Salsera

Eu não contei essa pra vocês ainda, mas semana passada, na quarta-feira, eu me reuni com os latinos aqui da minha empresa para um almoço e no retorno para o escritório, um jovem espanhol me perguntou se eu queria fazer aulas de salsa com ele, mas eu tinha que responder praticamente na bucha porque as aulas começavam já naquela noite!

Perguntei então se era salsa cubana, porque eu não sou muito fã de salsa americana (cross body), e também perguntei se seria iniciantes (que eu não queria, pois não tenho muita paciência pra dançar com uns caras duros que demoram séculos para aprender um passo básico). Ele me assegurou que era aula de intermediários.

Quando eu vi que o endereço do local não era muito longe, pensei comigo mesmo, por que não? Eu não gosto muito de salsa, mas aprender uns passos não faria mal e não estava caro. Além do mais, eu estou precisando conhecer gente nova.

Cheguei lá, a aula é dentro do prédio da piscina local. Aqui tem esses clubes de piscina da prefeitura, e esse é até bem chique, tem spa, massagem, saunas, banho turco, e um monte de coisas. 

Na aula somos somente 3 pares, mas esse povo “intermediário” não sabe nem distinguir a perna direita da esquerda. Peloamordedeus. Mesmo assim está sendo bom aprender uns passos, rir um pouco, sair de casa. 

E eu que nunca pensei que dançaria salsa, pois eu não tenho saco para esse tipo de música. Agora, uma bachata, kizomba, lindyhop, blues… essas outras danças eu gosto e adoro a música!

Falando em swing lindyhop, hoje de noite tem uma festa lá na escola onde eu fiz umas poucas aulas particulares, só para aprender uns passos, e eu vou, e ainda por cima vou ser voluntária na portaria por uma hora, cobrando as entradas, para entrar de graça e ganhar um drink! hahaha

Pescador

Escolhi esse título e imediatamente me lembrei de duas músicas de forró que se chamam Pescador e que são muito boas. Mas a história de hj não tem nada a ver com forró.

Estou revendo as postagens antigas e limpando um pouco, especialmente aquelas que tem link par algum vídeo de YouTube que não existe mais, até que achei a história de dezembro de 2012, falando dos pescadores que pescam usando aves.

História de pescador

Eu nem me lembrava que tinha postado isso, mas agora entendo porque eu reconheci essa atividade num dos quadros que tenho aqui em casa.

Curiosamente, o quadro que tenho sobre o piano é do nascer do sol, as montanhas, o rio, e bem pequenino no meio tem um barquinho de pescador, e outro dia eu estava olhando essa foto com mais calma, e reparei que sobre o barquinho tinha as aves junto com o pescador. Imediatamente eu reconheci a prática de pesca, mas somente porque eu tinha publicado no blog. Viu, tia Cris trazendo mais informação para vocês, kkkk

Uma Limpa

Chegou a hora de fazer uma limpa geral no blog. Uns tempos atrás, quando o blog estava quase abandonado às moscas, eu achei até que ia chutar o pau da barraca, e deletar tudo, mas aparentemente eu estou de volta à ativa, com várias histórias.

No entanto para liberar espaço para novas fotos e histórias, preciso começar a limpar as histórias antigas. Esse processo também será bom caso algum dia o Carsten não possa mais ser o host do meu website e eu tenha que achar uma empresa de webhost e tenha o que pagar. Normalmente o preço varia de acordo com o tamanho do site, e eu tenho gigas demais com as fotos todas, não só no blog, mas em Cris.dk também.

Sei que tem leitores aqui que me acompanham desde a primeiríssima postagem, por isso estou avisando. Mas meu primeiro passo será deletar aquelas postagens com mensagens sem muita importância. As histórias mais elaboradas vou manter.

Se acaso tiver algum post pelo qual vc tem um carinho todo especial, me avise. Já pensou se eu deleto justamente esse?

Meus posts preferidos são os das histórias, como o do dia que o fogão novo foi entregue na minha casa antiga, e teve que ser trocado três vezes. Kkkk

E vc, lembra de algum post especial?

Lembranças

Tive um sonho essa noite que me fez pensar.

Sonhei que era o dia do aniversário da minha mãe, eu tinha passado o dia todo com ela, mas me esquecido de dar parabéns porque não lembrava da data.

Fiquei pensando em como, apenas 20 anos atrás, eu me lembrava de todos os aniversários da família e de amigos, dos números de telefones todos, dos endereços, nos nomes dos meus médicos e de muitas outras coisas.

Hoje em dia não me lembro nem do meu próprio número de telefone. É Sério. Toda vez que tenho que lembrar o número do meu telefone do trabalho, eu tenho que olhar minhas anotações.

Se perguntarem o nome do meu médico, não sei. Nem do dentista.

Essa coisa de colocar no Outlook ou no celular todos os lembretes de aniversário, endereços, telefones, nomes, faz com que a vida da gente fique mais fácil, mas um dia o tiro pode sair pela culatra quando a tecnologia não estiver ali à mão.

Se acontecer um acidente comigo, eu não sei nem o número do Carsten de cor, nem de nenhuma amiga. Endereço, não sei nem o da minha família. Com dificuldade lembro o nome da cidade onde moram, mas endereço, nenhum. Lembro sim, do meu endereço de infância, Avenida Coronel José Lobo. Lembro até que em meados dos anos 80, o número era 122, depois mudou para 130. Lembro do número de telefone, na época que os números de Paranaguá começavam com 422. Engraçado isso.

Tenho até tido dificuldade de lembrar de nomes. Um rosto eu não esqueço, mas nome…aí lascou. 

Aniversariantes

Mês de agosto e curiosamente os meus dois leitores fiéis fazem aniversário nesse mês. Eu não me esqueci do seu aniversário, não. Meu email é que está me dando dor de cabeça. Mas espero que você tenha tido um dia maravilhoso, daqueles com bolo de chocolate, brigadeiro, coxinha, empadinha e outras delícias que só os aniversários brasileiros oferecem. Só não vale soprar velinha sobre o bolo e contaminar tudo com saliva e bactéria. Não sei quem inventou essa moda louca e que ainda não foi extinguida.

Eu sei que há outros leitores no blog, que lêem tudo sorrateiramente, outros aparecem de vez em quando para matar a saudade, e uma vez ou outra deixam um comentário aqui mesmo no blog ou mandam via Whatsapp ou por Facebook (ou pessoalmente, como já me aconteceu). Gente, honestamente, eu não sei como vocês ainda aguentam ler esse blog, as mesas histórias, férias e mais férias, drama fritando uma tapioca, forró… haja paciência. Risos

Àqueles que permaneceram comigo todos esses anos, meu muito obrigada. 

Auuuuuuuu

“Mistérios da meia-noite”

Essa danada dessa lua cheia não está me deixando dormir. Esse fenômeno começou uns 5 a 6 anos atrás, ou pelo menos essa foi a época que eu percebi os dias que não conseguia dormir coincidiam com a lua cheia. Acho que estou virando lobisomem, auuuuu.

A lua está tão clara hoje que eu nem preciso de luz em casa, é só abrir a cortina. E quando ela subiu, em torno das dez da noite, estava linda, bem dourada laranjada. Ah, nesse ponto eu sou muito sortuda, de um lado da sala eu vejo o pôr do sol bem lindo, com diversas cores, e do outro vejo a lua.

Só quero ver como vai ser meu dia amanhã, se vou ter que trocar meu almoço por uma soneca na salinha do silêncio no meu escritório. Rsrs

Tapiocamania

Um alô rápido para os amantes de tapioca por esse mundo afora.

Estou viciada. Conheci tapioca num festival de forró em Lisboa em dezembro 2016, e desde então tenho tentado fazer em casa, seguindo receitas na Internet.

Nesse mês de julho tive a oportunidade de visitar o Espírito Santo e o sul da Bahia e comi muita tapioca. As melhores que comi foram na barraca da tapioca dentro do Bar do Forró no festival FENFIT de Itaúnas. Aquela moça lá fazia uma tapioca fantástica. Tudo muito incrementado. Era minha janta todos os dias. Uma tapioca e uma catuaba ao som de muito forró. Kkkk

Percebi que o pessoal gosta muito para o café da manhã umas tapiocas mais simples, só com queijo, ou com ovo dentro. Sinceramente, dessas eu não gostei.

Gostei muito das de frango, calabresa, carne seca, todas acompanhadas de queijo coalho. (eu não sou vegetariana, ainda não, apesar de eu ter diminuído muito a quantidade de carne que como e a quantidade de vezes na semana, mas no Brasil é quase impossível ser vegetariano. Os que são, são verdadeiros guerreiros!)

Das tapiocas com recheio doces, curti queijo com goiabada e banana com canela e açúcar. Não provei a de doce de leite nem nada com coco. Quem sabe na próxima oportunidade.

Aqui em casa na Dinamarca eu gosto de inventar. Recheio de marmelada ou geleia de frutas, banana com canela. Já as salgadas, eu tenho feito com peixe. (pronto, vão me matar! Kkk)

É sério. Preparo o recheio como se estivesse preparando um patê. Sardinha enlatada amassada com um pouco de maionese hellmanns, ou ova de bacalhau amassadinha com maionese. Curto muito. Fica mega gostoso, para passar numas torradas, comer sobre pão de centeio tradicional daqui, e agora na tapioca.

Hoje eu provei com atum. Coloquei um pouco de hellmanns mas percebi que talvez nem fosse preciso. Amanhã vou experimentar sem.

Para quem não tem medo de provar umas coisas diferentes, fica aqui a dica de recheio para variar.

Comidas estranhas

Nessa rota do forró conheci gente de praticamente todo o Brasil. Muita gente do Sudeste e Nordeste, e eu percebi como os costumes são diferentes, como as comidas são diferentes. (Lembrei de quando fui no Acre e comi tacacá. Fiquei mascando aquelas folhas de jambu e tomando o tucupi.)

Outro dia achei sagu para vender num mercadinho tailandês. Fazia uns 8 anos que eu não comia sagu, resolvi comprar e fazer. Comentando com um pessoal de Minas e da Bahia, eles nunca ouviram falar de sagu. Eu achei que sagu fosse coisa do país todo, mas aparentemente é coisa do sul.

Mas eu também já provei coisa que nunca tinha ouvido falar antes. Já ouviu falar de tapioca? Pois eu provei no festival do Baião em Lisboa em dezembro do ano passado. Adorei. Eles faziam tapioca tanto com recheio doce quanto salgado. Eu só gosto de coisa salgada, então o meu foi com frango desfiado e catupiry. Achei ótimo.

Até então eu achava que o negócio se fazia com farinha de mandioca, mas um dia resolvi pesquisar para tentar fazer em casa, e descobri que é com polvilho umedecido. Vivendo e aprendendo.

Então fui para o festival em Berlim e fiquei hospedada na casa de uma amiga baiana que me ensinou a fazer a tapioca bem certinho. Agora eu ando com mania de fazer tapioca. Quase todos os dias de manhã eu faço para o café-da-manhã. É super rápido, gostoso e sustenta. Agora só falta eu aprender os segredos (pq todo prato brasileiro tem algum segredo!). Quando eu chegar na Bahia na semana que vem, vou investigar os segredos da tapioca. Vou virar expert! rsrs

 

Recordação

Volte das férias de verão no início da semana e voltei ao trabalho na quinta-feira.
Estava eu na cantina do meu trabalho, quando vejo um morenão bonito me encarando. Então eu perguntei se ele era brasileiro e ele disse que não, e me perguntou se eu me lembrava dele.

Fiquei surpreendida com a pergunta. Eu costumo ser boa para me lembrar de um rosto, principalmente um rosto bonito, mas dele eu confesso que não me lembrava.

Olha a memória desse cara. Ele se lembra de mim da época que eu trabalhava na Novozymes. Isso faz uns 10 anos. Aparentemente eu ia buscar amostras de enzimas no laboratório onde ele trabalhava.

Fiquei depois pensando, como é possível eu não me lembrar… mas de repente, quando escutei o nome dele (Modesto), eu me lembrei. Esse homem se lembra de mim, mas eu só fui no laboratório dele umas duas vezes. Caramba, isso é que é memória boa.

Coisa fantástica nessa vida. É impressionante como as pessoas que passam na vida da gente, ou deixam muitas marcas e lembranças ou passam despercebidas.

Ressonante…

Tive que interromper o post, pois o médico veio falar comigo sobre meu estado e o que vai acontecer daqui pra frente. A enfermeira veio tirar o catéter e agora fica no meu pé me lembrando que eu tenho que beber bastante água que é para fazer meu primeiro xixi depois da cirurgia.

Bom, mas continuando a saga.
A ressonância tinha sido marcada para início de dezembro e a médica ficou de me telefonar uns dias depois para me explicar o resultado.

Eis que mexendo uns pauzinhos, consegui fazer a ressonância em setembro, mas isso não adiantou de nada, pois a médica só podia falar comigo em dezembro. Paciência. O jeito é aguardar.

Em dezembro veio então a notícia de que eu tinha que operar, porque uma das endometrioses estava prestes a bloquear a passagem de urina dos rins para a bexiga.

Lembro que fiquei muito chocada com a notícia. Não conseguia nem me concentrar no que a médica estava me falando. Ainda para ajudar a mulher era norueguesa e estava falando norueguês comigo (ou com um sotaque norueguês muito forte, e a tia Cris aqui não fala norueguês, só dinamarquês, né!

No dia da consulta eles me deram uma data para a cirurgia, seria na terceira semana de março. Achei que era um longo tempo de espera e era uma data logo antes da páscoa, e eu não queria passar a páscoa doente, me recuperando de cirurgia.
Me disseram que eu poderia avaliar se a data era boa e se não fosse, eu poderia telefonar para o hospital e pedir uma nova data.

Lembro que dia 20 de dezembro eu telefonei e pedi para adiar a cirurgia. O que foi uma decisáo acertada, pois em março, no dia da operação, eu estava com uma gripe fenomenal. Lembro que fiquei de cama por quase 3 semanas.

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E o tempo passou, e nada de eu receber nova carta com nova data de cirurgia. Liguei para o hospital tanto em janeiro quanto em fevereiro para saber se tinha alguma novidade, mas nada. Passou tanto tempo que eu nem me lembro quando a bendita carta chegou, mas eu lembro da minha reação quando vi que a cirurgia seria dia 25 de abril. Pensei PUTZ GRILLA.

25 de abril era o dia seguinte do festival de forró de Copenhague e eu faço parte da organização e sei a trabalheira e o cansaço que é.
A data não era ideal, mas eu aceitei de qualquer maneira, pois não queria adiar o inevitável ainda mais, especialmente porque as endometrioses continuam crescendo enquanto eu espero pela operação…

Finalmente

Finalmente chegou o dia da minha cirurgia. Foi ontem. Hoje continuo no hospital, mas quero muito ir para casa logo.

Como assim? Operação, hospital, que papo mais louco é esse?
Ué, eu não escrevi há uns meses que eu tinha endometriose em estágio avançado? Antigamente eu achava que as dores que eu tinha eram normais e demorei anos para ir ao médico. Quando finalmente fui investigar o que me afligia, em fevereiro de 2015, a coisa estava num ponto que eu tinha dores por 15 a 20 dias por mês.

Demorou até agosto para descobrir o que eu tinha, pois tive a má sorte de ir a um médico que não viu a endometriose quando fez uma sonografia. Isso foi em março.

Outra coisa que atrasou o meu diagnóstico foi que em maio eu caí e quebrei o braço, e a minha prioridade naqueles meses de recuperação era de poder voltar a usar a mão direita.

Foi só em agosto que voltei no médico e ela mandou eu procurar um outro gineco que não fosse o de março. E foi batata. Ele mal terminou o exame e disse: vou ter que te mandar para um hospital para fazer uma ressonância magnética.
E daqui pra frente tudo correu com rapidez. Uns dias depois o hospital me mandou uma carta digital dizendo que horas seria meu exame.
Lá repetiram a dolorosa sonografia intravaginal. Quando constatou que eu não tinha só uma endometriose, mas duas, eles me encaminharam para o hospital do reino, Rigshospitalet, que é o mais moderno e que tem um departamento especializado nessa doença.

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Rapidamente eu fui chamada para a consulta no Rigshospitalet, onde eles repetiram (pela quarta vez!!!) a sonografia e disseram que iam me chamar para fazer uma ressonância.

Tudo tinha ido rápido até agora, mas demorou horrores para conseguir uma data para a ressonância…

Trio

Sabe aquela fofoca boa que eu prometi do festival de forró de Paris? Pois é, eu fiquei me enrolando para escrever, e até que foi bom, pois agora há pouco algo aconteceu que tornou a história muito mais atrativa e eu estou contentíssima.

Eu não sei se vocês gostam de forró pé de serra, mas eu gosto muito, e gosto demais das músicas do Trio Dona Zefa.

bichoDepois que eu já tinha comprado o passaporte para participar do festival, foi que anunciaram que tanto o grupo Bicho de Pé (que eu tb adoro) e o Trio Dona Zefa tocariam nas festas. Eu fiquei radiante!

Os dois shows do Bicho de Pé foram animadíssimos. Dancei demais e até dancei uma com o sanfoneiro deles, rapaz simpático com óculos da armação branca. Ele falou assim, antes do show, só sei dançar dois pra lá e dois pra cá. E eu disse: é o forró das antigas. Está bom demais.

No último dia, foi a vez do Trio Dona Zefa. Eu tinha chegado cedo nessa noite e estava arrastando as chinelas com um menino brasileiro quando eu reconheci o vocalista entrando. Lembro que eu pensei, nossa, mas eles estão entrando assim pelas portas da frente? E depois não pensei mais nisso.

Depois da dança, eu parei num cantinho para descansar, e de repente vejo o vocalista na minha frente, bem pertinho. Eu disse: Oi, tudo bem?. Ele disse: Tudo. Me deu dois beijinhos, perguntou meu nome e disse: Prazer, Danilo.

Achei muito simpático e isso animou o meu dia. Digo, minha noite.

Depois é dança pra cá, dança pra lá. E quando eu não estava dançando, ou eu estava na frente do palco, ou num cantinho ali do lado, cantando junto, no embalo das canções. Foi então, no meio de uma música, que o Danilo fez um aceno para mim lá do palco. Eu acho que eu fiz cara de susto, porque ele ficou com uma expressão estranha no rosto, mas é que eu fiquei assustada que lá de cima ele estava me vendo. Eu sempre achei, que com aquele monte de luz sobre eles, que não dava para ver nada. Mas me enganei. Do palco dá para acompanhar a movimentação toda.
Puxa vida. Teria sido tão legal se eu tivesse retribuído o aceno.

Depois do show eles estavam autografando CDs. Fui tentar comprar um CD para guardar de recordação, mas já tinha vendido tudo. Paciência. Ao invés do CD, vou guardar de recordação as experiências dessa noite, porque o show deles foi fenomenal. Dancei muito. E depois do show até perguntei para o sanfoneiro deles, o Tom, se ele só tocava forró ou se dançava também.

Acho que ele não escutou direito o que eu falei e de repente ele também me deu dois beijinhos e disse: Tom. E eu repeti a pergunta, porém ele respondeu que não sabia dançar. Pena né.

E uns dias se passaram, até que o Trio compartilhou um vídeo do show no Facebook e eu mandei uma mensagem dizendo que o show tinha sido maravilhoso e foi pena que os CDs tinham se esgotado rápido, pq eu queria ter trazido um pra casa. E brinquei perguntando se eles não mandavam um CD para mim na Dinamarca.

Eis que hoje, 12 dias mais tarde, eu recebo uma mensagem do Trio Dona Zefa dizendo para eu mandar meu endereço para o produtor deles, que eles vão me mandar um CD de presente! Achei fantástico! Alegrou o meu dia e até o meu coração está radiante. Não pq eles vão me dar um CD de presente, mas pela simpatia deles usarem o tempo deles para me escrever uma mensagem particular. Foi realmente muito querido da parte deles.

E eu que pensei que essa história não acabaria com final feliz, por causa da minha cara de susto, mas me enganei. O final foi muito melhor do que o imaginado. Essa é uma lembrança que vou guardar comigo por muitos anos. E tudo graças ao forró. #Se não fosse o forró o que seria de mim, Deus meu… o que seria de mim?#

Kombat

Hoje eu me lancei a um combate mortal no jardim. Objetivo: matar toda e qualquer erva daninha que aparecesse na minha frente.
Em pleno meio-dia e sol forte, claro que coloquei um chapeuzinho para me proteger, e também coloquei minha máscara, para proteção contra pólen.

Olhando meu reflexo na janela, percebi que hoje eu realmente estou em modo de combate mortal, ou mais precisamente, Mortal Kombat.

Usando a máscara azul, um chapéu de palha chinês, luvas e colete, eu estou uma mistura de Sub-Zero e Raiden.

sub raiden

Mortal Kombat não era meu jogo favorito, mas quando eu o jogava, eu escolhia Sônia ou Sub-Zero.

Quando eu ia aos fliperamas da silva, eu gostava mesmo era de jogar o Street Fighter, e eu sempre escolhia a Chun-Li e aqueles chutes potentes dela.

Bom, mas hoje eu não estou nem para Sônia, nem para Chun-Li.

Ainda bem que estou uma mistura de Sub Zero e Raiden, porque a coisa poderia estar pior, bem pior… tipo Blanka.

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Coincidências

Fui buscar Carsten no aeroporto. Era para ele chegar 4 da tarde, mas como o vôo foi cancelado, ele veio no vôo seguinte, com previsão de chegar às 7 da noite. O avião chegou no horário e eu cheguei no aeroporto pontualmente.

Os painéis já tinham anunciado a aterrissagem, e como Carsten não tinha bagagem, sairia por aquele portão a qualquer momento.

Chego mais perto do portão e vejo um rosto meio familiar…
O homem olha para mim com uma cara estranha e continua me encarando, pensativo.
Eu continuava olhando para ele, intrigada. Aquela cara de papai noel eu já tinha visto antes. Até que finalmente fiz a conexão do rosto com a pessoa. Era o meu vizinho!

Meu vizinho estava com sua esposa no aeroporto aguardando um casal amigo chegar de viagem. Olha que coincidência! Se eu tivesse sabido disso antes, teria pedido uma carona!