Vai lá, vai lá

No dia 10 de maio eu escrevi que uma amiga me convenceu a sair da toca e ir a um samba. Saí de lá cantarolando Oh Irene, Oh Irene.

Ontem, sábado, teve outro samba com feijoada e ficamos de nos encontrar. Acabei chegando tarde no local e entrei bem no momento que a banda parou para fazer uma pausa. Eu tinha ouvido dizer que os músicos iam participar de uma manifestação de brasileiros em Copenhague. Sabe, uma dessas palhaçadas pré segundo turno. Então achei que a música ao vivo só começaria depois que a manifestação acabasse, mas me enganei. Perdi então metade do show.

Durante a pausa o DJ tocou uns forrós e um conhecido meu das antigas, daquele tempo que eu dançava forró na DK, me tirou para dançar. Até me espantei com o convite, mas aceitei na boa.

Aí sim, vem a banda. Digo, a roda de samba. Um monte de músicos juntos tocando no que dá na telha.

Tocaram Oh Irene e Vai lá, vai lá. Eu ainda estava no embalo quando minha amiga perguntou se eu queria sair dali, que estava muito cheio, e ir tomar um café. Eu topo.

Fomos e ficamos de papo até quase 11 da noite. Do centro da cidade, eu tenho entre 60 a 75 minutos de transporte até em casa. Já passou da meia noite e depois daquele copão de café  eu estou mega acordada, sentada na cama escrevendo esse artigo.

Logo hoje, que eu queria ir dormir cedo, porque daqui a pouco tenho que levantar e me arrumar para chegar na embaixada antes das 8 da manhã e votar.

No primeiro turno eu dei a maior sorte. Fez um dia lindo, sem vento, com sol, e eu tirei até umas fotos a caminho da embaixada.

Hoje não será bem assim. Está um vento com jarradas de até 80 km por hora, muita chuva e a polícia alertou para evitar sair de casa. Mas a gente é obrigado a votar e aí, como faz? Vamos ter que encarar o vento. O jeito será cantarolar Vai lá, vai lá!

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