Magrela

Quer ouvir uma coisa doida? Comprei uma bicicleta de uma hora pra outra, ontem, sem pensar muito.

De manhã fui entregar o Billy, e conversando com a dona dele, ela me disse que estava indo ver uma bicicleta usada. Disse que estava na hora de trocar a bike dela, mas porque tem muito roubo de bicicleta na região onde ela mora, que prefere não comprar uma bicicleta nova, mas uma de segunda mão. E  me mostrou umas fotos da magrela. Honestamente, me pareceu uma boa bike e em bom estado.

Na hora de voltar para casa, como sempre, aluguei uma bicicleta do Donkey Republic e fui pedalando e pensando se eu também deveria comprar uma bicicleta usada.

Ultimamente tenho pesquisado preços de bicicletas novas, porque o aluguel do Donkey aumentou em 40% – que eu acho absurdo e de repente já não compensa mais.

No entanto, ter bicicleta própria é dor de cabeça. Há muitos gastos: tem que fazer manutenção todo ano. Se furar pneu ou estragar qualquer coisa. Tem que ficar enchendo pneu com ar, e eu acho um porre ficar lá com uma bomba inflando pneu. E se for uma bicicleta cara – que é o caso dessa – tem que colocar no porão do prédio, para evitar roubo.

Com o Donkey Republic era muito prático. Não tinha preocupação com nada e era baratinho – bom, mais barato que comprar uma bicicleta e mantê-la.

Comprar bicicleta usada não tinha passado por minha cabeça, confesso, porque já tive tanta má sorte com bicicleta usada, que desisti há mais de 12 anos. Foi um erro atrás do outro. Mas acho que ontem a minha sorte mudou.

Dei uma olhada rápida no jornal azul, que é onde se compram, vendem e trocam coisas usadas e achei uma bicicleta que me interessou. É daquelas bikes holandesas, da marca Batavus (que me lembra nome de leite, não sei porque) e estava sendo vendida por um preço até que legal. Ainda de quebra vinha com:

  • dois jogos de lanternas (obrigatório a ter luz na bicicleta durante a noite ou leva multa e a polícia faz questão de te parar)
  • cestinha grande na frente
  • duas bolsas para acoplar na traseira da bicicleta para fazer compras
  • um cadeado fixo daqueles exigidos pelas companhias de seguro, que bloqueia o pneu

Provei a bici, achei comfortável, o cara ajustou a altura do assento e guidão pra mim. Apesar da bike já ter 12 anos, achei que estava em boas condições. Comprei.

Agora ela ficará no meu porão até que o seguro confirme que a adicionaram na apólice. Também encomendei um cadeado extra, daqueles tipo correia que dá para amarrar a bike num poste ou algo parecido, por precaução. Vai chegar amanhã.

E enquanto isso, continuo usando o Donkey até setembro, pois já está pago. E o bom do Donkey, é que posso usar as bikes deles em várias cidades européias (ótimo quando estou viajando) e na cidade, dá pra largar a magrela em qualquer canto da cidade e voltar pra casa de trem, carona ou andando. Isso é ótimo quando começa a chover do nada.
Já com a minha bike própria eu tenho a apurrinhação de trazê-la novamente pra casa ou ir buscá-la no dia seguinte.

Bom, agora está comprado. Vamos ver se vou me acostumar com a bichinha.

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2 Responses to Magrela

  1. Cabeça Disneyssauro says:

    Acho que no RJ tem esse esquema das bikes, quando a bike chegar posta umas fotos da danada, hehehe (to numa idade de curioso)

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