Madeira – parte 3

Depois da maratona do dia anterior para chegar na Camara dos Lobos, passamos o dia no hotel descansando, aproveitando a bela vista da sacada do quarto, indo ao spa do hotel: massagem, piscina.

No hotel resolvi puxar conversa com o rapaz que tinha um falcão. Todos os dias de manhã ele estava ali e isso me intrigava. Ele me explicou que o falcão era um modo de manter os passarinhos irritantes, como pombos, fora da área de hotel. Achei interessante a tática.

Esse hotel foi uma boa pedida. Meio longe do centro, mas num local muito bonito, com jardins bem cuidados e com plantas catalogadas e bem identificadas, incluindo uma área dedicada a orquídeas, onde as borboletas faziam a festa.

Durante a noite, alguma flor noturna, espalhava seu perfume por toda a área da piscina e jardins. Eu tinha que passar por ali todas as noites, só para me deliciar.

Depois de descansar bastante, num dos dias seguintes tomamos coragem de ir até o centro de Funchal. Ficamos pensando se iríamos caminhar ou tomar o ônibus do hotel. Lembro que o tal do José Rodrigues tinha dito que levaria 20 minutos até a vila de pescadores, e demorou 3 horas. Ele também tinha dito que do hotel até Funchal levaria 10 minutos andando, pertinho. Ahã. Fomos andando. 10 minutos, né? Eram 45 minutos de caminhada, morro acima. Jesus. Mas foi bom para fazer um pouco de exercício.

A cidade é bonitinha. Visitamos o mercado central. Frutas e verduras lindas, mas os preços são especiais para turistas. Me deram, sem brincadeira, uns 5 maracujás diferentes para provar. Tinha uns ali dos quais eu nunca tinha ouvido falar, e olha que eu adoro maracujá. Me empolguei e pedi uns 6 para trazer para casa. Quando ele me passou o preço, quase tive um treco. 20 euros. Com 20 euros dá para comprar muitos quilos de maracujá em outros lugares. Mas tudo bem. Estou viajando.

Aproveitei e comprei um panetone para matar a saudade, e uma garrafa de licor Beirão, para fazer o coquetel Caipirão no hotel. Realmente nos apaixonamos por esse drink. Melhor que Caipirinha.

Madeira – parte 2

Dia seguinte à chegada, depois do café da manhã, fomos fazer um reconhecimento do local e andar até a vila de pescadores indicada pelo José Rodrigues.

Ele tinha dito que era pertinho, uns 20 minutos caminhando. Eu acho que esse homem nunca andou a pé na vida dele. Deve demorar 20 minutos de táxi. Depois de caminharmos por mais de 90 minutos, resolvi perguntar se estávamos longe, e nos informaram que estávamos na metade do caminho.

Como fazia um sol divino, temperatura agradável, resolvemos continuar a caminhada beira mar e se chegássemos lá, era lucro.

Valeu muito a pena. Vimos grutas, despenhadeiros, um navio tipo galeão, e muitas coisas interessantes no meio do caminho, como a flora local.

A vila de pescadores, Camara dos Lobos, é um lugarzinho super pequeno, bem turístico, porém agradável. Enquanto aguardávamos o horário do trenzinho que subiria o morro e nos levaria até o alto do Cabo Girão, resolvemos provar os coquetéis locais: Nikita, Caipirão, Poncha.

Pegamos o último trenzinho do dia. Somente eu e Carsten éramos os passageiros. A vista do Cabo Girão é realmente muito bonita, pena que indo com o trenzinho, só nos dão 15 minutos lá em cima. Então foi correria. Eu prefiro fazer as coisas com mais tempo. Próxima vez, ou aluga um carro, ou vai de táxi. Carro parece ser a melhor opção, pois a ilha é grande, há muita coisa para ver, e quem quer fazer as caminhadas nas Levadas (que são várias e umas longe das outras), seria uma boa maneira de se locomover e economizar, pois os preços dos passeios com agências são híper caros.

Madeira – parte 1

E assim foi a viagem para a Ilha da Madeira…

Cinco horas de vôo de Copenhague até Funchal. No saguão do aeroporto nos aguardava um taxista, segurando uma placa dizendo Sr. Rodrigues. Bom, não é a primeira vez que me chamam de senhor, então tudo bem.

Assim que eu me identifico como “Sr” Rodrigues, o homem desabou a falar. Ele achava que estavam fazendo uma brincadeira com ele, pois o sobrenome dele também é Rodrigues e em 27 anos trabalhando como taxista na Madeira, ele nunca antes tinha ido buscar alguém com o nome Rodrigues. Então ele puxa a manga da blusa para mostrar uma tatuagem enorme no seu antebraço que dizia: Rodrigues
Linda tatuagem.
E ainda por cima, além de termos o mesmo sobrenome, descobri que ele tinha o mesmo nome do meu pai! José Rodrigues.

Dentro do taxi, esse homem não parava de falar. Nos deu muitas dicas. Uma delas era ir do nosso hotel até uma vila de pescadores e de lá pegar o trenzinho para o cabo Girão. Disse que do hotel até a vila seria uns 20 minutos de caminhada.

Enquanto estávamos no taxi, caiu um toró, mas um toró, daqueles que não dá para ver nem um palmo na sua frente. Foi uma tempestade de verão. Depois de 5 minutos, a chuva sumiu e não voltou a chover por uma semana, só para contrariar a previsão do tempo, que dizia que ia chover todos os dias. Sorte nossa! Carsten viajou comigo.

 

Ceia e Vivino

O doido do Carsten pediu para eu fazer um pudim de leite para sobremesa da ceia de Natal.

Está no fogo, mas acho que pudim brasileiro não tem nada a ver com ceia de Natal dinamarquêsa (carne de porco, batata caramelizada, repolho roxo, molho negro). Normalmente o povo come ris à l’amande (arroz doce com amêndoas, feito sem açúcar e com creme de leite, servido com molho quente de cerejas) como sobremesa.

Vamos ver no que vai dar. Se ficar ruim, ainda temos salada de frutas que sobrou de ontem (outra coisa que Carsten me convenceu a fazer – acho que ele estava com saudade de sobremesas brasileiras).

Enquanto estamos passando horas na cozinha, escutando Nirvana, um vinhozinho para acompanhar.

Pergunto a ele se ele já postou uma avaliação do vinho no app Vivino…

Para quem não conhece, Vivino é um aplicativo desenvolvido por um dinamarquês e onde se compartilha informações sobre vinhos.

Na Dinamarca, entre todos os milhares de usuários, eu sou número 162, somente com 129 avaliações. A maioria do povo tem mais de 600 avaliações. Como consegui essa façanha, não tenho nenhuma ideia. Não sou nenhuma especialista em vinhos nem sommelier.

Carsten é número 6235. Ah se inveja matasse rsrs.

E o pudim ficou pronto… Sem lactose, pq vc sabe, tia Cris aqui é complicada. Rs

 

Natal

Festas de fim de ano… Nessas horas é que a gente vê o quanto somos queridos e como estamos cercados de bons amigos e pessoas maravilhosas.

Esse é o primeiro Natal que passo “sozinha” e perdi a conta de quantas pessoas me convidaram para passar as festas com elas e queriam se certificar de que eu estaria bem.

Fiquei muito feliz.

Meu Natal está sendo muito tranquilo. Vim visitar Carsten. Estamos comendo horrores. Compramos muita comida.

Entre uma refeição e outra, dá-lhe filme e séries de Netflix. Lucifer, Troll Hunters, Back to the Future…

Está sendo bom. Eu estava precisando descansar. E também foi bom vir e conversar sobre a casa que estamos tentando vender. A casa do vizinho vendeu em três meses e a nossa está à venda há quase 9 meses e nada. Estranho. Bom, veremos o que o ano novo nos reserva.

Boas festas

Fim de ano, fim de Cris.dk

Eu resolvi que vou desativar o site Cris.dk. Durante mais de 10 anos eu me diverti bastante escrevendo nele, aprendendo sobre web design, css, java, html, e um monte de outras coisinhas.

Com as mudanças na minha vida, percebi que manter o site não é mais uma prioridade e nem tenho vontade de fazê-lo. A maioria das informações lá se tornaram redundantes. Então vou desativá-lo mas a princípio manter o domínio cris.dk para o blog. Obviamente manterei um backup do site, caso algum dia eu volte a me interessar por ter um website.

Esse blog eu manterei ativo por algum tempo até que eu decida melhor. Vou fazer uma coisa de cada vez para não ser muito drástica.

O endereço do blog continuará o mesmo. Mas no futuro poderá ser acessado simplesmente escrevendo cris.dk

Boas festas para todos e boas entradas em 2018!

Inventando moda

Quem mora sozinho conhece aqueles dias em que se está gripado, não se tem nada na geladeira, uma preguiça enorme de sair de casa para ir ao mercadinho (mesmo porque tem um monte de neve lá fora!)… Quando a fome aperta, sabe o que a gente faz nesse dias? A gente inventa moda!

Um pãozinho agora ia bem.. não tenho. Pensei, vou então fazer uma tapioca, mas não tenho nem mistura, nem polvilho. Aí pensei: se polvilho é fécula de mandioca, será que dá pra fazer uma “tapioca” com fécula de batata?

Olha, não ficou ruim, não! rsrsrs

Baião

A caminho do festival de forró Baião in Lisboa.

Já começou bem. No avião, o atendente pergunta o que quero beber com o jantar e eu digo que gostaria de provar o vinho branco deles da região do Douro. E um pouco d’água.

Digo que quero aproveitar a ocasião e provar um vinho da região.

No que ele responde: “Não quer provar o tinto também? Eu gosto mais do tinto.”

Dizendo assim com tanta simpatia, quem resiste. Vamos provar o tinto também!

Eu, e três copos na minha frente. Nem tem espaço pra tudo isso na mesinha desses aviões.

Friburgo

Tirei uma tarde para passear pelo centro antigo (em alemão: Altstadt) de Friburgo em Brisgóvia (em alemão: Freiburg im Breisgau). Fazia um frio fenomenal, oito graus abaixo de zero, mas o sol lindo e céu azul.

É necessário mencionar de qual Friburgo se está falando, porque há uma outra cidade na Suíça que também se chama Friburgo e não fica muito longe da Friburgo alemã. Então para não haver dúvida.

Achei a cidade muito bonitinha, mas é super pequena. Um dia ali é mais que suficiente.

Quanto mais andava pela cidade, mais eu percebia que já viajei demais. Tudo que eu via me lembrava de outras cidades que eu já tinha visitado.

A igreja principal de Friburgo me lembrou demais a igreja de Limburgo am der Lahn. Mesma arquitetura, só a cor que é diferente.

Outras igrejas que vi tinham as torres de metal e me lembraram igrejas que vi em Münster.

 

Até aí tudo bem, tanto Limburgo quanto Münster são cidades alemãs, então está tudo certo. Estilo de arquitetura nacional.

De repente meu olho bate numa torre com um relógio e aquilo me fez lembrar da Suíça! Só faltava uma fonte com estátua para completar, mas foi eu olhar pra trás, que vi a fonte na pracinha. E para dar um toque ainda mais suíço à paisagem, passou um bonde bem naquela hora, e um bonde do estilo suíço também (em Friburgo vi dois estilos de bonde, um suíço e outro que eu não tinha visto antes em nenhum outro lugar).

 

Um pouco mais tarde passo por uma ruazinha com o córrego ao lado. Aquilo me fez lembrar a cidade francesa de Annecy. E o fato de ver tantas bicicletas encostadas na grade, me lembrou de Amsterdã e de Copenhague, as cidades das bicicletas.

Acho que a única coisa que achei típica de Friburgo e que não tinha realmente visto em outro lugar foi o antigo sistema de valas para a drenagem de água. Essas valas estão por toda parte na cidade antiga e têm uns 800 anos de idade. Não tirei nenhuma foto, mas é só procurar no google.

 

 

Outra coisa que gostei foi o street art. Vi vários muros pintados, decorados. Bem bonitos.

E para terminar meu passeio, olhei no mapa uma área verde, com dois lagos, achei que seria um parque e que seria uma ótima maneira de terminar meu passeio. Andei pra caramba para chegar lá. Minhas pernas já estavam congeladas depois de andar por quase 4 horas. Chegando lá, cadê o parque? Era um cemitério!!
Bom, como já estou morta, aqui é o lugar certo para visitar, pensei. Entrei.

Que cemitério bonito. Como o pessoal cuida das covas. Fazem jardim, plantam flores. Tinha até decoração de natal nas maioria das tumbas. Acabei caminhando bastante nesse cemitério. Valeu a pena. Em matéria de decoração das tumbas, esse foi um dos cemitérios mais bonitos que já vi – até mais bonito que os cemitérios famosos de Paris, como o Montparnasse e Père Lachaise.

Coincidências

Fim de semana passado fui para Friburgo na Alemanha para um festival de forró. Achei a cidade muito bonitinha e dessa vez até tirei algumas fotos e vou publicá-las no próximo post. A história de hoje será sobre as muitas coincidências que aconteceram durante a viagem.

Entrei no avião pela porta traseira, e para minha surpresa, o meu assento era o primeiro no qual bati o olho.

Eu estava com uma fome de leão, e como estava na última fileira, achava que seria a primeira a ser servida, porém quando o atendimento foi iniciado, os comissários levaram o carrinho lá para o meião, ou seja, eu seria uma das últimas a ser atendida.

Quando finalmente chegaram na minha fila, atenderam a moça ao meu lado e me esqueceram. Estavam a caminho do meião novamente, quando a menina do meu lado disse: ei, ela aqui também quer fazer um pedido (e quase que eu não consigo pedir o meu mini-calzone, porque o avião iria pousar em 20 minutos e demora 15 minutos para aquecer o negócio).

Achei bem legal da parte da moça me ajudar, pois eu já tinha desistido.

Lá em Friburgo, fazendo um passeio pela cidade, encontrei uns forrozeiros espanhóis conhecidos. Passaram na minha frente, olhando para uma vitrine de doces. Eu cheguei a dizer Hola, mas eles nem escutaram. Também, nós estávamos todos empacotados dos pés à cabeça, pois estava fazendo oito graus abaixo de zero.

Deixei por isso mesmo.

Mais tarde na festa, eu tinha chegado mais cedo e estava me preparando, quando os mesmos espanhóis chegam para bater papo, e descobrimos que tínhamos acabado de comprar sanduíches para o jantar na mesma lojinha e que não nos encontramos por questão de segundos. Provavelmente eu até passei por eles no meio da rua e não reconheci, já que eu estava tão atordoada com o frio, que não via nada.

Dancei horrores e no dia seguinte resolvi pegar o ônibus de volta para o aeroporto com quase 4 horas de antecedência, para evitar estresse caso caísse neve e tivesse trânsito. Enquanto sento no ponto e aguardo, quem chega? Quem, quem, quem? Exatamente, os mesmos espanhóis. Iam pegar o mesmo ônibus, e o vôo deles era no mesmo horário do meu. Tivemos todos a mesma idéia de ir mais cedo.

Fomos então jogando conversa fora. Logo eu, que gosto de ficar em silêncio, mas foi bom praticar um pouco o meu portunhol.

Quando finalmente é hora de voltar para casa, estou já sentadinha no meu assento no avião, e chega a menina que vai se sentar ao meu lado. Ela olha pra mim e começa a rir. Sabe quem é? Acredite ou não, a mesma menina que se sentou ao meu lado na ida para Friburgo!!! A mesmíssima pessoa e sentada novamente ao meu lado! Olha que coincidência louca.

Aí não tem jeito, tem que puxar conversa. Conversa vai, conversa vem, descubro que ela mora na Dinamarca há 9 anos, mas ela é originalmente da Suíça. Eu aproveito e comento que eu sempre vou pra Suíça, pois tenho amigos em Biel. E aí vem a coincidência final. Adivinha de que cidade suíça ela é? Exatamente!

Ô mundo pequeno esse!

 

Projeto 333

Na tentativa de simplificar a minha vida, estive lendo alguma coisa sobre minimalismo, a arte de viver com pouco. Claro que não vou aderir assim, de uma hora para outra, a um estilo de vida tão drástico, mas achei que algumas técnicas ajudariam a eliminar certas coisas que estressam e fazem tanto a mente quanto a alma ficarem carregadas, ou melhor, sobrecarregadas.

Uma das coisas que mais me chamou atenção é um negócio chamado Projeto 333. Que é ter um guarda-roupas de 33 peças para usar por 3 meses. Cada coisa conta, inclusive sapato, bolsa, chapéu, jóias, relógio, óculos de sol. Não conta roupa íntima, pijamas, roupa de ginástica.

Tive a impressão que a maioria das pessoas que tentam colocar em prática o Projeto 333 são motivadas pela desorganização e bagunca no guarda-roupas, e a dificuldade de tomar uma decisão do que vestir, em meio a tantas opções. O projeto tem como objetivo simplificar. Não quer dizer que é para jogar tudo fora. No momento de fazer a seleção de peças, tem-se, no entanto, uma boa oportunidade de ver o que não serve mais, o que pode ser doado, o que precisa ser remendado, e por aí vai. E o resto coloca-se em caixas e armazena-se fora de vista. A idéia é fazer a mente relaxar.

Estou pensando seriamente em começar ou hoje ou no início da semana que vem (estarei viajando nos dois finais de semana, ou teria usado eles para fazer isso).

Ontem dei uma olhada por cima do que tenho no guarda-roupas. Coisas que eu adoro, mas que nem lembrava mais que tinha. E já percebi que 33 peças para 3 meses de inverno dinamarquês não são suficientes, já que eu uso cinco camadas de blusas por dia. Se eu só tiver 33 peças, terei que lavar roupas com muita frenquencia, e a ideia do projeto é simplificar, mas sem causar frustração.

Acho que 33 peças em meia-estação ou verão são mais que suficientes, mas no inverno preciso de mais. Vou começar com 50 peças e ver como funciona.

Relato mais tarde.

Para quem nunca ouviu falar do Projeto 333, eu achei um artigo em português, mas confesso que não o li. Normalmente leio em inglês.

https://reviewslowliving.com.br/2014/04/01/minimalize-seu-closet-com-o-projeto-333-o-simples-e-o-novo-preto/

Prato “exótico”

Tomei um susto com o cardápio para a semana no refeitório da empresa. Hoje nós vamos comer algo chamado Fogo no Rabo (ild i røret)

Tantos anos de Dinamarca, eu já tinha provado Paixão Ardente (brændende kærlighed), mas fogo no rabo, essa será a primeira vez.

Aí fui pesquisar para ver se é algo exótico. Porque aqui na Dinamarca não dá para confiar, O paixão ardente nada mais é que purê de batata com cubinhos de bacon frito em cima. Ou seja, nada especial ou exótico, além do nome.

Pela foto que encontrei, fogo no rabo parece ser um refogado com repolho, cenoura e carne. Ou seja, coisa que eu mesma preparo em casa faz tempo. Aparentemente tenho fogo no rabo há anos e não estou sabendo. 

Globo Repórter

Eu fiquei sabendo sobre a matéria que o Globo Repórter apresentou na última sexta sobre a Dinamarca. Pintaram a Dinamarca de Ouro e não mostraram os prós e contras.

Só quero ver a quantidade de brasileiros mal informados que vão aparecer na Dinamarca nos próximos anos. Vão tomar um susto muito grande.

Chove chuva

Fim de semana interessante. Chove torrencialmente, pára. Clareia, aparece até sol. Volta a chover torrencialmente. E assim esse ciclo continua. Acho que já teve uns 12 ciclos desses hoje, e ainda não são nem 3 da tarde.

Não tive nem coragem de colocar o pé fora de casa. E olha que eu tinha planos de ir tomar vinho quente (quentão) lá no centro da cidade.

Assim não tem graça. O fim de semana já é tão curto e ainda o tempo não ajuda. Pelo menos dá para descansar, assistir uns filmezinhos e ficar de pijama o dia inteiro. Adoro!!!

Bucket List

Uns meses atrás vi no Facebook um post que dizia: 30 coisas para fazer ao invés de se apaixonar novamente. Achei a lista interessante.

  1. Aprender uma nova língua. Baixar um aplicativo de línguas, conseguir um parceiro de conversação ou um dicionário bilíngüe e forçar sua mente em uma nova forma de compreender outras pessoas. 
  2. Ir para um país distante por um período indeterminado de tempo. Voltar quando sentir vontade, ou nunca mais voltar.
  3. Tirar carteira para motos. Alugue uma moto e ande pela cidade quando quiser se sentir “fodão”.
  4. Entrar na melhor forma de sua vida. Apreciar o seu corpo não apenas pela forma como ele é visto através dos olhos de outra pessoa, mas como é visto por você. Saiba seus novos limites físicos, e depois supere-os novamente.
  5. Visitar um amigo que se afastou – o que você sempre diz que vai visitar, mas nunca realmente vai.
  6. Aprender a tocar um instrumento. Dedique uma hora por dia para praticar e assistir-se melhorar. Crie um canal no Youtube, para sentir-se inspirado.
  7. Seja voluntário em algum lugar. Se você está cansado do mundo dentro de sua própria mente, comece a dedicar o seu tempo a uma causa que não te envolva. Perceba que há um universo inteiro fora de sua casa e que ele precisa de sua ajuda.
  8. Aprenda a mergulhar, escalar, ou asa delta. O que você achar mais legal.
  9. Tornar-se financeiramente independente (se ainda não for). Perceba que o dinheiro não compra felicidade, mas com certeza compra a paz de espírito, e isso é um conceito similar.
  10. Começar ioga. Torne-se uma daquelas pessoas que postam fotos em determinada posição em um penhasco no por do sol e sentem absolutamente zero de vergonha nisso.
  11. Escrever um livro. Todos nós temos algo para contar.
  12. Voltar para a escola. Receba uma boa educação de qualquer escola que puder ir, sem se preocupar com a distância.
  13. Comprar um pijama confortável e uma caneca bem grande para preencher com chá e aprender a consolar-se nas noites em que estiver sozinha.
  14. Dormir o dia inteiro se quiser. Fique tranquilo, mas não muito.
  15. Planejar seu futuro sem restrição. Permita que a sua imaginação corra solta e perceba que não há muito te impedindo de tornar esses sonhos uma realidade.
  16. Cometer um grande, enorme, gritante erro. Invista dinheiro em algo tolo. Namore uma pessoa terrivelmente errada para você. Perceba que apenas você é responsável por si mesmo. E que ainda tem muito tempo para fazer as coisas direito.
  17. Ir para casa e passar algum tempo sério com sua família. Conheça-a como pessoas, como adultos e como amigos.
  18. Sair com os amigos e ficar fora até o sol nascer
  19. Espalhar seu sono pela cama.
  20. Escolher algo sobre o qual se interesse, ir a biblioteca local e conferir todos os livros que puder encontrar sobre o assunto. Leia todos eles. Torne-se um especialista.
  21. Tornar-se íntima com seu próprio corpo.
  22. Fazer amigos que compartilham seus interesses.
  23. Abrir sua casa para intercambistas. Se você não pode se dar ao luxo de viajar, tenha essa experiência para fazer amigos de todo o mundo.
  24. Aprender a dançar. Mantenha seu corpo em movimento.
  25. Redecorar a sua casa, apartamento ou quarto. Pinte-o de uma cor você que nunca pensou.
  26. Treinar para uma maratona. Em seguida, realizá-la.
  27. Aprender a cozinhar três refeições muito bem. Impressione os amigos com esses três pratos para basicamente o resto de sua vida.
  28. Identificar uma coisa da qual você tem medo e fazê-la.
  29. Praticar meditação. Ficar confortável estando a sós com seus pensamentos e ouvindo o que estão tentando dizer.
  30.  Pegar todas as características que deseja em um parceiro e cultivá-las em si mesmo. Há uma pessoa com quem você definitivamente passará o resto de sua vida: você. Então, torne-se um ótimo companheiro.

Se alguém aqui assistiu ao filme “Antes de Partir” com Jack Nicholson e Morgan Freeman, o nome original do filme é Bucket List – que é uma lista de coisas para fazer antes de morrer. Eu tenho vários items na minha Bucket List, mas já adicionei vários novos baseados na lista acima.

Parece uma bobagem enorme ter uma Bucket List, mas a verdade é que colocar planos no papel, ajuda muito a saber que rumo tomar na vida, ao invés de ser levado sem destino para cá e para lá.