Viagens

Acabei de voltar do festival de forró de Amsterdam. Ano passado tinha sido o melhor festival pra mim. Esse ano Amsterdam foi muito bom, mas não foi o melhor festival. Munique, em termos de organização, locais de festas, bandas, continua sendo o melhor que eu fui. Em termos de boas danças, diria que Amsterdam e Munique estão lado a lado. Muita gente que dança bem, dancei horrores em ambos festivais.

Agora estou aqui fazendo planos para os próximos festivais. Ano que vem eu fui em tantos, e eu sei que em alguns não vale a pena voltar. Colônia, Aachen, Berlim, Barcelona, Londres, Basel, Paris… esses festivais estão fora da minha lista. Não digo que nunca mais voltarei nesses festivais, mas há outros que eu gostaria de provar, como Bruxelas, Valência, Nice, Lille, Roma, São Petersburgo, Fuseta, Zurique, Weggis, Porto, Dublin, Praga… (é viagem que não acaba mais)

Mas vamos às viagens desse ano.

Meus planos eram de viajar bem menos, mas pelo visto, está difícil pisar no breque. Eu também tinha dito que iria menos pra Alemanha, e também não estou comprindo essa promessa.

A única promessa que compri foi de ir ao Brasil para dançar forró no meu país e comemorar meu niver num festival de forró brasileiro.

Viagens 2017

Ilha da Madeira, Portugal – Ano Novo
Berlin, Alemanha – Janeiro – Festival de forró Psiu!
Munique, Alemanha – Fevereiro – aniversário de um amigo forrozeiro
Gotemburgo, Fevereiro – Festival de kizomba
Londres, Março – Festival de Forró London
Basel, Suíça – Março – Festival de Forró 
Amsterdam, Holanda – Março – encontrar minha amiga do Acre que veio pra Europa
Oslo, Noruega – Abril – Festival de kizomba
Barcelona, Espanha – Abril – encontrar meu amigo forrozeiro para dançar lindyhop
Stavanger, Noruega – Maio – Festival de kizomba
Munique, Alemanha – Maio – Festival Munique dança forró (o melhor festival de todos!)
Berlim, Alemanha – Junho – Festival Tome Forró
Itaúnas, ES, Brasil – Julho – Festival de Forró Fenfit
Caraíva, BA, Brasil – Julho – Eventos de forró e natureza!
Amsterdam, Holanda – Setembro – Festival de forró
Belo Horizonte, MG, Brasil – Outubro – Festival de forró Rootstock
Rio de Janeiro, RJ, Brasil – Outubro – ainda não decidi, mas um forrozinho, né?
Freiburg, Alemanha – Dezembro – Festival de forró

18 viagens. Bem menos que ano passado, mas meu ideal ainda é diminuir para menos de 10. Vamos ver como será ano que vem. Se bem que eu já tenho três viagens programadas para 2018! Eu não tomo jeito, rsrs.

 

Salsera

Eu não contei essa pra vocês ainda, mas semana passada, na quarta-feira, eu me reuni com os latinos aqui da minha empresa para um almoço e no retorno para o escritório, um jovem espanhol me perguntou se eu queria fazer aulas de salsa com ele, mas eu tinha que responder praticamente na bucha porque as aulas começavam já naquela noite!

Perguntei então se era salsa cubana, porque eu não sou muito fã de salsa americana (cross body), e também perguntei se seria iniciantes (que eu não queria, pois não tenho muita paciência pra dançar com uns caras duros que demoram séculos para aprender um passo básico). Ele me assegurou que era aula de intermediários.

Quando eu vi que o endereço do local não era muito longe, pensei comigo mesmo, por que não? Eu não gosto muito de salsa, mas aprender uns passos não faria mal e não estava caro. Além do mais, eu estou precisando conhecer gente nova.

Cheguei lá, a aula é dentro do prédio da piscina local. Aqui tem esses clubes de piscina da prefeitura, e esse é até bem chique, tem spa, massagem, saunas, banho turco, e um monte de coisas. 

Na aula somos somente 3 pares, mas esse povo “intermediário” não sabe nem distinguir a perna direita da esquerda. Peloamordedeus. Mesmo assim está sendo bom aprender uns passos, rir um pouco, sair de casa. 

E eu que nunca pensei que dançaria salsa, pois eu não tenho saco para esse tipo de música. Agora, uma bachata, kizomba, lindyhop, blues… essas outras danças eu gosto e adoro a música!

Falando em swing lindyhop, hoje de noite tem uma festa lá na escola onde eu fiz umas poucas aulas particulares, só para aprender uns passos, e eu vou, e ainda por cima vou ser voluntária na portaria por uma hora, cobrando as entradas, para entrar de graça e ganhar um drink! hahaha

Pescador

Escolhi esse título e imediatamente me lembrei de duas músicas de forró que se chamam Pescador e que são muito boas. Mas a história de hj não tem nada a ver com forró.

Estou revendo as postagens antigas e limpando um pouco, especialmente aquelas que tem link par algum vídeo de YouTube que não existe mais, até que achei a história de dezembro de 2012, falando dos pescadores que pescam usando aves.

História de pescador

Eu nem me lembrava que tinha postado isso, mas agora entendo porque eu reconheci essa atividade num dos quadros que tenho aqui em casa.

Curiosamente, o quadro que tenho sobre o piano é do nascer do sol, as montanhas, o rio, e bem pequenino no meio tem um barquinho de pescador, e outro dia eu estava olhando essa foto com mais calma, e reparei que sobre o barquinho tinha as aves junto com o pescador. Imediatamente eu reconheci a prática de pesca, mas somente porque eu tinha publicado no blog. Viu, tia Cris trazendo mais informação para vocês, kkkk

Uma Limpa

Chegou a hora de fazer uma limpa geral no blog. Uns tempos atrás, quando o blog estava quase abandonado às moscas, eu achei até que ia chutar o pau da barraca, e deletar tudo, mas aparentemente eu estou de volta à ativa, com várias histórias.

No entanto para liberar espaço para novas fotos e histórias, preciso começar a limpar as histórias antigas. Esse processo também será bom caso algum dia o Carsten não possa mais ser o host do meu website e eu tenha que achar uma empresa de webhost e tenha o que pagar. Normalmente o preço varia de acordo com o tamanho do site, e eu tenho gigas demais com as fotos todas, não só no blog, mas em Cris.dk também.

Sei que tem leitores aqui que me acompanham desde a primeiríssima postagem, por isso estou avisando. Mas meu primeiro passo será deletar aquelas postagens com mensagens sem muita importância. As histórias mais elaboradas vou manter.

Se acaso tiver algum post pelo qual vc tem um carinho todo especial, me avise. Já pensou se eu deleto justamente esse?

Meus posts preferidos são os das histórias, como o do dia que o fogão novo foi entregue na minha casa antiga, e teve que ser trocado três vezes. Kkkk

E vc, lembra de algum post especial?

Lembranças

Tive um sonho essa noite que me fez pensar.

Sonhei que era o dia do aniversário da minha mãe, eu tinha passado o dia todo com ela, mas me esquecido de dar parabéns porque não lembrava da data.

Fiquei pensando em como, apenas 20 anos atrás, eu me lembrava de todos os aniversários da família e de amigos, dos números de telefones todos, dos endereços, nos nomes dos meus médicos e de muitas outras coisas.

Hoje em dia não me lembro nem do meu próprio número de telefone. É Sério. Toda vez que tenho que lembrar o número do meu telefone do trabalho, eu tenho que olhar minhas anotações.

Se perguntarem o nome do meu médico, não sei. Nem do dentista.

Essa coisa de colocar no Outlook ou no celular todos os lembretes de aniversário, endereços, telefones, nomes, faz com que a vida da gente fique mais fácil, mas um dia o tiro pode sair pela culatra quando a tecnologia não estiver ali à mão.

Se acontecer um acidente comigo, eu não sei nem o número do Carsten de cor, nem de nenhuma amiga. Endereço, não sei nem o da minha família. Com dificuldade lembro o nome da cidade onde moram, mas endereço, nenhum. Lembro sim, do meu endereço de infância, Avenida Coronel José Lobo. Lembro até que em meados dos anos 80, o número era 122, depois mudou para 130. Lembro do número de telefone, na época que os números de Paranaguá começavam com 422. Engraçado isso.

Tenho até tido dificuldade de lembrar de nomes. Um rosto eu não esqueço, mas nome…aí lascou. 

Aniversariantes

Mês de agosto e curiosamente os meus dois leitores fiéis fazem aniversário nesse mês. Eu não me esqueci do seu aniversário, não. Meu email é que está me dando dor de cabeça. Mas espero que você tenha tido um dia maravilhoso, daqueles com bolo de chocolate, brigadeiro, coxinha, empadinha e outras delícias que só os aniversários brasileiros oferecem. Só não vale soprar velinha sobre o bolo e contaminar tudo com saliva e bactéria. Não sei quem inventou essa moda louca e que ainda não foi extinguida.

Eu sei que há outros leitores no blog, que lêem tudo sorrateiramente, outros aparecem de vez em quando para matar a saudade, e uma vez ou outra deixam um comentário aqui mesmo no blog ou mandam via Whatsapp ou por Facebook (ou pessoalmente, como já me aconteceu). Gente, honestamente, eu não sei como vocês ainda aguentam ler esse blog, as mesas histórias, férias e mais férias, drama fritando uma tapioca, forró… haja paciência. Risos

Àqueles que permaneceram comigo todos esses anos, meu muito obrigada. 

Auuuuuuuu

“Mistérios da meia-noite”

Essa danada dessa lua cheia não está me deixando dormir. Esse fenômeno começou uns 5 a 6 anos atrás, ou pelo menos essa foi a época que eu percebi os dias que não conseguia dormir coincidiam com a lua cheia. Acho que estou virando lobisomem, auuuuu.

A lua está tão clara hoje que eu nem preciso de luz em casa, é só abrir a cortina. E quando ela subiu, em torno das dez da noite, estava linda, bem dourada laranjada. Ah, nesse ponto eu sou muito sortuda, de um lado da sala eu vejo o pôr do sol bem lindo, com diversas cores, e do outro vejo a lua.

Só quero ver como vai ser meu dia amanhã, se vou ter que trocar meu almoço por uma soneca na salinha do silêncio no meu escritório. Rsrs

Tapiocamania

Um alô rápido para os amantes de tapioca por esse mundo afora.

Estou viciada. Conheci tapioca num festival de forró em Lisboa em dezembro 2016, e desde então tenho tentado fazer em casa, seguindo receitas na Internet.

Nesse mês de julho tive a oportunidade de visitar o Espírito Santo e o sul da Bahia e comi muita tapioca. As melhores que comi foram na barraca da tapioca dentro do Bar do Forró no festival FENFIT de Itaúnas. Aquela moça lá fazia uma tapioca fantástica. Tudo muito incrementado. Era minha janta todos os dias. Uma tapioca e uma catuaba ao som de muito forró. Kkkk

Percebi que o pessoal gosta muito para o café da manhã umas tapiocas mais simples, só com queijo, ou com ovo dentro. Sinceramente, dessas eu não gostei.

Gostei muito das de frango, calabresa, carne seca, todas acompanhadas de queijo coalho. (eu não sou vegetariana, ainda não, apesar de eu ter diminuído muito a quantidade de carne que como e a quantidade de vezes na semana, mas no Brasil é quase impossível ser vegetariano. Os que são, são verdadeiros guerreiros!)

Das tapiocas com recheio doces, curti queijo com goiabada e banana com canela e açúcar. Não provei a de doce de leite nem nada com coco. Quem sabe na próxima oportunidade.

Aqui em casa na Dinamarca eu gosto de inventar. Recheio de marmelada ou geleia de frutas, banana com canela. Já as salgadas, eu tenho feito com peixe. (pronto, vão me matar! Kkk)

É sério. Preparo o recheio como se estivesse preparando um patê. Sardinha enlatada amassada com um pouco de maionese hellmanns, ou ova de bacalhau amassadinha com maionese. Curto muito. Fica mega gostoso, para passar numas torradas, comer sobre pão de centeio tradicional daqui, e agora na tapioca.

Hoje eu provei com atum. Coloquei um pouco de hellmanns mas percebi que talvez nem fosse preciso. Amanhã vou experimentar sem.

Para quem não tem medo de provar umas coisas diferentes, fica aqui a dica de recheio para variar.

Fim de um ano louco

Quando eu comecei a dançar forró eu precisava de alguma coisa boa na minha vida. Sempre gostei de dançar, mas jamais pensei que me entregaria de corpo e alma para a dança.

No Brasil, aquela época que eu morava pra bandas daí, a gente dançava tudo com dois passos pra cá, dois passos pra lá, e tava bom demais. Mas as danças todas evoluíram bastante, e agora estão cheias de passos complicados, voltinhas, piruetas e afins.

Eu tinha feito uma promessa para mim mesma, de que eu devotaria um ano inteiro para a dança, viajando para dançar com gente que dança bem, para eu conhecer gente nova e melhorar a minha dança.

Em 52 semanas (um ano) participei de 23 eventos grandes de dança. São eventos que duram pelo menos 3 dias. E isso sem contar os eventos menores aqui em Copenhague.

Gastei horrores, mas foi uma questão de prioridade. Ao invés de ir a um restaurante, cinema, ou comprar uma coisa pra mim, eu decidi que gastaria meu dinheiro com experiências novas e me divertiria.

Chega daquela vida de ficar só socada dentro de casa. Chega de ficar chateada por estar doente e ter que passar por operações. Chega de sentir pena de mim mesma pq talvez eu tenha feito escolhas erradas na minha vida e demorei tempo demais até tomar uma decisão para mudar.

Essas foram as viagens e eventos grandes dos quais eu participei nesse período:

  1. Lisboa (Portugal) – Festival de forró O Baião Vai 2015
  2. Edimburgo (Escócia) – Festival Hogmanay
  3. Copenhague (Dinamarca) – Festival de kizomba Royal Copenhagen
  4. Oslo (Noruega) – Evento de forró
  5. Berlim (Alemanha) – Festival de forró Psiu! 2016
  6. Londres (Inglaterra) – Festival de forró Forró London 2016
  7. Oslo (Noruega) – Evento de forró “esquenta Ai Que Bom!”
  8. Paris (França) – Festival de forró Ai Que Bom! 2016
  9. Hamburgo (Alemanha) – Evento de forró
  10. Copenhague (Dinamarca) – Festival do Forró Copenhague
  11. Berlim (Alemanha) – Aniversário do Tome Forró Berlim
  12. Estocolmo (Suécia) – Festival de forró Alegria do Norte 2016
  13. Copenhague (Dinamarca) – Festival de kizomba
  14. Barcelona (Espanha) – Festival de forró Pisa na Fulô 2016
  15. Copenhague (Dinamarca) – Evento de forró com Calango Trio
  16. Amsterdã (Holanda) – Festival de forró Amsterdam 2016
  17. Colônia (Alemanha) – Festival de forró de Colônia 2016
  18. Berlim (Alemanha) – Evento do Tome Forró com os 3 do Nordeste
  19. Berlim (Alemanha) – Evento de forró com os Conterrâneos
  20. Aachen (Alemanha) – Festival de forró de Aachen 2016
  21. Aarhus (Dinamarca) – Evento de kizomba e forró
  22. Hamburgo (Alemanha) – Evento de forró com os Luso Baião
  23. Copenhague (Dinamarca) – Evento de forró com Zeu Azevedo
  24. Lisboa (Portugal) – Festival de forró O Baião Vai 2016
  25. Ilha da Madeira (Portugal) – Festividades de fim de ano

Percebi que viajo bastante para a Alemanhã. Talvez no ano que vem eu precise de novos ares. Quem sabe ir mais para a França. Tem muito forró por lá. E participar de uns festivais no Brasil. Talvez Nata Forrozeira, Fenfit, Rootstock. Veremos.

Esse ano vai acabar com uma viagem para a ilha da Madeira para passear, aproveitar a natureza e ver os fogos de artifício, que são uns dos mais bonitos do mundo. Estão no Guinness Book of Records.

O ano também vai encerrar uma grande etapa da minha vida. Não só vou reavaliar se eu vou continuar dançando forró, mas também é o fim do meu casamento. Um relacionamento de 16 anos. É um ciclo que se fecha.

Começar um casamento / relacionamento não acontece de uma hora pra outra, então para terminá-lo, também não é assim de supetão. Temos que colocar a casa em ordem antes de vendê-la. Estou procurando por um apartamento perto do meu trabalho, das minhas amigas e das atividades sociais da cidade.

Viver no campo foi muito bom, no período que eu estava precisando de paz e silêncio. Agora estou na fase de querer ver vida, luzes, sons.

As pessoas que sabem que Carsten e eu resolvemos nos separar têm me perguntado se eu estou bem. Sim, eu estou bem. Demorei 8 anos para tomar essa decisão, e agora não volto atrás. É o melhor para mim, e um dia Carsten vai ver que também será o melhor para ele.

Estamos terminando tudo com muita amizade e respeito. Nada de brigas, nada de discórdia. Talvez um pouco de tristeza, porque não é uma decisão fácil, mas assim é a vida. Mas dias melhores virão.

Boas festas de fim de ano para todos e até o ano que vem, com novas histórias, novas descobertas e se Deus quiser, muitas alegrias.

Recordação

Volte das férias de verão no início da semana e voltei ao trabalho na quinta-feira.
Estava eu na cantina do meu trabalho, quando vejo um morenão bonito me encarando. Então eu perguntei se ele era brasileiro e ele disse que não, e me perguntou se eu me lembrava dele.

Fiquei surpreendida com a pergunta. Eu costumo ser boa para me lembrar de um rosto, principalmente um rosto bonito, mas dele eu confesso que não me lembrava.

Olha a memória desse cara. Ele se lembra de mim da época que eu trabalhava na Novozymes. Isso faz uns 10 anos. Aparentemente eu ia buscar amostras de enzimas no laboratório onde ele trabalhava.

Fiquei depois pensando, como é possível eu não me lembrar… mas de repente, quando escutei o nome dele (Modesto), eu me lembrei. Esse homem se lembra de mim, mas eu só fui no laboratório dele umas duas vezes. Caramba, isso é que é memória boa.

Coisa fantástica nessa vida. É impressionante como as pessoas que passam na vida da gente, ou deixam muitas marcas e lembranças ou passam despercebidas.

Camarão

Enquanto o resto da Europa sofre, em pleno verão, com frio, chuvas torrenciais e inundações, na Dinamarca a gente sofre com um calor infernal.

O sol está tão quente que eu só tenho ficado na sombra. Com exceção de ontem.
Ontem resolvemos fazer um piquenique com forró no parque do castelo. Já não estava tão quente, dos 27, a temperatura baixou para 22. Dá para encarar, eu pensei.

Passei bloqueador no rosto,  pescoço e ombros, pus um vestido e fui.

Confesso que, sentada no sol, a impressão era de que estava bem mais quente que 22 graus. Estava eu na iminência de me sentar na sombra, quando escutei umas meninas que conheço, e que passaram o dia anterior todinho na praia tostando, dizerem que o sol daqui não tem potência. Que quando chegaram em casa, esperavam que estariam bem bronzeadas, mas que foi decepção, que não pegaram nem uma corzinha. Então desencanei e fiquei aproveitando o sol sem me preocupar.
Sem me preocupar em termos, pois eu fiquei pegando no pé de um dinamarquês, que havia esquecido o boné em casa, e já estava todo vermelho. Um típico gringo que vira um camarão depois de cinco minutos no sol.

De noite, quando tirei a roupa, foi quando eu vi que as meninas me enganaram dizendo que o sol daqui não queima.
Não acreditei na cor das minhas costas. 
Pimentão, camarão, lagostão… Pode chamar do que quiser. Minhas costas parece a bandeira dinamarquêsa, toda vermelha com uma tira branca no meio.

Olha, faz tempo que eu não me queimava desse jeito. Tive até que apelar para um gel de aloe vera para aliviar a queimação e poder dormir.

Ah, quando eu encontrar aquelas meninas novamente. Vou puxar a orelha delas por mentir para mim!

O festival

Quando eu falo que danço forró, eu normalmente me deparo com 3 reações:

  • dos dinamarqueses que não sabem o que é
  • dos brasileiros que acham que forró é só safadeza, coisa de pobre e música de baixo nível
  • de forrozeiros europeus que estão acostumados a dançar há mais de 5 anos e que sabem que forró pé-de-serra são músicas de alta qualidade, e a comunidade do forró é muito respeitadora e o povo vai para dançar

Claro que há toda uma história do forró, mas as coisas evoluem.

13116122_1107097632686771_808947367431888781_oEu nunca pensei que uma dança mudaria tanto a minha vida.

Em seis meses minha dança melhorou bastante e eu não só danço e vou nos festivais, mas também faço parte do grupo de organização de um festival na Europa.

Claro que o nosso festival não foi tão grande como o de Paris ou Stuttgart, mas também não foi tão pequeno assim. Ficamos muito contentes de ver tanta gente. Vieram 21 nacionalidades.

Segue abaixo alguns vídeos das festas durante o nosso festival.

Vídeo do esquenta festival, gravado no barzinho onde a gente normalmente dança

 

Festa de sábado

 

Vídeo de agradecimento, com imagens da festa de domingo

Ressonante…

Tive que interromper o post, pois o médico veio falar comigo sobre meu estado e o que vai acontecer daqui pra frente. A enfermeira veio tirar o catéter e agora fica no meu pé me lembrando que eu tenho que beber bastante água que é para fazer meu primeiro xixi depois da cirurgia.

Bom, mas continuando a saga.
A ressonância tinha sido marcada para início de dezembro e a médica ficou de me telefonar uns dias depois para me explicar o resultado.

Eis que mexendo uns pauzinhos, consegui fazer a ressonância em setembro, mas isso não adiantou de nada, pois a médica só podia falar comigo em dezembro. Paciência. O jeito é aguardar.

Em dezembro veio então a notícia de que eu tinha que operar, porque uma das endometrioses estava prestes a bloquear a passagem de urina dos rins para a bexiga.

Lembro que fiquei muito chocada com a notícia. Não conseguia nem me concentrar no que a médica estava me falando. Ainda para ajudar a mulher era norueguesa e estava falando norueguês comigo (ou com um sotaque norueguês muito forte, e a tia Cris aqui não fala norueguês, só dinamarquês, né!

No dia da consulta eles me deram uma data para a cirurgia, seria na terceira semana de março. Achei que era um longo tempo de espera e era uma data logo antes da páscoa, e eu não queria passar a páscoa doente, me recuperando de cirurgia.
Me disseram que eu poderia avaliar se a data era boa e se não fosse, eu poderia telefonar para o hospital e pedir uma nova data.

Lembro que dia 20 de dezembro eu telefonei e pedi para adiar a cirurgia. O que foi uma decisáo acertada, pois em março, no dia da operação, eu estava com uma gripe fenomenal. Lembro que fiquei de cama por quase 3 semanas.

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E o tempo passou, e nada de eu receber nova carta com nova data de cirurgia. Liguei para o hospital tanto em janeiro quanto em fevereiro para saber se tinha alguma novidade, mas nada. Passou tanto tempo que eu nem me lembro quando a bendita carta chegou, mas eu lembro da minha reação quando vi que a cirurgia seria dia 25 de abril. Pensei PUTZ GRILLA.

25 de abril era o dia seguinte do festival de forró de Copenhague e eu faço parte da organização e sei a trabalheira e o cansaço que é.
A data não era ideal, mas eu aceitei de qualquer maneira, pois não queria adiar o inevitável ainda mais, especialmente porque as endometrioses continuam crescendo enquanto eu espero pela operação…

Finalmente

Finalmente chegou o dia da minha cirurgia. Foi ontem. Hoje continuo no hospital, mas quero muito ir para casa logo.

Como assim? Operação, hospital, que papo mais louco é esse?
Ué, eu não escrevi há uns meses que eu tinha endometriose em estágio avançado? Antigamente eu achava que as dores que eu tinha eram normais e demorei anos para ir ao médico. Quando finalmente fui investigar o que me afligia, em fevereiro de 2015, a coisa estava num ponto que eu tinha dores por 15 a 20 dias por mês.

Demorou até agosto para descobrir o que eu tinha, pois tive a má sorte de ir a um médico que não viu a endometriose quando fez uma sonografia. Isso foi em março.

Outra coisa que atrasou o meu diagnóstico foi que em maio eu caí e quebrei o braço, e a minha prioridade naqueles meses de recuperação era de poder voltar a usar a mão direita.

Foi só em agosto que voltei no médico e ela mandou eu procurar um outro gineco que não fosse o de março. E foi batata. Ele mal terminou o exame e disse: vou ter que te mandar para um hospital para fazer uma ressonância magnética.
E daqui pra frente tudo correu com rapidez. Uns dias depois o hospital me mandou uma carta digital dizendo que horas seria meu exame.
Lá repetiram a dolorosa sonografia intravaginal. Quando constatou que eu não tinha só uma endometriose, mas duas, eles me encaminharam para o hospital do reino, Rigshospitalet, que é o mais moderno e que tem um departamento especializado nessa doença.

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Rapidamente eu fui chamada para a consulta no Rigshospitalet, onde eles repetiram (pela quarta vez!!!) a sonografia e disseram que iam me chamar para fazer uma ressonância.

Tudo tinha ido rápido até agora, mas demorou horrores para conseguir uma data para a ressonância…