Kumano Kodo parte 2 – fotos

O segundo dia começou com um café da manhã bem japonês. Peixe frito (que a gente mesmo tinha que dar um jeito de virar na grelha), tofu fervido no potinho, uma dose de suco de laranja (não era um copo, era uma dose!). Copo d’água, chá verde, sopa de algas marinhas, arroz com consistência de canjica, salada, picles com aquela ameixa salgada, e ovo mal cozido. Acho que foi esse ovo que fez a maioria do pessoal desistir do café japonês e optar por café da manhã ocidental – minha companheira de quarto chegou a colocar o ovo dentro do potinho fervente do tofu para cozinhá-lo. Nada de leite, nada de pão, nada de queijo ou frios. Eles não são muito dessas coisas por lá.

Depois do café, a van nos levou de volta ao mesmo lugar onde tínhamos parado a caminhada no dia anterior. É o poste número 8. Não comentei, mas os postes com a numeração aparecem a cada 500 metros e servem tanto para saber o quanto já se caminhou como para informar sua localização em caso de um acidente.

Vários trechos caminhamos sobre pedras e pontes de madeira. Algumas pontes tinham sido feitas juntando várias toras de madeira. O que mais me chamou a atenção nesse dia foram as árvores retinhas. Tirem muita foto de árvore retinha. Durante a caminhada a gente parava nas “casinhas” de madeira para coletar o carimbo da peregrinação e poder provar mais tarde que a gente caminhou o percurso de 12 km de Takahara ate Tsugizakura-Oji.

Minha caminhada gravada

Na vila no final da caminhada foi onde eu comprei o pacote de yakult. E foi nessa vila que eu vi pela primeira vez o cartaz dizendo para tomar cuidado com o falcão (que eles chamam de Tombi). Diz que a ave ataca para roubar comida das suas mãos.

Antes do jantar, o povo do grupo combinou que todo mundo tinha que usar o roupão japonês (yukata) a hora do jantar. Eu, do contra, não coloquei o roupão. Eu estava imunda e não queria colocar um roupão limpinho ante de tomar banho. Minha intenção era tomar um banho bem relaxante depois do jantar e aí sim colocar meu yukata para dormir.

Mais uma vez foi daqueles jantares com 11 pratos. No “mapa” dizia que começaríamos com um aperitivo de yuzu (uma fruta cítrica local) feita com água do onsen, claro. Em seguida caramujo cozido, musse de ameixa, sopa de abóbora na caneca, salada de caqui com tofu, sashimi (eu não sou muito de peixe cru, mas nesse dia estava tão bom que comi o meu e o da minha companheira de quarto!). Depois peixe cozido no potinho, macarrãozinho, uma meleca de ovo com frutos do mar, filhote de peixe de água doce frito, arroz, mais sopa, mais picles. Sobremesa que era um sorvete de mikan (uma laranja pequenininha local que gostei muito).

Antes de ir dormir, um banho no onsen. Dessa vez não tinha tanta gente e eu fui na “banheira” que fica do lado de fora. Fiquei de molho naquela água quente olhando as estrelas e a lua crescente por uns 15 minutos.

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