Inventando moda

Quem mora sozinho conhece aqueles dias em que se está gripado, não se tem nada na geladeira, uma preguiça enorme de sair de casa para ir ao mercadinho (mesmo porque tem um monte de neve lá fora!)… Quando a fome aperta, sabe o que a gente faz nesse dias? A gente inventa moda!

Um pãozinho agora ia bem.. não tenho. Pensei, vou então fazer uma tapioca, mas não tenho nem mistura, nem polvilho. Aí pensei: se polvilho é fécula de mandioca, será que dá pra fazer uma “tapioca” com fécula de batata?

Olha, não ficou ruim, não! rsrsrs

Baião

A caminho do festival de forró Baião in Lisboa.

Já começou bem. No avião, o atendente pergunta o que quero beber com o jantar e eu digo que gostaria de provar o vinho branco deles da região do Douro. E um pouco d’água.

Digo que quero aproveitar a ocasião e provar um vinho da região.

No que ele responde: “Não quer provar o tinto também? Eu gosto mais do tinto.”

Dizendo assim com tanta simpatia, quem resiste. Vamos provar o tinto também!

Eu, e três copos na minha frente. Nem tem espaço pra tudo isso na mesinha desses aviões.

Coincidências

Fim de semana passado fui para Friburgo na Alemanha para um festival de forró. Achei a cidade muito bonitinha e dessa vez até tirei algumas fotos e vou publicá-las no próximo post. A história de hoje será sobre as muitas coincidências que aconteceram durante a viagem.

Entrei no avião pela porta traseira, e para minha surpresa, o meu assento era o primeiro no qual bati o olho.

Eu estava com uma fome de leão, e como estava na última fileira, achava que seria a primeira a ser servida, porém quando o atendimento foi iniciado, os comissários levaram o carrinho lá para o meião, ou seja, eu seria uma das últimas a ser atendida.

Quando finalmente chegaram na minha fila, atenderam a moça ao meu lado e me esqueceram. Estavam a caminho do meião novamente, quando a menina do meu lado disse: ei, ela aqui também quer fazer um pedido (e quase que eu não consigo pedir o meu mini-calzone, porque o avião iria pousar em 20 minutos e demora 15 minutos para aquecer o negócio).

Achei bem legal da parte da moça me ajudar, pois eu já tinha desistido.

Lá em Friburgo, fazendo um passeio pela cidade, encontrei uns forrozeiros espanhóis conhecidos. Passaram na minha frente, olhando para uma vitrine de doces. Eu cheguei a dizer Hola, mas eles nem escutaram. Também, nós estávamos todos empacotados dos pés à cabeça, pois estava fazendo oito graus abaixo de zero.

Deixei por isso mesmo.

Mais tarde na festa, eu tinha chegado mais cedo e estava me preparando, quando os mesmos espanhóis chegam para bater papo, e descobrimos que tínhamos acabado de comprar sanduíches para o jantar na mesma lojinha e que não nos encontramos por questão de segundos. Provavelmente eu até passei por eles no meio da rua e não reconheci, já que eu estava tão atordoada com o frio, que não via nada.

Dancei horrores e no dia seguinte resolvi pegar o ônibus de volta para o aeroporto com quase 4 horas de antecedência, para evitar estresse caso caísse neve e tivesse trânsito. Enquanto sento no ponto e aguardo, quem chega? Quem, quem, quem? Exatamente, os mesmos espanhóis. Iam pegar o mesmo ônibus, e o vôo deles era no mesmo horário do meu. Tivemos todos a mesma idéia de ir mais cedo.

Fomos então jogando conversa fora. Logo eu, que gosto de ficar em silêncio, mas foi bom praticar um pouco o meu portunhol.

Quando finalmente é hora de voltar para casa, estou já sentadinha no meu assento no avião, e chega a menina que vai se sentar ao meu lado. Ela olha pra mim e começa a rir. Sabe quem é? Acredite ou não, a mesma menina que se sentou ao meu lado na ida para Friburgo!!! A mesmíssima pessoa e sentada novamente ao meu lado! Olha que coincidência louca.

Aí não tem jeito, tem que puxar conversa. Conversa vai, conversa vem, descubro que ela mora na Dinamarca há 9 anos, mas ela é originalmente da Suíça. Eu aproveito e comento que eu sempre vou pra Suíça, pois tenho amigos em Biel. E aí vem a coincidência final. Adivinha de que cidade suíça ela é? Exatamente!

Ô mundo pequeno esse!

 

Projeto 333

Na tentativa de simplificar a minha vida, estive lendo alguma coisa sobre minimalismo, a arte de viver com pouco. Claro que não vou aderir assim, de uma hora para outra, a um estilo de vida tão drástico, mas achei que algumas técnicas ajudariam a eliminar certas coisas que estressam e fazem tanto a mente quanto a alma ficarem carregadas, ou melhor, sobrecarregadas.

Uma das coisas que mais me chamou atenção é um negócio chamado Projeto 333. Que é ter um guarda-roupas de 33 peças para usar por 3 meses. Cada coisa conta, inclusive sapato, bolsa, chapéu, jóias, relógio, óculos de sol. Não conta roupa íntima, pijamas, roupa de ginástica.

Tive a impressão que a maioria das pessoas que tentam colocar em prática o Projeto 333 são motivadas pela desorganização e bagunca no guarda-roupas, e a dificuldade de tomar uma decisão do que vestir, em meio a tantas opções. O projeto tem como objetivo simplificar. Não quer dizer que é para jogar tudo fora. No momento de fazer a seleção de peças, tem-se, no entanto, uma boa oportunidade de ver o que não serve mais, o que pode ser doado, o que precisa ser remendado, e por aí vai. E o resto coloca-se em caixas e armazena-se fora de vista. A idéia é fazer a mente relaxar.

Estou pensando seriamente em começar ou hoje ou no início da semana que vem (estarei viajando nos dois finais de semana, ou teria usado eles para fazer isso).

Ontem dei uma olhada por cima do que tenho no guarda-roupas. Coisas que eu adoro, mas que nem lembrava mais que tinha. E já percebi que 33 peças para 3 meses de inverno dinamarquês não são suficientes, já que eu uso cinco camadas de blusas por dia. Se eu só tiver 33 peças, terei que lavar roupas com muita frenquencia, e a ideia do projeto é simplificar, mas sem causar frustração.

Acho que 33 peças em meia-estação ou verão são mais que suficientes, mas no inverno preciso de mais. Vou começar com 50 peças e ver como funciona.

Relato mais tarde.

Para quem nunca ouviu falar do Projeto 333, eu achei um artigo em português, mas confesso que não o li. Normalmente leio em inglês.

https://reviewslowliving.com.br/2014/04/01/minimalize-seu-closet-com-o-projeto-333-o-simples-e-o-novo-preto/

Salsera

Eu não contei essa pra vocês ainda, mas semana passada, na quarta-feira, eu me reuni com os latinos aqui da minha empresa para um almoço e no retorno para o escritório, um jovem espanhol me perguntou se eu queria fazer aulas de salsa com ele, mas eu tinha que responder praticamente na bucha porque as aulas começavam já naquela noite!

Perguntei então se era salsa cubana, porque eu não sou muito fã de salsa americana (cross body), e também perguntei se seria iniciantes (que eu não queria, pois não tenho muita paciência pra dançar com uns caras duros que demoram séculos para aprender um passo básico). Ele me assegurou que era aula de intermediários.

Quando eu vi que o endereço do local não era muito longe, pensei comigo mesmo, por que não? Eu não gosto muito de salsa, mas aprender uns passos não faria mal e não estava caro. Além do mais, eu estou precisando conhecer gente nova.

Cheguei lá, a aula é dentro do prédio da piscina local. Aqui tem esses clubes de piscina da prefeitura, e esse é até bem chique, tem spa, massagem, saunas, banho turco, e um monte de coisas. 

Na aula somos somente 3 pares, mas esse povo “intermediário” não sabe nem distinguir a perna direita da esquerda. Peloamordedeus. Mesmo assim está sendo bom aprender uns passos, rir um pouco, sair de casa. 

E eu que nunca pensei que dançaria salsa, pois eu não tenho saco para esse tipo de música. Agora, uma bachata, kizomba, lindyhop, blues… essas outras danças eu gosto e adoro a música!

Falando em swing lindyhop, hoje de noite tem uma festa lá na escola onde eu fiz umas poucas aulas particulares, só para aprender uns passos, e eu vou, e ainda por cima vou ser voluntária na portaria por uma hora, cobrando as entradas, para entrar de graça e ganhar um drink! hahaha

Pescador

Escolhi esse título e imediatamente me lembrei de duas músicas de forró que se chamam Pescador e que são muito boas. Mas a história de hj não tem nada a ver com forró.

Estou revendo as postagens antigas e limpando um pouco, especialmente aquelas que tem link par algum vídeo de YouTube que não existe mais, até que achei a história de dezembro de 2012, falando dos pescadores que pescam usando aves.

História de pescador

Eu nem me lembrava que tinha postado isso, mas agora entendo porque eu reconheci essa atividade num dos quadros que tenho aqui em casa.

Curiosamente, o quadro que tenho sobre o piano é do nascer do sol, as montanhas, o rio, e bem pequenino no meio tem um barquinho de pescador, e outro dia eu estava olhando essa foto com mais calma, e reparei que sobre o barquinho tinha as aves junto com o pescador. Imediatamente eu reconheci a prática de pesca, mas somente porque eu tinha publicado no blog. Viu, tia Cris trazendo mais informação para vocês, kkkk

Uma Limpa

Chegou a hora de fazer uma limpa geral no blog. Uns tempos atrás, quando o blog estava quase abandonado às moscas, eu achei até que ia chutar o pau da barraca, e deletar tudo, mas aparentemente eu estou de volta à ativa, com várias histórias.

No entanto para liberar espaço para novas fotos e histórias, preciso começar a limpar as histórias antigas. Esse processo também será bom caso algum dia o Carsten não possa mais ser o host do meu website e eu tenha que achar uma empresa de webhost e tenha o que pagar. Normalmente o preço varia de acordo com o tamanho do site, e eu tenho gigas demais com as fotos todas, não só no blog, mas em Cris.dk também.

Sei que tem leitores aqui que me acompanham desde a primeiríssima postagem, por isso estou avisando. Mas meu primeiro passo será deletar aquelas postagens com mensagens sem muita importância. As histórias mais elaboradas vou manter.

Se acaso tiver algum post pelo qual vc tem um carinho todo especial, me avise. Já pensou se eu deleto justamente esse?

Meus posts preferidos são os das histórias, como o do dia que o fogão novo foi entregue na minha casa antiga, e teve que ser trocado três vezes. Kkkk

E vc, lembra de algum post especial?

Lembranças

Tive um sonho essa noite que me fez pensar.

Sonhei que era o dia do aniversário da minha mãe, eu tinha passado o dia todo com ela, mas me esquecido de dar parabéns porque não lembrava da data.

Fiquei pensando em como, apenas 20 anos atrás, eu me lembrava de todos os aniversários da família e de amigos, dos números de telefones todos, dos endereços, nos nomes dos meus médicos e de muitas outras coisas.

Hoje em dia não me lembro nem do meu próprio número de telefone. É Sério. Toda vez que tenho que lembrar o número do meu telefone do trabalho, eu tenho que olhar minhas anotações.

Se perguntarem o nome do meu médico, não sei. Nem do dentista.

Essa coisa de colocar no Outlook ou no celular todos os lembretes de aniversário, endereços, telefones, nomes, faz com que a vida da gente fique mais fácil, mas um dia o tiro pode sair pela culatra quando a tecnologia não estiver ali à mão.

Se acontecer um acidente comigo, eu não sei nem o número do Carsten de cor, nem de nenhuma amiga. Endereço, não sei nem o da minha família. Com dificuldade lembro o nome da cidade onde moram, mas endereço, nenhum. Lembro sim, do meu endereço de infância, Avenida Coronel José Lobo. Lembro até que em meados dos anos 80, o número era 122, depois mudou para 130. Lembro do número de telefone, na época que os números de Paranaguá começavam com 422. Engraçado isso.

Tenho até tido dificuldade de lembrar de nomes. Um rosto eu não esqueço, mas nome…aí lascou. 

Aniversariantes

Mês de agosto e curiosamente os meus dois leitores fiéis fazem aniversário nesse mês. Eu não me esqueci do seu aniversário, não. Meu email é que está me dando dor de cabeça. Mas espero que você tenha tido um dia maravilhoso, daqueles com bolo de chocolate, brigadeiro, coxinha, empadinha e outras delícias que só os aniversários brasileiros oferecem. Só não vale soprar velinha sobre o bolo e contaminar tudo com saliva e bactéria. Não sei quem inventou essa moda louca e que ainda não foi extinguida.

Eu sei que há outros leitores no blog, que lêem tudo sorrateiramente, outros aparecem de vez em quando para matar a saudade, e uma vez ou outra deixam um comentário aqui mesmo no blog ou mandam via Whatsapp ou por Facebook (ou pessoalmente, como já me aconteceu). Gente, honestamente, eu não sei como vocês ainda aguentam ler esse blog, as mesas histórias, férias e mais férias, drama fritando uma tapioca, forró… haja paciência. Risos

Àqueles que permaneceram comigo todos esses anos, meu muito obrigada. 

Auuuuuuuu

“Mistérios da meia-noite”

Essa danada dessa lua cheia não está me deixando dormir. Esse fenômeno começou uns 5 a 6 anos atrás, ou pelo menos essa foi a época que eu percebi os dias que não conseguia dormir coincidiam com a lua cheia. Acho que estou virando lobisomem, auuuuu.

A lua está tão clara hoje que eu nem preciso de luz em casa, é só abrir a cortina. E quando ela subiu, em torno das dez da noite, estava linda, bem dourada laranjada. Ah, nesse ponto eu sou muito sortuda, de um lado da sala eu vejo o pôr do sol bem lindo, com diversas cores, e do outro vejo a lua.

Só quero ver como vai ser meu dia amanhã, se vou ter que trocar meu almoço por uma soneca na salinha do silêncio no meu escritório. Rsrs

Tapiocamania

Um alô rápido para os amantes de tapioca por esse mundo afora.

Estou viciada. Conheci tapioca num festival de forró em Lisboa em dezembro 2016, e desde então tenho tentado fazer em casa, seguindo receitas na Internet.

Nesse mês de julho tive a oportunidade de visitar o Espírito Santo e o sul da Bahia e comi muita tapioca. As melhores que comi foram na barraca da tapioca dentro do Bar do Forró no festival FENFIT de Itaúnas. Aquela moça lá fazia uma tapioca fantástica. Tudo muito incrementado. Era minha janta todos os dias. Uma tapioca e uma catuaba ao som de muito forró. Kkkk

Percebi que o pessoal gosta muito para o café da manhã umas tapiocas mais simples, só com queijo, ou com ovo dentro. Sinceramente, dessas eu não gostei.

Gostei muito das de frango, calabresa, carne seca, todas acompanhadas de queijo coalho. (eu não sou vegetariana, ainda não, apesar de eu ter diminuído muito a quantidade de carne que como e a quantidade de vezes na semana, mas no Brasil é quase impossível ser vegetariano. Os que são, são verdadeiros guerreiros!)

Das tapiocas com recheio doces, curti queijo com goiabada e banana com canela e açúcar. Não provei a de doce de leite nem nada com coco. Quem sabe na próxima oportunidade.

Aqui em casa na Dinamarca eu gosto de inventar. Recheio de marmelada ou geleia de frutas, banana com canela. Já as salgadas, eu tenho feito com peixe. (pronto, vão me matar! Kkk)

É sério. Preparo o recheio como se estivesse preparando um patê. Sardinha enlatada amassada com um pouco de maionese hellmanns, ou ova de bacalhau amassadinha com maionese. Curto muito. Fica mega gostoso, para passar numas torradas, comer sobre pão de centeio tradicional daqui, e agora na tapioca.

Hoje eu provei com atum. Coloquei um pouco de hellmanns mas percebi que talvez nem fosse preciso. Amanhã vou experimentar sem.

Para quem não tem medo de provar umas coisas diferentes, fica aqui a dica de recheio para variar.

Comidas estranhas

Nessa rota do forró conheci gente de praticamente todo o Brasil. Muita gente do Sudeste e Nordeste, e eu percebi como os costumes são diferentes, como as comidas são diferentes. (Lembrei de quando fui no Acre e comi tacacá. Fiquei mascando aquelas folhas de jambu e tomando o tucupi.)

Outro dia achei sagu para vender num mercadinho tailandês. Fazia uns 8 anos que eu não comia sagu, resolvi comprar e fazer. Comentando com um pessoal de Minas e da Bahia, eles nunca ouviram falar de sagu. Eu achei que sagu fosse coisa do país todo, mas aparentemente é coisa do sul.

Mas eu também já provei coisa que nunca tinha ouvido falar antes. Já ouviu falar de tapioca? Pois eu provei no festival do Baião em Lisboa em dezembro do ano passado. Adorei. Eles faziam tapioca tanto com recheio doce quanto salgado. Eu só gosto de coisa salgada, então o meu foi com frango desfiado e catupiry. Achei ótimo.

Até então eu achava que o negócio se fazia com farinha de mandioca, mas um dia resolvi pesquisar para tentar fazer em casa, e descobri que é com polvilho umedecido. Vivendo e aprendendo.

Então fui para o festival em Berlim e fiquei hospedada na casa de uma amiga baiana que me ensinou a fazer a tapioca bem certinho. Agora eu ando com mania de fazer tapioca. Quase todos os dias de manhã eu faço para o café-da-manhã. É super rápido, gostoso e sustenta. Agora só falta eu aprender os segredos (pq todo prato brasileiro tem algum segredo!). Quando eu chegar na Bahia na semana que vem, vou investigar os segredos da tapioca. Vou virar expert! rsrs

 

Recordação

Volte das férias de verão no início da semana e voltei ao trabalho na quinta-feira.
Estava eu na cantina do meu trabalho, quando vejo um morenão bonito me encarando. Então eu perguntei se ele era brasileiro e ele disse que não, e me perguntou se eu me lembrava dele.

Fiquei surpreendida com a pergunta. Eu costumo ser boa para me lembrar de um rosto, principalmente um rosto bonito, mas dele eu confesso que não me lembrava.

Olha a memória desse cara. Ele se lembra de mim da época que eu trabalhava na Novozymes. Isso faz uns 10 anos. Aparentemente eu ia buscar amostras de enzimas no laboratório onde ele trabalhava.

Fiquei depois pensando, como é possível eu não me lembrar… mas de repente, quando escutei o nome dele (Modesto), eu me lembrei. Esse homem se lembra de mim, mas eu só fui no laboratório dele umas duas vezes. Caramba, isso é que é memória boa.

Coisa fantástica nessa vida. É impressionante como as pessoas que passam na vida da gente, ou deixam muitas marcas e lembranças ou passam despercebidas.

Ressonante…

Tive que interromper o post, pois o médico veio falar comigo sobre meu estado e o que vai acontecer daqui pra frente. A enfermeira veio tirar o catéter e agora fica no meu pé me lembrando que eu tenho que beber bastante água que é para fazer meu primeiro xixi depois da cirurgia.

Bom, mas continuando a saga.
A ressonância tinha sido marcada para início de dezembro e a médica ficou de me telefonar uns dias depois para me explicar o resultado.

Eis que mexendo uns pauzinhos, consegui fazer a ressonância em setembro, mas isso não adiantou de nada, pois a médica só podia falar comigo em dezembro. Paciência. O jeito é aguardar.

Em dezembro veio então a notícia de que eu tinha que operar, porque uma das endometrioses estava prestes a bloquear a passagem de urina dos rins para a bexiga.

Lembro que fiquei muito chocada com a notícia. Não conseguia nem me concentrar no que a médica estava me falando. Ainda para ajudar a mulher era norueguesa e estava falando norueguês comigo (ou com um sotaque norueguês muito forte, e a tia Cris aqui não fala norueguês, só dinamarquês, né!

No dia da consulta eles me deram uma data para a cirurgia, seria na terceira semana de março. Achei que era um longo tempo de espera e era uma data logo antes da páscoa, e eu não queria passar a páscoa doente, me recuperando de cirurgia.
Me disseram que eu poderia avaliar se a data era boa e se não fosse, eu poderia telefonar para o hospital e pedir uma nova data.

Lembro que dia 20 de dezembro eu telefonei e pedi para adiar a cirurgia. O que foi uma decisáo acertada, pois em março, no dia da operação, eu estava com uma gripe fenomenal. Lembro que fiquei de cama por quase 3 semanas.

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E o tempo passou, e nada de eu receber nova carta com nova data de cirurgia. Liguei para o hospital tanto em janeiro quanto em fevereiro para saber se tinha alguma novidade, mas nada. Passou tanto tempo que eu nem me lembro quando a bendita carta chegou, mas eu lembro da minha reação quando vi que a cirurgia seria dia 25 de abril. Pensei PUTZ GRILLA.

25 de abril era o dia seguinte do festival de forró de Copenhague e eu faço parte da organização e sei a trabalheira e o cansaço que é.
A data não era ideal, mas eu aceitei de qualquer maneira, pois não queria adiar o inevitável ainda mais, especialmente porque as endometrioses continuam crescendo enquanto eu espero pela operação…