Viagem dos selfies

Eu não sou muito fã de tirar selfie, desses que você estende o braço e click. Normalmente eu levo para minhas viagens um tripé pequeno, onde posso apoiar a câmera. Aí é aquele ritual: coloco o timer para 10 segundos, focalizo, clico, corro, faço pose, um sorrisão e click. Então checa e descobre que a foto não ficou boa e tem que começar tudo de novo. De repente a gente usou 10 minutos para tirar um selfie, mas a foto fica boa.

No entanto dessa vez a viagem foi diferente. Eu esqueci o meu tripé sobre a mesa da sala. Só lembrei disso quando já estava no aeroporto a caminho de Milão. O jeito foi aderir à moda dos selfies do braço esticado. Se bem que, tanto em Roma quanto em Florença, havia muitos ambulantes vendendo o tal do pauzinho do selfie. Chegavam a ponto de serem irritantes. Não se podia andar em paz. Eles colocavam o troço bem debaixo do nariz da gente e perguntavam se queríamos comprar. 10 euros!!!

Bom, eu não tenho experiência em tirar selfie, mas tia Lu tinha e eu, facilmente influenciável, acabei entrando na onda dos selfies. Tiramos trocentos selfies nessa viagem e nos divertimos.

E como essa viagem ficou para a história, eu acabei trazendo comigo o hábito de tirar selfies – digamos que é um souvenir. Um souvenir que eu usei no aniversário do Carsten, quando fomos para Malmo na Suécia. Lá nós também tiramos incontáveis selfies.

Pronto, estou num caminho sem volta. O selfies agora fazem parte de mim.

3 thoughts on “Viagem dos selfies

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *