Ontem eu resolvi fazer um passeio diferente. Lá pelas 11:30 da manhã, mandaram chamar o meu motorista particular, também conhecido como ambulância. Ele chegou 45 minutos mais tarde, porque veio sem sirene.
Do carro desceu um homem alto, loiro, esbelto, com olhos azuis gigantes, um verdadeiro Miguel Fallabella. Esse par de olhos azuis, olhando pra mim bem de pertinho e dizendo: “qual sua data de nascimento?” foi a coisa mais comovente.
Pela primeira vez enfiaram na veia da minha mão um daqueles sistemas intravenosos, que se usa quando vai dar soro.
Primeiro ele lavou o sistema com solução salina, e ele aplicou aquilo tão rápido, que tive uma sensação muito estranha. Eu senti o braço inteiro ficar gelado por dentro.
Depois ele me deu uma dose de morfina (primeira vez que eu tomo uma bomba dessas) e ele disse que eu talvez ficasse um pouco tonta. Tonta eu fiquei, mas bem mais tarde. A primeira reação, alguns segundos após a injeção, foi que eu tinha dificuldade de respirar e entrei em pânico.
Bom, encurtando a história. Eles me levaram para o hospital mais próximo onde eu esperei atendimento por mais de 3 horas.
Tiraram vários raio X, do joelho, do braço, me enfaixaram toda, mas não quebrei nada. Ainda bem.
O que aconteceu comigo? Eu tropecei e caí. Eu nem sabia que um tombo no asfalto podia causar tanto estrago. Estou toda estourada, cheia de hematomas, mancando e com o braço direito imobilizado.
Coitado do Carsten, chegou no hospital todo preocupado, e teve que me ajudar a noite inteira. Precisei de ajuda até pra ir ao banheiro. Muito humilhante.
Hoje estou em casa de licença médica e espero me recuperar nesse final de semana, porque tenho uma viagem marcada na segunda – e eu vou de qualquer jeito, nem que seja toda engessada.
Esse tombo levou todos os meus planos por água abaixo, já que não posso movimentar meu braço.
Eu ia lavar roupa, ia consertar uma jaqueta que eu queria trazer na viagem, ia fazer a minha mala… O jeito agora é esperar e ver se eu melhoro até domingo, ou então pedir pro meu babysitter, Carsten, para fazer a mala pra mim. Ô vida.
***
A mensagem acima eu postei faz umas horas. E eu estava tão contente. Mas cinco minutos atrás me telefonaram do hospital, dizendo que um outro médico olhou as minhas chapas e que eu fraturei o antebraço na altura do cotovelo. Disse também que eu tive sorte, e que não vai ser preciso operar nem ingessar, mas que eu tenho que manter o braço imóvel e que as dores podem durar por até 3 meses.
Hmm, pelo visto terei que preparar táticas de como tomar banho sozinha e de como carregar minha bagagem durante a viagem!
ohhh, quando a idade chega é isso que acontece com os velhinhos sem atenção, hehehehe
está melhor?
Estou melhorando aos poucos mas vai demorar umas 6 semanas para recuperar o movimento. Obrigada por perguntar.
6 semanas, isso quer dizer que vai ter mais 6 semanas de folga, ooooohh coisa boa, hehehe
Folga nada. Eu só fiquei um dia afastada.
Como já no mês de março eu pedi para tirar férias em maio e coincidiu com o acidente, eu tirei férias ao invés de afastamento. Hoje eu já voltei ao trabalho. Honestamente eu achei que seria mais fácil voltar a trabalhar, mas ainda tenho muitas dores e os movimentos do braço ainda não voltaram.
Eu sou muito impaciente para ser “paciente”. Só quero ver se eu tiver que fazer fisioterapia. Vou deixar a terapeuta doida!