Sábado eu convidei a Lena para explorar Copenhague.
Ela mora na Suécia mas vem trabalhar na Dinamarca quatro vezes por semana.
Eu reparei que quando o povo vem pros lados de cá só pra trabalhar, eles sempre saem correndo do trabalho pra casa e raramente usam tempo para passear e conhecer a cidade.
Estava um sol bonito, e eu perguntei se ela queria visitar o Reffen. Reffen é uma área meio longe, mas bem legal, cheia de barraquinhas de comida de vários países, música ao vivo, cadeiras na beira do mar. É um lugar legal para relaxar.
Tentamos ir para o Reffen 4 vezes no sábado.
Uma das maneiras de chegar lá é pegar o ônibus aquático.

Esperamos por 15 minutos e a fila de gente foi crescendo. Acho que havia umas 50 pessoas na fila atrás de nós e uns 10 na frente. Pois não é que quando o barco atracou, desceram cinco ou seis pessoas e o comandante só deixou embarcar seis pessoas? Ele deixou uma multidão pra trás, mesmo tendo espaço de sobra no convés do barco.
Lena e eu nos entreolhamos. Eu fiquei de cara. Como eu nunca tinha pegado esse ônibus aquático antes, eu não sabia que podiam fazer uma dessas. Achei um absurdo. Se eu fosse o comandante, teria colocado um monte de gente naquele convés.
O próximo barco viria em 30 minutos e achamos que era tempo demais para ficar esperando. E a gente nem sabia se nos deixariam entrar no próximo barco.
Fomos tomar um sorvete de abacaxi e na frente da sorveteria eu vi duas bicicletas do Donkey Republic estacionadas juntas. Quando isso acontece, dá para alugar as duas bicicletas juntas. Logo pensei: vamos de bicicleta!
Entrei no aplicativo, escolhi as duas magrelas, e fui ver se valeria mais a pena pagar por tempo de uso ou se eu pegava o pacote de 6 horas. Nesses dois minutos, enquanto eu olhava e comparava os preços, acredita que outra pessoa alugou uma das bicicletas e aí perdemos a oportunidade de alugar duas? Não acreditei. Dois minutos!
Tentei olhar no mapa para ver se ali por perto tinha duas bicicletas juntas disponíveis, mas nada. E lá se foi a oportunidade de ir de bicicleta.
Olhei então como chegar no Reffen de ônibus. Eu sabia que o ônibus 2A vai pra lá. Achei estranho que o Google estava me mandando dar a maior volta para tomar o ônibus. Não entendia, pois eu sabia que era só atravessar a ponte (aquela do lado dos prédios em forma de triângulo) e tinha um ponto logo ali perto.
Atravessamos a ponte e quando chegamos no ponto tinha uma placa dizendo que o ponto tinha sido desativado. Hmm, aí entendi Google.
Resolvemos então andar para o próximo ponto onde havia umas pessoas esperando. Ficamos ali de pé uns 5 minutos e achei estranho, porque o Google tinha dito que o ônibus viria rápido. Então Lena vai ver do outro lado do ponto, e achou outra daquelas placas dizendo que o ponto tinha sido desativado.
Rimos.
Olhei pra ela e disse: acho que isso é um sinal que a gente não deve ir para o Reffen hoje.
Como estávamos perto da entrada da Christiania, e Lena disse que nunca esteve lá, resolvemos que passaríamos a tarde em Christiania.
Agora que a polícia fechou a pusher street, onde vendia drogas, eu imaginei que seria mais tranquilo andar por lá. Ainda tem cheiro de maconha por tudo. Então o povo, mesmo não podendo comprar baseado na Christiania, eles trazem de casa, pelo jeito.

Christiania é enorme. Visitamos somente a área principal com os restaurantes. Comemos uma sopinha num restaurante hippie e deitamos ali um pouco para descansar. Depois fizemos uma caminhada ao redor do lago.

Foi bem legal.
Na hora de ir embora, caminhamos até a estação central e passamos na frente do ponto do ônibus 2A. Tinha uma multidão esperando pelo ônibus biarticulado. Pelo visto, Reffen estava abarrotado de gente naquele dia.
Ainda bem que não fomos. Nem eu nem ela gostamos de lugares cheio assim.
Na estação central eu peguei o trem para a Suécia junto com Lena, porque no dia seguinte eu ia encontrar umas amigas em Malmö!