Pedalando (parte 2)

Continuando a história do evento “A gente pedala pro trabalho”… As coisas nunca acontecem da maneira que a gente imagina.

Desde que comecei no trabalho novo, eu ia quase todo dia para o escritório. Porque eu sou nova, só me deixavam trabalhar de casa uma vez na semana e olhe lá (enquanto os outros colegas podem trabalhar de casa por até três vezes na semana!).

Mas pra mim estava bom trabalhando do escritório, pois quando maio chegasse, eu poderia pedalar todo dia até o trabalho e juntar uns 26km por dia no evento (13km pra ir e pra voltar). Era um plano perfeito. Só falta comprar uma bicicleta!

Em 2019 eu comprei uma bicicleta velhinha, porque o preço do Donkey Republic de repente aumentou muito e eu achei que não valia mais a pena alugar. Investi numa bicicleta usada de 5 marchas, com cestinha. Era uma bicicleta boa para ir na cidade, mas mega pesada. Subir morro com ela quase me mata.

Como tem muito morro na região onde eu moro agora, achei que eu sofreria muito se tivesse que usar a bicicleta velhinha todo dia. Então resolvi ir até a loja e ver se eles tinham algum modelo mais leve.

Gastei a maior nota numa bicicleta híbrida, que vai bem tanto no asfalto quanto em trilha. Ela tem até amortecedores tipo Mountain bike. Mas não é elétrica. Precisa ter força na peruca. Nem acredito que comprei uma bicicleta só para participar do evento de maio!

No dia seguinte eu resolvi testar a magrela. Foi fenomenal. Me perdi umas dez vezes no caminho, porque eu queria evitar andar pela rodovia e eu me embrenhava nas trilhas. É mais legal pedalar na natureza do que no asfalto.

Adorei, e eu estava toda empolgada para o início do evento.

Mas, porém, todavia… chegou um email dizendo que resolveram reformar nosso escritório. A reforma demoraria 6 semanas e nesse tempo a gente podia trabalhar ou de casa ou num outro prédio que fica um pouco fora de mão, a 1km de distância do escritório. Dia 24 de abril começou a reforma e já não podíamos mais ir pro escritório.

Fui checar as condições do prédio temporário, mas vi que não tem lugar para todo mundo. E o prédio fica realmente fora de mão.

Apesar de eu não gostar muito de trabalhar de casa, pois me sinto muito solitária, comparado com aquele lugar temporário, eu acabei decidindo que trabalharia de casa. Mais confortável aqui.

E isso prejudicou muito a minha participação no evento de maio, pois eu quase não fui para o escritório esse mês. Só vou quando tem treinamento. Fui ontem, por exemplo.

O evento “A gente pedala para o trabalho” diz que se você trabalha de casa, você pode fazer um passeio de bicicleta antes ou depois de trabalhar e escrever no esqueminha quantos quilômetros você pedalou.

Eu tentei fazer isso um dia. Fui de bicicleta até o supermercado e estiquei o percurso um pouco. Então escrevi 6, 5 km no esquema. Mas percebo que se eu fico em casa, não tenho motivação de ir a lugar nenhum.

Então meu esquema está assim:

Ontem eu pedalei mais que eu normalmente pedalo, porque eu tinha entendido que nas quartas feiras a gente podia sair um pouco do percurso normal, tirar uma foto, e enviar para eles para concorrer a prêmios. E foi isso que fiz. Resolvi tentar voltar pra casa usando um caminho totalmente diferente.

Abaixo você pode ver meu percurso. Eu normalmente uso o trajeto marcado em vermelho. Mas ontem eu fiz o azul. E eu me perdi, entrei num beco sem saída (quero dizer, um bosque sem saída – mas bem bonito). Cheguei em casa com a perna um pouco cansada, porque tinha muito morro nesse trecho. O meu aplicativo disse que eu subi mais de 700 metros de morro.

Quando cheguei em casa e fui tentar mandar a foto para o evento, descobri que era somente semana passada que valia esse negocio de esticar o caminho na quarta feira. Eu achava que seria toda quarta. Me enganei. Mas não me arrependo de ter feito outro percurso. Passei por uns lugares bem idílicos.

E também foi bom saber que eu consigo pedalar 17 km sem precisar de pausa. Porque no sábado me convidaram para um churrasco e a casa da minha amiga fica 16 km daqui.

Chequei como chegar lá, e eu tenho que pegar um onibus, um trem, e caminhar por 20 minutos. Estou seriamente cogitando ir de bicicleta. Diz a previsão do tempo que estará sol e 20 graus. Milagre! Será que eu aguento 16km pra ir e 16 pra voltar? Nunca andei tanto de bicicleta antes.

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2 Responses to Pedalando (parte 2)

  1. Madruga Lanches diz:

    Assim dá vontade de pedalar (paisagem bonita), e a bicicleta é bonita, deve ser confortável pedalar com ela.

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