O blog é praticamente meu diário digital e de vez em quando eu releio o que andei fazendo da minha vida. O que mais gosto é reler as experiências nas viagens e meus desvaneios.
Recentemente comecei a trocar cartas com um brasileiro muito animado e contando da viagem do Japão para ele, fiquei com vontade de voltar no blog e reler tudo que escrevi sobre aquela viagem. Em 2023 eu passei praticamente dois meses escrevendo sobre o passeio JP! Passei algumas horas relendo tudinho. Foi muito bom. ❤️
Daí pensei, e as viagens do ano passado, onde foi que eu descrevi? Gente, o ano passado foi tão doido e corrido que até agora eu não fiz o resumão das viagens! Não pode isso! Vamos lá então.
Singapura em janeiro
Na virada do ano eu ainda estava em Singapura, me espremendo entre a multidão tentando ver os fogos da virada – que furada! rsrs. Antes da virada, eu fui para Sentosa. Tinha tentado ir lá naquela ilha várias vezes, mas só deu certo dia 31 de dezembro. Infelizmente ia ter a festa da virada na ilha e muitas praias estavam interditadas. Tive que achar uma praia lá bem longe para deitar na areia e virar camarão.
Meu último dia de viagem foi dia primeiro de janeiro. Antes de ir ao aeroporto, passei a tarde fazendo umas caminhadas com minha amiga Soo Hwee. Ela me levou para tomar um chá num lugar muito chique com bules de cristal, mas com um ar condicionado lá no alto. Tive até que vestir a jaqueta térmica!
Em seguida dessa viagem passei dois meses com um jet lag ferrado e muito desgaste fazendo minha mudança. Cansa mais arrastar móvies para um apartamento a 150 metros de distância do que empacotar tudo e despachar para longe.
Lembro que demorei para decidir quais viagens faria durante o ano de 2025. O que me motivou a escolher os lugares foram os convites das amigas ou oportunidades para rever velhos amigos.
Malmö, Suécia em fevereiro – encontro com Lena e Lis Lemb
Porto, Portugal em maio – festival de forró Douro onde dei de cara com um ex-paquera no meio da rua! Daí não tive escapatória, tive que conversar um pouco com ele.
Riga, Letônia em junho – acompanhar Fernanda numa bela ventura
Aquela viagem para a Letônia me deu vontade de explorar outros países bálticos. Ouvi que Tallin na Estônia vale a pena. Está na minha lista!
Suíça em junho: Geneva, Zermatt, Matterhorn, Adelboden, Montreux e Lausanne
Matterhorn esteve no topo da minha bucket list por 20 anos – desde março de 2005 quando fui na Suíça visitar Andreas e Rebecca pela primeira vez. Matterhorn é aquela montanha que aparece na embalagem do chocolate Toblerone. Lembro que quando Andreas e Rebecca me levaram para subir Gindelwald eu perguntei se a montanha do toblerone ficava por ali. Eles disseram que ficava longe.
Finalmente em 2025 eu me programei para ver o Matterhorn. Ô montanhazinha longe pra dedéu. Muitas horas de trem para chegar lá e mega caro. Quase tive um treco quando me disseram o preço do passe para fazer as trilhas. Pão dura do jeito que sou, cogitei não pagar. Daí pensei bem, vir até aqui e não fazer trilha? Dei o braço a torcer e paguei o passe para 3 dias. Foi o melhor que fiz! E minha estadia em Zermatt foi muito agradável. Encontrei muito brasileiro lá. Os brasileiros andam cheios da grana, hein, para ir passear em Zermatt e Matterhorn!
De lá desci para Adelboden e Andreas e Rebecca vieram me visitar. Colocamos a conversa em dia, fizemos um passeio bem legal, relembramos nossos encontros (que foram muitos nesses últimos 20 anos de amizade) e comemos um fondue de queijo que estava muito bom.
De lá fui para Montreux, a cidade onde o Freddie Mercury morou. Lá tem um festival de jazz muito famoso. Eu adoro jazz, mas eu cheguei uma semana antes do festival começar. Estavam montando os palcos e muitas áreas estavam interditadas. Foi um dia só, mesmo assim foi ótimo fazer caminhada na frente do lago, ver a estátua do Freddie, e comer um sushi que estava muito bem feitinho. E óbvio, esbarrei em brasileiros e puxei papo!
Os dias seguintes eu passei em Lausanne visitando o Rafa. Fiquei hospedada na casa nova dele. Casa muito show de bola. Se não fosse o Rafa, hoje eu não teria amigas na Dinamarca. Foi por causa dele que eu conheci todas as curitibanas que conheço hoje. Mas essa é uma longa história.
Rafa me convenceu a andar na garupa da moto dele. Medo! Mas fui. Fomos “pra praia” (tomar banho de lago, rsrs) de moto. Na estrada andando a 100 por hora, vestidos de bermuda e camiseta. Doidos!
Aarhus, Dinamarca em julho – Visitar Fernanda e seus amigos e cuidar de Luna e Amigo
Randers, Dinamarca em julho – Visitar Fernanda e cuidar do Amigo
Berlim, Alemanha em agosto – festival de forró do Miudinho
Baadstad, Suécia em agosto – visitar Lena e Kerstin
Fui em poucos festivais de forró em 2025. Como eu mencionei no blog, eu não estava nada animada. Fui mais para encontrar a Fernanda, porque achava que ela ficaria pouco tempo na Europa e eu queria aproveitar sua companhia. Ironicamente, vi minha amiga muito pouco, porque como não ficamos no mesmo alojamento, não estávamos sincronizadas nos horários. Ela ia embora quando eu chegava no evento e vice-versa. Foi assim tanto no Miudinho quanto no Fole Roncou. Outra ironia, no Miudinho estava o Dona Zefa, que eu jurei parar de caçar porque l tenho uma rixa com o cantor. Mas isso é outra longa história.
Fui muito para a Espanha em 2025, apesar de ter dito pra mim mesma em 2008 que não iria mais! Mas as coisas evoluem e a Espanha mudou muito. Adorei e fui várias vezes durante o ano de 2025.
Valência, Espanha em agosto – festival de forró O Fole Roncou
Valência! Que cidade bonita! Estava um calor louco, fiquei num hotel ruim e longe tanto do festival quanto dos meus amigos forrozeiros (e por causa disso fiquei muito isolada durante a viagem), mesmo assim adorei. Comi bem, fiz muitos passeios no centro histórico e no centro das artes que tem uma arquitetura futurística. Fui até pra praia, se bem que não cheguei perto da água. rsrsrs
Eu voltaria em Valência, mas não sei se animaria voltar para o festival. Não dancei nada e passei raiva, a ponto de ir embora no meio da noite na festa de sábado e eu não fui na festa de domingo, apesar do meu bilhete de entrada incluir aquela festa.
Croácia em setembro: Zagreb, Lagos Plitvice, Zadar, Trogir, Split e Hvar
Lembro que escrevi bastante no blog durante a viagem e contei alguns dramas. Croácia é muito bonita. Acabei entrando na água do mar várias vezes, apesar de achar que a água estava fria. Croácia dava para repetir, mas tem que ir com paciência, não só por causa da falta de cortesia dos croatas, mas também por conta da quantidade de turistas. Trogir, Split e Hvar estavam superlotadas, o que me lembrou de Kyoto.
Berlim, Alemanha em outubro – festival de luzes e comemoração do meu niver
Brasil em Novembro: Guarullhos, Camboriú, Joinville, Curitiba, e Paranaguá
No meu niver eu fui para Berlim. Vi que agendaram o festival das luzes para o fim de semana do meu aniversário (uma semana mais cedo do que no ano anterior) e como em 2024 gostei tanto do festival das luzes, resolvi ir novamente. Camilla disse que me acompanharia. Foi muito animado, tanto que eu troquei minha passagem de volta só para ficar um dia a mais na cidade passeando com Camilla.
Eu cheguei na sexta, Camilla chegou no sábado. Aproveitei a sexta de noite para encontrar Bárbara. Fomos jantar num restaurante vegano, mas só descobrimos isso depois de sentar. Foi muito bom e depois caminhamos pelo percurso onde tinham as luzes.
No dia seguinte fiz o mesmo trajeto com Camilla. Ao passar na frente de um museu chamado Icônico, não resistimos. Lá tinha muita coisa bacana, inclusive um fusca daqueles dos antigos com calotas originais e uma Kombi! E tinha umas cabines onde dava para escutar as cinco músicas mais icônicas de cada década (de 1950 até 2020). Fizemos uma brincadeira, onde uma de nós fechava os olhos e tinha que adivinhar que música era. Olha, se não fossem algumas músicas alemãs misturadas ali no meio, a gente até que estava boa de adivinhação!
Descobri que no domingo, o dia do meu niver, teria uma festa brasileira com feijoada, roda de samba e afins. Era um evento que ia do meio-dia até de noite e a entrada custava 20 ou 25 euros. Achei meio caro, já que não incluia mais nada, nem bebida nem comida. Descobri também que gente que faz aniversário em outubro entrava de graça, então tia Cris não precisou pagar. Eu queria ir, mas não ia fazer Camilla desembolçar 20 pilas.
Mas sabe o jeitinho brasileiro, né. Descobri que aquele meu ex-paquera berlinense, o cara pelo qual fui obcecada por quase 6 anos, ia ser DJ no evento. Então escrevi para ele e pedi para ele colocar o nome da Camilla na lista de convidados. E ele cumpriu com a promessa. Camilla entrou de graça no evento!
Quando chegamos demos de cara com o berlinense que estava guardando seus discos de vinil. Acho que ele tinha acabado de tocar suas músicas mas já tinha trocado de DJ. Eu fui cumprimentá-lo e agradecer. Mais tarde ele veio na minha mesa me dar um abraço e me desejar feliz aniversário (por educação, claro – ele pode ser o maior narcisista, mas ele sempre foi educado). E foi bom ele ter vindo me dar aquele abraço. Esperei muitos anos por aquele momento – um momento que está descrito na música “Orgulho e Nada Mais” da Vanessa da Mata (espero o dia que estará em minha frente para eu olhar você e perceber nada mais).
Olha, eu estava me divertindo. A feijoada com picanha estava bem temperada e muito gostosa. Camilla me deu de presente dois brigadeiros e cada um custou 2 euros!!! Um roubo. rsrs
Camilla e eu, dez anos de amizade, mas foi somente nessa viagem que eu a conheci melhor . Eu achava que como ela tinha morado no Rio Grande do Sul por 10 anos, que conhecia mais da cultura brasileira. Mas ela não conhecia nenhuma das músicas de axé antigas que tocou, nem nunca tinha visto uma roda de samba. Isso me fez pensar que no RS só toca gauchesca o tempo todo e se esquecem do resto do país? Percebi que minha amiga não estava se divertindo, então disse que a gente podia ir embora. Fomos então caminhar na chuva e fazer turismo. Acabamos no checkpoint Charlie, que eu não conhecia ainda, apesar de já ter ido a Berlim mais de 14 vezes. Ela me contou de sua experiência uma vez entrando na DDR e passando pelo checkpoint Charlie na época que existia o muro de Berlim. Foi bem interessante. Um dia tenho que repetir viajar com Camilla!


Espanha em dezembro: Sevilha, Málaga, Lanzarote, Fuerteventura e Madrid
Em 2025 eu pensei muito se deveria ir ao Brasil. Eu sabia que membros da minha família não estava muito bem de saúde. Mas eu não podia comprar passagem. Estava esperando o resultado das demissões. Se eu fosse demitida, ao invés de passar somente duas semanas no Brasil, eu poderia passar alguns meses. Mas eu não fui demitida, então tive que dar um jeito de programar uma viagem de 14 dias.
Ao mesmo tempo, minha boa amiga de Rio Branco no Acre me escreve dizendo que vai para a Espanha em dezembro e pergunta se podemos nos encontrar lá. Toda vez que ela vem para a Europa a gente se encontra. Claro que vou dar um jeito.
Voltei do Brasil no mesmo dia que ela estava vindo para Madrid. Estávamos no aeroporto em Guarulhos no mesmo momento, mas não deu para a gente se encontrar, porque eles tinham pegar malas na esteira antes de entrar a área internacional e eu já estava pronta para embarcar. Sem estresse. Eu passei uma semana na Dinamarca trabalhando antes de sair de férias novamente. Pedi 3 dias de folga para encontrar minha amiga em Sevilha.
Sevilha é linda. Adorei. Acabei não entrando nos dois prédios históricos, porque tinha que reservar as entradas com antecedência e eu não estava preparada. Mas tudo bem. Quem sabe um dia eu volte lá. Peguei o trem para Málaga enquanto minha amiga com a família foram fazer seu passeio de carro. Nos encontamos para jantar e tomamos um banho de chuva espetacular! Caiu um dilúvio. rsrs
No dia seguinte ela me convenceu a acordar 5 da manhã, pegar um Uber seis e pouco da manhã para dirigir 50 km até El Chorro para fazer a trilha do Caminito del Rey.
Não era exatamente o que eu estava a fim de fazer, mas aquela caminhada nas montanhas valeu muito a pena. Foi demais.
No dia seguinte eu peguei o avião para as ilhas Canárias e minha amiga continuou viagem para Granada, Valência e outras lindas cidades antes de voltar para o Brasil.
Eu estava com meu computador e trabahei do hotel. Trabalhava até umas 2 da tarde e depois ia fazer caminhada. As duas semanas que passei nas Canárias foram as semanas que tinham um monte de feriados por causa do natal e ano novo. Então tive vários dias livres para passear. Fiz trilha, troquei de ilha, fui na Ilha dos Lobos subir o vulcão, voltei para Lanzarote e fiquei hospedada do lado do aeroporto onde dava para ver os aviões decolar e pousar, tão pertinho, que o vento das turbinas até derrubavam a gente. rsrs. Foi ótimo.
Eu ia voltar para casa no dia 31, mas não tinha voo direto. Então resolvi passar a virada do ano em Madrid. Essa história eu contei no blog, de como eu gritei com um policial. Tia Cris esquentadinha, sem limites. rsrs
Foi ótimo viajar tanto, mas confesso que voltei para casa bem cansada. A ponto de que estamos em Abril 2026 e até agora não animei programar nenhuma viagem ainda. Não sei se é cansaço ou um pouco de medo das guerras e instabilidade pela qual estamos passando. Vamos ver o que nos aguarda no decorrer desse ano.
Japão em Copenhague
Acho que essa história eu não contei no blog. Mas um dia antes da minha viagem para a Croácia começar, eu descobri que um pessoal do grupo com quem viajei pelo Japão estavam aqui em Copenhague. Uma de Melbourne (Austrália). A filha dela veio fazer um intercâmbio de estudos aqui. Dois de Londres vieram encontrá-la. Foi muita sorte eu ter tempo naquela noite. Levei eles para comer sushi na frente do parque Tívoli. Foi o maior sucesso. Eles gostaram muito. Esses dois de Londres, eu esbarrei neles várias vezes já. Depois que acabou o passeio em grupo no Japão, eu fui para Hiroshima passar uns dias depois voltei para Kyoto. Estou eu bela e formosa em Kyoto quando dou de cara com eles!!! E agora, dois anos mais tarde, nos esbarraos em Copenhague.
Mas esse foi também o último encontro. Brian faleceu mês passado. Bem triste, mas tenho certeza de que ele aproveitou muito a vida e fez diferença na vida de muita gente também.
Fotos dos encontros do ano:


