Oslo – Ulvik

Nosso primeiro trajeto, 352 km em 7 horas. São várias as rotas mas eu escolhi uma que passaria pela planície de Hardanger e pela cachoeira Voeringsfossen.

Demos a maior sorte com o tempo. Em Oslo estava sol e 21 graus, e dentro do carro estávamos somente de camiseta e aproveitando o calorzinho. A paisagem era só montanha e lago, montanha e rio, montanha e verde, até que começamos a subir a serra. E sobe, e sobe.

De repente tinha uma geleira, uma paisagem bem bacana e alguns carros parados num lugar que parecia ser uma barragem de água. Nós resolvemos fazer uma parada também e enquanto estacionávamos, vimos o pessoal do carro da frente sair do carro todo empacotado com luva, gorro, jaquetão. Eu pensei: credo, de onde esse povo vem, não está esse frio todo. Foi quando eu abri a porta do carro!

E dá-lhe colocar blusa em cima de blusa e casaco em cima de casaco e me arrependi de não ter levado luvas nem gorro (coisa que o espertinho do Carsten lembrou, mas só pra ele!) Sem brincadeira, um minuto estava 18 – 21 graus, e de repente mudou e ali naquele pedacinho de mundo estava fazendo somente 3 graus.

Continuamos nosso caminho, alguns quilômetros mais tarde vimos uma multidão parada. Lá fomos nós no último segundo catar um lugar no acostamento (bem na frente do túnel e na contra-mão!). Eu não tinha visto as placas, mas ali era a cachoeira Voeringsfossen que eu tanto queria ver. Bacana o lugar e foi aqui que o tempo resolveu mudar e começou a chuviscar.

Dali até Brimmes, onde pegamos a balsa para atravessar para o outro lado do fiorde, foi uma chuvinha que gradativamente se transformou num dilúvio. Durante a travessia da balsa e quando chegamos em Ulvik (que era 5 km dali), chovia tanto que não dava nem para ver as montanhas.

Fizemos o check-in no hotel e já na recepção a moça diz que eles não têm restaurante mas que tinha um na vila e apontou no mapa. Fiquei meio espantada, pois eu tinha lido no TripAdvisor que o dono do hotel era um ótimo cozinheiro. Como podem avaliar isso se o local não tem restaurante? Bom, tentamos encontrar o tal restaurante mas não demos sorte. A lanchonete que encontramos estava fechada, o outro que tentamos pertencia a um hotel e era exclusivo para os hóspedes. Paramos então num outro lugarzinho, mas me senti como num daqueles filmes americanos, onde um cara de fora da cidade entra no estabelecimento de uma cidade pequena e todo mundo fica encarando, a garçonete vem com uma má vontade e no menu não tem nada interessante. Foi exatamente assim e por isso resolvemos voltar para o hotel sem comer nada. No quarto fizemos um chá e comemos aqueles lanchinhos que tínhamos trazido dentro do carro para a viagem.

Só chovia. Meu entretenimento foi tirar fotos de um carro antigão que estava estacionado na frente do hotel.

No dia seguinte de manhã estava nublado mas a chuva tinha dado uma trégua. Valeu para tirar algumas fotos do fiorde.

 

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4 Responses to Oslo – Ulvik

  1. Aroldo, pé de repolho diz:

    hummm??? um lugar sem chines, se quiser posso anunciar aqui para os chineses que existe um lugar que não tem restaurante, lanchonete, R$ 1,99, hehehehe, vc vai ver como o visual vai mudar em menos de 2 semanas, hehehe

    Não acredito, to vendo o James de corpo inteiro, hehehe

    • Cris diz:

      Dessa vez o James estava em todas as fotos! Foi a estrela da viagem. Moço, mas ele deu um problema bem no dia anterior da viagem e no meio da estrada ele deu umas engasgadas que me deixou cabreira. Carsten pediu até que eu parasse o carro no acostamento.

  2. Aroldo, pé de repolho diz:

    coitado, mas está tudo bem com ele? poxa vida um rapaz jovem, já está assim, oo loco, deve ser um tal de carrapato noruegues, hehe

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