Caiu a maior tempestade ontem. Diz o noticiário que metade da cidade ficou sem eletricidade e várias ruas ficaram alagadas no centro de Pafos, Chipre.
Hoje eu cogitei fazer uma caminhada pros lados da cidade, mas logo de manhã vi outra tempestade se formando. A gente não fica na dúvida. O vento muda de direção, nuvens carregadas se formam no horizonte e de repente cai o maior temporal.
Acho engraçado observar os turistas britânicos e alemães. Eles não se recolhem ao ver a tempestade chegando. Ficam lá no jardim deitados nas espreguiçadeiras e só se levantam quando o dilúvio chega. Aí começam a correr no chão molhado e escorregadio.
Doideira isso.
Eu conheço bem tempestades, pelo menos as brasileiras – daquelas de raio, trovão e ventania. O melhor é estar dentro de casa quando ela cai. Foi o que fiz. Eu estava no meu quarto de hotel, sã e salva quando o mundo desabou.
Sabe como são as tempestades. O Mar fica revolto. O lindo mar de águas calmas e cristalinas de anteontem, hoje estão agitadas e barrentas.
Mas o povo não tem respeito pela força da natureza.
Eu estava comendo almoço no restaurante beira mar quando começou a terceira etapa do mau tempo. Fiquei pasma ao ver alguém entrando no mar justamente quando a chuva e a ventania começaram. Se tivesse salva vidas na praia, ele teria arrancado aquela pessoa do mar na hora. Será que as pessoas não entendem o perigo?
Isso me fez lembrar a notícia que li hoje de manhã. Em Yorkshire um cara entrou na jaula do tigre e morreu. Assim que li eu pensei, esse cara não é certo na cabeça. Não é possível isso.
Agora o céu limpou. Mas o mar continua muito agitado. Mas os turistas parecem desesperados, como se fossem tirar o pai da forca. Estão correndo para entrar no mar. Gente, segurança em primeiro lugar. Eu não faria uma coisa dessas.