Hoje foi o primeiro dia de um desses seminários que as empresas dinamarquesas te obrigam a participar. Onde trabalho, reuniram um monte de gente de um monte de países e nos forçaram a ser comunicativos por 2 dias inteiros.
E eu encontrei um bocado de gente, e cada vez que eu encontro esse povo do estrangeiro, vocês sabem como é. Lembram-se daquele curso de 4 dias que eu fiz ano passado, onde encontrei os russos, a mexicana que me beijou e aquela dinamarquesa que me destratou dizendo que “vim aqui para ter silêncio para minha cabeça”? Pois é, essas peças raras eu encontrei novamente nesse seminário – com exceção da mexicana, mas não se preocupe, dessa vez encontrei vários que hablam español para substituí-la: mexicanos, argentinos e brasileiros hablando um portunhol muy rico.
Pontos altos desses dois dias:
– As palestras todas foram realizadas num palácio construído em 1920 (após a primeira guerra mundial), o Axelborg

– Ontem de tarde eles dividiram os 450 participantes em grupos e nos fizeram gastar as solas do sapato por toda Copenhague. Nós andamos pra caramba, pois em cada ponto turístico da cidade eles colocaram uma charada ou questionário valendo pontos, e quem fizesse o maior número de pontos… vc sabe.
Depois de rodar a cidade quase toda respondendo à perguntas, os dois últimos lugares que passamos foram interessantes. Nesses lugares encontramos pessoas fantasiadas e tínhamos que responder ao enigma. Ao chegar no porto encontramos uma moça fantasiada de sereia e a charada era a seguinte: Como vocês podem ver eu sou uma sereia e eu encontrei um homem e me apaixonei por ele, mas para ficarmos juntos eu terei que abrir mão de uma coisa. Que coisa é essa?
Opção 1: meu cabelo. Opção 2: minha voz. Opção 3: minha audição.
Então, qual é a resposta correta? Essa nós acertamos!
Logo depois nós passamos pelo parque onde tem o castelo Rosenborg e encontramos uma senhora vestida de rainha. Eu imediatamente reconheci que a fantasia era da Branca de Neve, mas a idéia era que ela estava fantasiada de rainha da Dinamarca. As perguntas eram sobre a rainha e acredite se quiser, foi tia Cris aqui que deu a resposta correta! Nenhum dos dinamarqueses sabia a resposta. E tudo isso graças ao blog, àquela postagem sobre os 40 anos de jubileu da rainha.
A “Branca de Neve” disse primeiro: Como vocês sabem a minha amiga rainha da Inglaterra está comemorando 60 anos no poder esse ano. Eu também tive jubileu esse ano, de quantos anos? (essa pergunta as dina souberam responder na lata – mas fale a verdade, até você saberia responder essa, não?)
Então veio a pegadinha e “Branca de Neve” continua… E vocês também sabem que eu sou casada com meu querido Henrik. Quando foi que nós nos casamos?
Opção 1: 1966. Opção 2: 1967. Opção 3: 1968.
E rufam os tambores. As dinamarquesas começam a fazer cálculos de quando o primeiro filho do casal nasceu e isso e aquilo e estavam prontas para dizer 1966. Então “Branca” pergunta: vocês têm certeza? E eu mais do que rápido digo: Eu acho que é 1967. Pois quando o pai dela morreu ela tinha 32 anos (e alguém disse: foi em 1972 – e eu continuei) e ela estava casada com Henrik há 5 anos. Faça as contas.
O pessoal ficou incrédulo mas eu pude ver no rosto da “Branca” que eu tinha razão. Então em tom de brincadeira eu disse: mas eu não sou dinamarquesa, eu não sei de nada, vocês não devem confiar em mim.
Eis que as dinas resolvem usar o meu 1967 e nós acertamos a questão! (E isso foi ótimo, pois andamos um bocado até aquele castelo e seria uma pena perder os pontos que poderiam fazer a diferença depois na competição).
Nós não ganhamos, pois teve um grupo que conseguiu o impossível. Em 90 minutos eles rodaram os 45 pontos de charada que estavam espalhados num raio de 3 km. Honestamente eu não sei como eles conseguiram essa façanha, pois uma regra era: o grupo não pode se separar.
Mas o dia não acabou aí, muitas outras coisas insteressantes aconteceram… mas fica para o próximo post.
E aí? Qual é a resposta da charada da sereia? E por que?
hahahaha…. legal essa empresa… vai dizer que não se lembrou do tempo do Girassol??? rs
A charada da sereia: opção 2, perde a voz. Porque ela hipnotiza os homens pelo canto. Certo?
O outro grupo foi trapaceiro, hein! Foi nele que ficaram os brasileiros?? rs
Morri de rir com: “mas eu não sou dinamarquesa, eu não sei de nada, vocês não devem confiar em mim.”
A sereia hipnotiza os marinheiros? Ah, agora entendi aquela música que eu tanto gosto, a marchinha da sereia. 🙂
Eu nunca ouvi história de sereia. Quando eu era pequena eu gostada da história do cavalinho azul.
Achei engraçado vc perguntar se eu não me lembrei do tempo do Girassol, pois durante os workshops eu me senti como se estivesse numa daquelas feiras de ciência…
Hehehe, Girassol, Helena liberava a criançada só para assistir jogos escolares, (corria p/ casa), hehehe
Concordo com Manoela sobre a resposta da sereia (opção 2: voz).
bacana mesmo esse passeio, se tivesse aí, teria corrido para casa (dormir), hehehe
O Helena Sundin liberava para jogos escolhares? O Girassol não liberava, não. Somente que estava no time estava libedo.