Brunch

Hoje de manhã fui encontrar uma amiga brasileira lá no centro de Copenhague para comer um brunch. Ainda bem que eu tinha combinado esse encontro. Isso me forçou a sair da toca. Estava um dia lindo ensolarado e se eu tivesse ficado em casa, teria perdido o dia todo no Netflix (se bem que no momento estou achando todos os programas no Netflix uma chatice, rsrs).

A cidade estava abarrotada de gente. Acho que o sol fez todo mundo sair de casa.

Considero Copenhague uma cidade muito bonita. Quando atravessei a ponte dos lagos, tirei umas fotos. Eu gosto muito de caminhar por ali. Engraçado é que de 2001 até 2005 eu morava umas 3 quadras de distância desses lagos, porém eu nunca ia lá. Naquela época eu quase não saia do apartamento. Só ficava grudada na frente do computador dia e noite. Agora que estou mais velha e dou mais prioridade para pegar ar fresco e luz do sol, se eu morasse perto dos lagos, provavelmente iria caminhar ao redor deles com bastante frequência.

Mas voltando ao brunch…

Eu e Elise chegamos no restaurante exatamente no mesmo instante. Ela chegou de um lado da rua e eu do outro. Se tivesse combinado, não teria dado tão certo.

Elise é nissei e tem a típica fisionomia japonesa: olhos puxados, cabelo preto e liso, baixinha. Aqui no estrangeiro, nunca ninguém espera que da boca dela sairá português fluente.

Ela foi a Portugal recentemente, e me contou que o povo ficava confuso ao ouvir uma “japonesa” falando português tupiniquim. Eu imagino!

Elise queria saber como foi minha viagem ao Japão e se eu tive coragem de provar as comidas exóticas. Coisas como “natto”. Eu provei natto sim. Mas também foi uma vez e nunca mais. Aquela baba parecendo jiló, sem condições. Mas provei.

Foi bom conversar com ela, porque como ela vai ao Japão com frequência visitar a família (a família dela acabou voltando para o Japão, depois de sofrer um bocado com o processo de imigração no Brasil) ela conhece bem os lugares que eu mencionei e conhece os babados que eu contei, como o episódio em Hiroshima do youtuber lamber os sushi e colocá-los de volta na esteira para os outrors fregueses comprar.

O restaurante no qual fomos se chama Sidecar e até que foi decente. Serviram uma comidinha boa, mas fiquei indignada que a beirada do meu prato estava quebrada em dois lugares. Essa é a primeira vez que me servem comida num prato quebrado. Elise disse que isso acontece com ela com frequência na Dinamarca. No Brasil está assim também, restaurante servindo em prato quebrado?

Outra coisa que não curti nesse restaurante, é que a reserva é válida por somente 90 minutos. Na maioria dos restaurantes que servem buffet de brunch, a reserva é válida por 2 horas. 90 minutos achei pouco. Eu ainda estava comendo quando o garçom veio dizer que a reserva tinha acabado e eles precisavam da mesa daqui a 15 minutos!

Fora isso foi um dia muito bom.

Como eu estava em Copenhague, que é metade do caminho até Roskilde, depois do brunch, ao invés de voltar pra casa, eu peguei o trem regional e fui visitar a Helle…

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6 Responses to Brunch

  1. Manu diz:

    É lindo, mesmo!
    Ou a fotógrafa que está ajudando?

    É… brasileiro tem de todas as características, se chutar a nacionalidade de alguém e errar, depois chuta que é brasileiro, hehehe…

    Aqui servem em prato quebrado também (não sei os mais caros, imagino que não, hahaha)
    Mas, pelo menos por enquanto, não estão expulsando!!! :O

  2. Manu diz:

    hahahha… pois vou te contar um causo recente no Brasil, não sei se ficou sabendo:

    Um homem foi expulso de uma padaria, porque estava usando um notebook no estabelecimento. O que, segundo o proprietário da padaria, é proibido no local. :O

    Mas foi o maior barraco… o senhorzinho (dono da padaria) correndo atrás do homem com um pedaço de pau, falando que iria matá-lo.
    Se colocar “padaria notebook” no google já encontra várias matérias.

    “Tô chocada! Passada!”

    • Cristiane diz:

      Achei o vídeo. Que doideira. É que a gente não sabe o que se passou antes da câmera ser ligada. O cara gravando deu umas respostas que me fez pensar em alguém que gosta de provocar.

      Achei muito doido isso. Até a polícia foi até lá, mas não vi se fizeram algo para ajudar. Você percebeu?

  3. Manu diz:

    Sim, bem isso, mesmo. Os dois devem ser do tipo encrenqueiro.
    Pois o proprietário já tem histórico de encrencar com os clientes.

    Parece que teve sindicância para apurar o comportamento dos policiais.
    Já que eles estavam dentro do estabelecimento e não fizeram nada.

    • Cristiane diz:

      Os policiais estavam dentro do estabelecimento. Eu não tinha entendido isso. Só vi a viatura do lado de fora.

      Obrigada por me ajudar a expandir meu vocabulário. “Sindicância” tive que pesquisar e “apurar” não escuto há décadas. rsrsrs

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