco. Resolvi dar o braço a torcer e fazer uma conexão segura para o blog, mas deu tudo errado e de repente eu não consegui mais acessar o blog. Pânico.

Engraçado, o blog é um sub-domínio do meu website e o website é uma conexão segura. Não entendo como que não dá para fazer o mesmo com o blog.

Enfim, depois da dor de cabeça de hoje, vou ter que deixar isso para outra hora quando eu tiver tempo para me degladiar com problemas de TI.

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Páscoa da dopamina

Esse ano não viajei. Milagre!

Páscoa é o maior feriado com cinco dias de folga. Eu tinha feito planos com 3 amigas, mas por causa do mau tempo, cancelei tudo e fiquei em casa. Não saio de casa faz 6 dias. Nem ao supermercado fui. Pedi para entregar!

Fez muito vento nesse feriado. Ventos de até 68 km per hora. Eu não animei de sair de casa. Mas vi umas fotos no Insta. Os brasileiros animaram e foram numa balada lá na Christiania. Corajosos!

A tia Cris, em compensação, passou o feriado todo grudada na telinha do Netflix e dando risada.

Uns dois anos atrás eu fui apresentada para os doramas coreanos (K-drama). Me recomendaram um dorama chamado “Pousando no Amor”. Gostei muito, achei bem engraçado, e gostei ainda mais quando descobri que na vida real aquele casal se casou de verdade.

Lembro que ri bastante mas as partes de intriga eram chatas eu eu pulava. Eu tinha vontade de assistir outro dorama ou assistir Pousando no Amor de novo, mas acho um saco ter que ficar lendo legenda. Então nunca mais assisti nenhum outro dorama.

Daí mês passado descobri que Pousando no Amor finalmente está disponível dublado em português do Brasil. Aí foi só alegria.

Ao reassisstir, descobri que ou eu não me lembrava do final ou eu desisti de assistir os dois últimos episódios por causa das intrigas chatas. Fiquei triste em ver como acabou. Eu achava que seria como nos romances de Hollywood, que ficariam juntos de verdade. Enfim.

Você sabe como é o algorítimo do Netflix. Assiste um treco e ele não pára de recomendar coisa do mesmo gênero. De repente apareceu a chamada para um dorama chinês (C-drama). Li a descrição e achei que seria mega interessante. E foi.

Foi tão interessante que fiquei viciada. Digo, VICIADA. A ponto de na minha pausa do almoço no trabalho eu levar o telefone para uma salinha e assistir parte do episódio do dia, porque eu não estava aguentando de curiosidade. Esse dorama se chama “Buscando Jade” e acho que o mundo todo ficou fissurado. Estavam liberando um episódio por dia. Demorou demais para ver todos os 40 episódios. Então terminava de asssistir e ia correndo para o Instagram ver se tinham liberado vídeos curtos dos próximos episódios. Ficava até de noite pendurada no Insta vendo reels sobre Buscando Jade.

Acho que vi mais da série no Instagram do que no próprio Netflix. Os vídeos no Insta não passaram pela sensura chinesa, então tinha umas cenas um pouquinho mais picantes que não foram liberadas no Netflix. E no insta a legenda era um pouco melhor. Eu estava com dificuldade de entender algumas coisas, porque a legenda em português estava muito ruim. Lembro de uma cena que a mocinha deu um mega tabefe na cara do protagonista. Assisti umas 5 vezes e eu achava que o que ele disse não era motivo suficiente para um tapão daqueles. Óbvio que aquela cena apareceu no Insta com uma legenda melhor. A legenda era completamente diferente e de repente fazia muito sentido aquele tapão.

Uma pena que me irreitei com Buscando Jade. Foi uma maravilha os primeiros 17 a 20 episódios, depois ficou uma confusão, uma história mal contada, e muito violento. Esse negócio de assistir cortar a garganta dos outros não é minha praça. E também foi decepcionante ver que tinha mais romance entre os casais secundários do que entre o casal principal. Tive que esperar 33 episódios para ver um bejjo decente entre os protagonistas. Fala sério. Cheguei num ponto que estava mais atraente ver a mocinha com o vilão (na foto acima) do que com o protagonista.

Frustração é algo que motiva a gente. Como sei que o drama foi adaptado de um livro, fui pesquisar na internet onde eu achava uma tradução do livro. Achei gratuitamente numa página de internet de alguma dorameira e devorei os capítulos. Achei o livro mais interessante e picante do que a dramatização. Então meu coração tem sentimentos conflitantes sobre esse dorama. Adorei o início, me irritei com o fim e nem terminei de assistir direito. E eu ouvi comentários que essa insatisfação é mundial. Então não sou só eu! Um dia vou assistir novamente, mas só se tiver dublado em português ou inglês. Esse negócio de legenda ruim, não dá.

Como eu fiquei muito grudada no dorama, o Netflix fica me recomendando mais. Aí vi um que seria uma mistura de coreano com japonês (chama, Esse amor pode ser traduzido?). Ri bastante (apesar de ser uma história de possível esquizofrenia ou personalidade dupla) e daí fiquei procurando outros doramas para rir. Achei a indicação de um chamado “Médicos em colapso”. Não tinha nada melhor pra fazer, claro que assisti. Gente, a história de romance foi bem água com açúcar, mas a comédia foi demais. Ri, mas ri muito. Eu gargalhava. E foi muito bom rever uns atores que também estavam no Pousando no Amor.

E assim descobri como eu queria passar meu feriado de páscoa. Eu queria rir e eu ri muito! Assisti a uns 3 ou 4 doramas bem divertidos, todos dublados em português, assim eu não precisava ficar lendo legenda. Então dava até para colocar o dorama no plano de fundo enquanto eu lavava minha louça acumulada da semana.

A último dorama que assisti no feriado se chama “Sr. Rainha”. Gente, ri muito. Mas também pulei bastante as cenas com espadas e as intrigas chatas. E vários atores nesse dorama, inclusive o protagonista, foram atores no Pousando no Amor.

Então foi isso. Passei a páscoa dando boas gargalhadas assistindo séries coreanas. Ri tão alto que provavelmente até os vizinhos escutaram. Me diverti. Rir libera dopamina e foi ótimo!!!

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Malmö 2026

Faz tempo que não passo por aqui. Passeio mês inteiro grudada na tela assistindo Netflix. Juro. A última vez que saí de casa faz um mês. Fui lá em Malmö visitar minha amiga Lena e aproveitamos para convidar Danielle para se juntar a nós.

Danielle sempre chega atrasada para nossos encontros. Se você acompanha o blog, no 7 de junho do ano passado eu escrevi que fiquei 42 minutos sozinha no restaurante esperando por ela.

Então eu nem combinei com ela de pegarmos o trem juntas para ir até a Suécia. Eu não estava com ânimo de ficar plantada esperando. Fui sozinha e aproveitei para ir mais cedo.

Lena tinha feito uma reserva num restaurante bem bacana para 7 da noite. Eu cheguei na cidade em torno do meio dia e meu plano era ir numa lojinha que gosto muito no shopping Triangeln. Cheguei lá, cadê a loja? Que sacanagem, eles fecharam e no lugar agora tem uma loja de roupas masculinas.

Dez minutinhos mais tarde chegou Lena, que veio me encontrar no shopping. Passamos o dia juntas, fomos almoçar sushi num restaurante bem pequeno que só tinha 3 mesas. Gente, que sushi bom. Esse dá pra repetir, pena que fica em outro país!

Danielle tinha mandado mensagem que sairia de casa em torno das 4 da tarde. Calculamos que ela chegaria em Malmö antes das 5. A ideia era tomar uma taça de vinho no apartamento da Lena e de lá ir para o restaurante. Então após o almoço fomos para o apartamento da Lena esperar Danielle. Tomamos uma taça de vinho, colocamos a conversa em dia e o tempo foi passando. Eram cinco e meia quando Danielle diz que só estava saindo de casa naquele horário. Então não daria tempo dela vir até o apartamento da Lena.

Fomos então esperar Danielle na estação central. Quando ela chegou só deu tempo de caminhar até perto do restaurante, tomar um coquetel e aguardar nossa mesa. As meninas tomaram uns coquetéis cheio de gelo e tal, mas eu tomei um coquetel com café quente misturado com licor. Até que gostei e foi bom que manteve meu corpo quentinho. Estava um frio danado naquela noite.

Antes de eu chegar na cidade, Lena tinha me avisado que naquele fim de semana estava tendo uma convenção de bichinho de pelúcia, a Nordic Fuzz Con 2026. Não sei como descrever direito. 4000 pessoas vestidas de bichinho peludinho caminhando pela cidade. Encontramos alguns no nosso caminho e ficamos olhando com interesse. Tinha umas fantasias bem legais. Eu me pergunto, o que leva uma pessoa a ter interesse de se vestir de bichinho de pelúcia. Enfim.

Chegamos no restaurante e no cardápio só havia duas opções. Ou escolhia isso, ou escolhia aquilo. Complicado para quem tem intolerância à lactose como eu. Mas foi bom. Melhor do que se eu tivesse que cozinhar em casa.

Ficamos quase três horas sentadas no restaurante, comendo e batendo papo.

Agora próxima vez que irei a Malmo somente em maio, para fazer caminhada com Lena e Kerstin.

Kerstin… escrever o nome dela me lembrou outra história que aconteceu duas semanas atrás.. Conto na próxima!

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Dia 12 serão 15

Dia 12 de junho, dia dos namorados, é um dia significativo. Várias coisas que marcaram minha vida aconteceram em torno do dia 12 de junho.

2000
No dia 10 de junho de 2000, eu conheci o Carsten online num programa de chat chamado ICQ. Para mim era 10 de junho 11 e pouco da noite, mas por causa do fuso horário, para ele era dia 11 de junho, 3 e pouco da manhã.

Eu me lembro que durante o bate-papo eu perguntei se ele estava pronto para comemorar o dia 12 de junho. Ele certamente não entendeu nada.

Eu achava que dia 12 de junho também era dia dos namorados em outras partes do mundo. Mas não é.

Aquele encontro online perto do dia dos namorados mudou minha vida e eu vim parar do outro lado do mundo.

2001
No ano seguinte, eu me mudei para a Dinamarca no dia 6 de junho. Era uma quarta-feira. Três dias mais tarde, sábado dia 9 de junho de 2001, invadiram nosso apartamento e roubaram tudo que eu tinha de valor. Esse episódio marcou o início da minha vida na Dinamarca e fez com que eu pegasse muita raiva do país e das pessoas daqui.

Os 10 anos seguintes foram péssimos. Eu aceitei qualquer tipo de trabalho porque aqui não reconheceram o diploma dos meus estudos do Brasil.

2011
Mas em 2011 tudo mudou. Eu consegui um novo trabalho, consegui uma avaliação decente dos meus estudos, minha família no Brasil conseguiu trocar de casa, e eu estive lá fazendo uma visita rápida e me senti mais conectada. Naquele verão eu pensei que seria ótimo se eu tivesse meios de manter o contato, mesmo que à distância. E assim veio a ideia do blog.

Dia 12 de junho de 2011 eu inaugurei o blog com o primeiro artigo chamado Olá Você.

Os primeiros dois anos de blogueira foram muito, mas muito legais. Postei muita bobagem todo os dias só porque eu adorava a interação diária com familiares e amigos que vinham visitar o blog e sempre deixavam um comentário. Foram literalmente milhares de comentários.

Mas as coisas mudam, as pessoas e seus interesses mudam. Ganhei e perdi leitores. A quantidade de comentários diários caiu consideravelmente e eu perdi a motivação. Principalmente durante o inverno era difícil achar motivação. Muitas vezes pensei em parar de escrever e parar de pagar pelo webhotel. Por outro lado, o que me motivou a continuar foi um leitor que nunca me abandonou, mesmo naqueles períodos em que eu não postava nada por meses. E eu também confesso que gosto de entrar no blog de vez em quando e ler sobre os acontecimentos da minha vida de anos atrás e essa é outra razão de manter o blog. É praticamente meu diário.

2021
Quando o blog fez 10 anos, no 12 de junho de 2021, eu escrevi um artigo chamado Década. Nesse artigo relembrei os momentos mais marcantes do blog. Fiquei emocionada escrevendo aquele artigo. Mas dias, semanas, meses se passaram e nunca recebi nenhum comentário naquele artigo. Senti como se 10 anos de algo que marcou muito a minha vida não tivesse nenhum significado.

E o tempo passou. Covid veio e foi. A fase dos meus estudos passou. A fase horrível no meu trabalho passou. Tudo passa.

Acho que a fase de ser blogueira também passou, mas eu tentei ignorar esse sentimento. Tentei prosseguir porque não queria decepcionar meu leitor assíduo. Ele me acompanhou desde o início e nunca desistiu do blog, sempre visitando e deixando um comentário, mesmo quando eu não escrevia nada novo. Mas em 2025 meu leitor sumiu e eu sinto falta de seus comentários muito doidos que me faziam rir e alegravam meu dia.

Ainda tenho alguns leitores, mas são visitas silenciosas. É um pouco como postar algo no Insta e não receber nenhuma curtida.

2026
Dia 12 de junho de 2026 chegará em breve e o blog fará 15 anos. Tenho pensado muito no que vou fazer quando esse dia chegar. Eu poderia escrever um artigo de despedida e deixar o blog morrer. Ou eu poderia tentar um recomeço. Não é aos 15 anos que se pode enfim virar debutante?

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Realmente

Domingo, céu cinza e nevoeiro denso. Dinamarca no inverno não é fácil.

Aproveito para descansar em casa e escutar uma musiquinha.

No Spotify toca “Você não soube me amar” do Blitz.

Uma hora eles cantam:

🎧”Aí blá-blá-blá, blá-blá-blá, blá-blá-blá

Ti-ti-ti, ti-ti-ti, ti-ti-ti

Você diz pra ela, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem,

Mas realmente, mas realmente” 🎧

Quando o Evandro Mesquita canta “mas realmente”, rolando bem o R, eu sou a única que se lembra do Chacrinha?

Eu acho que soa muito como Chacrinha.

Leva um abacaxi!

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Valentina

Quando escrevi sobre o vestido da Valentina, houve pedidos para postar fotos.

Eu usei o vestido na noite de Natal. Por causa do frio, eu coloquei uma blusa de lã e a jaqueta de couro por cima. As fotos aqui foram as que tirei dentro do quarto antes de eu me empacotar toda de roupas. Rsrs

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Contraste

Estou sentada na minha salinha, fazendo nada, olhando a neve cair.

Em pensar que alguns dias atrás eu também não estava fazendo nada, mas olhando um mar azul. Que diferença.

Qual é melhor? Branco ou azul?

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Foguetão

Réveillon do ano passado eu passei em Singapura, e os fogos de artifício lá na virada do ano são fenomenais.

Eu não contei isso no blog, mas eu estava animada para ver os fogos. Desde que passei o réveillon de 2017 na ilha da Madeira e vi os fogos mais bonitos da minha vida, eu tenho vontade de repetir a dose. Então eu tinha altas expectativas para os fogos de Singapura.

Saí do hotel antes das onze da noite.  Meu amigo, Roy, disse que um bom lugar para ver os fogos seria na Marina Bay, mas do outro lado da ponte. Pensei, se eu chegar em torno das 11 da noite, terei tempo para achar um lugar.

Que ingenuidade minha.

O desafio já começou na estação do metrô. Acho que olhei errado e peguei uma linha de metrô que não ia até o outro lado da ponte. Tive que descer numa estação do lado de cá e eu teria que caminhar uns 20 minutos.

Quando cheguei na estação, fiquei chocada com a quantidade de gente na rua. A maioria não eram turistas nem locais, mas trabalhadores de origem indiana que foram para Singapura juntar dinheiro fazendo trabalho braçal em construção e limpeza. Eu nunca tinha visto nada igual. Era uma multidão maior do que do carnaval de rua de Salvador. Não dava para se mexer. Eu ainda tentei ver se dava para chegar do outro lado da ponte andando, mas estava tudo bloqueado pela polícia. Já tinha gente demais.

Eu acabei achando um cantinho e fiquei ali esperando dar meia noite. Quando os fogos começaram, percebi que eu estava num lugar ruim. Os fogos eram bem mais pra direita e um prédio bem alto estava tampando a visão.

Que falta de sorte.

Não vi nada e por isso resolvi voltar para a estação do metrô enquanto ainda estavam soltando fogos e a multidão estava lá tirando fotos. 

Que furada aquele réveillon. Eu deveria ter ficado no hotel, curtindo o calorzinho na sacada.

Aí esse ano, eu achei que daria mais sorte. Fui para Madrid, onde ouvi dizer que tem fogos bem bonitos na virada, na praça “Sol”.

Peguei um quartinho num albergue que ficava meia quadra da praça. Muito bem localizado.

Caminhei muito durante o dia explorando a cidade. Eu estava embasbacada. Como Madrid é bonita. Eu não sabia. Eu tinha uma raiva de Madrid, por causa da viagem de dezembro de 2007 com Carsten.

Naquela viagem demos uma falta de sorte e não vimos nada. Choveu o tempo todo e ficamos numa área residencial longe de tudo. Naquela época não tinha smartphone para ajudar a gente achar os lugares bonitos da cidade. A gente andava com um mapa na mão tentando achar os lugares para ver. Quando íamos perguntar informação na rua, as pessoas não paravam para ajudar. Elas saiam correndo, nem deixavam a gente perguntar. Dava a impressão de que tinham medo de ser assaltados ou simplesmente não queriam contato com turistas. Foi muito desagradável.

Isso, mais a chuva, combinado com o fato de que a gente não conseguia achar restaurante para comer (porque na época era permitido fumar dentro dos lugares –  imagine a nuvem de fumaça dentro de um lugar pequenininho fechado) fez com que a viagem fosse um fiasco. Eu nunca mais tive vontade de voltar em Madrid.

Mas esse ano dei o braço a torcer.

Valeu a pena ter voltado. Madrid num dia ensolarado é linda. Caminhei muito e tirei muita foto. Com as pernas cansadas,  voltei para o albergue para descansar e coloquei o despertador para 23:30.

Levantei, coloquei um monte de roupas, pois a temperatura estava abaixo de zero.

Cheguei lá embaixo na entrada do prédio e achei estranho que não tinha ninguém. Uma família de brasileiros estavam indignados com algo e perguntei o que aconteceu.

Aí eles apontaram para um bloqueio feito pela polícia.

A polícia bloqueou 40 metros da rua. Colocaram uma grade que começava 5 metros a esquerda do hotel e terminava uns 30 metros para a direita. Eles bloquearam aquele pedaço para evitar que mais pessoas entrassem na via principal que ia dar na praça.

Ou seja, não me deixaram entrar na rua principal, que era o lugar onde eu ia ver os fogos.

Apontaram para o outro lado do bloqueio e disseram que eu poderia para aquele lado, na rua secundária. Com o rabo entre as pernas e cabisbaixa, eu fui.

Na hora de passar a barragem, eu perguntei para o policial “quando eu voltar, você vai me deixar entrar aqui novamente?”. Ele deu a entender que sim.

A rua secundária estava tão abarrotada de gente que não dava nem para respirar. Era um empurra-empurra. Gente tentando passar a qualquer custo.

Fiquei com um pouco de medo, pois me lembrei do que aconteceu no Halloween de 2022 em Seul, onde 159 pessoas morreram pisoteadas por causa de um pânico que surgiu de repente numa rua abarrotada de gente.

Assim que passou meia noite, os fogos começaram mas não dava para ver nada de onde eu estava. Olhando para a frente, tinha um hotel com janelões de vidro e alguns fogos refletiam nele. Foi o que eu vi, reflexo de fogos.

Depois de um minuto, eu resolvi aceitar que mais uma vez meu réveillon foi uma furada e, me expremendo entre a multidão, voltei para a cerca onde estava o policial.

Eu falei, meu hotel é ali. Ele disse “não”, me deu as costas e foi caminhando para o camburão. Aquilo me enfureceu e eu gritei “Yo vivo aí”.

Ele deu meia volta e eu disse novamente que eu moro aí e mostrei a chave do hotel.

Ele me mandou parar de gritar. Eu nem tinha percebido que ainda estava gritando.

Foi uma conversa que durou alguns minutos e eu me segurando para não chamar aquele fdp por algum palavrão.

E meu réveillon foi assim: não vi fogos nenhum, gritei com um policial, e quase fui presa.

Agora chega, né. Ano que vem vou passar o ano novo na minha cama com tampão de ouvido.

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Piscina

Troquei de ilha e obviamente, troquei de hotel.

Como estou procurando tranquilidade, perguntei se meu quarto dava de frente pra piscina (eu não queria, porque normalmente tem mais barulho).

A recepcionista me assegurou de que o tipo de quarto que eu reservei não dava de frente pra piscina.

Cheguei no quarto, abri a porta da sacada.

O que será que a recepcionista acha que “de frente pra piscina” quer dizer?

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Atlântico

Passei 30 minutos numa balsa atravessando de uma ilha para outra.

Dei-me conta de que essa é a primeira vez que eu faço uma travessia de barco no meio do Atlântico. Umas ondas grandes. Imponente.

Todas as vezes que vim pras ilhas Canárias, vim de avião. Se der sorte de pegar janela é bem legal ver a ilha de cima, o vulcão e tal.

Mas chegar de barco é muito mais  interessante. Fiquei até meio embasbacada.

Eu passei uns dias na ilha Lanzarote e agora vim para Fuerteventura que quer dizer vento forte.

Olha, vento forte eu peguei em Lanzarote na véspera do Natal quando fui fazer uma trilha na ponta Papagayos. Aquele vento era forte o suficiente pra empurrar uma pessoa penhasco abaixo. Ventos Elísios. Não é à toa que as caravelas, meio milênio atrás, chegaram sem problemas até as Américas. Duvido que o vento aqui seja mais forte. Vou descobrir amanhã!

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Aprendendo

Há 6 anos eu estava passando o Natal em uma das ilhas canárias, a ilha La Palma. No meio da ilha tem uma cidadezinha chamada Los Llanos de Aridane. Aluguei um quartinho bem baratinho no apartamento de uma família lá e fiquei por dez dias.

Não tinha muita coisa de entretenimento naquele lugar, então fui pesquisar na internet. Lembro que eu tinha lido sobre um barzinho/discoteca super movimentado chamado Karma Copas. Fui lá. Para minha surpesa não tinha ninguém além do barman. Mas a música estava ótima. Sentei no bar e pedi uma caipirinha, que foi a pior caipirinha da história e que me fez passar muito mal durante a noite.

Eu achava que se eu sentasse e esperasse um pouco, mais gente viria ao bar, mas isso não aconteceu.

Esse ano eu estou de volta às ilhas canárias, mas uma outra ilha, a ilha de Lanzarote. Ontem de noite fui dar uma volta na beira mar e passei na frente de um barzinho com uma música mega animada dos anos 80 que eu adoro. Fiquei com vontade de ir lá, mas assim que vi que só tinha o barman, eu passei reto. Definitivamente não quero repetir a experiência de 2019! Vivendo e aprendendo.

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