Afe Cris, não vai parar de falar dessa viagem ao Japão, não? Está nessa lenga-lenga faz dois meses. Afe.
Eu sei, gente, mas essa foi a viagem dos meus sonhos. Quero escrever tudo que lembro, pois um dia sei que vou voltar aqui e ler sobre minha aventura!
Vamos lá…
De Hiroshima eu voltei para Kyoto, mas na hora de comprar a passagem de trem, eu pedi pra moça se eu podia fazer uma parada de 4 horas em Himeji para ver o castelo. E foi isso que fiz. Deu para ver o castelo e um jardim japonês que ficava ali do lado.
O castelo é realmente imponente. Muito grande, mas como os outros, vazio por dentro. Muitos turistas, a gente andava muito lentamente nas escadas de um andar para o outro, ainda mais sem sapato, só de meias, era meio escorregadio. Do sexto andar tirei umas fotos.
Na saída do castelo, na hora de colocar o sapato, senti falta do meu chapéu. Meu adorado chapéu pra proteger a carranca do sol. Ele deve ter caído durante a visita ao castelo e eu nem percebi. A saída não era no mesmo portão de entrada, então perguntei para a moça se eu podia entrar novamente para procurar meu chapéu preferido.
Não me deixaram entrar, mas disseram que tinham achado um chapéu cinza e ele tinha sido levado para a administração. Me acompanharam até lá. Infelizmente aquele chapéu não era o meu. Eu estava chateada, porque cinco meses atrás perdi um chapéu assim de bobeira na Inglaterra.
Não me dei por vencida. Voltei no portão de entrada, já fui arrancando os sapatos e falando pra moça que eu ia entrar para procurar o meu chapéu. Uns 30 passos adiante do portão de entrada, vi um turista cutucando seu acompanhante e apontando para algo sobre um banco de madeira num canto escuro do castelo. Era o meu chapéu! Eu nunca teria achado o chapéu se não fosse aquele homem apontando, porque eu já estava pronta para ir para o próximo cômodo do castelo. Eita sorte! Como eu estava perto da entrada, não ia rodar o castelo todo. Voltei para a entrada com o chapéu na mão. Aquela mulher pedindo para o povo tirar os sapatos, quando eu mostrei o chapéu, ela ficou mais contente do que eu e disse “yatta!!” de uma maneira bem animada por várias vezes!
Eu perdi uns 40 minutos nesse resgate do chapéu perdido. Não parece muito, mas lembre que eu só tinha 4 horas na cidade (e 50 minutos desse tempo estava reservado para ida e volta da estação até o castelo). Por causa disso, o resto do meu passeio em Himeji foi meio corrido, mas deu tempo para terminar de ver o castelo, ver o jardim, tirar fotos das tampas de bueiros, fotos das pinturas no asfalto das ruas, e tempo para parar por 2 minutinhos e escutar uma banda tocando jazz no meio da rua.
Almoço eu queria comer em paz, mas não deu tempo para entrar num restaurante. Acabei comprando um sushi de supermercado e comendo na sala de espera da estação, aguardando o trem chegar. A sala de espera da estação até que era simpática, com uns sofás verde e amarelo, parecendo a seleção canarinho.