Itsukushima (Miyajima) – fotos

Eita, que esse foi um dia porreta. Depois de 7 dias com dor de garganta, justamente nesse dia explodiu o meu resfriado. De Osaka para Hiroshima, duas horas no shinkansen (trem bala) com nariz escorrendo o tempo todo. Eu usei máscara, porque eu sabia que estava bichada.

Eu cheguei em Hiroshima, porém o Google Maps que ia me guiar chegou atrasado. Ele achava que eu ainda estava no meio do caminho e eu fiquei meio que sem saber o que fazer. Eu estava contanto com Google Maps para me guiar até o hotel, onde Akiko, minha correspondente, estava me aguardando.

Parada feito besta no meio da estação de trem, uma japa se aproximou de mim e disse que eu parecia alguém que precisava de ajuda. Ela tinha uma coleção de mapas turísticos da cidade nas mãos, e em vários idiomas. Ela me mostra inglês, espanhol, italiano, francês e uns outros e me pergunta qual idioma falo. Eu falo a maioria desses idiomas, mas me dá um em francês, por favor, porque a amiga que vou encontrar só sabe falar francês.

Cheguei no hotel, Akiko chegou literalmente 2 minutos mais tarde (depois descobri que por uma coincidência muito grade, o hotel de Akiko era literalmente o prédio vizinho do meu!).

Se eu soubesse que ia ficar tão ruim durante o dia, eu teria pedido para ir na farmácia, mas ao invés disso decidimos o que iríamos fazer. Ela sugeriu ir até a ilha de Itsukushima. O bondinho que ia até o porto para pegar a balsa passava bem na frente do hotel. Gente, demorou para chegar lá. Uma hora e pouco naquele bonde e um ar condicionado bem no meu pescoço. Talvez tenha sido isso que fez eu piorar de vez. O nariz não parava de escorrer. Eu levantava aquela máscara para assoar o nariz o tempo todo.

Estava o maior sol e calor em Hiroshima, mas assim que chegamos no porto para pegar a balsa, parecia que o mundo ia se acabar. Em cima da ilha havia um núvem negra e relâmpagos que assustavam. Parecia um filme de horror e a gente estava indo naquela direção! Eu estava com medo de pegar chuva, Akiko estava muito calma, dizendo que a previsão do tempo dizia que não ia chover na ilha. Eu pensei: “hum, sei”.

Demorou 10 minutos a travessia e nesse meio tempo o céu limpou, os raios pararam.

Apesar de eu estar resfriada, o que fez com que eu ficasse cansada rápido, eu me diverti muito. Akiko tem um senso de humor que bateu bem com o meu. Ela me levou para comer coisas que eu tinha na minha listinha de comidas japonesas para provar, como a panqueca Okonomiyaki com ostras, o biscoito momijimanju e sushi de esteira.

A ilha se chama Itsukushima, mas muitos a chamam de Miyajima, que quer dizer ilha do portal. De alguma maneira essa ilha me lembrou Nara, por causa dos veados selvagens soltos. A diferença é que aqui é proibido dar comida pra eles, enquanto em Nara tinha gente que comprava uns biscoitos de arroz para dar de comer aos bichos.

Mas vou te dizer, só porque não pode dar de comer para eles, não quer dizer que eles respeitam isso. Akiko e eu levamos nossos momijimanju para a beira da praia, nos sentamos num banco apreciando a paisagem, e assim que abrimos o pacote, o que veio de veados famintos atrás da gente. Eles não eram agressivos, mas eram muito persistentes e ficavam empurrando a gente. A solucão foi socar o biscoito todo na boca! rsrs

Há duas maneiras de ver o portal em Miyajima. Com a maré alta e a maré baixa. Uma da tarde seria o momento da maré mais baixa naquele dia e fomos até o portal. Tirei foto dos trabalhadores fazendo a manutenção da pintura do pé do portal. Realmente é um portal imponente, mas acho que a melhor foto é quando a maré está alta.

Visitamos dois templos somente, e num deles estava tendo um casamento. Surrupiei uma foto da noiva vestida de Kimono branco. O templo estava todo elevado. Akiko me explicou que na maré alta, tudo ali fica inundado. Deve ser bonito.

Subimos o morro para ver o templo budista. No meio do caminho tinha um desses carrinhos puxados no muque. Akiko sugeriu que a gente roubasse o carrinho. rsrs

Por um momento começou a garoar. Foram 20 minutos de garoa somente, que sorte. Após a garoa, apareceu um arco íris. Tentei tirar uma foto dele.

Na descida resolvemos tentar nossa sorte na barraca que tinha uma espingarda e se você atirasse em algo, ganharia de prêmio. 3 tiros por pessoa. Akiko ganhou de primeira um bonequinho pokemon. Eu não ganhei nada, mas gostei da experiência.

Enquanto a maré subia, fiquei observando um cidadão que estava tão compenetrado tirando fotos do portal e não viu que a água deixou ele ilhado num pedacinho de terra (foto 15). Quando ele se deu conta, a distância entre os dois pedaços de terra secos tinha aumentado. Para manter o calçado seco, ele tentou pular a água, mas a distância era grande, ele acabou pisando uma parte funda, perdeu o equilíbrio, se molhou quase todo.

A maré subiu e o por do sol se aproximava. Na praia um casal vestido de noivos tirando fotos. Não era o mesmo casal do casamento no templo Shinto. Essa mulher estava de vestido de noiva ocidental. Foi aí que eu entendi porque por tudo no Japão há placas dizendo que é proibido entrar de vestido de noiva. Acho que o povo viaja para o Japão para tirar fotos de casamento nos lugares turísticos.

Voltamos para Hiroshima e comemos sushi na estação central. Essa história eu contei no post Hiroshima.

Na hora de me despedir de Akiko, foi quando descobri que o hotel dela era meu vizinho. Antes de se recolher, ela me levou na farmácia e me ajudou a comprar um remédio milagroso que salvou o resto da minha viagem.

Esta entrada foi publicada em Viagens. ligação permanente.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *