Bodil

Estou aqui sentadinha na frente da telinha enquanto outro tufão está passando pela Dinamarca.

O último tufão passou por aqui dia 28 de outubro e levou embora um terço do topo do nosso telhado. Foi somente na semana passada que terminaram de consertar o telhado e colocar novas telhas. A conta chegou terça passada. 12 mil.

Para meu desespero, também foi na terça-feira que recebi a notícia de que um novo tufão estava a caminho. Puxa vida, sacanagem. Espero que o telhado resista dessa vez. Vamos ver amanhã. Pelos uivos e ruidos, a coisa lá fora está feia. Não tenho nem coragem de olhar pela janela.

Pelo visto se espera que esses tufões apareçam com mais frequencia, pois o governo pediu ao instituto meteorológico dinamarquês para dar nome aos tufões, assim como se faz com os furacões que passam pela América do Norte.

O tufão de outubro foi Allan, e hoje é Bodil que está passando por aqui. Allan matou dois na DK e deixou em torno de 100 feridos, porque os dina não estão acostumados a essas intempéries, e teve gente que saiu nas sacadas ou nas ruas para ver de perto a destruição. Tem uma mulher que está internada no hospital até hoje, porque ela saiu na sacada para ver o vento e veio uma táboa de madeira com pregos e tudo e atravessou o peito dela. Puff. Mas a polícia tinha avisado para ninguém sair na rua!

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5 Responses to Bodil

  1. Vesgueta diz:

    Meu caneco a coisa está feia por aí hein, a mulher ainda está viva (internada) tábua recheada de pregos atravessou o peito dela, como assim me explique essa passagem que não entendi.

    ve esse clipe
    http://www.youtube.com/watch?v=x0j6w_P0ptY

    • Cris diz:

      Então, uma amiga minha que trabalha no hospital já tinha me contado essa dessa mulher, mas hoje eu li no jornal que ela ainda está internada.
      Durante o vendaval ela abriu a porta da sacada e foi do lado de fora do apartamento dela. Os ventos estavam carregando telhas quebradas, pedaços de metal e de madeira. Veio um pedaço de madeira cheio de pregos e atravessou o corpo dela bem na altura do peito. Eu honestamente não sei como ela sobreviveu. Mas burrice, ventos de 190 km/h. Esse povo não pensa direito.
      Depois dizem que esse negócio de loira burra é mito!

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