Tóquio etapa 1 – fotos

Tokyo… inspira fundo, solta uma bufada, e toma coragem para narrar essa história. Aliás, senta que lá vem história!

Eu posso dividir minha experiência em Tóquio em 4 etapas.

  • Os primeiros dois dias em Shinjuku
  • Os próximos dois dias em Asakusa
  • Os últimos dois dias em Akihabara
  • A noite do pânico, de volta em Shinjuku

Etapa 1 – Dia 1

Eu desembarquei 6 da manhã no aeroporto de Haneda, mas até passar imigração, controle de passaporte, e a mala que não chegou, já tinha passado das 8 quando saí do aeroporto. De Haneda até o bairro Shinjuku tinha um ônibus expresso direto. Uma horinha de trajeto.

Meu hotel era super perto da estação. Tinha sido uma amiga virtual que recomendou esse hotel e eu tinha feito minha reserva com 10 meses de antecedência.

Check in era somente depois das 3 da tarde mas ainda não eram nem 10 da manhã. E eu com esse problema da mala que não chegou…

No aeroporto sempre dizem que a mala vai chegar no mesmo dia de noite ou no dia seguinte e eles vão entregar em breve, mas isso raramente acontece. Já aconteceu comigo várias vezes de levar uns 3 dias para rever a mala, e isso é um problema quando a gente troca de hotel com frequência: a mala acaba sendo enviada para o lugar errado. Foi o que aconteceu na viajem em 2015 pra Itália, lembra? Cinco dias correndo atrás daquela mala.

Eu queria evitar o desgaste de correr atrás de mala e eu sabia que ia trocar de hotel depois de duas noites. Para evitar que a mala fosse para Shinjuku num dia em que eu já estaria em Asakusa, dei o endereço de Asakusa para o pessoal do aeroporto. Agora, explicar que eu queria que a mala fosse para meu próximo hotel, não foi fácil. Eles não entendiam meu ponto de vista. E foi uma complicação quando eles viram dois endereços diferentes. No cartão de imigração eu coloquei o endereço onde eu ia passar aquela noite, e no cartão de mala perdida dei o endereço de Asakusa. Deu o maior bafafá.

Por causa dessa dificuldade de expressar para um japonês o que é o “jeitinho brasileiro” eu queria ajuda da recepcionista. Eu queria que ela ligasse para meu próximo hotel e explicasse que eu chegaria lá no domingo mas que minha mala podia chegar antes de mim.

Coitada, a recepcionista usou uns 12 minutos no telefone para explicar isso – e olha que ela estava falando japonês que é a língua onde eles se entendem!

Agradeci muito e me desculpei muito pelo inconveniente. Larguei minha mochila com a recepção e fui matar tempo até 3 da tarde. Por sorte eu comprei um cartão eSIM baratinho um dia antes da viagem e eu tinha internet o tempo todo para me ajudar.

Fui dar uma olhada mais de perto na estação mega gigante de Shinjuku, aproveitei para sentar ali e pegar um sol. Ali pertinho tinha um shopping. Quando eles abriram as portas, eu fui bater perna lá. Ô shopping com loja chique e cara. Tinha fila para entrar na joalheria Cartier! Eu não compro coisa cara, então fui para o andar subterrâneo bater perna no supermercado. Acabei comendo um arroz de curry (kareraisu) lá. Também me convenceram a comprar um molho shoyu cheio de frescura. Se não me engano, ele é defumado.

De bucho cheio, bateu um soninho, mas ainda faltavam duas horas para o check in do hotel. Vi no Google Maps que tinha um parque grande perto dali, o Shinjuku Goen e foi lá que fui matar o tempo. Dormi um pouco no gramado, fiz caminhada, tirei fotos dos artistas. Vendo o pessoal esticado no gramado, me lembrou a Dinamarca. No Brasil a gente não se estica assim no gramado de parques ou me engano?

Finalmente, chegou a hora do check in! Me colocaram num quarto no 32º andar com uma vista linda. Dormi um pouco depois fui caçar algo para jantar. Eu queria explorar um pouco o bairro, mas estava cansada demais da longa viagem. Acabei comprando um sanduíche no andar térreo do hotel, comi no meu quarto, sentada olhando a vista da janela. E fui pra cama cedo, porque no seguinte eu tinha compromisso e eu queria estar bem descansada. Foi uma pena que eu estava tão cansada, porque acabei não vendo nada de Shinjuku. Pelas fotos na internet, há áreas bem interessantes nesse bairro, mas eu não vi.

Etapa 1 – Dia 2

Eu convidei meu professor de japonês para me acompanhar numa visita à exposição do TeamLab Planets. Eu fiquei monitorando a internet por meses para comprar essas entradas. Eu sabia que esgotava tudo num instante após o início da venda. Quando eu comprei dois ingressos, eu ainda não sabia quem eu iria convidar. Acabou que foi meu professor e foi uma boa decisão. Ele é muito gente boa e nos divertimos bastante.

Chegar no TeamLab foi aventura. Eu não sabia que seria tão complicado pegar trem em Shinjuku. Mas essa história e as aventuras desse dia eu contei no dia 14 de outubro.

Dentro do TeamLab, a primeira coisa que eles explicam é que tem que tirar os sapatos e meias e quem estivesse de calça, que tinha que subir a calça até a altura do joelho, porque a gente ia andar em água. Para as moças de saia, disseram que haveria salas com espelhos no chão e que a calcinha poderia aparecer e que quem quisesse poderia alugar um shorts preto.

Eu já sabia de tudo isso. Eu fui preparada! Só não sabia que seria uma exposição tão bacana! Já na entrada a gente tinha que subir uma rampa com água descendo rampa abaixo. Era como se estivéssemos subindo uma cachoeira. Depois vieram as salas com luzes e espelhos e os sons que pareciam o universo me movimentando. Corredores escuros com paredes e chão com veludo preto. De repente sinto que o chão mudou. Não era mais veludo, era couro e parecia uma almofada. Engraçado como no escuro os sentidos estão mais aguçados. Em seguida veio a piscina de água quente cercada por espelhos onde luzes refletiam na água e davam a impressão de que havia carpas nadando entre a gente. Numa outra sala, a gente podia deitar no chão e parecia que flores estavam caindo do teto. Então tudo parecia rodar. No final, havia uma sala com centenas (talvez milhares) de orquídeas suspensas no ar. Eram tantas. Tão lindo. Foi a maneira perfeita de encerrar a exposição.

De lá fomos comer sushi no mercado Tsukiji. Sushi no Japão é praticamente só nigiri, mas são muitas as opções. Tirei uma foto do cardápio. Me despedi do meu professor e eu fui explorar um parque ali perto. Assim que entrei fiquei sabendo que a cerimônia do chá já tinha começado e estava lotada. Honestamente eu não estava interessada, mas tirei uma foto das mulheres vestidas de kimono. De lá caminhei até o bairro de Ginza, que era li pertinho. Os viadutos e os prédios grandes me fizeram lembrar São Paulo.

Algumas avenidas estavam interditadas pela polícia. Era um sábado. Acho que algum evento aconteceu ali antes de eu chegar. Vi várias pessoas com cachorros da raça Akita Inu e Shiba Inu.

Ginza é desses bairros chiques, com shoppings luxuosos. Entrei num deles para usar o banheiro, parecia aqueles shoppings da zona Sul de São Paulo. Chique demais. A caminho da estação de metrô para ir embora, entrei numa loja que vendia produtos da Europa. Achei coisa da Dinamarca lá!

Voltei pro hotel com fome e cansada. Acabei comprando um miojo na lojinha de conveniência e uma caixa de chocolate e fui comer no quarto com a bela vista da janela.

Na hora de comer o chocolate, descobri essa palhaçada que no Japão eles embalam cada pedacinho de chocolate individualmente. Não dá para simplesmente encher a mão de chocolate e tacar tudo na boca. Dá, mas antes tem que tirar tudo da embalagem. Haja paciência pra isso.

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2 Responses to Tóquio etapa 1 – fotos

  1. Seu Madruga diz:

    uhuuu, estava de férias, voltei com tudo, assim que ficar mais tranquilo por aqui, entro e devoro essa leitura, que deve ter sido incrível passar pelo Japão.

    se cuida

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