Dalai Lama

Como mudança dá trabalho. Uma infinidade de coisas que tinha pra fazer aqui no novo apartamento. No apartamento antigo, só falta limpar para entregar as chaves. Anteontem desinstalei a máquina de lavar roupas e ontem eu a vendi. Dois nigerianos vieram buscar a máquina ontem 8 da noite. Eu acho que termino tudo semana que vem para entregar as chaves do outro apartamento e me livrar daquilo.

Depois dessa maratona de 4 semanas mudando coisa e instalando cortinas, luzes e afins, eu estava precisando de uma trégua. Então aceitei um convite da Sônia para ir ao cinema Grand Teatret e assistir ao filme do Dalai Lama que passa somente 9:30 da manhã.

Achei que seríamos só eu, Sônia e Teresa na sala do cinema, mas tinha umas 20 a 30 pessoas naquela salinha de cinema. Talvez porque ontem, domingo, foi o último dia que o filme estava em cartaz.

Eu não tinha pesquisado nada sobre o filme. Nem o nome do filme eu sabia. Ele se chama:

Pensei que seria algum tipo de biografia, mas não foi assim. O filme começa, o Dalai Lama se senta numa cadeira e olha direto pra câmera. Parece que ele está olhando nos seus olhos e ele começa a falar coisas lindas e conselhos para a vida. A impressão que dava era que estava ali somente você e ele, numa conversa que te enche de sabedoria. Fiquei muito emocionada.

A Sônia já tinha assistido ao filme na semana anterior. Gostou tanto que foi assistir mais uma vez. Olha, esse é um DVD que vale a pena comprar. Vou aguardar ele aparecer nas lojas com ansiedade.

Eu não sabia, mas se você vai ao Grand Teatret de manhã, você ganha uma xícara de café ou chá junto com o bilhete do cinema. Eu pequei um chá mas resolvi esperar para tomar depois do filme, porque me conheço e sei que se eu tomar chá, tem que ir ao banheiro de dez em dez minutos. Isso não daria muito certo no meio do filme.

Para garantir, fui ao banheiro antes de entrar na sala do cinema. O banheiro daquele cinema antigo foi reformado e eu não sabia. Foi uma boa surpresa. Antes, sempre tinha a maior fila no banheiro feminino. Pois eles derrubaram todas as paredes, juntaram o banheiro feminino com o masculino para fazer um banheiro unissex enorme com umas 12 cabines. Ficou ótimo. Não tomei chá e achava que ia aguentar assistir ao filme todo.

Meia hora depois que o filme começou, já começou a dar aquela vontade… segurei, segurei. A bexiga estava tão cheia que eu já não estava conseguindo prestar atenção no filme. Olhei o celular, eram 11 da manhã. Eu achava que o filme iria até quase meio-dia.

Resolvi que era melhor ir ao banheiro. Incomodei então Teresa e Sônia e pedi licença. Quando voltei, mais aliviada, descobri que só tinha 15 minutos restantes de filme. Se eu soubesse, teria segurado um pouco mais!

De lá fomos para uma loja chamada IKEA, onde vende móveis e coisas para casa com precinhos camaradas (mas você mesmo é que tem que montar os móveis). Eu comprei umas duas coisas para o meu guarda-roupas e vim pra casa arrastando aquele negócio pesado dentro do trem e ônibus. Não foi fácil transportar o negócio pra casa, mas foi bom ter comprado. Agora falta muito pouca coisa para eu me estabelecer de vez nesse apartamento.

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