Sinistro

Me deu uma vontade de comer torta de morango no meio da tarde. E não podia ser qualquer torta. Tinha que ser a que vende no supermercado Foetex.

Saí do trampo e caminhei por um quilômetro e meio só para matar a vontade das lombrigas.

A caminho do supermercado, passeio por um parque e me deparei com uma cena estranha. Um cidadão parava em frente às lixeiras e checava se havia algo grudado na parte interna superior. O que será que ele estava procurando? Chiclete grudado? Um baseado grudado? Alguma mensagem secreta? Fiquei intrigada.

Vi ele checar três lixeiras antes de sair do parque.

Comprei minha torta, sentei no gramado e me esbaldei.
Na hora de voltar para casa, resolvi caminhar passando pelo meu cemitério favorito.

Já quase saindo do cemitério, vi outro cidadão com ar suspeito bem na frente das covas dos nazistas alemães mortos durante a segunda guerra mundial.

Ele deu uma boa olhada na lixeira, depois deu as costas para a lixeira e fez uma pose por uns 20 segundos. Eu achei aquilo muito, mas muito esquisito. Se fosse em tempos de KGB, eu diria que esse comportamento foi sinistro.  

(Antes de finalizar esse artigo fiquei pensando que sinistro mesmo é um artigo conter uma foto de torta, de lixeira e de cemitério. Parece até história de torta envenenada!)

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5 Responses to Sinistro

  1. Cabeça Disneyssauro diz:

    que torta bonita, pena que não curto muito doce, hehehe
    Também achei muito suspeito tudo isso hein, se fosse eu, sentava num banco da praça e ficava só observando (deixava pra lá essa torta de morango), hahahaha
    Até que é um cemitério bonito

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