Amizades

Rodando pelo Facebook, vi a postagem de um amigo brazuca que já morou nos EUA, na Holanda e agora mora na Alemanha.

Ele compartilhou o resultado de uma enquete com expatriados ou emigrantes, que perguntou como eles estavam se adaptando e se tinham feito amizades no novo país.

65 países foram incluídos nessa pesquisa de 2017 e o resultado eu achei interessante.

  • É mais fácil fazer amigos e se adaptar na Costa Rica, México e Argentina.
  • Países latinos.Brasil está em 22º lugar.
  • Me assustei em ver Itália em 40º lugar. Pensei que os italianos fossem mais amigáveis.
  • É híper difícil fazer amigos e se adaptar aos países escandinavos: Noruega, Dinamarca, Suécia. Esses três estão em último lugar em questão de afabilidade: posições 63, 64 e 65, respectivamente.

Meu amigo estava indignado que a Alemanha está em 59º lugar, e eu sei que ele sempre se queixou da dificuldade de fazer amizade e de achar uma namorada.

Quando eu pedi a ele dar uma olhada na posição da Dinamarca, ele respondeu com aquele emoji do espanto.

Um comentário na postagem dele me chamou a atenção. Era de uma alemã que já tinha morado no Brasil e na Austrália. Ela disse que nesses países onde morou realmente era mais fácil fazer amizade, porém ela sentiu que as amizades eram todas superficiais. Ela disse, que na Alemanha, quando se faz amizade, a relação é mais profunda, mais verdadeira.

Tudo isso me fez pensar sobre minha vida e Dinamarca.

  • Minhas amigas aqui são na maioria brasileiras ou estrangeiros.
  • Também acho que a maioria das minhas amizades aqui são superficiais.
  • Amiga dinamarquesa não tenho nenhuma, com uma exceção, mas essa amiga morou mais de 10 anos no Rio Grande do Sul, é casada com um gaúcho, e fala português melhor do que eu . Ela é praticamente uma brasileira!
  • Tenho um bocado de “amizades” dinamarquesas, mas são com colegas ou ex-colegas de trabalho e o nível de profundidade dessas relações varia.

Uma coisa que eu aprendi depois que vim morar no exterior é que para fazer amizade, a coisa mais importante é que ambas as partes falem um idioma em comum em nível avançado.

Não adianta querer fazer amizade com um dinamarquês ou alemão se você não fala bem o dinamarquês ou o alemão. Amizade é algo que se estabelece através de comunicação. Se não tem comunicação fluida, não tem amizade.

Cultura, interesses em comum, e valores também são importantes para estabelecer amizade, mas falar um idioma em comum é fundamental!

Abaixo segue o resultado da pesquisa e link para o artigo.

Full rankings for the Finding Friends subindex, Ease of Settling In Index 2017:

  • 1    Costa Rica
  • 2    Mexico
  • 3    Argentina
  • 4    Uganda
  • 5    Malta
  • 6    Bahrain
  • 7    Oman
  • 8    Cambodia
  • 9    Philippines
  • 10  Colombia
  • 11  Ecuador
  • 12  Portugal
  • 13  Malaysia
  • 14  Romania
  • 15  Taiwan
  • 16  Cyprus
  • 17  Vietnam
  • 18  New Zealand
  • 19  Kenya
  • 20  Indonesia
  • 21  South Africa
  • 22  Brazil
  • 23  Spain
  • 24  Greece
  • 25  Peru
  • 26  Israel
  • 27  Ireland
  • 28  Kazakhstan
  • 29  Nigeria
  • 30  Ukraine
  • 31  Turkey
  • 32  Thailand
  • 33  Panama
  • 34  USA
  • 35  Russia
  • 36  India
  • 37  Canada
  • 38  Myanmar
  • 39  The United Arab Emirates
  • 40  Italy
  • 41  Australia
  • 42  Singapore
  • 43  Hungary
  • 44  Hong Kong
  • 45  Czech Republic
  • 46  Luxembourg
  • 47  China
  • 48  Poland
  • 49  United Kingdom
  • 50  Chile
  • 51  South Korea
  • 52  France
  • 53  Netherlands
  • 54  Belgium
  • 55  Japan
  • 56  Saudi Arabia
  • 57  Finland
  • 58  Austria
  • 59  Germany
  • 60  Qatar
  • 61  Kuwait
  • 62  Switzerland
  • 63  Norway
  • 64  Denmark
  • 65  Sweden

Fonte: Jornal Independent

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7 Responses to Amizades

  1. Gabriela diz:

    Isso explica muita coisa… Fazer amizade depois de adulto e ainda em outra país seja qual for é sempre um desafio. Aqui em Lisboa minhas “amizades” são na maioria estrangeiros expatriados, mas são aquelas amizades pra atividades de diversão, copos, etc… Aliás, nem sei mais qual a definição exata de amizade e quando podemos considerar amigos ou colegas ou quê. Falamos todos em Inglês, e meu Inglês não é tão fluente assim, isso às vezes me frustra porque eu sei que comunicação é o mais importante para abrir as portas, mas ir mais a fundo a fluência no idioma e uma certa familiaridade cultural é muito mais importante, aparentemente. Se não tiver isso fica apenas na superficialidade. Sei lá. Acho que é por isso que eu também tô solteira porque só flerto gringos. Enfim, fazer amigos é complicado.

    • Cris diz:

      Já li umas quatro vezes tua mensagem, Gabi. Profunda.
      Teu comentário sobre definição de amizade me fez pensar demais.

      Estou começando a me perguntar se o grande problema é o tipo de “amizade” que tínhamos quando crianças. Pensando bem, na verdade, o que tínhamos eram companheiros para brincar e passar o tempo.

      Como adulto, somente companheirismo não é suficiente para ser amizade, é? Colocamos mais exigências para definir uma relação como amizade. Além de química entre as duas pessoas, a gente se pergunta: posso confiar nessa pessoa? Ela vai guardar um segredo? Estará ao meu lado numa hora difícil?

      Por que será que a gente coloca mais exigências e tem mais espectativas numa amizade adulta ao invés de focar no companheirismo?
      (Se bem que criança não tem a mesma necessidade de usar amizades para desabafar, pedir conselho, ajuda para entender uma situação difícil.)

      Outro dia li um website bem bacana que sugeriu o seguinte para fazer amizades:
      – a gente precisa encontrar as mesmas pessoas com certa constância
      – conversar com essas pessoas em todos os encontros
      – fazer atividades juntos (interesse em comum).
      Dessa maneira, a amizade vai crescendo naturalmente (assim como acontecia quando éramos crianças).

      Echei o conselho válido e estou disposta a colocar em prática. O grande empecilho é que, como adultos, não temos a mesma disponibilidade de tempo para certas atividades. O jeito é priorizar esses encontros, e para mim, pessoalmente, tentar deixar minha introversão de lado, e me forçar a sair de casa e puxar papo com gente que não conheço.

      Quanto à fluência no inglês, entendo a frustração, mas te asseguro que, com a prática diária, a fluência vem. O importante é não ter medo de cometer erros. Gramática não é fundamental. O importante é se fazer entender.

      E amiga, para flertar, não precisa muita comunicação. Linguagem corporal e tom de voz são os mais importantes. 🙂

      • Gabriela diz:

        Nossa Cris, eu aprendo tanto com você.

        “Colocamos mais exigências para definir uma relação como amizade.”

        “– a gente precisa encontrar as mesmas pessoas com certa constância
        – conversar com essas pessoas em todos os encontros
        – fazer atividades juntos (interesse em comum)”

        Desde que eu li estas frases ficam ecoando na minha mente quando o assunto é amizade.

        É isso mesmo, colocar menos exigências e ser presente, constante – o melhor que puder – pra amizade crescer naturalmente. Assim como qualquer outra relação na vida.

  2. Mr. Lêndea - MST diz:

    interessante, depois deixo o meu depoimento

  3. Dr. Lêndea - MST diz:

    e foi isso que aconteceu, não quero mais amizade com ninguém

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