África

Acabei de voltar da África do Sul onde fui fazer um safari acompanhada de uma colega de trabalho sueca e um bando de outros suecos com uma companhia de viagem para solteiros.

Assim que eu tiver tempo vou contar um pouco dessa viagem fenomenal.

No momento, minhas roupas estão no freezer, congelando por 48 horas, pois me disseram que há risco de importar percevejos-de-cama e outros insetos. Se bem que eu sempre ouvi falar que percevejo-de-cama é coisa da Europa.

Bom, melhor prevenir que remediar. Nunca se sabe.

Sicília – Tindari e Marinello

Eu tinha visto que perto de onde estava hospedada havia uma catedral famosa de peregrinação. Fui até lá no meu segundo dia e descrevi isso aqui no blog no post chamado Sicília, Dia 2.

Não tinha dado muita sorte. A catedral estava fechada pra almoço e começou a formar um temporal.
De lá desci para Marinello e não achei nada demais. Olha o que a falta de informação faz com a gente. Em Tindari, além da igreja, há uma área enorme de escavação arqueológica com muitas ruínas, um anfiteatro muito bem conservado com uma vista maravilhosa, e um museu bem bacana, com artefatos que me fez lembrar o desenho animado Hércules.

Em Marinello, atrás do rochedo que eu achava que era o final da praia, havia uns lagos naturais muito bonitos e uma água calma e tranquila.

Só descobri isso tudo durante o passeio para o Stromboli. O povo que fez o passei comigo eram uns russos e eles estavam fazendo praticamente o mesmo roteiro que eu. Numa conversa trocando experiências, eles me falaram dessas coisas que eu não estava sabendo.

No meu último dia naquela região, antes de descer 130 km até Taormina, eu resolvi que daria a Tindari uma nova chance, mesmo sabendo que tinha que subir 1 km de morro a pé. Pelo menos nesse dia estava fazendo um lindo sol e eu tinha o dia todo livre.

Foi fantástico. Não me arrependo.

Sicília – Panarea e Stromboli

Pronto, criei coragem para sentar e lhes contar como foi aquela viagem em setembro de 2018.

Fui sozinha para a Sicília, Itália.

Confesso que eu estava com medo de me sentir sozinha durante a viagem, mas fiz tantas atividades, que me senti muito feliz e entre “amigos” o tempo inteiro.

Os dois primeiros dias eu narrei em detalhes aqui no Blog, mas depois minha internet deu pau, e eu perdi o pique. Então agora vai uma descrição comprimida.

Como a ilha é grande, e eu só fiquei lá por 12 dias, eu resolvi visitar somente a parte nordeste da Sicília. Fui direto pro topo, perto de Milazzo. Ali fiquei 6 dias. Os melhores passeios dali foram:

  • um passeio de dia inteiro para duas das ilhas eólicas: Panarea e Stromboli.
  • um passeio onde passei pelas ruínas arqueológicas de Tindari e pelos lagos de Marinello

As ilhas vulcânicas foi o ponto forte do dia. Meu sonho era ver o vulcão Stromboli, que é um dos vulcões ativos na Europa. O passeio incluiria a ilha de Panarea, e confesso que achei Panaera muito mais bonita que a ilha Stromboli. Mas ver o vulcão e tomar banho de mar na base dele, foi muito legal.

De noite, nosso barco ficou ali parado na frente do Stromboli observando as erupções de lava. Coisa pouca no topo da cratera, mas foi muita emoção. E no meio-tempo, entre uma erupção e outra, tínhamos a mais linda lua cheia bem sobre o vulcão. Foi lindo.

E depois de um espetáculo desses, no meio do mar, voltando para Milazzo, nosso barco resolve fazer uma discoteca, tocando Michel Teló seguido da música Despacito. Ninguém merece isso depois de 8 horas de treking. Nossa, assim você me mata!



Sem resposta

Novo chefão no meu trabalho. Parece que todos os chefes estão zarpando e entrando gente nova o tempo todo.

Reunidos para o discurso de boas-vindas do homem, um pessoal ao meu lado estava conversando animadamente, e eu só ouvindo.

O cara pergunta: vocês moram em apartamento?

Olha, se alguém me perguntasse “você mora em apartamento”, em menos de um segundo eu responderia: “sim eu moro” ou “moro, sim”, e talvez eu prolongaria a resposta dizendo “faz dois anos”. Não importa. Para esse tipo de pergunta, qualquer das minhas respostas incluiria a palavra “sim” ou a palavra “não” e eu não precisaria pensar para responder uma pergunta simples dessas.

Mas ao escutar a resposta da menina, eu comecei a pensar se tem alguma coisa errada comigo.

Ela demorou uns 4 a 5 segundos pensando antes de responder. Pra mim, aquela pausa foi uma eternidade. E a resposta dela começou assim: Ano passado nós nos mudamos do bairro Osterbro…

E foi aí que ela me perdeu. Um turbilhão de pensamentos começou a girar na minha cabeça, desde “Precisa mesmo pensar por 5 segundos para responder essa pergunta?” “Meu, ninguém te perguntou de onde você se mudou, vai contar a vida toda agora?” “Gente, tem algo errado comigo pois eu responderia essa pergunta na bucha?”…

Enfim… pensei tanto que não descobri se afinal elas moram em apartamento ou não.

Mudança

Vou fazer minhas malas para ir morar na Ilha da Madeira!
Brincadeira. Vou não. Ainda não.

O artigo de hoje é sobre gostos. Pois nesses dias eu estava pensando sobre como as coisas mudam, sobretudo, como nossos gostos mudam. Gosto pra estilos musicais, estilo de roupa, estilo de vida, e claro, gosto de comida. Incrível como o paladar muda com o tempo.

Lembro de quando era criança, escutava o povo dizer: quando a gente fica mais velho, os gostos vão mudando. E o pior é que tenho que dar razão a esse povo.

Quando pequena eu detestava abobrinha, manga, pimentão, fígado.
Adorava brócolis, rabada, dobradinha.

Brócolis ainda é a verdura que eu mais gosto. Curiosamente, eu passei a gostar muito de abobrinha.

Pimentão não vai de jeito nenhum. Todo mundo diz que “mas é tão docinho!”. Só se for na boca de vocês, porque na minha, é muito amargo. Não vai de jeito nenhum! E na Dinamarca eles colocam isso em tudo. Estou sempre tirando pedacinhos de pimentão de saladas, cuscuz, sanduíches, ensopados. Aff.
Mas engraçado, é que o tempero chamado páprica, que é feito de pimentões, esse eu consigo comer e até gosto.

Fígado nunca mais tive coragem de provar, confesso. Aqui na Dinamarca, de vez em quando, provo um pedacinho de um prato nacional feito com fígado de porco com bacon. Um pedacinho dá para encarar. Dizem que fígado tem muito ferro, que é bom pra saúde. Como aqui não se come feijão, outra fonte de ferro, então um pedacinho de fígado uma vez ao ano não vai me matar.

Manga eu passei a gostar e lembro exatamente o dia em que isso aconteceu. Quando eu tinha 15 anos, visitando uma coleguinha da escola. Lembro que a mãe dela me ofereceu suco de manga, e para não ser mal-educada, eu aceitei. E fiquei muito surpresa ao perceber que eu gostei.
Agora, aquele monte de fiapo, não é a coisa mais fácil de comer. Ainda bem que fizeram umas mudanças genéticas na fruta, e tiraram aquela fiaparada. (fiaparada? existe essa palavra?)

Bom, o fato é que desde então, manga entrou pra minha vida.

Agora, rabada e dobradinha, só indo ao Brasil pra comer, porque aqui não acha pra vender. (se bem que eu encontrei rabada uma vez, faz uns 10 anos, mas eu não soube preparar. não ficou bão, não)

Infelizmente, morando em um país de clima temperado, há muita coisa que temos no nosso Brasil tropical que eu não acho por aqui. No início a gente sente falta, mas com o passar dos anos, a gente vai se adaptando à nova realidade.

Por sorte aqui tem umas frutas boas também, como cereja e damasco e uns tipos de ameixa que deixam a gente com água na boca. Então dá para encarar.

Agora, o que sinto falta mesmo é de um bom mamão.

E vocês, também passaram a gostar de coisas que não comiam quando criança?

Praia

Sempre que eu escuto gaivotas cantando, eu me imagino na praia.
Aquele barulhinho gostoso do mar, gaivotas cantando, sol, calor, areia branquinha fofinha. Hmmm

Então abro meus olhos, e estou eu no meu escritório: barulho de fábrica, frio, um sol tão fraquinho que parece estar anêmico, carpete cinza, cercada de computadores.

Mas as gaivotas que moram aqui no complexo continuam cantando… Então eu fecho meus olhos novamente e me imagino perto do mar, nos trópicos.

Confesso, gosto de um calorzinho e sol – mas nada mortífero como o verão desse ano no Brasil.

Gente, será que chegou a hora de eu me mudar da Dinamarca? Mas pra onde vou? Pro Brasil a tia Cris aqui não volta.

Porco

Seu cachorro, cretino, patife, safado, salafrário!

Calma gente, estou falando do ano que se encerra hoje, 4 de fevereiro de 2019. Pelo horóscopo chinês, o ano lunar de 2018 foi o ano do cão.

Eu nunca fui de checar premonições de zodíaco, horóscopo, mas confesso que para o zodíaco chinês, eu gosto de olhar a previsão para o ano que inicia.

Quando o ano do cão começou em fevereiro de 2018, a previsão para o meu signo (eu sou serpente – 1977) estava muito boa. Saúde estável, previsão de promoção no trabalho, economia estável ou ganho de dinheiro, e muitas previsões boas para o amor, especialmente para quem estivesse solteiro. Nunca antes eu tinha lido tanta previsão boa para romance.
Como minha vida romântica andava pra lá de parada, eu me empolguei. Pensei, “agora sim, vou tirar a barriga da miséria”.

Surpreendentemente, as previsões foram se realizando uma a uma.

Em matéria de saúde, 2018 foi o melhor ano dos últimos 4. Passei 7 meses sem dores nenhuma (dores de endometriose), que antes eram diárias. Estou muito contente com isso.

Promoção no trabalho também foi batata. Para minha grande estupefação, minha chefe me promoveu em abril e me deu até um aumento de salário. Foi a primeira vez na vida que fui promovida – depois de 15 anos de trabalho na Dinamarca.

Era uma coisa melhor que a outra, então confesso que me veio aquela previsão do romance na cabeça. Quando em junho apareceu um cidadão na minha vida, eu me deixei levar sem avaliar corretamente os prós e os contras, ignorei todos os sinais que algo não estava cheirando bem, e obviamente eu tinha altas expectativas porque a premonição do cão… tá ligado?

Ter expectativas é algo perigoso demais. Expectativa é sinônimo de decepção, porque nessa vida, nada nunca acontece como a gente imagina.

Nesse romance, eu caí do cavalo de cara no chão. Me espatifei e aprendi uma grande lição. Acreditar em horóscopo, mesmo no chinês, pode nos deixar tristes, desapontados, e até mesmo em depressão, porque criamos esperanças e expectativas nas nossas mentes, e ficamos na espera disso, ao invés de aproveitar a vida como ela é.

O cão ficará pra trás hoje e amanha inicia o ano do porco.
Não me contendo, hoje eu abri a página de internet das premonições para o meu signo chinês. Li apenas umas duas ou três linhas e pensei: “pare já! Que venha 2019 e que seja o que o universo quiser”. Tenho certeza que assim, estando aberta ao inesperado e ao que der e vier, eu serei mais feliz.
(Mas só por precaução, estou fechada pra balanço… cansei de romance ruim e drama.)

Espero que o ano do porco traga muitas energias boas para vocês. Feliz ano novo!


Primeiro

Tenho uma notícia boa e uma notícia ruim. Qual você quer primeiro?

A notícia boa é que, depois de inúmeros pedidos para que eu fizesse vídeo, eu resolvi fazer um, como tentativa, para ver no que vai dar.

A notícia ruim é que fiquei chateada quando percebi eu tinha razão em relação a várias coisas que eu temia e por isso não queria fazer vídeo.
1º – Eu não consigo simplesmente narrar uma história interessante. Me perco no meio da frase, não lembro vocabulário em português, só falo asneira.
2º – Minha pronúncia de português está pra lá de péssima. Está tão ruim que nem eu mesma entendo o que estou falando no vídeo.
3º – Gente, eu sou péssima camera-man! E a câmera faz com que eu pareça 10 kg mais gorda. Ou será que engordei mesmo? kkkk

Eu não ia publicar o vídeo, por vergonha, principalmente da deficiência fonológica, mas decidi compartilhar de qualquer forma para provar pra vocês que realmente eu não sirvo para fazer vídeo! hahaha

E também, caso eu mude de ideia, para eu saber como foi a primeira experiência e tentar melhorar para as próximas. Veremos.

Então aqui vai, um passeio num dia de neve.


Ano Novo

Um ótimo 2019 para todos nós. Tudo que desejo é saúde – porque pra todo o resto a gente dá um jeito.

Passei o Réveillon sozinha, no meu apartamento em Copenhague. São quase 19 anos aqui, e essa é a primeira vez que passei a virada na cidade.

Recebi vários convites para festas, mas resolvi passar esse ano em completa introspecção. Aliás, um dos convites foi de uma amiga que mora perto dos lagos de Copenhague. Dizem que os fogos vistos de lá são muito bonitos. Eu imagino que sim. Eu morei por 4 anos perto daquele lago, e nunca fui lá num ano novo. Esse ano teria sido uma ótima oportunidade, mas, por outro lado, eu queria ver os fogos do meu ap.

Moro no quinto andar de um prédio e tenho uma vista privilegiada. Daqui posso ver várias cidadezinhas e bairros de Copenhague. Como talvez em breve eu tenha que me mudar daqui e achar um lugar mais barato, achei que esse ano seria uma oportunidade única para apreciar os fogos daqui.

Olha, fiquei impressionada com os fogos em Copenhague. Superou expectativas. Normalmente passo o ano novo fora, ou viajando, ou no interior, visitando a família do Carsten ou na nossa antiga casa, quando éramos casados. Descobri que no interior o povo não investe em fogos. O povo compra alguns fogos para se divertir, mas nada muito espetacular. Talvez por isso sempre achei a virada do ano na Dinamarca meio chinfrim, com poucos fogos. E talvez por esse mesmo motivo eu sempre procurei viajar para lugares que tem show pirotécnico bonito. Porque eu sou fã de ver fogos.

Mas esse ano, Copenhague me surpreendeu. Não é nada planejado, cronometrado, com cores maravilhosas, como no Rio, Londres, Sidney. É tudo uma mistureba de fogos soltos à torta e à direita, mas a quantidade de fogos, me deixou boquiaberta. O povo da cidade gasta uma fortuna em fogos.

Assim que escureceu, 4 da tarde, começou. Uns aqui, outros ali. A princípio eu estava pensando que estavam somente testando alguns fogos, mas nunca parou. Foi assim, soltando fogos o tempo todo das 4 da tarde até 1 da manhã. Os 45 minutos depois da meia-noite foram fenomenais. Era um mar de fogos por todos os lados, e gente nas sacadas dos apartamentos com cornetinhas, apitando sem parar.

E eu já estava embalada. Pois abri minha espumante 9 da noite. Eu nunca fui muito de convenções. Quem disse que só se pode fazer isso em determinado horário, ou fazer assim ou assado? Se podem soltar fogos sem parar desde 4 da tarde, torturando os pobres dos cachorros da vizinhança, então eu também posso passar meu reveillon na banheira tomando espumante nove da noite! Afinal, nove da noite aqui é meia-noite em algum outro lugar do mundo!

Para matar do coração o povo que gosta de convenções: passei minha virada de pijama azul, comi caranguejo, e tomei espumante italiana baratinha! E que venha 2019 com tudo, que eu estou pronta, armada até os dentes!

Depois dos tombos que tomei em 2018, em 2019 ninguém me derruba!

Lisboa 2018

Hmm, antes de começar a escrever esse post, WordPress pediu que eu atualizasse o software. As mudanças são meio radicais. Vamos ver como eu vou me sair com o layout desse post. 

Bom, voltei a Lisboa pela 6ª vez na minha vida.
As últimas 4 vezes foram em anos consecutivos, para ir ao festival de forró Baião em Lisboa. Aliás o Baião de 2015 foi o primeiríssimo festival ao qual fui, e pelo visto, o Baião de 2018 será o último festival – ou um dos últimos. 

Esse ano eu fui a poucos festivais, e em cada um deles, percebi o quanto eu perdi o interesse por forró. Cheguei a um ponto que para esse festival em Lisboa eu nem sequer comprei o passe de entrada. A ideia era pagar individualmente por cada festa (6 no total). Acabei que fui a 1½ festa e resolvi não voltar mais.

Na primeira noite, depois de tomar dois goles de uma caipirinha, eu fiquei zonza, não estava conseguindo ver em foco nem andar em linha reta. Achei isso muito estranho e tive que ir embora no meio do show. No dia seguinte alguém perguntou se colocaram alguma droga na minha bebida. É possível, já que o copo não ficou na minha mão o tempo todo.

No dia seguinte, tinha uma multidão no local da festa, não tinha espaço para dançar, umas musiquinhas mequetrefes, e muita, mas muita mulher – e quando tem muita mulher é impossível dançar. Fica aquele bando de mulher desesperada praticamente agarrando os coitados a força, nego dançando contigo de mau humor, e a grande verdade é que os caras só querem dançar com as gostosonas nos seus 20 anos (ou falando num português bem claro, aquelas gurias que eles querem comer), e as quarentonas ficam de lado e só são chamadas pra dançar no final da festa, quando as gostosonas foram embora.

Obviamente eu não estava dançando quase nada, também não estava fazendo questão de convidar ninguém pra dançar. Quer dançar comigo? Vem me convidar.
No meio do show do Trio Juriti resolvi ir embora, porque já estava com dor nas costas de ficar de pé por quase uma hora esperando alguém vir me chamar pra dançar. Fui embora e não animei mais pra ir a nenhuma festa.

Aproveitei os meus dias restantes para curtir a cidade, fazer uns passeios alternativos, e não me arrependo. Acabei me diverti muito mais, vi e fiz coisas diferentes e visitei lugares exóticos. 

Um dos passeios “exóticos” foi uma caminhada com um fotógrafo e um grupo de gente muito animado vindos de Chicago (EUA) e Montpellier (França). O nosso fotógrafo era indiano, mas até em Paraty no Brasil ele já tinha morado. (Aliás, no dia anterior eu fiz um tour de bicicleta com um guia francês que também tinha morado em Paraty. O que é que esse povo gosta tanto de Paraty? Eu lembro de ter ido lá duas vezes quando adolescente e em ambas ocasiões eu achei que Paraty era uma vila chata, sem nada pra fazer, tipo Paranaguá, rsrs.)

Bom, o resultado do passeio com o fotógrafo coloco abaixo. Espero que gostem. O meu Facebook está bombando com comentários por causa dessas fotos.

Três vezes

Alguém aqui se lembra daquele ano que eu recebi jornal de graça por um ano inteiro, porque a companhia simplesmente se esqueceu de me mandar a cobrança da assinatura, mesmo depois de eu escrever para eles duas vezes dizendo que não tinha recebido o boleto para o pagamento?

Pois é… depois desse episódio eu sempre fico prestando atenção nas coisas que acontecem comigo, onde ou eu recebo coisas demais ou o povo se esquece de me cobrar.

O acontecimento mais recente foi hoje, agorinha. Fui buscar uma encomenda e tomei um susto quando abri a caixa. Deixa eu contar a história do começo.

Sexta-feira passada foi Black Friday. Eu precisava comprar umas vitaminas e suplementos tipo óleo de peixe numa loja, e numa outra loja eu queria comprar uma luva própria para correr e fazer exercícios ao ar livre no inverno.

Fiz as duas compras online, pois não tenho muita paciência para lojas super-lotadas. O pacote com as vitaminas eu peguei na segunda, e as luvas, hoje.

Na segunda eu percebi que eles, talvez por erro, me mandaram um produto a mais, que eu não tinha pedido – e não tinha nenhuma mensagem dizendo que aquilo era brinde (mesmo porque brindes normalmente são pequenas amostras, e eu ganhei uma caixa inteira de um produto com fibras alimentares, um troço não muito barato). Pensei, acho que algum funcionário novo empacotou isso e não se deu conta do erro.

Hoje chegou o pacote da loja de esportes onde eu pedi uma luva da Nike para corrida no inverno e um “cachecol” esportivo. Era um item de cada que eu pedi, e um item de cada que eu paguei.

Sabe quantos itens de cada eu recebi no pacote? Adivinha…

Três.

Três pares de luvas e três pares de cachecol. Essa loja tomou um preju tremendo, porque o valor de mercadoria que me mandaram é pelo menos 4x maior do que paguei, já que eu comprei tudo com 30% de desconto.

Só pode ter sido algum estagiário adolescente, pensando na morte da bezerra, que empacotou minha encomenda. Porque não tem outra explicação.

Sicília, dia 2

Acordei numa preguicinha, mas bem descansada. Finalmente dormi bem! Fazia tempo que isso não acontecia.

Bom, de manhã resolvi ir conversar com a moça da agência de turismo. Quero dar uma olhada nas ilhas Eólias. Eu estava achando o preço do passeio um pouco salgado, mas quando vi o preço para ir por conta própria de balsa, ida e volta, de repente não achei o preço do pacote turístico tão caro. Vou fazer dois dias de passeios, já que estou aqui sozinha e não tenho nada melhor pra fazer mesmo. rsrsrs

Mas isso é só amanhã. Hoje, no início da tarde, resolvi pegar o carro e subir o morro até Tindari, para ver a igreja – Santuário Maria Ss. di Tindari.

Aquela estrada íngrime, sinuosa e estreita me fez lembrar das vezes que dirigi na Serra da Graciosa ou na estrada Anchieta. A única diferença que ao invés de ver mata e selva, a vista é do rochedo e do mar azul lá embaixo.

A paisagem me lembrou da minha última viagem pra Itália, em 2015, quando fui a Positano. Porém naquela viagem pude sentar no carro confortavelmente e apreciar tudo, enquanto hoje tive que me concentrar na direção!

Chegando lá, achei que poderia subir até o topo com o carro, mas me barraram e me obrigaram a estacionar bem antes. Queriam que eu pagasse um micro-ônibus para subir. Quando fiquei sabendo que era somente 1 km de subida, que pagar ônibus, que nada. Fui andando, fazendo exercício, apreciando a vista.

Bela igreja, mas pra variar, estava fechada para almoço. Isso parece ser um karma. Lembram da minha viagem para Annecy na França em 2014? Quando paguei todos meus pecados subindo um morro para ir na igreja, e ela estava fechada pra almoço? Foi igualzinho hoje. Pena, porque imagino que o vitral na entrada dessa igreja de Tindari deve ser magnífico. Olhando as fotos do interior da igreja agora na internet, vejo que é realmente linda por dentro. Quem sabe eu volte lá antes de ir embora.

Fiquei ali uns minutinhos, apreciando a vista, quando um temporal começou a se formar. Tudo escureceu.

Uns ciclistas italianos pediram para que eu tirasse uma foto deles e eu aproveitei para perguntar como ir de carro na praia lá de baixo. Parecia linda.

E foi o que fiz. Peguei o carro, desci até Marinello, que é o nome da praia. Belo lugar, Marinello, mas a praia não achei nada demais. Depois de 3 minutos já me entediei e foi a sorte. Assim que abri a porta do carro para voltar para o meu quarto, começou a chover e assim ficou pingando a tarde toda.

Espero que amanhã o tempo firme para que eu possa fazer e aproveitar os passeios nas ilhas. Vamos ver se vou ter sorte.