Shopping

Em Guarulhos não tem muita coisa para fazer além de ficar trancada dentro de casa ouvindo música alta de vizinho ou a cachorrada latindo.

Se bem que abriu um shopping novo perto do apartamento da minha mãe e eu fui dar uma espiada lá, mas não achei grandes coisas. Shopping Parque Maia. Grande, espaçoso, mas quase nenhuma loja que eu achei interessante. Fiquei meio de cara. Lojas de roupa cara, mas a clientela é gente humilde que mora na região. Um shopping com lojas de produto popular teria sido melhor.

De noite, estávamos cumprimentando a vizinha, quando nos falaram que estavam assaltando o shopping Internacional de Guarulhos. Esse é um shopping que eu gosto e pensei, se estão assaltando hoje, amanhã então será um bom dia para ir lá. Não assaltam o mesmo lugar dois dias seguidos.

No dia seguinte pegamos um Uber e fomos para o Internacional. A primeira loja perto da porta era uma relojoalheria e eu queria trocar a pilha do meu relógio. Entrando lá, tinha um cara de metralhadora. Antes de entrar eu não tinha me tocado, mas essa era a loja que foi assaltada.

Essa loja se recusou a trocar a pilha do meu relógio dando uma desculpa esfarrapada. Nunca antes alguém recusou trocar pilha dos meus relógios.

Mas tudo bem. Um pouco mais tarde eu achei outra loja que trocou a pilha. O cara olhou para o meu relógio, sorriu, e disse “faz muitos anos que eu não vejo essa marca de relógio” e eu respondi, “faz mais de 30 anos que tenho esse relógio!”

Relógio mó antigo, mas eu gosto dele. Eu acho que eu tinha entre 10 e 12 anos de idade quando meu avô me deu ele. É da época de quando viajávamos para Santos nas férias. Sempre íamos ao shopping do Gonzaga, mas naquele ano tinha um shopping novo, o Miramar. Foi lá que meu avô comprou o relógio.

Gosto muito do tom azul desse relógio. Uns vinte anos atrás eu tive que trocar a pulseira, cinco anos atrás tive que trocar uma peça que estava enferrujada. E assim vai. Enquanto ele funcionar, eu vou mantendo. Quase sempre que troco a pilha me perguntam se eu sei porque tem uma mancha esbranquiçada no lado direito. Eu acho que é porque quando eu era mocinha eu passava perfume nos pulsos e eu acho que caiu no relógio algumas vezes. Acho que foi isso o responsável pela descoloração.

Antes de ir embora do Internacional fomos pra praça de alimentação para encher o buxo com uma comidinha mineira. Hmm, comida mineira é tudo de bom. Se bem que agora pensando, eu lembrei que eles não serviram couve a mineira!

Esta entrada foi publicada em Cá entre nós. ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *