Cingapura

Sinto-me como se estivesse em Paranaguá, num daqueles dias bem úmidos com temperatura acima dos 35 graus.

Antes de vir para cá, a única coisa que eu sabia sobre o país era que Cingapura era parada para comércio dos Portugueses na época das navegações e que o país fica na região do equador. Ou seja, clima parecido com Manaus.

Eu nunca estive em Manaus, mas me lembrei de um professor que dizia que lá no norte do Brasil chove todos os dias e o povo quando marca encontro costuma dizer “depois da chuva”. Imaginei Cingapura assim.

Estou adorando o calor, mas confesso que não é fácil esse ar pesado úmido. Dá um cansaço, parece que é até difícil de respirar.

O maior calor do lado de fora, mas entras nos prédios, que gelo. Ar condicionado no máximo. A parte de trás das casas é cheia de ar condicionadores.

Diferença de fuso horário daqui para São Paulo é de 11 horas. Agora são onze e meia da noite, e aí são meio-dia e meia.

Cheguei ontem de tarde, e senti muito a diferença de horário. Passei a noite quase em claro – mesmo tendo tomado uma dose de melatonina.

Pela primeira vez não sai correndo do aeroporto para o hotel, porque o aeroporto daqui é uma obra de arte. Fui de mala e cuia ver a cascata que tem dentro do aeroporto.

Hoje, 24 de dezembro, fui jantar com minha amiga Soo Hwee. Ela veio me encontrar no hotel e eu achei que ela teria pesquisado algum restaurante aqui perto e feito reserva. Que nada. Mas até que foi bom.

Umas horas antes dela chegar, eu estava caçando um supermercado, e acabei passando na frente de vários restaurantes japoneses. Um deles me chamou a atenção. Era estilo Omakase. Restaurante se chama Ikigai. Perguntei se ela gostaria de comer Omakase e ela disse que nunca comeu num restaurante assim antes. Nem eu. Então vamos lá. Olha, não foi barato, mas foi muito, muito bom. 

Antes que eu me esqueça. De tarde eu fui caminhar no bairro chinês Chinatown. Achei duas coisas bem estranhas.

Uma, que num lugar onde chove todo dia, tem tapete no andar térreo do shopping. Aquilo dever ficar alagado.

Outra, pedi um caldo de cana, e na hora que deu o copo, tinha mais gelo que caldo. Ficou bem diluído. Eu esperando aquela caldo hiper doce que a gente tá acostumado. Aqui é diluído e não é tão doce. Fiquei um pouco decepcionada, mas por outro lado é bom. Tomar tanto açúcar não faz bem.

No caminho pra casa comprei uma fruta dragão. Amanhã vou prová-la. Já surrupiei uma faca do hotel para me ajudar, caso eu tenha que cortar a fruta.

Falando em fruta… Lembra de quando eu fui num festival tailandês lá em Copenhague? Eu falei que eles tinham Durian, aquela fruta fedida, para vender. Aqui achei uns chocolates com Durian. Acho que vou comprar.

Uma curiosidade. Dentro do metrô tem uns alertas. Proibido fumar, proibido comer e beber dentro do trem, proibido líquidos inflamáveis, e proibido Durian!

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