Dois dias atrás fui a minha primeira ópera (bom, melhor dizer “ópera”). Cantores profissionais, excelente repertório, porém não foi numa casa de ópera luxuosa, muito menos me custou uma fortuna comprar o ingresso.
A apresentação foi em Absalon, uma antiga igreja que foi comprada por um empresário dono de lojas estilo 1,99, e ele transformou Absalon numa “casa para o povo” com atividades sociais e culturais variadas.

Como eu achava que não gostava de ópera, eu estava com medo de que não iria gostar da música, mas todas as canções, exceto uma, me tocaram profundamente. Eu sentia arrepios pelo corpo e cheguei a chorar escutando a interpretação de uma ária.
Mas o que eu mais gostei foi a simplicidade e espontaneidade de como tudo transcorreu.
Imagino que naquelas óperas onde se paga 700 para o ingresso, tudo deve funcionar perfeitamente, porém quando se paga cinquentão, a experiência é mais ou menos assim:
A cantora vem cantar em torno das mesas, mexendo com o público e alisando alguns camaradas sentados – o que me lembrou Jessica Rabbit. Quando ela chegou bem pertinho, reparei que tinha mais batom vermelho em seus dentes do que em seus lábios (duvido que tal problema tenha acontecido com Jessica…).
Em seguida, ela tropeça no pé da minha cadeira. Por sorte ela não caiu nem perdeu o rebolado.

Então é a vez do cantor, que já está posicionado no palco quando o pianista pára tudo e diz que não encontra a partitura. Enquanto ele revira a papelada toda, o cantor diz para a plateia que poderia nos contar uma história para passar o tempo, mas que era melhor não, porque era uma história chata sobre “bel canto”. Rimos.
Enquanto isso o pianista vai para os bastidores procurar a bendita partitura mas volta com as mãos abanando.
Finalmente o cantor se lembra de que a partitura está nas suas coisas e vai aos bastidores procurar. Engraçado demais observar tudo isso.
No meio da performance, o pianista levanta a mão e pede desculpa para o cantor, porque errou na melodia, e repete o trecho da música. O cantor tira um barato com o pianista.

Perto do final da apresentação (que durou mais ou menos uma hora e meia), a cantora do dente vermelho já tinha tirado o salto alto e estava descalça no palco. (Quantos quilos de batom essa mulher passou naquela boca?)
Mas o melhor de tudo eu encontrei na audiência. Na mesa na minha frente, uma velhinha passou a apresentação inteira tricotando uma blusa!
Olha, se ela tivesse terminado de tricotar a peça a tempo, juro que eu teria perguntado se ela me venderia a blusa como suvenir! Ué, recordação de uma noite super agradável e cheia de emoções!
Caraca, ópera???
e cade as máscaras, hehehehe, estão brincando com o desconhecido hein, kkkk
Parece bacana quem sabe um dia quando ganhar na mega.
Minha mãe perguntou a mesma coisa. Mandei uma foto da tia Cris tentando fazer Yoga acrobática pela primeira vez, e a reação foi : cadê as máscaras.
Na Dinamarca não precisa usar máscara. A situação está sob controle, mas a expectativa é que em setembro virá uma segunda onda de corona, porque começa a época das gripes, resfriados e afins.
Aqui a coisa está feia, tem neguinho que combina a mascara com a roupa, kkkk
Ué, super na moda combinar máscara com roupa! kkkk
Lá no Japão tem gente vendendo máscara que é a metade de um sutiã
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