Realmente

Domingo, céu cinza e nevoeiro denso. Dinamarca no inverno não é fácil.

Aproveito para descansar em casa e escutar uma musiquinha.

No Spotify toca “Você não soube me amar” do Blitz.

Uma hora eles cantam:

🎧”Aí blá-blá-blá, blá-blá-blá, blá-blá-blá

Ti-ti-ti, ti-ti-ti, ti-ti-ti

Você diz pra ela, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem,

Mas realmente, mas realmente” 🎧

Quando o Evandro Mesquita canta “mas realmente”, rolando bem o R, eu sou a única que se lembra do Chacrinha?

Eu acho que soa muito como Chacrinha.

Lava um abacaxi!

Publicado em Cá entre nós | Deixe o seu comentário

Valentina

Quando escrevi sobre o vestido da Valentina, houve pedidos para postar fotos.

Eu usei o vestido na noite de Natal. Por causa do frio, eu coloquei uma blusa de lã e a jaqueta de couro por cima. As fotos aqui foram as que tirei dentro do quarto antes de eu me empacotar toda de roupas. Rsrs

Publicado em Cá entre nós | Deixe o seu comentário

Contraste

Estou sentada na minha salinha, fazendo nada, olhando a neve cair.

Em pensar que alguns dias atrás eu também não estava fazendo nada, mas olhando um mar azul. Que diferença.

Qual é melhor? Branco ou azul?

Publicado em Cá entre nós | Deixe o seu comentário

Foguetão

Réveillon do ano passado eu passei em Singapura, e os fogos de artifício lá na virada do ano são fenomenais.

Eu não contei isso no blog, mas eu estava animada para ver os fogos. Desde que passei o réveillon de 2017 na ilha da Madeira e vi os fogos mais bonitos da minha vida, eu tenho vontade de repetir a dose. Então eu tinha altas expectativas para os fogos de Singapura.

Saí do hotel antes das onze da noite.  Meu amigo, Roy, disse que um bom lugar para ver os fogos seria na Marina Bay, mas do outro lado da ponte. Pensei, se eu chegar em torno das 11 da noite, terei tempo para achar um lugar.

Que ingenuidade minha.

O desafio já começou na estação do metrô. Acho que olhei errado e peguei uma linha de metrô que não ia até o outro lado da ponte. Tive que descer numa estação do lado de cá e eu teria que caminhar uns 20 minutos.

Quando cheguei na estação, fiquei chocada com a quantidade de gente na rua. A maioria não eram turistas nem locais, mas trabalhadores de origem indiana que foram para Singapura juntar dinheiro fazendo trabalho braçal em construção e limpeza. Eu nunca tinha visto nada igual. Era uma multidão maior do que do carnaval de rua de Salvador. Não dava para se mexer. Eu ainda tentei ver se dava para chegar do outro lado da ponte andando, mas estava tudo bloqueado pela polícia. Já tinha gente demais.

Eu acabei achando um cantinho e fiquei ali esperando dar meia noite. Quando os fogos começaram, percebi que eu estava num lugar ruim. Os fogos eram bem mais pra direita e um prédio bem alto estava tampando a visão.

Que falta de sorte.

Não vi nada e por isso resolvi voltar para a estação do metrô enquanto ainda estavam soltando fogos e a multidão estava lá tirando fotos. 

Que furada aquele réveillon. Eu deveria ter ficado no hotel, curtindo o calorzinho na sacada.

Aí esse ano, eu achei que daria mais sorte. Fui para Madrid, onde ouvi dizer que tem fogos bem bonitos na virada, na praça “Sol”.

Peguei um quartinho num albergue que ficava meia quadra da praça. Muito bem localizado.

Caminhei muito durante o dia explorando a cidade. Eu estava embasbacada. Como Madrid é bonita. Eu não sabia. Eu tinha uma raiva de Madrid, por causa da viagem de dezembro de 2007 com Carsten.

Naquela viagem demos uma falta de sorte e não vimos nada. Choveu o tempo todo e ficamos numa área residencial longe de tudo. Naquela época não tinha smartphone para ajudar a gente achar os lugares bonitos da cidade. A gente andava com um mapa na mão tentando achar os lugares para ver. Quando íamos perguntar informação na rua, as pessoas não paravam para ajudar. Elas saiam correndo, nem deixavam a gente perguntar. Dava a impressão de que tinham medo de ser assaltados ou simplesmente não queriam contato com turistas. Foi muito desagradável.

Isso, mais a chuva, combinado com o fato de que a gente não conseguia achar restaurante para comer (porque na época era permitido fumar dentro dos lugares –  imagine a nuvem de fumaça dentro de um lugar pequenininho fechado) fez com que a viagem fosse um fiasco. Eu nunca mais tive vontade de voltar em Madrid.

Mas esse ano dei o braço a torcer.

Valeu a pena ter voltado. Madrid num dia ensolarado é linda. Caminhei muito e tirei muita foto. Com as pernas cansadas,  voltei para o albergue para descansar e coloquei o despertador para 23:30.

Levantei, coloquei um monte de roupas, pois a temperatura estava abaixo de zero.

Cheguei lá embaixo na entrada do prédio e achei estranho que não tinha ninguém. Uma família de brasileiros estavam indignados com algo e perguntei o que aconteceu.

Aí eles apontaram para um bloqueio feito pela polícia.

A polícia bloqueou 40 metros da rua. Colocaram uma grade que começava 5 metros a esquerda do hotel e terminava uns 30 metros para a direita. Eles bloquearam aquele pedaço para evitar que mais pessoas entrassem na via principal que ia dar na praça.

Ou seja, não me deixaram entrar na rua principal, que era o lugar onde eu ia ver os fogos.

Apontaram para o outro lado do bloqueio e disseram que eu poderia para aquele lado, na rua secundária. Com o rabo entre as pernas e cabisbaixa, eu fui.

Na hora de passar a barragem, eu perguntei para o policial “quando eu voltar, você vai me deixar entrar aqui novamente?”. Ele deu a entender que sim.

A rua secundária estava tão abarrotada de gente que não dava nem para respirar. Era um empurra-empurra. Gente tentando passar a qualquer custo.

Fiquei com um pouco de medo, pois me lembrei do que aconteceu no Halloween de 2022 em Seul, onde 159 pessoas morreram pisoteadas por causa de um pânico que surgiu de repente numa rua abarrotada de gente.

Assim que passou meia noite, os fogos começaram mas não dava para ver nada de onde eu estava. Olhando para a frente, tinha um hotel com janelões de vidro e alguns fogos refletiam nele. Foi o que eu vi, reflexo de fogos.

Depois de um minuto, eu resolvi aceitar que mais uma vez meu réveillon foi uma furada e, me expremendo entre a multidão, voltei para a cerca onde estava o policial.

Eu falei, meu hotel é ali. Ele disse “não”, me deu as costas e foi caminhando para o camburão. Aquilo me enfureceu e eu gritei “Yo vivo aí”.

Ele deu meia volta e eu disse novamente que eu moro aí e mostrei a chave do hotel.

Ele me mandou parar de gritar. Eu nem tinha percebido que ainda estava gritando.

Foi uma conversa que durou alguns minutos e eu me segurando para não chamar aquele fdp por algum palavrão.

E meu réveillon foi assim: não vi fogos nenhum, gritei com um policial, e quase fui presa.

Agora chega, né. Ano que vem vou passar o ano novo na minha cama com tampão de ouvido.

Publicado em Desabafos, Viagens | Deixe o seu comentário

Piscina

Troquei de ilha e obviamente, troquei de hotel.

Como estou procurando tranquilidade, perguntei se meu quarto dava de frente pra piscina (eu não queria, porque normalmente tem mais barulho).

A recepcionista me assegurou de que o tipo de quarto que eu reservei não dava de frente pra piscina.

Cheguei no quarto, abri a porta da sacada.

O que será que a recepcionista acha que “de frente pra piscina” quer dizer?

Publicado em Desabafos, Viagens | 2 Comentários

Atlântico

Passei 30 minutos numa balsa atravessando de uma ilha para outra.

Dei-me conta de que essa é a primeira vez que eu faço uma travessia de barco no meio do Atlântico. Umas ondas grandes. Imponente.

Todas as vezes que vim pras ilhas Canárias, vim de avião. Se der sorte de pegar janela é bem legal ver a ilha de cima, o vulcão e tal.

Mas chegar de barco é muito mais  interessante. Fiquei até meio embasbacada.

Eu passei uns dias na ilha Lanzarote e agora vim para Fuerteventura que quer dizer vento forte.

Olha, vento forte eu peguei em Lanzarote na véspera do Natal quando fui fazer uma trilha na ponta Papagayos. Aquele vento era forte o suficiente pra empurrar uma pessoa penhasco abaixo. Ventos Elísios. Não é à toa que as caravelas, meio milênio atrás, chegaram sem problemas até as Américas. Duvido que o vento aqui seja mais forte. Vou descobrir amanhã!

Publicado em Viagens | 2 Comentários

Aprendendo

Há 6 anos eu estava passando o Natal em uma das ilhas canárias, a ilha La Palma. No meio da ilha tem uma cidadezinha chamada Los Llanos de Aridane. Aluguei um quartinho bem baratinho no apartamento de uma família lá e fiquei por dez dias.

Não tinha muita coisa de entretenimento naquele lugar, então fui pesquisar na internet. Lembro que eu tinha lido sobre um barzinho/discoteca super movimentado chamado Karma Copas. Fui lá. Para minha surpesa não tinha ninguém além do barman. Mas a música estava ótima. Sentei no bar e pedi uma caipirinha, que foi a pior caipirinha da história e que me fez passar muito mal durante a noite.

Eu achava que se eu sentasse e esperasse um pouco, mais gente viria ao bar, mas isso não aconteceu.

Esse ano eu estou de volta às ilhas canárias, mas uma outra ilha, a ilha de Lanzarote. Ontem de noite fui dar uma volta na beira mar e passei na frente de um barzinho com uma música mega animada dos anos 80 que eu adoro. Fiquei com vontade de ir lá, mas assim que vi que só tinha o barman, eu passei reto. Definitivamente não quero repetir a experiência de 2019! Vivendo e aprendendo.

Publicado em Cá entre nós, Viagens | 2 Comentários

Céu de Outubro

Quando terminei de ler o livro sobre o Albert (artigo abaixo), eu cheguei a pesquisar o outro livro do autor. No livro do Albert ele mencionou que seu outro livro ficou tão famoso que Hollywood fez um filme baseado nele.

Mas depois pensei bem. Eu não gostei muito da maneira como esse autor escreve, então achei melhor não comprar outro livro dele. Mas confesso que fiquei curiosa para ver o filme.

E as semanas se passaram.

Tinha me esquecido completamente de tudo isso quando dei de cara com o filme num aplicativo da Disney. E o ator principal é um menino conhecido: Jake Gyllenhaal.

O filme é de 1999 e se chama Céu de Outubro (Rocket Boys em inglês).

Que filme. Que história. Que determinação. E que pai mais filho da p.

Já na metade do filme eu entendi aquele comentário do autor na capa de trás do livro do Albert. Realmente, o pai dele jovem na época do Albert era uma pessoa completamente diferente. Muito melhor do que o pai que só o diminuía, só reclamava e não via suas qualidades.

Não vou contar mais sobre o filme que é para não estragar.

Gostei do filme. Certamente o livro deve contar ainda mais detalhes mas esse livro não está na minha lista.

Meu próximo livro é sobre elefantes na África!

Publicado em Cá entre nós | 2 Comentários

Albert

Em Camboriú passei na frente de uma livraria e decidi comprar um livro pro meu pai.

Eu ando meio cansada de ficção então pedi sugestões de não ficção.

Havia vários títulos que achei interessantes e um deles resolvi comprar pra mim. Faz anos que não leio livros em português. Seria uma boa oportunidade, também para passar o tempo durante os dias de chuva da viagem.

O livro que me interessou é baseado numa história real. A casal tinha um jacaré chamado Albert e quando ele ficou grande demais decidiram levá-lo para a Flórida onde o soltariam.

Eu ri demais com o primeiro terço do livro. Uma história mais louca que a outra.

As histórias foram ficando cada vez mais doidas e eu tive que me forçar um pouco a ler o resto do livro, mas o final foi bom e foi bem emocionante.

O autor do livro é o filho do casal e no texto na capa de trás do livro ele disse que escrever essa história o ajudou a  conhecer um outro lado do seu pai.

Eu achei que, quando terminasse de ler o livro, eu entenderia o que ele quiz dizer com aquele comentário. Confesso que fiquei sem entender.

Mas o mundo da voltas e por um acaso ontem, enquanto eu estava no trem viajando entre Sevilha e Málaga, eu assisti a um filme que me ajudou a entender o livro que li durante minha estadia no Brasil. Conto no próximo artigo.

Publicado em Cá entre nós, Viagens | Deixe o seu comentário

Juba

Em Joinville encontrei minha irmã, e como cabelos cacheados é uma praga na família, perguntei se ela conhecia algum produto bom para domar a juba de leão da tia Cris.

Aproveitei para pesquisar isso no Brasil, pois na Europa é difícil achar produto para cabelo crespo. E o momento para essa pesquisa também foi apropriado. Parece que ter cabelo crespo ou cacheado agora está na moda no Brasil. Quando eu abro o Instagram aparece um monte de vídeo de dicas. Lembro de quando eu era nova, a moda era fazer escova lisa e esconder os pixacos.

Minha irmã indicou um produto que ainda não provei, mas acho será perfeito. Adorei o nome dele. Rsrs

Publicado em Cá entre nós, Viagens | 3 Comentários

Valentina

Naquele dia em Camboriú onde os seguranças ficaram me perseguindo no shopping, eu acabei não comprando o vestido que eu tinha gostado.

Foi na loja Valentina. Eu nunca nem tinha ouvido dessa loja, mas aparentemente tem por todo canto.

Naquela loja eles só tinham o vestido que eu gostei na vitrine. Quando cheguei no provador, a atendente me deu um vestido diferente. A cor e a estampa eram muito parecidos e cheguei a ficar na dúvida, mas o modelo era diferente. O vestido que gostei tinha decote em V e o que ela me deu para provar era reto e não ficou bom.

Quando eu falei que não era o mesmo vestido, ela se fez de desentendida e tentou me convencer que era o mesmo vestido e isso me deixou com raiva. Ela poderia ter simplesmente tirado o vestido da vitrine e me dado para experimentar.

Saí da loja irritada e não comprei nada.

Dias depois chego em Joinville e enquanto faço um reconhecimento do shopping local, onde eu encontraria minha irmã mais tarde, dou de cara com a loja Valentina.

O vestido que gostei não estava na vitrine, mas olhei lá dentro onde um monte de vestidos estavam pendurados e imediatamente bati o olho no vestido que eu queria. Era o mesmo.

Provei, ficou ótimo. É vestido de verão e na Dinamarca agora é inverno. Então terei que aguardar uma ocasião apropriada para usar o vestido, que é daqueles bem longos, do jeito que eu gosto.

Publicado em Cá entre nós, Viagens | 2 Comentários

Ruivo

No dia 6 de janeiro de 2024 e contei a história toda do ruivo da empresa onde eu trabalhava antes. Naquele dia eu encontrei ele por acaso no supermercado perto de casa.

No início desse ano eu o encontrei também, acho que foi em março. Eu tinha sido convidada para uma recepção para comemorar o jubileu de 25 anos de empresa da minha antiga chefe e ele estava lá na recepção.

Achei que ele me tratou com frieza naquele dia, mal me cumprimentou. Eu sou assim, quando conheço alguém abro um sorrisão e quero cumprimentar. Ele deve achar que eu fico me oferencendo. Não é nada disso. Por causa da frieza dele, perdi um pouco o encanto. Não lembro se cheguei a comentar isso no blog.

Aliás, eu perdi o encanto com várias coisas esse ano, uma delas é tentar voltar a trabalhar na antiga empresa. Tantas tentativas frustradas. A gente cansa.

Então nunca mais pensei na empresa nem no ruivo.

Hoje eu estava caçando um presentinho para uma amiga e na volta do trabalho fiz uma parada no supermercado perto de casa. Estava procurando um biscoitinho que só vende na época do natal. Vou dar de presente para uma amiga brasileira que vou encontrar nesse fim de semana. Dessa vez não entrei no mercado Netto, onde encontrei o ruivo em 2024. Dessa vez entrei no mercado do outro lado do shopping, que é um supermercado mais caro e tem uns produtos melhores.

Rodei o mercado todo e nada de achar o biscoitinho de canela. Já estava na fila do caixa quando resolvi dar mais uma rodada, para garantir. De repente, perto da geladeira dos queijos, vejo um ruivo. Gelei.

Novamente fiquei na dúvida se era ele. Cada vez mais está difícil reconhecer esse homem. Ele está bem mais magro do que eu lembro.

Meu cérebro ficou ali na dúvida se eu ia puxar papo ou não. Lembrei que ele nem me cumprimentou direito naquele dia do Jubileu da Mary. Eu deveria ter ignorado, mas não consegui. Fui lá puxar papo. Infelizmente a conversa é sempre a mesma. Onde você está trabalhando, tem tentado voltar a trabalhar na empresa, a Mary está se aposentando esse ano, feliz natal.

Mesmo tendo sido uma conversinha murcha, voltei pra casa radiante. E depois de falar com ele achei o biscoitinho de canela. Estava na minha cara, mas aparentemente os olhos só viam um ruivo.

Publicado em Cá entre nós | Deixe o seu comentário

Criminosas

Voltamos no shopping, minha mãe e eu, para comer uma comidinha com tempero bem brasileiro e depois da refeição vimos a segurança do shopping que nos ajudou no dia anterior a achar esse restaurante de quilo do qual gostamos muito.

Fomos ali falar com ela, só para agradecer e aproveitei para perguntar se havia lavatório naquele andar. Ela apontou para o fim do corredor.

Usei o banheiro e assim que abri a porta para sair a segurança entrou no box que eu usei para vistoriar. Achei muito estranho. Minha mãe disse que a seguranças fez o mesmo no box que ela usou.

Me senti a maior criminosa. O que será que aquela mulher segurança pensou, que eu ia colocar uma bomba dentro do banheiro? Ou jogar drogas lá?

Eu ando de pochete e fico pensando se foi isso que fez eles ficarem intrigados com a minha aparência. Quando eu era mocinha eu ouvi certa vez de que mulher que anda de pochete é traficante de drogas.

Estávamos a caminho da saida do shopping mas eu vi um vestido que me interessou numa vitrine. Entramos na loja e eu percebi que um outro segurança do shopping ficou de plantão bem na porta da loja nos observando. Ele só saiu depois que a minha mãe pagou por uma blusinha.

Eu acabei não levando o vestido. Estava irritada com aquela situação de ser vigiada e consideradas criminosa.

Não me lembro de ter passado por algo parecido antes. Enfim. Mais uma pérola para marcar essa viagem.

Publicado em Viagens | Deixe o seu comentário

Upgrade

Chegamos no hotel e o recepcionista disse que ia nos das um upgrade de quarto sem custo adicional.

Que furada.

Os quartos têm 18 metros quadrados. Eu tinha reservado um quarto com 2 camas de solteiro. O “upgrade” que nos deram é um quarto do mesmo tamanho mas com uma cama de casal e uma de solteiro. Se eu soubesse que seria isso, teria dito que não queria upgrade nenhum.

Isso gerou uma desigualdade, já que uma dorme numa cama pequenininha e outra dorme na cama grande. Como o quarto é do mesmo tamanho, a cama grande toma mais espaço e isso quer dizer que tem menos espaço pra gente se movimentar e abrir as malas.

Outra coisa que não está bom. É um quarto para 3 pessoas, mas só tem um gancho para as toalhas no banheiro. A gente usando toalha de praia, toalha de piscina e toalha de banho. Nada seca naquele banheiro, especialmente por causa da umidade com essa chuva que não pára.

Definitivamente não dei sorte nessa viagem. Tomara que as coisas melhorem quando for para Joinville visitar minha irmã.

Publicado em Viagens | 2 Comentários

Sombras

Estou chocada.

Ontem fez sol em Balneário e fomos para a praia. Com dores na coluna, pensei que minha mãe aguentaria no máximo uma meia hora lá.

O hotel não tinha cadeiras de praia para emprestar. Chegamos na praia e queriam nos cobrar 15 reais por aluguel de cada cadeira. 30 contos para sentar por meia hora? Não pago. Sentamos num banco de praça.

Era quase meio dia, um horário ruim para ir na praia. Calor demais. Fomos embora rápido.

De tardezinha deixei minha mãe descansando no hotel e fui fazer uma caminhada. Eu adoro caminhar descalso com o pé na beira d’água.

O sol da cinco da tarde estava quente ainda mas bem mais ameno. Pensei, será perfeito para uma caminhada.

Para minha surpresa, cheguei na praia e lá não tinha sol, só sombra.

Os prédios gigantes de mais de 20 andares na beira mar impedem que o sol brilhe na praia. Fiquei chocada. Nunca tinha visto nada igual. No Rio de Janeiro, em Santos, em Recife, vi prédios altos na beira mar, mas eles não fazem sombra na praia. Em Camboriú o único sol na praia de tarde é o que consegue passar pelas frestas entre os prédios.

Já falei que fiquei chocada? CHOCADA!

Publicado em Viagens | 2 Comentários