Lembranças

Tive um sonho essa noite que me fez pensar.

Sonhei que era o dia do aniversário da minha mãe, eu tinha passado o dia todo com ela, mas me esquecido de dar parabéns porque não lembrava da data.

Fiquei pensando em como, apenas 20 anos atrás, eu me lembrava de todos os aniversários da família e de amigos, dos números de telefones todos, dos endereços, nos nomes dos meus médicos e de muitas outras coisas.

Hoje em dia não me lembro nem do meu próprio número de telefone. É Sério. Toda vez que tenho que lembrar o número do meu telefone do trabalho, eu tenho que olhar minhas anotações.

Se perguntarem o nome do meu médico, não sei. Nem do dentista.

Essa coisa de colocar no Outlook ou no celular todos os lembretes de aniversário, endereços, telefones, nomes, faz com que a vida da gente fique mais fácil, mas um dia o tiro pode sair pela culatra quando a tecnologia não estiver ali à mão.

Se acontecer um acidente comigo, eu não sei nem o número do Carsten de cor, nem de nenhuma amiga. Endereço, não sei nem o da minha família. Com dificuldade lembro o nome da cidade onde moram, mas endereço, nenhum. Lembro sim, do meu endereço de infância, Avenida Coronel José Lobo. Lembro até que em meados dos anos 80, o número era 122, depois mudou para 130. Lembro do número de telefone, na época que os números de Paranaguá começavam com 422. Engraçado isso.

Tenho até tido dificuldade de lembrar de nomes. Um rosto eu não esqueço, mas nome…aí lascou. 

Aniversariantes

Mês de agosto e curiosamente os meus dois leitores fiéis fazem aniversário nesse mês. Eu não me esqueci do seu aniversário, não. Meu email é que está me dando dor de cabeça. Mas espero que você tenha tido um dia maravilhoso, daqueles com bolo de chocolate, brigadeiro, coxinha, empadinha e outras delícias que só os aniversários brasileiros oferecem. Só não vale soprar velinha sobre o bolo e contaminar tudo com saliva e bactéria. Não sei quem inventou essa moda louca e que ainda não foi extinguida.

Eu sei que há outros leitores no blog, que lêem tudo sorrateiramente, outros aparecem de vez em quando para matar a saudade, e uma vez ou outra deixam um comentário aqui mesmo no blog ou mandam via Whatsapp ou por Facebook (ou pessoalmente, como já me aconteceu). Gente, honestamente, eu não sei como vocês ainda aguentam ler esse blog, as mesas histórias, férias e mais férias, drama fritando uma tapioca, forró… haja paciência. Risos

Àqueles que permaneceram comigo todos esses anos, meu muito obrigada. 

Auuuuuuuu

“Mistérios da meia-noite”

Essa danada dessa lua cheia não está me deixando dormir. Esse fenômeno começou uns 5 a 6 anos atrás, ou pelo menos essa foi a época que eu percebi os dias que não conseguia dormir coincidiam com a lua cheia. Acho que estou virando lobisomem, auuuuu.

A lua está tão clara hoje que eu nem preciso de luz em casa, é só abrir a cortina. E quando ela subiu, em torno das dez da noite, estava linda, bem dourada laranjada. Ah, nesse ponto eu sou muito sortuda, de um lado da sala eu vejo o pôr do sol bem lindo, com diversas cores, e do outro vejo a lua.

Só quero ver como vai ser meu dia amanhã, se vou ter que trocar meu almoço por uma soneca na salinha do silêncio no meu escritório. Rsrs

Tapiocamania

Um alô rápido para os amantes de tapioca por esse mundo afora.

Estou viciada. Conheci tapioca num festival de forró em Lisboa em dezembro 2016, e desde então tenho tentado fazer em casa, seguindo receitas na Internet.

Nesse mês de julho tive a oportunidade de visitar o Espírito Santo e o sul da Bahia e comi muita tapioca. As melhores que comi foram na barraca da tapioca dentro do Bar do Forró no festival FENFIT de Itaúnas. Aquela moça lá fazia uma tapioca fantástica. Tudo muito incrementado. Era minha janta todos os dias. Uma tapioca e uma catuaba ao som de muito forró. Kkkk

Percebi que o pessoal gosta muito para o café da manhã umas tapiocas mais simples, só com queijo, ou com ovo dentro. Sinceramente, dessas eu não gostei.

Gostei muito das de frango, calabresa, carne seca, todas acompanhadas de queijo coalho. (eu não sou vegetariana, ainda não, apesar de eu ter diminuído muito a quantidade de carne que como e a quantidade de vezes na semana, mas no Brasil é quase impossível ser vegetariano. Os que são, são verdadeiros guerreiros!)

Das tapiocas com recheio doces, curti queijo com goiabada e banana com canela e açúcar. Não provei a de doce de leite nem nada com coco. Quem sabe na próxima oportunidade.

Aqui em casa na Dinamarca eu gosto de inventar. Recheio de marmelada ou geleia de frutas, banana com canela. Já as salgadas, eu tenho feito com peixe. (pronto, vão me matar! Kkk)

É sério. Preparo o recheio como se estivesse preparando um patê. Sardinha enlatada amassada com um pouco de maionese hellmanns, ou ova de bacalhau amassadinha com maionese. Curto muito. Fica mega gostoso, para passar numas torradas, comer sobre pão de centeio tradicional daqui, e agora na tapioca.

Hoje eu provei com atum. Coloquei um pouco de hellmanns mas percebi que talvez nem fosse preciso. Amanhã vou experimentar sem.

Para quem não tem medo de provar umas coisas diferentes, fica aqui a dica de recheio para variar.

Recordação

Volte das férias de verão no início da semana e voltei ao trabalho na quinta-feira.
Estava eu na cantina do meu trabalho, quando vejo um morenão bonito me encarando. Então eu perguntei se ele era brasileiro e ele disse que não, e me perguntou se eu me lembrava dele.

Fiquei surpreendida com a pergunta. Eu costumo ser boa para me lembrar de um rosto, principalmente um rosto bonito, mas dele eu confesso que não me lembrava.

Olha a memória desse cara. Ele se lembra de mim da época que eu trabalhava na Novozymes. Isso faz uns 10 anos. Aparentemente eu ia buscar amostras de enzimas no laboratório onde ele trabalhava.

Fiquei depois pensando, como é possível eu não me lembrar… mas de repente, quando escutei o nome dele (Modesto), eu me lembrei. Esse homem se lembra de mim, mas eu só fui no laboratório dele umas duas vezes. Caramba, isso é que é memória boa.

Coisa fantástica nessa vida. É impressionante como as pessoas que passam na vida da gente, ou deixam muitas marcas e lembranças ou passam despercebidas.

Ressonante…

Tive que interromper o post, pois o médico veio falar comigo sobre meu estado e o que vai acontecer daqui pra frente. A enfermeira veio tirar o catéter e agora fica no meu pé me lembrando que eu tenho que beber bastante água que é para fazer meu primeiro xixi depois da cirurgia.

Bom, mas continuando a saga.
A ressonância tinha sido marcada para início de dezembro e a médica ficou de me telefonar uns dias depois para me explicar o resultado.

Eis que mexendo uns pauzinhos, consegui fazer a ressonância em setembro, mas isso não adiantou de nada, pois a médica só podia falar comigo em dezembro. Paciência. O jeito é aguardar.

Em dezembro veio então a notícia de que eu tinha que operar, porque uma das endometrioses estava prestes a bloquear a passagem de urina dos rins para a bexiga.

Lembro que fiquei muito chocada com a notícia. Não conseguia nem me concentrar no que a médica estava me falando. Ainda para ajudar a mulher era norueguesa e estava falando norueguês comigo (ou com um sotaque norueguês muito forte, e a tia Cris aqui não fala norueguês, só dinamarquês, né!

No dia da consulta eles me deram uma data para a cirurgia, seria na terceira semana de março. Achei que era um longo tempo de espera e era uma data logo antes da páscoa, e eu não queria passar a páscoa doente, me recuperando de cirurgia.
Me disseram que eu poderia avaliar se a data era boa e se não fosse, eu poderia telefonar para o hospital e pedir uma nova data.

Lembro que dia 20 de dezembro eu telefonei e pedi para adiar a cirurgia. O que foi uma decisáo acertada, pois em março, no dia da operação, eu estava com uma gripe fenomenal. Lembro que fiquei de cama por quase 3 semanas.

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E o tempo passou, e nada de eu receber nova carta com nova data de cirurgia. Liguei para o hospital tanto em janeiro quanto em fevereiro para saber se tinha alguma novidade, mas nada. Passou tanto tempo que eu nem me lembro quando a bendita carta chegou, mas eu lembro da minha reação quando vi que a cirurgia seria dia 25 de abril. Pensei PUTZ GRILLA.

25 de abril era o dia seguinte do festival de forró de Copenhague e eu faço parte da organização e sei a trabalheira e o cansaço que é.
A data não era ideal, mas eu aceitei de qualquer maneira, pois não queria adiar o inevitável ainda mais, especialmente porque as endometrioses continuam crescendo enquanto eu espero pela operação…

Finalmente

Finalmente chegou o dia da minha cirurgia. Foi ontem. Hoje continuo no hospital, mas quero muito ir para casa logo.

Como assim? Operação, hospital, que papo mais louco é esse?
Ué, eu não escrevi há uns meses que eu tinha endometriose em estágio avançado? Antigamente eu achava que as dores que eu tinha eram normais e demorei anos para ir ao médico. Quando finalmente fui investigar o que me afligia, em fevereiro de 2015, a coisa estava num ponto que eu tinha dores por 15 a 20 dias por mês.

Demorou até agosto para descobrir o que eu tinha, pois tive a má sorte de ir a um médico que não viu a endometriose quando fez uma sonografia. Isso foi em março.

Outra coisa que atrasou o meu diagnóstico foi que em maio eu caí e quebrei o braço, e a minha prioridade naqueles meses de recuperação era de poder voltar a usar a mão direita.

Foi só em agosto que voltei no médico e ela mandou eu procurar um outro gineco que não fosse o de março. E foi batata. Ele mal terminou o exame e disse: vou ter que te mandar para um hospital para fazer uma ressonância magnética.
E daqui pra frente tudo correu com rapidez. Uns dias depois o hospital me mandou uma carta digital dizendo que horas seria meu exame.
Lá repetiram a dolorosa sonografia intravaginal. Quando constatou que eu não tinha só uma endometriose, mas duas, eles me encaminharam para o hospital do reino, Rigshospitalet, que é o mais moderno e que tem um departamento especializado nessa doença.

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Rapidamente eu fui chamada para a consulta no Rigshospitalet, onde eles repetiram (pela quarta vez!!!) a sonografia e disseram que iam me chamar para fazer uma ressonância.

Tudo tinha ido rápido até agora, mas demorou horrores para conseguir uma data para a ressonância…

Trio

Sabe aquela fofoca boa que eu prometi do festival de forró de Paris? Pois é, eu fiquei me enrolando para escrever, e até que foi bom, pois agora há pouco algo aconteceu que tornou a história muito mais atrativa e eu estou contentíssima.

Eu não sei se vocês gostam de forró pé de serra, mas eu gosto muito, e gosto demais das músicas do Trio Dona Zefa.

bichoDepois que eu já tinha comprado o passaporte para participar do festival, foi que anunciaram que tanto o grupo Bicho de Pé (que eu tb adoro) e o Trio Dona Zefa tocariam nas festas. Eu fiquei radiante!

Os dois shows do Bicho de Pé foram animadíssimos. Dancei demais e até dancei uma com o sanfoneiro deles, rapaz simpático com óculos da armação branca. Ele falou assim, antes do show, só sei dançar dois pra lá e dois pra cá. E eu disse: é o forró das antigas. Está bom demais.

No último dia, foi a vez do Trio Dona Zefa. Eu tinha chegado cedo nessa noite e estava arrastando as chinelas com um menino brasileiro quando eu reconheci o vocalista entrando. Lembro que eu pensei, nossa, mas eles estão entrando assim pelas portas da frente? E depois não pensei mais nisso.

Depois da dança, eu parei num cantinho para descansar, e de repente vejo o vocalista na minha frente, bem pertinho. Eu disse: Oi, tudo bem?. Ele disse: Tudo. Me deu dois beijinhos, perguntou meu nome e disse: Prazer, Danilo.

Achei muito simpático e isso animou o meu dia. Digo, minha noite.

Depois é dança pra cá, dança pra lá. E quando eu não estava dançando, ou eu estava na frente do palco, ou num cantinho ali do lado, cantando junto, no embalo das canções. Foi então, no meio de uma música, que o Danilo fez um aceno para mim lá do palco. Eu acho que eu fiz cara de susto, porque ele ficou com uma expressão estranha no rosto, mas é que eu fiquei assustada que lá de cima ele estava me vendo. Eu sempre achei, que com aquele monte de luz sobre eles, que não dava para ver nada. Mas me enganei. Do palco dá para acompanhar a movimentação toda.
Puxa vida. Teria sido tão legal se eu tivesse retribuído o aceno.

Depois do show eles estavam autografando CDs. Fui tentar comprar um CD para guardar de recordação, mas já tinha vendido tudo. Paciência. Ao invés do CD, vou guardar de recordação as experiências dessa noite, porque o show deles foi fenomenal. Dancei muito. E depois do show até perguntei para o sanfoneiro deles, o Tom, se ele só tocava forró ou se dançava também.

Acho que ele não escutou direito o que eu falei e de repente ele também me deu dois beijinhos e disse: Tom. E eu repeti a pergunta, porém ele respondeu que não sabia dançar. Pena né.

E uns dias se passaram, até que o Trio compartilhou um vídeo do show no Facebook e eu mandei uma mensagem dizendo que o show tinha sido maravilhoso e foi pena que os CDs tinham se esgotado rápido, pq eu queria ter trazido um pra casa. E brinquei perguntando se eles não mandavam um CD para mim na Dinamarca.

Eis que hoje, 12 dias mais tarde, eu recebo uma mensagem do Trio Dona Zefa dizendo para eu mandar meu endereço para o produtor deles, que eles vão me mandar um CD de presente! Achei fantástico! Alegrou o meu dia e até o meu coração está radiante. Não pq eles vão me dar um CD de presente, mas pela simpatia deles usarem o tempo deles para me escrever uma mensagem particular. Foi realmente muito querido da parte deles.

E eu que pensei que essa história não acabaria com final feliz, por causa da minha cara de susto, mas me enganei. O final foi muito melhor do que o imaginado. Essa é uma lembrança que vou guardar comigo por muitos anos. E tudo graças ao forró. #Se não fosse o forró o que seria de mim, Deus meu… o que seria de mim?#

Kombat

Hoje eu me lancei a um combate mortal no jardim. Objetivo: matar toda e qualquer erva daninha que aparecesse na minha frente.
Em pleno meio-dia e sol forte, claro que coloquei um chapeuzinho para me proteger, e também coloquei minha máscara, para proteção contra pólen.

Olhando meu reflexo na janela, percebi que hoje eu realmente estou em modo de combate mortal, ou mais precisamente, Mortal Kombat.

Usando a máscara azul, um chapéu de palha chinês, luvas e colete, eu estou uma mistura de Sub-Zero e Raiden.

sub raiden

Mortal Kombat não era meu jogo favorito, mas quando eu o jogava, eu escolhia Sônia ou Sub-Zero.

Quando eu ia aos fliperamas da silva, eu gostava mesmo era de jogar o Street Fighter, e eu sempre escolhia a Chun-Li e aqueles chutes potentes dela.

Bom, mas hoje eu não estou nem para Sônia, nem para Chun-Li.

Ainda bem que estou uma mistura de Sub Zero e Raiden, porque a coisa poderia estar pior, bem pior… tipo Blanka.

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Banguela

eleganteEstou me sentindo um pouco banguela.

Ontem de noite, estava passando o fio dental após escovar os dentes, quando senti uma pedrinha rolar na boca. Uma cospida revelou que a pedrinha não era uma pedrinha, mas sim a metade de uma das minhas obturações. O troço simplesmente caiu e agora está aquele buracão incômodo no dente.

Hoje de manhã telefonei para o meu dentista, mas ele só tinha horário na segunda-feira. Achei que era tempo demais para ficar com o dente exposto. Decidi procurar por outro dentista que pudesse me ajudar.

E dá-lhe telefonar para um monte de dentistas… até que achei um, que trabalha aos sábados. Amanhã de manhã vou lá arrumar o sorriso colgate!

Enquanto isso estou na dieta da sopinha, porque é melhor não arriscar comer nada que possa parar dentro da cratera.

Cada coisa que acontece na vida da gente…

Coincidências

Fui buscar Carsten no aeroporto. Era para ele chegar 4 da tarde, mas como o vôo foi cancelado, ele veio no vôo seguinte, com previsão de chegar às 7 da noite. O avião chegou no horário e eu cheguei no aeroporto pontualmente.

Os painéis já tinham anunciado a aterrissagem, e como Carsten não tinha bagagem, sairia por aquele portão a qualquer momento.

Chego mais perto do portão e vejo um rosto meio familiar…
O homem olha para mim com uma cara estranha e continua me encarando, pensativo.
Eu continuava olhando para ele, intrigada. Aquela cara de papai noel eu já tinha visto antes. Até que finalmente fiz a conexão do rosto com a pessoa. Era o meu vizinho!

Meu vizinho estava com sua esposa no aeroporto aguardando um casal amigo chegar de viagem. Olha que coincidência! Se eu tivesse sabido disso antes, teria pedido uma carona!

Cris 2013

Oi pessoal

Voltei daquelas mini-férias que tirei para fazer uma pequena viagem com algumas amigas. Como comentei antes, fomos a Tenerife, uma das ilhas Canárias, para pegar um pouco de sol e recarregar os estoques de vitamina D antes de encarar o inverno dinamarquês.

A viagem foi meio mixta. Foi ótima em alguns pontos, e irritante em outros. A irritação toda se deve ao modos dos canários de se dirigir a nós, brasileiras, achando que nós éramos espanholas. Fomos tratadas mal em alguns lugares. E eu que pensava que era só em Portugal que a gente passava por esse tipo de coisa.

Mas fora isso, o lugar é lindo e demos uma tremenda sorte com o tempo. Fez sol e calor, deu até para pegar uma corzinha.

No nosso hotel havia uma equipe de fotografia e no meu último dia resolvi aceitar a oferta e tirar algumas fotos. Aqui vão uns exemplos. Espero que gostem.

P.S.: Depois eu conto os detalhes da viagem e publico umas fotos.

Final feliz

Se você acompanha o blog há mais de um ano, então também vai se lembrar de que em agosto do ano passado deu uma pane aqui nos nossos equipamentos, e eu perdi o blog inteiro – inclusive o backup.

Eu recomecei o blog com novas postagens, mas a verdade é que fiquei muito triste, porque havia muitos posts e comentários interessantes que tinham sido perdidos. Eu sei, eu costumo escrever muita bobagem, gosto de fazer umas piadinhas, porém vários daqueles posts continham muita informação histórica. Os posts mais longos tinham tomado muitas horas para escrever, pois eu fazia pesquisa dos fatos e datas para poder escrever tudo certinho.

Mas como diz o ditado popular, não adianta chorar sobre o leite derramado.

Ontém de noite, eu estava estirada no sofá aqui da salinha onde temos os computadores, grudada na telinha da minha mais nova aquisição, tentando achar novos apps para ele, então escuto Carsten me fazer uma pergunta muito estranha: “Eu acabo de instalar o meu blog antigo, você quer que eu faça o mesmo com o seu?”

arquivoConfesso que não tinha entendido nada. Que blog antigo? O que foi perdido? “Sim”, respondeu ele, “Demorou um ano, mas finalmente consegui recuperar os dados da fita de backup.”

Fiquei contentíssima, claro que eu quero reinstaurar as postagens e comentários antigos!

E você, que me acompanha desde o início, se bater uma saudade e quiser ver os posts antigos com os seus comentários e todo aquele bate-papo gostoso de 2011-2012, está tudo aqui. Na barra de navegação que aparece à direita do blog, logo abaixo de Outros Blogs tem um menu chamado Arquivo, onde diz na janelinha Select month (escolha o mês). Se clicar nisso, vai abrir o menu e você poderá escolher o mês para ver os posts antigos.

Agora que tudo está de volta, será que finalmente chegamos nos 2000 comentários válidos? 🙂

Sucumbência

Lembro que há uns meses eu escrevi uma postagem me gabando que meu telefone celular era um ancião de 10 anos atrás, que eu tinha herdado do Carsten. Verdade seja dita, eu sempre estive muito satisfeita com esse telefone, pois ele atendia a todas as minhas necessidades: receber uma ligação de vez em quando, fazer uma ligação ou enviar um sms (torpedo) e pronto.

Mas certo dia a bateria dele deu uma estufada e fui obrigada a aposentar o bichinho. Depois de vários dias sem telefone, passeando no shopping, num impulso resolvi comprar um novo telefone. Acabei comprando um Nokia bem rampero, que era para manter meu estilo anti-smartphone. No entanto me arrependi. O Nokia não funcionava muito bem e depois de uns meses começou a me irritar. Por exemplo, não dava para escutar direito a pessoa do outro lado da linha, e tinha  também um defeito que toda vez que eu fazia uma ligação ele mudava automaticamente para o viva-voz. Claro que daí eu escutava melhor, mas cadê a privacidade? O telefone estava na garantia e eu poderia fazer uma reclamação, mas cheguei à conclusão de que não valia a pena.

Ao mesmo tempo eu me dei conta de que nos últimos 3 anos eu tinha virado uma usuária assídua do iPod Touch. Eu o uso diariamente e para tudo: aprender idiomas, dicionários, ler jornais estrangeiros, fazer pedido para que entreguem as compras de verduras na porta de casa, checar a conta do banco e meu holerite (contracheque) e assim vai. O inconveniente do iPod é que depende de conexão wifi. Ou seja, se eu estiver perdida no meio da rua e não tem internet, também não dá para checar um mapa ou fazer uma ligação de emergência. E como tia Cris é campeã de se perder no meio da rua, digamos que um smartphone teria me salvado de vários transtornos.

Então começa aquele diálogo interno: dou o braço à torcer, vou para o lado inimigo e compro um smartphone ou não? Se eu me sucumbir ao smartphone, vou para o lado da Apple com um iPhone, que se parece demais com meu iPod que eu já conheço, ou tento um com tecnologia Android?

Comecei então a pensar nos pontos negativos do iPod que me perseguiriam se eu escolhesse um iPhone: câmera fotográfica de péssima qualidade, ter que usar iTunes para atualizar os arquivos e os bloqueios que a Apple coloca no aparelho que não te deixa adicionar vídeos do computador, por exemplo. Sem falar no preço, que o iPhone é bem mais caro que o Samsung Galaxy – pelo menos para os lados de cá.

Resolvi começar minha pesquisa. Vendo os preços quase caí de costas. Honestamente, pagar 5 mil por um telefone. Por esse preço eu viajo para o Brasil.

Mas eu também não precisava do telefone de última geração. Minha prioridade era que o telefone tivesse uma boa câmera fotográfica, um processador com velocidade aceitável e que tivesse uma boa conexão Bluetooth (tenho meus motivos! :)).

Depois de checar vários smartphones mais simples e baratos que eram destinados a crianças e adolescentes, resolvi olhar na parte de adultos. Eis que encontrei um telefone muito interessante na mesma faixa de preço que os telefones para a criançada. Fui pesquisar porque um telefone desses não custava mais e descobri que se tratava de um velhinho recauchutado. Isso mesmo. Pelo que entendi é um relançamento do Galaxy SII, com algumas melhoras, como por exemplo uma câmera bem melhor. Opa, velhinho recauchutado é comigo mesmo! E até Carsten se interessou e compramos nós dois o mesmo modelo de telefone. Os “gêmeos” chegaram na quinta-feira da semana passada.

S II PlusDesde então não tiro os olhos desse telefone. Comparando com o iPod, vejo que o Android tem seus pros e cons. Mesmo assim eu diria que o troço é tão sofisticado que só falta falar. Só falta falar? Isso também é coisa do passado, pois o bandido é tão moderno que não só fala como também entende o que eu falo! Impressionante. Eu não sabia que a tecnologia já estava assim. Para mandar torpedo não precisa digitar, é só ditar o texto que ele escreve direitinho – e ele me entende em português e em inglês, com sotaque e tudo!

Estou encantada com o aparelho e pensando que eu deveria ter comprado um smartphone há muito tempo atrás!

Vamos ver até quando a empolgação vai durar. Haha