Queimou

Eu e essas tapiocas… Já me queimei na frigideira várias vezes, mas hoje foi de matar. Faz mais de uma hora que estou tentando resfriar a queimadura.

Telefonei pra minha chefe, dizendo que não sei se vou conseguir ir hoje. Até agora não formou bolha, mas se não aliviar nada, vou ligar pra minha enfermeira.

Como aconteceu? Distraída, preocupada com a hora, agarrei a frigideira meio errado, o dedo grudou numa área que estava pelando de quente e pronto. Um segundo de descuido foi suficiente.

Esfria em baixo de água corrente, aplica gel de aloe na área afetada e põe o dedo de molho num pote com água fria, toma uma dose cavalar de analgésicos…. Mas até agora não diminuiu muito a dor.

Li que queimaduras de primeiro e segundo grau são propensas a pegar infecção por tétano. Fiquei preocupada, uma pq dessa eu não sabia e outra pq faz dez anos que tomei vacina antitetânica. Deve ser retomada de cinco em cinco, não é isso?

Aff, como dói.

PS: Descobri um bom modo de resfriar o dedo. Abre a janela e bota o dedo pra fora. Verão na Dinamarca, 16 graus. Perfeito para resfriamento de dedo queimado. Kkk

Brasil 2017

Fazia muito tempo que eu não ia ao Brasil. A última vez que fui para passear foi em 2011, onde fiz uma visita mega rápida a Recife, depois partimos para Porto de Galinhas e Fernando de Noronha. Eu e minha mãe. Foi uma viagem que deixou vontade de voltar.

Em 2014 eu fiz uma viagem de emergência ao Brasil, mas não vi quase ninguém.

E agora surgiu uma nova oportunidade. Dessa vez resolvi não visitar ninguém da família, mas somente curtir. Decisão extremamente impopular com minha família, mas dei sorte de ter escolhido assim. Assim que cheguei no BR, veio uma frente fria fenomenal da Antártica que deu até neve no sul. Sem condições de sair do verão dinamarquês, que já é curto e ruim, para ir passar frio no Brasil.

Então foi somente Espírito Santo e Bahia. Deu para sentir uma certa friagem que chegou no Espírito Santo, mas nada que matasse a gente de frio. Dava para curtir uma praia durante o dia. Só de noite que tinha que colocar um casaco.

Mas o motivo que me levou ao Brasil foi para dançar forró.

Eu comecei a dançar aqui na Dinamarca no final de 2015 e desde então só danço na Europa. Sempre tive curiosidade para saber como é dançar com os brasileiros, se é melhor, mais animado. Escolhi o maior festival de forró, o FENFIT, que era para fazer valer a viagem.

Depois de lá eu não sabia o que fazer, perguntei então para os forrozeiros no meu Facebook e esse povo todo indicou o sul da Bahia, Caraíva, Trancoso. Escolhi Caraíva porque li que o forró continuava lá. Vício! Rs

Cheguei no Brasil dois dias antes do festival começar. Cheguei como de costume em Guarulhos e tinha que ir até Vitória. Achei melhor fazer isso com antecedência para descansar e poder aproveitar o festival. Ir dançar com jetlag não deve ser nada agradável.

Em Vitória caminhei um pouco. Acho que escrevi isso num post anterior. No aeroporto dia seguinte, o pessoal que foi na van comigo disse que foram dançar forró. Eu perdi essa, mas foi bom descansar. A viagem até Itaúnas foi muito cansativa, a ponto de eu nem querer ir dançar na primeira noite e rejeitar convite para ir jantar.

Acho que estava também desanimada com a chuva e a quantidade de lama, já que as ruas todas da vila são de areia, terra.

Os detalhes do festival, as aventuras, e o fim da viagem em Caraíva eu conto nas próximas postagens, pq tem muita coisa pra contar!

Tapiocamania

Um alô rápido para os amantes de tapioca por esse mundo afora.

Estou viciada. Conheci tapioca num festival de forró em Lisboa em dezembro 2016, e desde então tenho tentado fazer em casa, seguindo receitas na Internet.

Nesse mês de julho tive a oportunidade de visitar o Espírito Santo e o sul da Bahia e comi muita tapioca. As melhores que comi foram na barraca da tapioca dentro do Bar do Forró no festival FENFIT de Itaúnas. Aquela moça lá fazia uma tapioca fantástica. Tudo muito incrementado. Era minha janta todos os dias. Uma tapioca e uma catuaba ao som de muito forró. Kkkk

Percebi que o pessoal gosta muito para o café da manhã umas tapiocas mais simples, só com queijo, ou com ovo dentro. Sinceramente, dessas eu não gostei.

Gostei muito das de frango, calabresa, carne seca, todas acompanhadas de queijo coalho. (eu não sou vegetariana, ainda não, apesar de eu ter diminuído muito a quantidade de carne que como e a quantidade de vezes na semana, mas no Brasil é quase impossível ser vegetariano. Os que são, são verdadeiros guerreiros!)

Das tapiocas com recheio doces, curti queijo com goiabada e banana com canela e açúcar. Não provei a de doce de leite nem nada com coco. Quem sabe na próxima oportunidade.

Aqui em casa na Dinamarca eu gosto de inventar. Recheio de marmelada ou geleia de frutas, banana com canela. Já as salgadas, eu tenho feito com peixe. (pronto, vão me matar! Kkk)

É sério. Preparo o recheio como se estivesse preparando um patê. Sardinha enlatada amassada com um pouco de maionese hellmanns, ou ova de bacalhau amassadinha com maionese. Curto muito. Fica mega gostoso, para passar numas torradas, comer sobre pão de centeio tradicional daqui, e agora na tapioca.

Hoje eu provei com atum. Coloquei um pouco de hellmanns mas percebi que talvez nem fosse preciso. Amanhã vou experimentar sem.

Para quem não tem medo de provar umas coisas diferentes, fica aqui a dica de recheio para variar.

Ilhada

Vi que no meu post anterior eu estava reclamando dos míseros 20 km de estrada de terra esburacada. Eu não sabia o que me esperava. 

Amanhã será meu último dia num paraíso no sul da Bahia chamado Caraíva. Paraíso intocado, mas por uma razão: difícil acesso. Quase 50 km de estrada de terra esburacada. Com chuva, não tem quem passe. Demorou que 2 horas para passar esses 50 km, chegando a Nova Caraíva. Para chegar no destino final, a vila de Caraiva, tem que atravessar o rio com canoa. Foi uma maratona, mas que valeu muito a pena. 

Mas aqui tem que vir com disposição. As ruas todas são de areia fofa, tudo muito rústico, mas a região é fantástica, o povo muito acolhedor, a comida maravilhosa. Pastel de arraia, purê de banana, uma moqueca top. Do forró daqui não gostei, mas acho que não dei sorte, aparentemente aqui é como Dunas de Itaúnas no Espírito Santo, um lugar para curtir um bom forró pé-de-serra. 

Amanhã vou embora, mas tem chovido tanto, que estou apreensiva se vou conseguir passar pela estrada. Espero que sim, pois tenho que chegar em SP a tempo de pegar o avião para casa. Vamos ver. 

Estrada

Nossa, que aventura que passei hoje. Como faz falta uma estrada asfaltada. Tanto pedágio, mas asfalto que é bom, nada. 

Vinte quilômetros de estrada de terra, ou melhor, lama e buracos. Foi praticamente um rali. 

O povo tinha colocado filme para assistir na van, cada pulo que perua dava, o filme pulava. De repente o homem morreu e ninguém entendeu, ficou todo mundo se perguntando, mas quando aconteceu isso, porque o filme pulou e perdemos. Mas também, que filme dramático, com Robert De Niro, que até desanimou a gente. 

Mas fora a péssima habilidade para escolher filme para uma viagem turbulenta, achei o grupo animado. Tinha até uma de Curitiba (só encontro gente de Curitiba nesse mundo!). 

Agora, essa chuva! Vamos ver se ela dá uma trégua para que eu tome um banho de rio, passeie pelas dunas e aproveite melhor a viagem. 

Chove chuva

Chove sem parar. Pelo menos faz um calorzinho gostoso. Nem muito quente, nem frio. Mas uma pena. 

Cheguei em Vitória ontem. Foi um pit stop rápido antes de continuar para o nordeste. Dei um pouco de sorte e fez um solzinho gostoso no fim do dia. Mas agora… Como chove!

Todo mundo falou que era para eu tomar muito cuidado aqui, e que a cidade não valia a pena visitar, que era melhor ir para lugares como Maceió. 

Gente, eu achei o povo em Vitória muito, mas muito simpático. A praia e a beira mar me fizeram lembrar tanto de Santos, com aqueles jardins maravilhosos na praia, quanto de Fernando de Noronha, com as plantas rasteiras se espalhando pela areia. Gostei muito. 

A água não é azul (pelo menos não nesse dia que estou aqui), mas tem sua beleza. 

Pena que a faixa de areia tem uma inclinação feroz. Eu prefiro quando dá para caminhar na areia, com os pés na água, sem precisar fazer malabarismo para ficar de pé, mas tá valendo. Inverno aqui está melhor que verão dinamarquês. Rsrs

Aeroporto 

Ah, aeroporto de Guarulhos. Como esse povo adora fazer anúncio pelo autofalante. Anúncios de montão, mas informação nenhuma. 

Meu vôo para Vitória está atrasado. Ao invés de informarem quanto tempo, para quando está previsto, só dizem que estão aguardando o avião chegar e que os passageiros devem esperar aqui no portão. 

Sim, mas quanto tempo? Pq não dizer o novo horário de embarque, e ao invés de ficar aqui mofando, poderiamos caminhar pelo saguão, olhar as lojas, sentar numa lanchonete. 

Acho essa falta de comunicação uma falta de consideração com o passageiro. Nessas horas eu sinto falta da Europa. Digo, do Norte da Europa, pq o sul da Europa tem uma cultura muito parecida com a brasileira. 

Mal acostumada 

A meu provedor para o telefone celular na Dinamarca fica mimando a gente, e o resultado disso é que a gente não sabe o que fazer quando não tem a mesma cobertura quando se está viajando.  

Temos telefonia e internet gratuita em mais de 43 países, e isso tem sido perfeito para minha maratona de viagens, mas de repente a gente vem para um país que não está no pacote, e o preço é exorbitante. Tomei até um susto quando recebi o sms com os preços para Internet e telefonia no Brasil. 

Resultado. Coloquei o telefone no flight mode e vou sobreviver com WiFi, se tiver. Ouvi comentários de que os lugares que vou visitar são tão remotos que nem telefone por lá pega. E mandaram levar dinheiro, pq lá não tem banco nem caixa eletrônico e ninguém aceita cartão. Já pensou? 

Pelo jeito estou muito mal acostumada com certos luxos, que a gente pressupõe que existem em todos os lugares. 

Spam

Haja paciência para aquelas mensagens indesejadas. Raramente eu recebo spam em português. Sempre vinha em inglês ou, de vez em quando, em dinamarquês. Mas depois que eu comprei uma passagem pela tal de LATAM, tenho recebido horrores de spam em português. É aí que a gente vê. Um site oficial, bem conceituado, vendendo endereço de email para companhias de marketing. 

Acho que hoje recebi umas 28 mensagens de Oi, Tim, Estadão, Inglês Fluente, Empirius, e sabe-se mais o que. Que canseira isso.

Comidas estranhas

Nessa rota do forró conheci gente de praticamente todo o Brasil. Muita gente do Sudeste e Nordeste, e eu percebi como os costumes são diferentes, como as comidas são diferentes. (Lembrei de quando fui no Acre e comi tacacá. Fiquei mascando aquelas folhas de jambu e tomando o tucupi.)

Outro dia achei sagu para vender num mercadinho tailandês. Fazia uns 8 anos que eu não comia sagu, resolvi comprar e fazer. Comentando com um pessoal de Minas e da Bahia, eles nunca ouviram falar de sagu. Eu achei que sagu fosse coisa do país todo, mas aparentemente é coisa do sul.

Mas eu também já provei coisa que nunca tinha ouvido falar antes. Já ouviu falar de tapioca? Pois eu provei no festival do Baião em Lisboa em dezembro do ano passado. Adorei. Eles faziam tapioca tanto com recheio doce quanto salgado. Eu só gosto de coisa salgada, então o meu foi com frango desfiado e catupiry. Achei ótimo.

Até então eu achava que o negócio se fazia com farinha de mandioca, mas um dia resolvi pesquisar para tentar fazer em casa, e descobri que é com polvilho umedecido. Vivendo e aprendendo.

Então fui para o festival em Berlim e fiquei hospedada na casa de uma amiga baiana que me ensinou a fazer a tapioca bem certinho. Agora eu ando com mania de fazer tapioca. Quase todos os dias de manhã eu faço para o café-da-manhã. É super rápido, gostoso e sustenta. Agora só falta eu aprender os segredos (pq todo prato brasileiro tem algum segredo!). Quando eu chegar na Bahia na semana que vem, vou investigar os segredos da tapioca. Vou virar expert! rsrs

 

Hospital

Ao meu ver, nem sempre uma visita ao hospital é uma atividade agradável. Nem como paciente, nem como visita, e algumas vezes, nem como profissional. Hospital sempre tem uma energia no ar que diz: aqui é um local de muito sofrimento. 
Mas sofrimento é chegar no infeliz do hospital do reino, o Rigshospital, em Copenhague. As estações de trem e metrô são tudo longe, e vc tem que pegar ônibus. Ir de carro até lá, é pedir para sofrer em dobro, por conta do trânsito e depois achar estacionamento – e ainda tem que pagar para estacionar (a não ser que vá fazer um procedimento de mais de 3 horas, aí vc ganha um vale-estacionamento). 

Fui fazer meu check-up na quarta-feira e resolvi trazer a bicicleta comigo no trem. Eis que na metade do caminho o maquinista informa que esse trem não vai mais fazer o caminho previsto, vai fazer meia-volta e retornar. Ainda bem que eu estava com a bicicleta e que o tempo estava ótimo. Resolvi pedalar o resto do caminho e peguei a via na beira dos lagos. 

Acabei chegando no hospital com 15 minutos de antecedência e antes de entrar dei uma caminhada no parque na frente do prédio. Eu nunca tinha caminhado lá, achei bacana. Encontrei até uma mensagem de boas melhoras (get well) pichado no portão de entrada do abrigo anti-bomba. Achei bem bolada a ideia, apesar de imprudente. As vezes os fins justificam os meios. Somente pacientes em estado grave são enviados ao Rigshospital. São pacientes com câncer, com doenças complicadas, e assim vai. Aqui não se entra, a não ser com ambulância. A emergência não é aberta ao público. Então essa mensagem no portão deve ter dado ânimo e forças para alguém que estava precisando. 

O bacana é que se vc tem condições para andar, pode caminhar pelos jardins do hospital. E foi o que eu fiz quando a enfermeira me disse que meu médico estava atrasado por uns 60 minutos. Perguntei se eu poderia caminhar no sol, ela disse que sim e que me telefonar ia quando fosse meu horário. Me sentei ao lado da fonte e das lavandulas. As abelhas todas loucas com as flores da planta. Um perfume gostoso no ar. Nem parecia que eu estava no hospital. 

Vi que eles estão fazendo uma reforma gigante no hospital. Ouvi comentários de que teria saído mais barato construir um novo hospital em outro local da cidade do que reformar da maneira como estão fazendo. Mas ei, isso aqui é Dinamarca, eles adoram usar dinheiro público de forma insensata.  

Som da terrinha 

Estou na cantina do trabalho, sentada perto do quiosque, onde eles vendem suco natural, sobremesas, vinho, chocolates, e outras coisas apetitosas. A mocinha que vende, está sempre escutando jazz suave ou bossa nova. Quando toca música brasileira eu vou lá brincar com ela. 

Nessa semana ela está de férias, e para minha surpresa, a substituta também está escutando música brasileira. Ara Ketu. 

Gringo escutando axé? Fora do Brasil? Impressionante! Só que aqui eles chamam axé de samba reggae. 

Já vou matando a saudade… Quando eu chegar no Brasil semana que vem, vou estar no ritmo! Rsrs 

Lacto

Eu não me lembro se comentei que tenho intolerância à lactose. Descobri isso em dezembro, então é recente (a descoberta é recente, os sintomas tenho há muito mais tempo, só achava que era qualquer outra coisa). 

Eis que morar num país que vive da indústria de laticínios não é fácil, pois eles usam leite, creme e queijo em tudo quanto é comida. 

Para piorar, é bem difícil encontrar produtos livres de lactose nos supermercados. Normalmente um supermercado tem um produto, por exemplo leite, depois tem que ir num outro para encontrar iogurte ou manteiga e assim vai. Queijo sem lactose? aqui nunca tinha visto. 

Quando estive na Alemanha mês passado, fui à loucura quando vi que eles tinham tantas opções sem lactose, até queijo Philadelphia e queijo para pizza. 

Mas parece que minhas preces foram escutadas. Hoje foi a um supermercado de uma rede sueca (mas aqui em Copenhague mesmo) e fiquei tão surpresa que soltei um daqueles suspiros de surpresa e o povo ao meu redor todo me olhou. Tinha tanta, mas tanta coisa sem lactose, que eu não sabia o que comprar. 

Era sorvete, queijo cremoso, queijo mozzarella fresco, frios diversos, iogurtes, coisas para passar no pão, maioneses, queijos diversos inclusive para pizza e parmesão. Fiquei louca lá dentro. Claro que os preços são exuberantes, mas isso é um detalhe. 

Saí de lá feliz, e com um rombo no bolso!

Só espero que tenha saída esses produtos, que é para que eles não cortem, né. 

Tempo 

“Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.”

Mário Quintana

Festa

Volta e meia o povo me pergunta por que eu não faço videolog no YouTube. Gente, minha vida é tão sem graça. Quer um exemplo. 

Hoje de noite tem uma festança do Internations num restaurante badalado no topo de um prédio chique aqui de Copenhague. Eu sou membro do internations e entro praticamente de graça na festa, se chegar antes das 11 da noite. A festa começa com jantar para quem quiser a partir das 19 horas. 

O código de vestimenta é roupa branca. 

Eis que eu passei o dia me enrolando. Choveu horrores, dormi quase o dia inteiro. Quando acordei, já eram sete da noite. Um solaço começou a brilhar (mas frio, 13 graus e vento, afinal, isso aqui é Dinamarca). 

Eu poderia ter me arrumado e saído de casa gravando o vídeo para o YouTube, certo? Mas sabe o que eu fiz? 

Resolvi tocar piano. Então resolvi tomar um banho longo. Já que estava ali, resolvi lavar o box do banheiro. Nisso o relógio já estava mostrando 21:30. 

Resolvi então requentar uma comida que tirei do freezer. 

Enquanto comia, checava o horário do ônibus para ir para o centro. Tinha saída de dez em dez minutos, mas eu comecei a calcular: preciso de uns 15 minutos para escovar dentes e passar uma maquiagem. Mais uns minutos para achar uma jaqueta e dinheiro, pq não aceita cartão na festa. 

Com meus cálculos, mais o tempo que demoraria para chegar lá, eu já estava atrasada e não chegaria antes das 11 da noite. E depois desse horário, o preço da entrada era beeeeeem caro. 

Acabei que desisti de ir. Estou toda vestida de branco, mas resolvi que vou ficar em casa, vendo o por do sol da minha sacada, tomando chá de cidreira que trouxe do Brasil em 2014, escutando Festa do Interior. 

Viu como não dá certo essa história de videolog?! Minha vida é monótona demais! Rsrsrs

Agora vou lá caçar um filme no Netflix para assistir. Enquanto isso, a festa é aqui na minha cozinha, ao som de Gal Costa!