Todo ano

Vocês se lembram daquela música da Baby Consuelo, onde ela cantava “todo dia era dia de índio”? Pois é, aqui comigo não é todo dia, mas é todo ano. Todo ano tem algum inseto que quer me devorar.

A contagem anda assim:

  • 2008  – Ano das vespas e marimbondos. Como tinha, especialmente as que são chamadas de yellow jacket (jaqueta amarela). Essas são perniciosas. Era só abrir a porta de casa que elas já estavam rodeando a sua orelha. Para ajudar, durante esse ano também teve muita aranha. Estacionando o carro de noite, eram tantas teias na garagem que parecia até filme de Halloween. Teve uma aranhinha que fez sua teia dentro do carro. Como ela entrou lá, não sei.
  • 2009 – Ano das joaninhas. Eu adoro joaninha. Elas são tão bonitinhas, mas elas mordem e dói. Eu nunca tinha visto tanta joaninha junta. Andando de bicicleta naquele ano, passei por uma núvem de joaninhas, elas voando, batiam nos meus óculos, no meu rosto. Lembro que fiz o maior esforço para manter a boca fechada.
  • 2010 – Ano dos mosquitos e pernilongos. Foram 6 ou 7 semanas sem chover, mas quando finalmente a chuva veio, os ovos das 3 espécies de mosquitos eclodiram ao mesmo tempo, então tinha 3 vezes mais mosquito que o habitual. Eu que tenho alergia à picada de inseto e atraio os mosquitos, era só abrir a porta ou alguma janela para entrar uma multidão de mosquitos assassinos. Eu não ia nem no jardim e estava praticamente tomando banho em repelente.
  • 2011 – Ano das borboletas. Não sei se vocês se lembram, mas bem no início do blog eu postei umas fotos que tirei no jardim do abelhão e das borboletas. Eu nunca tinha visto tanta borboleta junta. As flores estavam sendo disputadas à tapa. Tinha borboleta pousando em mim. Fui pesquisar e descobri que borboleta precisa de sal na sua dieta e o sal do suor humano entra nessa categoria. Então ela veio me dar uma lambidinha, né.
  • 2012 – Ano das mutucas. Está feia a coisa. Ontem mesmo, de noite, matei duas dentro do quarto antes de ir dormir. Se vc não conhece mutuca, é um tipo de mosca de cavalo e as fêmeas se alimentam de sangue, inclusive o humano. A mordida da mutuca dói bastante. Lembro que quando morava em Paranaguá, se estava na piscina no final do dia, logo vinha alguma mutuca morder bem no pescoço. Era um horror.
    Semana passada levei tantas mordidas que Carsten queria até que eu fosse ao médico.

Se eu sobreviver às mutucas esse ano, vamos ver que inseto terei que encarar no ano que vem. Tomara que seja abelhão: bichinho pacífico, rechonchudo e que faz BZZ.

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5 Responses to Todo ano

  1. Aroldo, pé de repolho diz:

    Joaninhas mordem?? essa não sabia, hehehe

    mutuca, pelo jeito vamos ter uma medalhista esse ano hein, hehehe (perna vai ficar cheia de medalhas), hehehe

  2. Manoela diz:

    Também não sabia que joaninha morde.
    Já fui mordida por uma mutuca na sola do pé, eu não conseguia nem andar. Meus sentimentos.

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