Florença

davEu imaginava que Florença seria uma cidade enorme, e talvez seja, mas os pontos de interesse ficam todos pertinhos uns dos outros, e com boa disposição, dá para conhecer a cidade a pé.

Acho que em menos de uma hora nós vimos as atrações principais todas: a catedral, a cópia do Davi e a ponte velha.

Depois disso nós nos dedicamos a tomar sorvete e fazer compras. Compramos de tudo: vinhos, cashmere, cosméticos, ganso, marreco, papagaio. A empolgação foi tanta que cheguei a considerer se valeria a pena comprar um pauzinho do selfie!

Acho que vale a pena comentar que a cidade é muito agradável. Dá para caminhar com tranquilidade, sem medo. Chegamos até a nos enfiar nuns arredores afastados e sombrios, que Lu chamou de ermo (termo que tia Cris aqui confessa que não conhecia, e tive que consultar o pai-dos-burros quando cheguei em casa), mesmo assim ninguém nos importunou.

onteDepois de andar por essas ruazinhas mais isoladas, nós encontramos restaurantes muito bons, onde jantamos híper bem. Um desses restaurantes tinha sido indicado pelo livro guia que comprei, e nós custamos a encontrar o endereço, mas valeu a pena. Da nossa mesa tínhamos uma vista espetacular do rio e da ponte velha. A comida e o vinho que nos serviram estava um espetáculo. Nós saímos de lá satisfeitas e contentes – contentes a ponto de comprar uma rosa de um vendedor de rua, pagar 5 euros e ainda achar que estava bom! Foi realmente uma noite inesquecível.

E falando em comer bem, me lembrei que fomos almoçar no mercado central de Florença. Quem vem de Paranaguá e pensa em mercado, a gente pensa naquelas barraquinhas vendendo frutas, verduras e, se der sorte, umas barraquinhas vendendo lanche como pastel. No mercado de Florença, no andar superior, há uma praça de alimentação enorme, com todo tipo de comida típica. Tudo parecia ser de boa qualidade, tudo fresco. O local estava cheio, mas cheio de gente.

Antes da viagem eu tinha ouvido falar de um prato típico chamado Lampredotto, que é o estômago do boi, cozido, e eles usam como recheio de sanduíche. Dizem que é muito bom, mas na hora eu não tive coragem. Em compensação, naquela mesma barraca, tinha um panelão bem grande com uma placa dizendo: Trippa alla Fiorentina. Eu pedi para o rapaz me mostrar o que era, e eu reconheci na hora. Era dobradinha! Eu adoro dobradinha e na Dinamarca não vende. Então adivinha o que comi nesse dia? Exato. Matei a vontade e ainda indiquei para uns brasileiros que apareceram na mesa atrás de nós – eu e essa mania de falar com tudo que é brasileiro que aparece!

Antes de ir embora do mercado, passamos na frente de uma “sala de aula”, onde uns turistas estavam aprendendo a fazer pratos típicos italianos. Aparentemente isso é comum na Itália. Em vários lugares e cidades por onde passamos havia aulas de culinária para turistas. Confesso que achei interessante.IMG_9409

E a nossa viagem está chegando ao fim. No nosso último dia na região da Toscana, resolvemos fazer um passeio tipo pacote turístico. Era um passeio de 11 horas, passando por 4 cidades medievais, incluindo almoço em uma vinícola para degustar vinhos regionais, e essa aventura eu conto no próximo post.

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