Às vezes me pergunto por que o povo gosta de dar aos filhos uns nomes complicados, daqueles que a criança tem que explicar como se escreve o resto da vida.
Pensando bem, o nome nem precisa ser complicado. É só variar a escrita um pouquinho que já faz um estardalhaço. Quer um exemplo?
Carsten, meu ex.
Na Dinamarca, Karsten se escreve com a letra K.
Os dina quase não usam a letra C em dinamarquês. Então, toda vez que Carsten diz seu nome, ele tem que explicar que é Carsten com C.
No Brasil também tem dessas. Tenho uma conhecida brasileira cujo nome é Cristhiane. Eu fico pensando como ela explicava isso, que o H do nome dela estava no lugar errado!
Mas o nome que tem me causado problema no momento é o da minha nova colega. Ela se chama Hanne-Lise. Sempre que escrevo email para ela, tenho que checar se escrevi o nome dela corretamente pelo menos duas vezes.
Não entendo para que colocar um hífen no meio do nome. Não era mais fácil simplesmente chamar a mulher de Hannelise e pronto? Ainda pra piorar, eu não consigo pronunciar o nome dela, porque é muita complicação:
A letra H do nome dela não é mudo, mas tem som da letra R. Soa um pouco como o R em “o Rato Roeu a Roupa do Rei de Roma”.
A letra S não tem som de Z como a gente diz em português (Anelize), mas tem som de SS (Anelisse – ô, desculpe, Ranelisse – viu, já esqueci o R da pronúncia do nome dela!).
E o pior de tudo: a pronúncia da letra A é como na palavra “Água”. Tá dando para acompanhar?
Se chamar essa mulher de Ânelise, ou Ânelisse, ou Rânelisse, ela não entende o que você está falando. Tem que dizer Ránelisse.
Para uma brasileira, ler Hanne-Lise e ter que pronunciar Ránelisse é praticamente tortura. Você conhece algum brasileiro que consegue fazer isso?
P.S.: lendo Rânelisse me veio à mente rã..nelisse. Rã? Ái, que horror! Horror com H mudo, tá!
Nada melhor que um apelido, chama ela de Hanho, e diz que é um apelido carinhoso, hehehehe
Eu ri muito com essa sugestão de apelido!