A viagem está sendo ótima e vários acontecimentos estão tornando o passeio ainda mais interessante:
Já começou na saída de Copenhague, quando o menino do check-in perguntou por que eu fiz a reserva da passagem com o nome errado. Foi um rolo para consertar o nome para me deixarem embarcar.
Depois no hotel em Pernambuco estavam testando meus conhecimentos da língua portuguesa. Logo na chegada percebemos que não havia nenhum cobertor no quarto, telefonamos para a portaria e pedimos 2 cobertores. Fomos jantar. Quando voltamos vimos que tinham deixado somente 1 colcha fininha sobre a bancada da mesa. Aparentemente o povo do nordeste não dorme de cobertor. Deixamos por isso mesmo e fomos dormir.
No meio da noite, quase meia-noite, toca a campainha. Acordei até assustada mas não me levantei para atender a porta pois pensei que fosse um engano. Minutos depois toca o interfone. O rapaz diz que deixou o que eu tinha pedido em frente à porta. Pensei no cobertor e achei estranho. Perguntei e o que foi que eu pedi? A cadeira não sei do quê que o senhor pediu. (Eu já estava até desacostumada que brasileiro acha que eu tenho voz de homem e insiste em me chamar de senhor). Não entendi nada do que ele falou. Pergunto, cadeira de quê? Ele repetiu e por várias vezes ele teve que repetir novamente pois eu não estava entendendo o que esse homem estava tentando me dizer. No final das contas fui obrigada a dizer que eu não tinha pedido nada. Nem me lembro se ele me pediu desculpas por ter me acordado no meio da noite.
Na minha última noite nesse hotel tocou a campainha novamente. Eu já estava no meu pijaminha de florzinha. Um verdadeiro charme. Abri a porta e o homem (sem demonstrar ar de assustado ao ver uma doida descabelada num pijama frufru) me entregou a programação de eventos do hotel para o dia seguinte. Ele aproveitou também para perguntar qualquer outra coisa mas eu não conseguia entender o que ele estava dizendo. Por duas vezes fui obrigada a dizer, perdão, não entendi. Provavelmente esse foi o mesmo cara que ligou na noite anterior. Ô sotaque difícil de entender. Ele repetiu e repetiu até que finalmente consegui entender duas palavras e tentei deduzir o resto. Ele disse: não sei o que lá, não sei o que lá… alguma coisa. Achei que ele tivesse perguntado se eu pedi alguma coisa. Eu disse simplesmente que não. Ele me olhou meio estranho mas depois que o choque passou ele se foi. Fechei a porta e minha mãe disse que o homem tinha perguntado se eu precisava de mais alguma coisa. Eu não tinha entendido nada disso, se tivesse teria dito não obrigada. Perguntei para ela por que não veio me acudir já que estava entendendo o homem. Ela disse: Eu não, pensei que vocês estivessem usando algum tipo de comunicação secreta!
Finalmente chega o dia do meu vôo para Fernando de Noronha. Tudo muito bem, tudo muito bom. Na chegada, no aeroporto, espero pela minha bagagem e nada. A esteira parou e nada. Fui obrigada a perguntar se tinha mais mala lá, ele disse que ainda tinha. Vi que colocaram minha mala num cantinho lá. Cheguei perto dela para descobrir que
- a alça tinha sido quebrada e arrancada completamente
- a mala estava banhada em água fedendo a peixe ou camarão.
Fui fazer a reclamação e a moça passou um Ajax na mala, mas que não adiantou de nada.
Cheguei na pousada e por sorte minhas roupas não estavam fedendo a peixe. As meninas da pousada estão até agora tentando lavar minha mala e deixar no sol para ver se sai um pouco o fedor. Chegaram até a me dizer que eu deveria ir lá na companhia Gol e pedir por uma mala nova pois elas acham que o cheiro de camarão não sairá.
Eu ainda não sei o que vou fazer. Se eu for até a Gol só vou ter dor de cabeça e estragar a viagem. Será menos estresse se eu mesma comprar uma outra mala forreca só para terminar a viagem. Ultimamente tenho até pago para não ter perturbação.
Já me considero uma pessoa de muita sorte pois minhas roupas não ficaram fedendo a peixe. Sem contar que isso é uma história ótima para contar! Risos.
Camarão???? onde?
adoro camarão, camarão na moranga, minha nossa que delicia, hehehe
já que vc está pagando p/ não te perturbarem, é melhor começar a colocar peço nas minhas perturbações (já que tu tá pagandooo), hehehe
Mas viagem é assim mesmo, um dia a pessoa fica com cheiro de camarão, outro dia com cheiro de peixe, mas é só passar um simples desodorante que fica tudo numa boa (estou só te perturbando), é isso aí
bjos inté
Hmm, essa idéia de passar desodorante foi boa, e pelo visto foi isso que o pessoal da pousada tentou fazer com minha mala. O cheiro não saiu todo, mas melhorou. Vamos ver no sábado como estará a coisa na hora de colocar tudo na mala e deixar esse paraíso.
first of all… you spell your name Chris now ?
oohh I remember the curses you could send off when you received mails spelling your name with “h”, and now you do it yourself ?? risos
and I must say.. I feel your pain.. google translate didn’t do a good job translating from Portuguese to English. 25% gibberish
Probably thats what translating Cris to Chris, hillarious
hope you’re enjoying your trip 🙂
I agree, Google Translate doesn’t do a very good job, especially when it changes my name to Chris.
No, I haven’t written Chris anywhere, but Cris as usual. Maybe when I become senile I will start spelling my name differently, but probably by then I won’t even be able to remember my own name, so who cares how I spell it! 😀
Ha ha, true.. now who are you again ? 😛
😀
“Eu não, pensei que vocês estivessem usando algum tipo de comunicação secreta!”
Acho que não teria outra resposta a altura dessa conversa… rs
Gente, o que acontece com as suas bagagens??
Eu costumo dizer que sou a pessoa mais sortuda que vc já conheceu na vida. Mas eu tenho muita sorte mesmo. Parece terrível o que aconteceu com as minhas malas durante a viagem toda. E foi uma atrás da outras, mas no final das contas elas estão todas aqui em casa eu chegou tudo direitinho. Nem o chuchu a alfândega não confiscou!
A única coisa que não deu tão certo, e foi porque eu não tinha tempo, foi de consertar a alça arrebentada. Mas também era da mala mais baratinha que comprei no supermercado, não me importei, mas se tivesse sido da mala grande, aí seriam outros quinhentos.
Neguinho em Fernando de Noronha estava indignado. Queriam até que eu fosse até o aeroporto para brigar para pagarem uma mala nova pra mim. O táxi da pousada até o aeroporto dava 20 reais, mais 20 do retorno, são 40. Convertendo isso em coroas dinamarquesas daria quase o mesmo preço que paguei pela mala. Valeria a pena essa dor de cabeça? Ainda me dou por satisfeita que o cheiro saiu! Porque se essa mala ainda estivesse fedendo a camarão, aí eu acho que a alfândega dinamarquesa teria apreendido tudo! Trazer um chuchu ainda vai, mas cheiro de camarão? Onde já se viu isso! risos
hahahahahahaha….
verdade! Não valia a pena, principalmente por estragar a viagem, perder tempo…