Oi pessoal
Voltei daquelas mini-férias que tirei para fazer uma pequena viagem com algumas amigas. Como comentei antes, fomos a Tenerife, uma das ilhas Canárias, para pegar um pouco de sol e recarregar os estoques de vitamina D antes de encarar o inverno dinamarquês.
A viagem foi meio mixta. Foi ótima em alguns pontos, e irritante em outros. A irritação toda se deve ao modos dos canários de se dirigir a nós, brasileiras, achando que nós éramos espanholas. Fomos tratadas mal em alguns lugares. E eu que pensava que era só em Portugal que a gente passava por esse tipo de coisa.
Mas fora isso, o lugar é lindo e demos uma tremenda sorte com o tempo. Fez sol e calor, deu até para pegar uma corzinha.
No nosso hotel havia uma equipe de fotografia e no meu último dia resolvi aceitar a oferta e tirar algumas fotos. Aqui vão uns exemplos. Espero que gostem.
P.S.: Depois eu conto os detalhes da viagem e publico umas fotos.
Férias???!!!! di novoooooooooooooo, meu caneco
Assista esse vídeo, ATENÇÃO, é muito importante que assista até o fim
http://www.youtube.com/watch?v=o6J5jMOQxOs
eu fiquei de cara
Gostei das fotos, muito bacana, as minha férias começa em Janeiro, uhúúúú.
Opa, janeiro se aproxima. Daqui pra frente vai rápido pra danar. Principalmente com toda essa loucura de compras de natal.
Esse ano vou dar para o Carsten um par de meias! haha
Par de meias é bacana hein.
Esse preconceito acredito que tenha em toda a Europa Meridional, passo reto do mediterrâneo.
Oi Gabi, obrigada pelo comentário.
Eu, particularmente, não tenho tanta certeza quanto ao preconceito aos brazucas na Europa Meridional. Fui bem tratada na Itália, França e em alguns lugares da Espanha. Em compensação, a gente passa horrores aqui na escandinávia. Se contar, ninguém acredita. Então no final deve ser uma questão de sorte, de que tipo de gente encontramos no meio do caminho, acho eu.
Na Escandinávia? Pode me contar alguma situação? Pode ser por inbox no Facebook.
Fiquei curiosa…
Eu passei uns dias pensando na sua pergunta. Vou contar uns “causos” que aconteceram com amigas ou comigo.
1) Imagine que vc acaba de se mudar para a capital dina, finalmente consegue alugar um apartamento pequenininho e está muito contente. No seu dia de mudança vc encontra o vizinho e ele te saluda com a seguinte frase: estrangeiro de merda. Dito abertamente na sua cara.
2) Quando as autoridades ou faculdades solicitam alguma documentação a um estrangeiro, esse deve sempre entregar cópias certificadas. Detalhe, os dinamarqueses não precisam entregar cópias certificadas. E quer ouvir algo interessante? Nenhum dina sabe o que é uma cópia certificada e é super, híper difícil conseguir um lugar que possa certificar as cópias de documentos. É tarefa impossível, já que aqui não existem cartórios de notas.
3) Se você tem um nome e sobrenome estrangeiro, as suas chances de conseguir um emprego na DK são de 20%. Muitos empregadores vêem um nome estrangeiro no CV e o jogam fora, porque eles dão preferência para os dina. Ter um estrangeiro no grupo dá muito trabalho, por causa dos conflitos e choque cultural. Outras pessoas acham que estrangeiro só serve para limpar privada. Eu nunca vi um dinamarquês fazendo serviço de faxina. Todas as empresas de limpeza só contratam estrangeiros.
4) Todos os estrangeiros aqui são tratados com o mesmo desdém, não importando qual a origem. Por causa de uns maus, todos sofrem. A gente escuta comentários maliciosos durante as pausas no trabalho. Imagine seus colegas metendo o pau nos estrangeiros, nos filhos dos estrangeiros (coleguinhas de escola dos filhos deles) e vc sentada ali ao lado deles, só escutando. Comentários que machucam.
Mas é engraçado, que eles odeiam os estrangeiros, mas adoram viajar ao exterior e aí gostam de ser bem-tratados nas viagens…
Eu posso continuar por horas e horas. Falar mal dos dina é o passatempo predileto dos estrangeiros. É só dar uma lida no Copenhagen Post, na seção ‘Opinion’ para ter uma idéia do ódio. Porque ódio gera ódio, em ambas partes. E eu acho que a situação vai continuar assim por muitos anos…
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