Kumano Kodo parte 4 – fotos

Esse foi o último café da manhã no alojamento tradicional japonês. Eu estava muito na dúvida se deveria pedir café continental estilo ocidental ou se continuaria testando meu limite e comendo comida japonesa. Então pensei, estou aqui agora, quando é que terei outra oportunidade dessas. Aparentemente somente 2 outras pessoas do meu grupo compartilharam do meu ponto de vista. Todos os outros optaram por café continental.

O povo do hotel nos deu uma carona ladeira abaixo até o centrinho da vila de Yunomine. No meio da rua havia um canal onde passa água quente vulcânica. No meio da rua! Então percebi que tudo aquilo me era familiar. Eu tinha uma colega de trabalho que esteve nesse mesmo lugar no ano anterior e ela me mostrou uma foto exatametne como aque estou publicando aqui. Eita mundo pequeno!

Yunomine tem onsen público, que tem que pagar para entrar, mas nós não fomos nele, já que nosso alojamento tinha onsen incluso na estadia. Ali pegamos um ônibus que nos levou para a beira do rio Kumano, onde pegamos a canoa e descemos o rio. No meio do caminho o navegador desligou o motor e comecou a remar na mão enquanto a guia tocava flauta. Era para ser um momento lindo, mas eu estava achando que aquela mulher não sabia tocar flauta e me deu nos nervos escutar aquela flauta desafinada.

De lá fomos para o templo. Se não me engano esse é o templo do futuro. Nos outros dias visitamos o templo do passado e o templo do tempo presente. Todos esses templos são mais ou menos iguais. Arquitetura semelhante, portais vermelhos, lanternas, barrils de sake. Fonte de dragão onde se lava a mão para purificar. Joga a moeda, faz uma prece ou um pedido.

Do templo fomos explorar a vila e achar o restaurante de lamen. Quando eu vi o lugar híper apertado, e nós, um grupo grande carregando mochilões, eu me senti claustrofóbica. Como aquele almoço não estava incluso no passeio, eu achei que eu tinha liberdade de escolher outra coisa e foi isso que disse para o guia. E foi ótimo. Na esquina tinha esse prédio amarelo e assim que eu entrei nele, me senti como nesses filmes, onde o estrangeiro com mochilão entra no bar e todo mundo pára para olhar. Foi exatamente assim.

O cardápio todo estava em Japonês, mas a guria do meu lado me ajudou a entender. O bom dali era que a gente podia ver eles preparando o lamen. Era uma cozinha aberta.

De lá, tínhamos umas 2 horas de espera, mas o guia não nos falou isso. Se ele tivesse dito, eu teria entrado num jardim bem bonito que vi no caminho. Não entrei porque tinha que pagar e achei que eu não teria tempo suficiente para visitar o jardim. Eu achava que a gente só tinha 30 minutos de espera.

Nosso guia era atencioso, mas não muito bom em comunicação. Lembro do dia em Matsumoto que o trem foi cancelado por causa do acidente. Todo mundo foi para um canto diferente da cidade porque tínhamos umas duas horas de espera. Eu fui para um shopping, teve gente que foi pra museu. De repente vem uma mensagem do guia chamando todo mundo de volta pra estação. Como eu estava sentada bem ali na frente, fui a primeira a chegar. Então ele me disse que não conseguiu passagem para o próximo trem e teríamos 1 hora extra de espera. Eu olhei bem pra ele e perguntei: você chamou todo mundo de volta aqui para dizer que temos mais uma hora de espera? Foi aí que ele se tocou e mandou a informação correta para o grupo.

Mas de volta à história…Como não tinha nada para fazer enquanto esperávamos para o trem, zanzei um pouco aos redores. Vi um ônibus bem bonito, todo decorado, e achei outra placa daquelas dizendo para tomar cuidado com os tombi (o falcão que gosta de roubar comida da gente!).

Nosso próximo paradeiro foi numa cidadezinha na beira do mar. Adoro! Chegamos umas 3 da tarde e fomos direto para o hotel. O pessoal se programou para se encontrar 4:30 e fazer um passeio. Como o por do sol era cinco horas, eu achei melhor sair mais cedo. Comecei minha caminhada pela beira mar 4 da tarde. Passei por uma galeria completamente vazia onde estava tocando bossa nova no auto falante. Na frente de alguns prédios viam-se placas dizendo “abrigo em caso de tsunami”. Definitivamente, esse tipo de placa não se vê pras bandas de cá.

Enquanto fazia minha caminhada, vi muitos desses pássaros tombi. Bem grandes eles. E aproveitei para tirar uma foto do por do sol lá do farol.

Foi nesse momento que vi um barquinho voltando de um passeio pelas ilhas locais. O último barco saiu 4 da tarde e voltou as 5. Eu queria ter feito esse passeio para ver as ilhas! Não lembro do nosso guia dando essa dica, de que dava para fazer esse passeio. Nós tínhamos tempo suficiente, já que chegamos no hotel 3 da tarde. Enfim.

Eu achava que jantaríamos num lugar com peixe fresco, já que é uma vila de pescadores famosa por peixe fresco. Mas acho que como muitos não comem peixe cru (e no Japão peixe fresco é servido cru), o jantar foi num restaurante chinês. Nos entupiram de comida, frituras e tentaram me cobrar 100 yen a mais pelo meu suco de manga. Se quer cobrar 400 yen por um suco, cobre, mas coloque o preço no cardápio. Agora querer me cobrar 400 quando na placa em cima da mesa diz que suco custa 300? Foi uma questão de princípio. Na realidade eu me arrependi depois de ter mencionado que na placa dizia 300 yen. Eles nos deram tanta comida, dose enorme de sake, sobremesa e afins. 100 yen a mais não era nada.

No dia seguinte saímos de mala e cuia para nossa última caminhada da peregrinação.

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