Essa foi a segunda vez que participei do festival de forró no Porto, organizado pelo Forró Douro. Acho o nome muito criativo, pois dá a impressão de que o forró é d’ouro, mas Douro é o nome do rio que cruza a cidade.
O organizador principal esteve aqui em Copenhague uma vez, naquela época que eu estava envolvida com a organização do Forró Copenhague. Lembro que fizemos forró no parque e eles dançou conosco. A primeira vez que eu fui ao Porto em 2018 para o festival dele, ele se lembrou de mim, conversamos e dançamos e tal.
Mas o tempo passa e o povo se esquece da gente. Eu fui a Lisboa no final do ano passado, e ele estava lá. Eu o cumprimentei, mas ele visivelmente não se lembrava de onde me conhecia. Eu ainda falei, de Copenhague, você esteve lá conosco. E eu falei, eu vou ao festival do Porto ano que vem. (Eu já tinha comprado ingresso, mesmo antes de anunciarem as bandas.)
Quando cheguei no Porto esse ano, ele foi a primeira pessoa que vi, mas ele não me reconheceu e não me cumprimentou. Engraçado isso. Logo ele, que sempre parece ser tão simpático. Eu também não fiz questão. Quando eu era pequena eu ouvia minha avó falar assim: quer falar comigo é um favor, não quer, são dez. rsrsrs
O festival começou na sexta às 14 horas com um evento gratuito dentro do mercado municipal do Bolhão. Pesquisa no Google “mercado bolhão” para ver umas fotos. Bem legal o lugar. Eu não conhecia esse mercado ainda. O andar de cima estava lotado com centenas de forrozeiros. E a música estava muito animada. Os turistas e o povo local parava para olhar. Mas eu estava com mochilão, pois eu ainda não tinha feito o check-in no hotel. Não dancei nesse evento, pois o povo estava amontoado demais, só vi aqueles carinhas metidos à besta que nunca que iam querer dançar comigo, e pra piorar, o chão estava molhado e escorregadio, pois não parava de chover. Acabei indo para o andar térreo e fui provar umas especialidades locais. Comi polvo, ouriço do mar, e uma salada de frutas. Nossa, ouriço do mar, parece que a gente está comendo água salgada da praia. Não gostei, não.
A programação das festas do festival era: sexta, sábado e domingo matinê das 17 às 20 com DJ e uma banda ao vivo. E depois recomeçava das 22:30 até 4 da manhã com DJ e duas bandas. Trouxeram do Brasil o Trio Alvorada, Forrofiá, e Mestrinho. Alvorada e Forrofiá parecem que tocam em todos os festivais que eu vou. Cansei deles um pouco. Mas Mestrinho eu não via desde 2018 no Rootstock na Suíça. O show dele é bom.
Na sexta eu não fui na festa de tarde. Cheguei umas 11 da noite e dei de cara com Danielle, uma menina holandesa com quem compartilhei quarto no festival de Kalamata na Grécia. Tiramos uma foto juntas.
Outra coisa que vi assim que cheguei foi um paredão de mulher. Havia umas 50 mulheres encostadas na parede, olhando o povo dançar e esperando o momento certo para dar o bote (quando algum homem sai de uma dança e aí você corre para chamar e perguntar se o cara quer dançar).
Eu não sou muito fã de chamar homem pra dançar, porque levei muito toco e não é nada legal. Mas nesse festival fui obrigada a chamar uns dois ou três, porque eu não estava dançando nada. Estava tão ruim, que eu fui embora no meio do show do Trio Alvorada. No dia seguinte, eu não estava nem com vontade de ir ao festival, mas me forcei me arrumar e pelo menos ir ao show do Mestrinho. Cheguei na festa 2 da manhã, só para ver o show. Também não dancei nada nessa noite.
Para não ficar completamente parada, eu convidei algumas mulheres pra dançar e eu dancei como condutor. É legal quando a gente dança com uma que é levinha e acompanha os passos, mas eu peguei uma mulher pesada que não conseguia aocmpanhar. Olha, homem sofre viu. Não é muito satisfatório dançar com alguém pesado que não consegue acompanhar.
Enfim, meu ânimo estava bem pra baixo, mas no domingo saiu um pouco de sol, comi numa churrascaria brasileira com dois outros forrozeiros, e a energia mudou um pouco. Fui de tarde na festa porque o Mestrinho ia tocar novamente. Para minha surpresa, eu dancei pra caramba nesse dia. Tanto de tarde quanto de noite.
E a festa foi até 8 horas da manhã da segunda-feira Fecharam o lugar 4 da manhã, mas o povo ficou tocando e dançando do lado de fora do pédio. Eu não fiquei até o fim, pois eu tinha que estar no aeroporto 8 da manhã. Acho que fui embora lá pelas 2 da manhã. Estava contente, tinha dançado bastante e eu queria ir embora sentindo aquela energia boa.
Voltei pra casa animada e resolvi comprar ingresso para mais um festival esse ano. Vou visitar um festival numa cidade da Espanha onde nunca estive antes. Valência.
Segue algumas fotos do festival do Porto: show do Mestrinho, o povo dançando no segundo andar do mercado Bolhão, e uma foto da festa de noite publicada pela organização do evento no Instagram. Clique para ver em tamanho maior.



