Gracinha

A equipe do Vimeo escolheu esse vídeo como um dos melhores. Particularmente eu acho que a escolha não poderia ter sido melhor. O nome é Premier Automne (primeiro outono).

Premier Automne (2013) from Carlos De Carvalho on Vimeo.

Autoria de Carlos de Carvalho. O nome parece até brasileiro, não? Mas a localização indica que é francês. Ele tem outros vídeos bem bacanas no site dele no Vimeo. Vale a pena conferir.

Turista

Vi no Facebook de um primo um artigo muito bacana. E eu imagino que uma história assim sai até em Jornal Nacional – ou será que é só notícia ruim que sai no JN?

Aconteceu ontem em Camboriú. Um elefante-marinho apareceu na praia, atravessou a avenida Atlântica pela faixa de pedestres e voltou para o mar após 20 minutos de passeio. Aqui vai o link para o artigo, e tem várias fotos lá para matar a curiosidade.

E o povo é rápido no gatilho e as piadinhas já estão surgindo, dizendo que até os animais são mais bem-educados e só atravessam a rua na faixa! 🙂

faixa

 

Viúva do Mind the Gap

“Saudade, palavra triste quando se perde um grande amor…”

Assim começa uma música dos anos 80 e dela me lembrei quando li as seguinte história no jornal espanhol El Mundo: A viúva do ‘Mind the Gap’.

Quando se viaja para Londres, nas estações do metrô a gente escuta o alerta: Mind the Gap, que significa para tomar cuidado para não enfiar o pé no buraco entre o trêm e a plataforma.

La viuda del 'Mind the Gap'  Mundo  elmundo

A gravação é de um homem falando. Oswald Laurence, um ator, gravou a mensagem nos anos 60 e a partir de 1969 o metrô tocava essa gravação para alertar os passageiros. Mas com o decorrer do tempo, a mensagem foi lentamente sendo substituída por gravações mais modernas, e somente a estação Embankment continuava tocando a gravação original. Até que recentemente essa estação também parou de usar a mensagem original.

Foi aí que a viúva de Oswald contactou a empresa de transporte TfL, perguntando se ela poderia obter uma cópia da mensagem com a voz do marido. Ele havia falecido em 2001 e por muitos anos ela ia à estação somente para escutar a voz dele.

Comovidos com a história da viuva, a empresa forneceu um CD para ela contendo as gravações de Oswald, e a TfL resolveu também reinstaurar a mensagem original na estação Embakment.

Comovente a história dela. Isso sim é que é amor.

Português meio complicado

A crônica abaixo chegou por e-mail com o seguinte título: Na recepção dum salão de convenções, em Fortaleza (e eu acabo de descobrir que esse não é o título original da crônica).

Achei o texto genial e o postei aqui no blog há alguns dias. Hoje, no entanto, o autor do texto me deixou uma mensagem solicitando que eu cite a devida autoria; e eu o faço com prazer:

Texto de Jansen Viana, de 24/11/2012, publicado no site Recanto das Letras.

Título original da crônica é:

Trocando seis por meia dúzia

– Por favor, gostaria de fazer minha inscrição para o Congresso.
– Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?
– Sou de Maputo, Moçambique.
– Da África, né?
– Sim, sim, da África.
– Aqui está cheio de africanos, vindo de toda parte do mundo. O mundo está cheio de   africanos.
– É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o  berço antropológico da humanidade…
– Pronto, tem uma palestra agora na sala meia oito.
– Desculpe, qual sala?
– Meia oito.
– Podes escrever?
– Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: 68.
– Ah, entendi, meia é seis.
– Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: A organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material: DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar?
– Quanto tenho que pagar?
– Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam meia.
– Hmmm! que bom. Ai está: seis reais.
– Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?
– Pago meia? Só cinco? Meia é cinco?
– Isso, meia é cinco.
– Tá bom, meia é cinco.
– Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.
– Então já começou há quinze minutos, são nove e vinte.
– Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.
– Pensei que fosse as 9:05, pois meia não é cinco? Você pode escrever aqui a hora que começa?
– Nove e meia, assim, veja: 9:30
– Ah, entendi, meia é trinta.
– Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?
– Sim, já estou na casa de um amigo.
– Em que bairro?
– No Trinta Bocas.
– Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas?
– Isso mesmo, no bairro Meia Boca.
– Não é meia boca, é um bairro nobre.
– Então deve ser cinco bocas.
– Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?
– E há quem possa entender?

Aprimoramento

Estava lendo uma matéria na Folha de São Paulo de uma escritora brasileira que cansou de receber não de resposta das editoras nacionais e começou a escrever em inglês para um site canadense onde livros, contos e histórias são publicados e disponíveis para os internautas gratuitamente.

Eis que uma editora britânica adorou as histórias dessa brazuca, e agora ela vai lançar uma trilogia inteira.

É exatamente esse tipo de história que eu acho fascinante e motivadora. E o melhor de tudo, descobri esse website onde eu posso ler vários livros e histórias e quem sabe contribuir também. Wattpad.

wattpadBaixe o aplicativo para o seu iDevice e boa leitura. (Não sei se o aplicativo está disponível para o Brasil, mas aqui na Dinamarca está. Divirta-se!)

Check-up

A mensagem abaixo chegou por email. Achei um exagero, mas pelo visto funciona assim mesmo…

Meu tio Tonico estava bem de saúde,até que sua esposa, minha tia Marocas, a pedido de sua filha, minha prima Totinha,

disse:

-Tonico, você vai fazer 70 anos, está na hora de fazer um check-up com o médico.
– Para quê, estou me sentindo muito bem!
-Porque a prevenção deve ser feito agora, quando você ainda se sente jovem, disse minha tia.

Então meu tio Tonico foi ver um médico. O médico, sabiamente, mandou-o fazer testes e análises de tudo o que poderia ser feito e que o plano de saúde cobrisse.

Duas semanas mais tarde, o médico disse que os resultados estavam muito bons, mas tinha algumas coisas que podiam melhorar. Então receitou:

Comprimidos Atorvastatina para o colesterol
Losartan para o coração e hipertensão,
Metformina para evitar diabetes,
Polivitaminas para aumentar as defesas.
Norvastatina para a pressão,
Desloratadina em alergia.

Como eram muitos medicamentos, tinha que proteger o estômago, então ele indicou Omeprazol e um diurético para os inchaços.

Meu tio Tonico foi à farmácia e gastou boa parte da sua aposentadoria em várias caixas requintadas de cores sortidas.

Nessas alturas, como ele não conseguia se lembrar se os comprimidos verdes para a alergia deviam ser tomadas antes ou depois das cápsulas para o estômago e se devia tomar as amarelas para o coração antes ou depois das refeições, voltou ao médico. Este lhe deu uma caixinha com várias divisões, mas achou que titio estava tenso e algo contrariado. Receitou-lhe, então, Alprazolam e Sucedal para dormir.

Naquela tarde, quando ele entrou na farmácia com as receitas, o farmacêutico e seus funcionários fizeram uma fila dupla para ele passar através do meio, enquanto eles aplaudiam.

Meu tio, em vez de melhorar, foi piorando.
Ele tinha todos os remédios num armário da cozinha e quase já não saia mais de casa, porque passava praticamente todo o dia a tomar as pílulas.

Dias depois, o laboratório fabricante de vários dos remédios que ele usava, deu-lhe um cartão de “Cliente Preferencial”, um termômetro, um frasco estéril para análise de urina e lápis com o logotipo da farmácia.

Meu tio deu azar e pegou um resfriado. Minha tia Marocas, como de costume, fez ele ir para a cama, mas, desta vez, além do chá com mel, chamou também o médico.

Ele disse que não era nada, mas prescreveu Tapsin para tomar durante o dia e Sanigrip com Efedrina para tomar à noite. Como estava com uma pequena taquicardia, receitou Atenolol e um antibiótico, 1 g de Amoxicilina. A cada 12 horas, durante 10 días. Apareceram fungos e herpes, e ele receitou Fluconol com Zovirax.

Para piorar a situação, Tio Tonico começou a ler as bulas de todos os medicamentos que tomava, e ele ficou sabendo todas as contra-indicações, advertências, precauções, reações adversas, efeitos colaterais e interacções médicas.

Leu coisas terríveis. Não só poderia morrer mas poderia ter também arritmias ventriculares, sangramento anormal,
náuseas, hipertensão, insuficiência renal, paralisia, cólicas abdominais, alterações do estado mental e um monte de coisas terríveis.

Com medo de morrer, chamou o médico, que disse para não se preocupar com essas coisas, porque os laboratórios só colocavam para se isentar de culpa.

– Calma, seu Tonico, não fique aflito, disse médico, enquanto prescrevia uma nova receita com um antidepressivo Sertralina com Rivotril 100 mg. E como titio estava com dor nas articulações deu Diclofenaco.

Nessa altura, sempre que o meu tio recebia a aposentadoria, ia direto para a farmácia, onde já tinha sido eleito cliente VIP.

Chegou um momento em que o dia do pobre do meu tio Tonico não tinha horas suficientes para tomar todas as pílulas, portanto, já não dormia, apesar das cápsulas para a insônia que haviam sido prescritas.
Ficou tão ruim que um dia, conforme já advertido nas bulas dos remédios, morreu.

No funeral tinha muita gente mas quem mais chorava era o farmacêutico.

Agora tia Marocas diz que, felizmente mandou titio para o médico bem na hora, porque se não, com certeza, ele teria morrido antes.

Qualquer semelhança com fatos reais será “pura coincidência”

Faraó

A história do Egito sempre me fascinou e entre o natal e o ano novo eu tive a oportunidade de ver todas as peças da tumba do Tutankamon, em tamanho original, banhadas a ouro e montadas da maneira como elas foram encontradas em 1922. Foi incrível.

A exposição se chama Tutankamon, sua tumba e seu tesouro.

The Exhibition

80 anos depois que encontraram o túmulo do faraó, alguém teve a brilhante idéia de montar uma exposição mostrando os objetos da tumba exatamente da mesma maneira como eles foram descobertos.

IMG_8289Em 2002 artesãos egípcios começaram a fazer cópias das peças originais que estão no museu do Cairo. Mais de 1000 réplicas foram criadas em escala (tamanho original) e pintadas e banhadas a ouro para dar um ar de autenticidade.

E finalmente em 2008 eles estavam prontos e começaram a rodar a Europa. Hoje, 90 anos depois do descobrimento da tumba, eu tive o privilégio de ver a exposição em Malmö, na Suécia.

Duas horas são suficientes para ver a exposição, mas nós usamos 3 horas. O melhor é ir de manhã bem cedinho que é para evitar a multidão. A fila na entrada pode ser gigante. O melhor é comprar o ingresso antecipadamente pela internet. O ingresso é com hora marcada, o que eu achei muito estranho, mas é porque eles apresentam 3 vídeos em 3 diferentes salas e é tudo cronometrado. Você recebe o equipamento de audio e a explicação começa automaticamente quando vc muda de sala.

tutancamonAli vc descobre quem foi Tutankamon, como descobriram a tumba dele, o que aconteceu naquele dia da descoberta e que foi considerado um mau agouro e amedrontou os trabalhadores. As dificuldades de retirar a tumba que estava “empacotada” em 4 caixas como se fosse uma Babushka.

Depois dessas três apresentações que mostram a tumba exatamente como ela foi encontrada, pode-se rodar à vontade e chegar bem pertinho das réplicas. Ver cada detalhe, tirar muitas fotos. Coisa que não dá para fazer direito no museu do Cairo, já que os originais estão em exposição protegidos por redomas de vidro.

Em Malmö a exposição continua até 17 de fevereiro 2013. A mesma exposição está também em Amsterdã até 5 de maio.

A que está na Suécia vai em seguida para a Alemanha e estará em Berlin a partir de 9 de março. Clique aqui para ver o site.

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Achei também um site em português descrevendo a exibição na época que ela passou por Dublin, Irlanda.

Eles continuam rodando a Europa, e o sucesso dessa exposição é tanto que não duvido que em um dia passem pelo Brasil. Se até o Riverdance está finalmente indo para o Brasil, por que o Tutankamon não iria, não é mesmo?

Perfumes

perfumes

Eu sempre ganho perfume de presente e a minha coleção de perfumes está cada vez mais vasta. O mais antigo que tenho é um restinho de um perfume que comprei em 1998. A essas alturas o troço está tão velho e oxidado que nem vale mais a pena guardar, mas eu guardo.

Não sei porque eu tenho tantos perfumes, já que eu quase não os uso. Normalmente eu me esqueço de colocar perfume, ou eu acho que alguns perfumes são sofisticados demais para colocar para ir para o trabalho, ou é verão e para evitar de atrair as vespas eu não uso nada perfumado de junho a setembro.

Mas hoje é natal e obviamente eu ganhei mais um perfume para a minha coleção. Ainda bem que agora quando se ganha um perfume também se ganha uma pequena amostra grátis do mesmo. Assim dá para saber se gosta ou não gosta do perfume sem ter que abrir a embalagem. Se não gostar, com embalagem intacta é só ir trocar por um outro. E eu acho que é isso que eu vou fazer. Estou muito na dúvida. Ganhei um tal de Elizabeth Taylor White Diamonds, veio o kit completo com eau de toilette, perfum, sabonetes e hidratante corporal, mas eu achei o perfume da amostra forte e enjoativo demais. Quase tão enjoativo quanto um tal de Prada Candy que me deram de amostra.

Já que eu estou na dúvida, resolvi procurar na net por avaliações de quem já usou esse perfume. Encontrei um site chamado Fragrantica. Muito interessante. Eles explicam direitinho quais são as notas de entrada, corpo e fundo do perfume. O link que coloquei é para a página em português e tem até avaliação de perfumes nacionais d’O Boticário por exemplo. Mas não são muitos usuários. Já no site em inglês tem muito mais gente dando sua opinião e comentários mais interessantes – e eu imagino que a quantidade de produtos avaliados seja maior também.

Tomara que a informação acima seja útil. Eu, por exemplo, não tinha idéia de que sites assim existiam. Aparentemente existem vários, como Basenotes.net, mas eu gostei mais do Fragrantica.com.

 

Dináfrica

Uma amiga postou no Facebook a música abaixo. Achei diferente, bacana, bem africana. Quando fui pesquisar, descobri que o cara é dinamarquês!

Mzungu Kichaa. O nome significa homem branco doido e foi o agente do cantor quem escolheu. Seu nome verdadeiro é Espen Sørensen e numa entrevista ele contou que teve dificuldade de aceitar o nome kichaa, que significa doido, mas ele aceitou porque é uma gíria de rua que no fundo significa algo bom.

Nascido na Dinamarca, aos 6 anos de idade mudou com a família para Zâmbia, África, e cresceu como uma verdadeira criança africana. Quando ele chegou na escola ele queria ser como os outros meninos e tirou seus sapatos, porque ninguem usava calçado para ir para a escola.

Aos 15 anos ele se mudou para a Tanzania e depois para o norte da Tanzania, divisa com Kenya, e ele disse que era um privilégio morar na região do Kilimanjaro e estar em contato com a tribo dos Maasai.

A entrevistadora perguntou se durante a sua infância ele foi visitar a Dinamarca. Ele disse que sim, quando tinha 9 anos e que foi uma experiência estranha, pois ele não gostava de usar sapato e não sabia usar garfo e faca por exemplo.

Achei a entrevista bem bacana. Se interessar, o link é: http://youtu.be/-yKjBD9wxXU. Ele conta que com os Maasai ele fez sucesso porque ele pula bem alto e nas cerimônias os Maasai cantam (Osing’olio) e pulam.

A música acima está fazendo o maior sucesso na TV africana. Eu acredito que o idioma é Swahili, já que essa é a língua oficial de vários países como Tanzania, Kenya, Uganda. Mas se vc prestar atenção, tem uma hora que eles falam ‘obrigado’ na música. 🙂

Abaixo uma outra dele que eu também gostei. No vídeo abaixo ele aparece com alguns da tribo Maasai.

História de pescador

Pescaria no rio Li na China. Achei muito interessante.

Junto com os pássaros eles pescam várias dúzias de peixes de um bom tamanho numa manhã. Os pássaros são “escravos”. Foram treinados desde pequenos a voltar para a jangada.

A corda no pescoço é para evitar que o pássaro engula o peixe. Só na hora da recompensa é que a corda é removida. E a recompensa é ainda melhor quando o último pássaro agarra um peixe que não era destinado a ele! haha